Outlet, o sexto elemento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O varejo, atento às vantagens do canal total (omni-channel), também está inserido no formato de Outlet, que vem crescendo acentuadamente.

 

Os brasileiros que já estiveram nos Estados Unidos sabem bem das vantagens dos Outlets, embora talvez não saibam por que não há aqui as mesmas condições.

 

Lá, os Outlets, que correspondem apenas a 1% da área disponível do varejo, recebem 10,9% do público consumidor. Essa relação positiva remete a uma produtividade invejável, expressa pelos US$ 45 bilhões alcançados em 2015, transformando a venda de seis anos antes em irrisórios US$ 19 bilhões.

 

Globalmente, embora concentrado em poucos países, os Outlets passaram em curto período de 435 unidades para 540, com ABL (área bruta locável) de 12,5 milhões para 16,3 milhões.

 

O Brasil, que inaugurou o primeiro Outlet em 2009, com o Premium da Senpar Empreendedores, somente agora começa a acompanhar o ritmo. Dos 10 existentes hoje, em três anos estaremos com 20 unidades.

 

Estamos pagando a imaturidade do varejo, quando ainda anunciamos liquidações de 70% e colocamos a palavra “até” em minúsculas, além de apresentar dentro da loja raras peças com descontos máximos.

 

Estamos pagando também pelos pequenos descontos que algumas marcas ainda insistem em oferecer em lojas de Outlet.

 

Soma-se a isso a inadequação de empreendedores que apresentam custos de ocupação inadequados a operação de Outlet, que exige custos mínimos para que os produtos tenham máximas vantagens.

 

André Costa, um dos executivos responsáveis pela implantação do primeiro Outlet do Brasil, hoje é proprietário da ABOUT – Agência Brasileira de Outlets, empresa gestora de implantação, execução e administração de Outlets, que responde pela gestão de seis empreendimentos na área, relata:

 

“Está havendo uma evolução, tanto no aspecto dos descontos reais, quanto na operação, havendo marcas que estão produzindo exclusivamente para Outlets, como se faz nos Estados Unidos”.

 

“Quanto ao custo de ocupação, há uma falta de adaptação por parte de alguns SHOPPEIROS, isto é, empreendedores de Shoppings convencionais, que insistem em modelos similares e não conseguem reduzir condomínios e alugueis de acordo com as necessidades de lojas com alto custo benefício”.

 

André estima que ainda vamos precisar de pelo menos mais cinco anos para chegar ao nível ideal de um Outlet. Com ofertas que façam jus ao quilômetros  necessários ao acesso.

 

Ps: quais são os seis elementos?: 1.Loja própria 2.Revenda, porta a porta 3. Loja multimarca 4.Loja franqueada 5.E-commerce 6.Outlet

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

Fontes:

 

André Costa é autor do libro “Outlets made in Brazil, a história por detrás dos bastidores”, editado pela Amazon
ICSC International Council of Shopping Centers – fonte
VRN Value Retail News – fonte

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