Avalanche Tricolor: o Domingo da Alegria!

 

Grêmio 0x1 Botafogo
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

torcida

Alegria na torcida do Grêmio em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Domingo é dia de ir à missa. E isso já contei muitas vezes pra você, caro e raro leitor desta Avalanche. Hábito que aprendi com minha mãe, a quem perdi muito mais cedo do que devia, e abandonei com o passar do tempo. Faz alguns anos retomei a caminhada e isto tem me feito bem em todos os sentidos.

 

Aqui em São Paulo, fui morar próximo de uma capela, que fica bem na esquina de casa. Após algum tempo frequentando o local, descobri que entre os padres que se revezavam nas missas diárias estava José Bortolini, um intelectual religioso e autor de dezenas de livros. Soube por ele próprio que éramos conterrâneos. Eu, nascido em Porto Alegre. Ele, em Bento Gonçalves. Ambos, torcedores do Grêmio.

 

Santa coincidência.

 

Sei que já escrevi nesta Avalanche sobre Padre José e também deixei claro que procuro ao máximo não misturar religião e futebol. Acho que Ele tem coisas mais importantes para resolver.

 

Para o campo e para a bola, existem deuses próprios. Mundanos. Travessos e sempre prontos a se divertirem com nossas angústias. Irônicos ao se depararem com a soberba. Injustos, quando estão manipulando contra o meu time. Implacáveis, algumas vezes.

 

Padre José não acredita nesses deuses, mas adora assistir aos jogos de futebol. Quarta-feira passada acordou dois dos seus mais próximos companheiros de caminhada – acostumados a irem para a cama cedo – e os fez vibrar com o Grêmio Penta da Copa do Brasil.

 

Apesar do meu cuidado para que religião e futebol fiquem cada um em seu campo, confesso que, neste domingo, fui a Igreja com a esperança de encontrar o Padre José. E, Graças a Deus, ops … E, graças a escala das missas, lá estava ele na porta para receber os fiéis. Trocamos olhares cúmplices e não soubemos esconder o sorriso maroto de quem conquistou um título de expressão nacional depois de 15 anos.

 

Padre José vestia túnica branca e estola rosa, uma espécie de vermelho esmaecido. Cumprimentou-me e entramos na Igreja para mais uma missa dominical. Antes, porém, cochichou-me no ouvido: não esquece, hoje é o Domingo da Alegria.

 

Sinceramente, até agora não sei se ele se referia ao fato de ser o Terceiro Domingo do advento, tempo de os católicos se alegrarem na preparação e pela espera do ‘Prometido’, ou se suas palavras estavam apenas antecipando o que viria acontecer ao fim desta última rodada do Campeonato Brasileiro.

 

Seja o que for, o domingo foi de muita alegria (ao menos para a maioria de nós)!

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: o Domingo da Alegria!

  1. E como foram de alegrias os últimos dias! Como é bom ser torcedor. Ao menos nestas horas, tiramos toda a carga negativa que uma ou outra derrota nos fazem perder humor, sono e até apetite! Abraço

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