Avalanche Tricolor: o Rei de Copas vence mais uma vez

 

Grêmio 1×0 Cruzeiro
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

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Barrios comemora o gol da vitória (reprodução SporTV)

 

 

(não me pergunte o motivo, mas este texto escrito logo após a partida de ontem à noite, não foi publicado; percebi a falha apenas agora e alertado por @seualgoz que toda semana me dá uma baita colher de chá postando meus textos no blog Imortal Tricolor; mesmo fora de hora, faço a publicação agora; perdão, caro e raro leitor desta Avalanche)

 

Um jogo de 180 minutos dizem quase todos ao se referir às decisões da Copa do Brasil. Ouvi da boca de um técnico e de outro, antes do jogo. Na dos comentaristas, também. No bate-papo de boteco, não poderia ser diferente. Têm razão todos eles se levarmos em consideração que só estaremos na final da Copa se obtivermos vantagem sobre o adversário no placar agregado, da primeira e da segunda partida.

 

O que poucos dizem é que para o Grêmio os jogos da Copa do Brasil não têm apenas 180 minutos; têm uma história a ser contada que se iniciou na primeira edição da competição e já nos fez campeão cinco vezes até agora. Cada vez que entramos em campo, somos o dono do cinturão, o lutador que é desafiado por todos seus adversários, o Rei de Copas a ser abatido. E por sabermos disso, nossa partida começa muito antes do apito inicial do árbitro. No caso de hoje, começou no fim de semana quando aceitamos levar a campo o time reserva para disputar o Campeonato Brasileiro mesmo jogando em casa e com chances de nos aproximarmos do líder.

 

Aqueles jogadores que encararam a falta de entrosamento e a desconfiança de parte dos torcedores foram fundamentais para permitir que os titulares focassem suas atenções à defesa do título, na noite desta quarta-feira. E se a maior parte de nós não percebeu isto, o goleador Barrios fez questão de demonstrar ao comemorar nosso único gol da partida abraçando um a um dos jogadores que estavam no banco. Um gol com a marca do Grêmio de Renato, que surgiu na roubada de bola, na transição veloz para o ataque, nos passes rápidos e precisos do meio de campo ao ataque e no oportunismo de nosso centroavante.

 

Saímos da primeira partida da semifinal com um gol de vantagem e sem levarmos nenhum, o que diante do regulamento da Copa do Brasil faz uma baita diferença, especialmente se levarmos em conta a forma como o Grêmio tem se comportado nas decisões fora de casa. Nada está resolvido, é verdade. Até porque teremos do outro lado um técnico que respeitamos, um time que também tem história e um estádio lotado de torcedores dispostos a chegar à final tanto quanto nós. Certamente a batalha será dura e o desafio enorme, mas nada que assuste um time consagrado com o título de Rei de Copas

 

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