Dá pra ser feliz trabalhando?

 

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A busca do emprego é uma constante, especialmente diante da crise que se enfrenta no Brasil. Estar empregado, porém, não é garantia de felicidade. O ambiente corporativo é alvo de uma quantidade impressionante de críticas. Foi, por exemplo, o item preferido dos internautas que participaram de enquete, proposta pelo Jornal da CBN, através do Twitter, no sábado, que queria saber o que as pessoas mudariam se tivessem este poder:

 

 

 

Mesmo levando em consideração que tratamos aqui apenas de uma enquete e não pesquisa qualitativa, é fácil entender esse desejo. O clima organizacional tem desafiado gestores de todas as espécies pela incapacidade da maioria deles de equilibrar o bem estar de seus funcionários e os resultados almejados pela empresa. A insatisfação está evidente nas conversas que temos com profissionais, independentemente do crachá que pesa em seu pescoço.

 

No meu TweetDeck, mantenho coluna de busca com o termo “mundo corporativo”. Toda mensagem escrita no Twitter com essas duas palavras aparece em destaque para mim. Falar mal do chefe, das regras e das relações é das mensagens mais comuns postadas na rede.

 

Nesta semana, está no ar, entrevista que realizei com Facundo Guerra, empresário do setor de diversão e entretenimento (se é que posso caracterizá-lo assim), com forte atuação na noite paulistana. Ele foi nosso convidado na série de podcast CBN Professional, que realizamos em parceria com a HSM Educação Corporativa.

 

Aos 43 anos, Facundo formou-se em engenharia, foi em busca de pós-graduação, trabalhou como empregado, ganhou destaque nas empresas que passou, e com o destaque veio o dinheiro. Ser bem remunerado, no entanto, não foi suficiente para atender seus desejos. Diz ter vivido 30 anos do mundo corporativo em apenas 10, intensidade que não veio acompanhada de felicidade:

 

“É o principal problema quando você trabalha no mundo corporativo: o produto é a tua carreira”

 

 

Hoje é empreendedor, dono de casas de balada, bares e restaurantes, em São Paulo. Em breve será também escritor, pois pretende lançar livro para contar suas experiências e logo vai produzir série na televisão. Em 10 anos já abriu 15 negócios, o que deixa claro que não era a intensidade do trabalho que o incomodava no mundo corporativo.

 

Mesmo satisfeito, Facundo não se ilude. Sabe das dificuldades enfrentadas por quem encara o negócio próprio. Ele tem noção da responsabilidade que assumiu diante dos outros, seja os funcionários e suas famílias que dependem do sucesso do negócio dele, sejam os parceiros com quem se relaciona, sejam os clientes a quem tem de atender com excelência (que não apenas estão mais exigentes como fazem questão de amplificar o que pensam nas redes sociais).

 

Ao menos no caso dele, se a vida como empreendedor não é mais fácil, é mais feliz:

 

“Hoje eu tenho uma vida que eu manipulo o mundo a minha volta”

 

 

O que você pode fazer para tornar sua vida mais feliz no mundo corporativo?

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