Aprendendo a viver com a longevidade alheia

 

 

Eram 4h30 da manhã, ainda com a ressaca do fim de semana, a espera do café preto e do omelete, que sempre me acompanham logo cedo, quando recebi uma dose extra de vitalidade. Estava lendo O Globo e, em uma sequência de reportagens, encontrei exemplos de longevidade incríveis que nos animam tanto quanto nos desafiam.

 

O primeiro talvez você estranhe. É de um cara com apenas 36 anos. Mas não é um cara qualquer. É Roger Federer que ao vencer Marin Cilic, um croata de 29 anos, em uma disputada final do Australian Open, conquistou seu 20º Grand Slam.

 

Historicamente, esportistas de alta performance exigem de mais do seu físico e param diante da impossibilidade do corpo suportar o esforço ao qual são submetidos. Para atletas de alto rendimento, o suíço estaria próximo de encerrar a carreira, mas graças a um calendário bem organizado e uma preparação eficiente, é bem provável que o teremos por mais algum tempo nas quadras. Assim como ele, a tendência é que veremos o mesmo fenômeno em outras modalidades esportivas. E sua estratégia bem poderia se adaptar aos nossos planos de vida e carreira.

 

Logo após o caderno de esportes, deparo-me com o Segundo Caderno. E a reportagem principal, de duas páginas, tem em destaque Clint Eastwood, que se prepara para o lançamento de seu mais novo longa metragem, “15h17 – Trem para Paris”. Eastwood está com 87 anos, o que não o impede de ser inovador na forma de contar essa história real.

 

Escalou para os papéis principais os mesmos três amigos que, em férias na Europa, foram responsáveis por render um terrorista, evitando um massacre, em 21 de agosto de 2015, dentro de um trem que fazia o trajeto Amsterdã-Paris. Ao repórter Eduardo Graça disse que extrapolou o limite de até onde pode-se levar a realidade para um thriller de ficção. Muitos já teriam parado, outros tantos se conservado. Octagenário, o cineasta americano se mostra renovado.

 

O terceiro caso a me chamar atenção aparece em forma de nota na coluna de Ancelmo Gois. Fala da atriz Cora Zobaran, de 88 anos, que será destaque na revista Vogue, de fevereiro. Aos 55, fez curso de teatro para superar a depressão, iniciou carreira e, desde 2009, é estrela em campanha de supermercado, no Rio.

 

De todos os exemplos de longevidade que encontrei, nesta edição de O Globo, a dela talvez seja a mais efetiva para os dias atuais e mais próximas de todos nós: “Estou começando a aprender a viver. Só faço o que eu quero, como apenas o que gosto, ando somente com quem me apraz. E não mantenho conversa comprida com pessoa negativa”. Vou tentar!

4 comentários sobre “Aprendendo a viver com a longevidade alheia

  1. Milton, dentro deste padrão podemos incluir alguns do futebol como Rivaldo e Zé Roberto. Mas, o intrigante é o pessoal da música, que não se pouparam tanto, até mesmo por causa da necessidade exigida pelos horários de trabalho. Como Gil, Caetano, e os do Rock. Todos com mais de 70.

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