Avalanche Tricolor: para comemorar o Dia do Mágico

 

Grêmio 4×0 São Luiz
Gaúcho — Arena Grêmio/Porto Alegre-RS

 

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Maicon comemora mais um gol do Grêmio,em foto de LUCASUEBEL/GREMIOFBPA

 

Hoje foi o Dia do Mágico. Confesso que somente fui apresentado à data pouco antes de iniciar meu programa matinal na rádio CBN. Soube que o dia foi destinado aos ilusionistas porque esta seria uma das muitas habilidades de São João Bosco, que morreu em 31 de janeiro de 1888.

 

Dom Bosco, como o conhecemos por aqui devido as muitas escolas salesianas que encontramos no país —- lá na minha Porto Alegre tem uma muito famosa — foi aclamado pelo Papa João Paulo II como o “Pai e Mestre da Juventude”. Na adolescência, ele fazia mágicas para ajudar a família. Além de representar os mágicos, é padroeiro de Brasília — mas este é outro assunto.

 

Lembrei dele e dos mágicos, agora à noite, enquanto assistia ao Grêmio, em Porto Alegre, na quarta partida disputada pelo Campeonato Gaúcho. Os gols foram de Everton — no rebote de uma ótima cobrança de falta de Jael —, de Marinho —- que baita gol, rapaz —, de Luan na cobrança de pênalti e do estreante Montoya — começou bem o gringo. Sem desmerecer nenhum deles — e seria injusto se agisse assim —- foi Maicon quem me inspirou a falar dos mágicos e de Dom Bosco.

 

A impressão que tenho sempre que assisto aos jogos do Grêmio é que o nosso capitão é o maestro desse time. A bola sempre passa por ele, antes de se iniciar uma boa jogada de ataque. A cabeça erguida e o olhar para a frente, já desenhando o que pode acontecer de melhor logo ali adiante, revelam a segurança com que ele comanda a equipe.

 

A facilidade com que ele troca a bola de um pé para outro, desviando-se do seu marcador e abrindo espaço para um companheiro que se aproxima ou outro que corre lá distante, é mágica pura.

 

Na partida do fim de semana, nosso volante já tinha sido protagonista de um lance genial, dentro da própria área do Grêmio. Era o último homem e estava acossado pelo atacante. Com a mesma tranquilidade com que dribla e toca a bola lá no meio de campo, livrou-se da marcação e saiu jogando — iludindo o adversário.

 

Hoje, não foi diferente. Como um mestre, sinaliza para seus companheiros o caminho certo, aponta para onde devem se deslocar, em que lugar vão receber a bola. Conversa com um e cochicha no ouvido do outro. Se necessário, fala com o árbitro para entender as sinalizações controversas. Às vezes, está na linha lateral trocando palavras com Renato. Assim como é técnico com a bola nos pés, é a extensão do técnico dentro de campo.

 

Maicon, aos 33 anos, é exemplo para os novos jogadores — os mais jovens e os recém-chegados. É referência para a equipe. É respeitado por todos. Além de esbanjar talento, vibra, briga, sofre. É a representação da nova raça tricolor, em que não basta lutar. Tem de saber jogar. E jogando muito bem em uma posição por onde passaram vários dos nossos ídolos, mudou o patamar de exigência do torcedor.

 

Maicon é mágico e nosso mestre! 

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