Avalanche Tricolor: sem jamais perder a alegria de jogar bola

 

Goiás 3×2 Grêmio
Brasileiro — Serra Dourada, Goiânia/GO

 

Gremio x Goias

A gurizada se diverte em campo, em foto de LUCASUEBEM/GRÊMIOFBPA

 

Foi divertido, não foi?
Eu achei.

 

Sabia que era jogo sem pretensões. A classificação para chegar pela porta da frente da Libertadores estava garantida há algumas rodadas e a posição final na tabela era apenas uma questão de ajustes —- e de alguns milhões de reais a mais, também.

 

Os titulares tiraram férias mais cedo — nem Renato apareceu — e deixaram o jogo final para gurizada da base. Em campo, a média de idade era pouco acima dos 20 anos. Uma turma que foi jogar bola como se tivesse descendo na quadra do prédio ou no campinho do bairro. Para se divertir.

 

E a gurizada não fez feio, não.

 

Ferreirinha —- que seja logo chamado de Ferreira —, então, jogou como gente grande mais uma vez. Na estreia, no meio da semana já havia marcado um gol. Hoje, deu assistência para os dois e só não saiu consagrado por um detalhe —- a bola final da partida bateu no travessão quando bem que poderia premiá-lo seguindo o caminho das redes. Ele merecia.

 

No primeiro tempo, colocou seus marcadores no bolso pelo lado direito. Na primeira disparada, foi para dentro da área, dominando a bola e driblando com velocidade. E serviu Patrick que voltou a marcar com a camisa do Grêmio —. esse guri sempre que entra me lembra aqueles moleques de rua que jogam pelo prazer de jogar.

 

Na segunda arrancada, Ferreirinha voltou a driblar com talento e encontrou Isaque no meio dos zagueiros. E seu colega de ataque não deixou por menos. De letra. Sim, de letra. Sem vergonha de arriscar, marcou o primeiro gol dele no time titular…

 

Isaque é grandão e tem presença na área. Joga tranquilo mesmo acossado pelos zagueiros, e surge sempre bem colocado. Deixou a impressão de que logo, logo pode ser o centroavante que nos fez falta durante toda a temporada.

 

Ao fim e ao cabo, vimos uma série de jovens talentos pedindo passagem. Muitos ainda precisando ser mais bem trabalhados no vestiário, sendo lançados aos poucos ao lado dos titulares e ganhando a maturidade necessária para assumir as grandes responsabilidades que teremos em 2020. E Renato sabe bem como fazer isso.

 

Meu desejo é  que todos eles —- e é o que peço ao bom deus do futebol neste fim de ano —- jamais percam essa felicidade de jogar bola. Vê-los em campo me fez sorrir, também.

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