Avalanche Tricolor: faz assim, não, que eu apaixono

Grêmio 1×1 Santos

Libertadores — Arena Grêmio

Diego Souza marca nos acréscimos, foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

 

Não me faz sofrer, não! Joga, Grêmio, como tu sabes jogar. Respeita o adversário, sem desrespeitar o jeito bonito que gostamos de ti ver jogando. Segura a bola o quanto puder, vai na boa, não arrisca, mas não me faz sofrer, não Troca passe lá atrás, leva para frente, se movimenta no ataque. E chuta uma, duas, três, quantas vezes precisar para me fazer comemorar o teu gol.

Faz quanto tempo que sofremos juntos? Desde que me conheço por gente, com certeza. Então, pra que estender este sentimento por 180 minutos se tudo pode ser resolvido nos primeiros 90? Mas tu parece que gostas de me ver sofrer, não é?!? Precisa tomar um gol ainda no primeiro tempo, bobear na defesa, errar passe no meio mais do que o normal, ameaçar uma expulsão no ataque e levar um, dois, três sustos na sequência. 

Deixa pra resolver tudo depois. Nos acréscimos. Na partida de volta. Como foi ano passado nas quartas-de-final. Como tantas outras vezes nessa nossa longa convivência. Nem posso reclamar muito, porque hoje ainda te saístes bem com o gol de pênalti, além da hora. Ah, isso, também. Já que era para empatar tinha que ser desse jeito, né?!? Sofre-se porque o árbitro não enxergou a irregularidade. Sofre-se porque o VAR demora para convencê-lo da penalidade. Sofre-se porque é pênalti, e, neste ano, convenhamos, não tem sido o melhor caminho para chegarmos ao gol. 

Parece até que tu sabes que por mais que eu te peça “não me faças sofrer”, foi assim que fui forjado na tua torcida. Foi padecendo na arquibancada de cimento e nas cadeiras de ferro frio do Olímpico. Foi ao lado do radinho de pilha, lá na Saldanha. Foi diante da TV —-  como nesta noite de quarta-feira. Foi na sofrência de cada lance mal lançado, de cada bola desperdiçada e de resultados impossíveis alcançados. No gol marcado no minuto final, que me faz acreditar mais uma vez na volta por cima. Parece até que tu saber que foi assim que me apaixonei por ti. 

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: faz assim, não, que eu apaixono

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