LDU 0x1 Grêmio
Sul-Americana — Quito, Equador

Vitória!
Que saudade de você, minha querida!
Há quanto tempo a gente não se encontrava por aqui.
A última que lembro foi há mais de um mês.
Gol? Não comemorava há quase 20 dias.
Que seca!
Abstinência total.
Fomos buscá-la da maneira mais sofrida possível.
Lá na altitude. Nos 2.850 metros de Quito.
Com o jeito Scolari de ser.
Fechado em uma linha de seis jogadores próximos da área.
Com os pontas recuados. Os meias recolhidos.
E os atacantes voltando na intermediária.
Com uma ou outra escapada ao ataque.
Abrimos mão do toque de bola preciso por uma marcação precisa na bola. Trocamos a aproximação pelo chutão. Ocupamos os espaços. Reduzimos riscos. Restringimos os perigos de gol. Contamos com Chapecó, um goleiro bem aventurado. Usamos de velocidade e apostamos no talento do passe de Jean Pyerre —- jogador que demonstrou um ânimo irreconhecível.
Consagramos Léo Pereira. O garoto de Bauru, que surgiu em Itu, ameaçou ser moleque de Itaquera e agora se transformou em mais um guri do Humaitá. Com apenas 21 anos e 1,72 de altura, correu, marcou e se meteu em meios aos grandalhões da zaga adversária para marcar de cabeça o único e definitivo gol da partida.
Uma vitória sofrida, sem dúvida.
Mas antes sofrer com apenas 23% de posse bola, na retranca e com uma vitória, do que inanição com a bola no pé.
Tava com saudade de você.
Vê se não me deixa, Vitória!