Avalanche Tricolor: sintomas positivos, nesta manhã de domingo

Foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O domingo começa com um sabor diferente e melhor, a despeito de estar a espera do resultado de um exame PCR que, imagino, confirmará, que narinas fechadas, tosse seca, dor de cabeça e alguma vertigem podem ser apenas sinais de mais um resfriado, comum nesta época do ano. Começa diferente porque entre todos os sintomas, não tenho na garganta aquele gosto amargo de quem dorme e acorda, rodada após rodada, na lanterna do Campeonato Brasileiro. 

Em tom de alívio, Scolari, ao fim da partida de ontem, decretou ainda na beira do gramado do Maracanã: não somos mais o último colocado.

Pode ser muito pouco para quem entrou na competição falando na busca do título, mas era tudo que queríamos — e podíamos — ouvir de melhor ao fim da décima-segunda rodada. Especialmente porque a vitória veio quando não ser derrotado já nos parecia suficiente, diante do que tem sido o desastre deste início de campanha no Brasileiro. 

Sob o comando de Scolari, não perdemos. Empatamos o Gre-Nal, mantendo a escrita; saímos em vantagem na disputa da vaga à próxima fase da Sul-Americana; e, agora, ganhamos pela primeira vez no campeonato nacional em partida também fora de casa. Três pontos que vieram no último minuto regulamentar de uma rara bola lançada na área que encontrou um jogador do Grêmio à disposição para recebê-la, Alisson, o que acabou culminando em um pênalti requerido pelo VAR. E muito bem cobrado por Pinares, que acabara de entrar em campo e iniciado a jogada que resultou na nossa vitória.

Nada pode ser mais importante do que os três pontos, mas a demonstração de que nosso sistema defensivo ficou mais consistente e chegou à terceira partida sem ser vazado também é motivo de satisfação, nesta manhã de domingo. Assim como ter visto a comemoração de um grupo que transmitia mensagens contraditórias e de aparente e perigosa cisão.  A festa do gol, com intensa participação de jogadores que haviam recém deixado o campo e a vibração de alguns atletas que perderam a posição com a chegada do técnico, demonstram que o Grêmio está unido e começa a retomar seu velho espírito guerreiro. A persistirem os sintomas, em breve, Scolari terá razões bem mais dignificantes para exaltar ao fim da partida.

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