Avalanche Tricolor: se é para morrer, que seja de aflição

Corinthians 1×1 Grêmio

Brasileiro – Arena de Itaquera, SP/SP

Geromel, Gigante, em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O locutor da TV falou em rebaixamento virtual. Confesso que não sei bem o que isso significa. Fosse no esporte eletrônico, faria algum sentido. No futebol de verdade – este disputado no gramado, com suor e inspiração; no qual vencer as bolas divididas é preciso; em que lutar é essencial e driblar é fazer a diferença – os fatos só se concretizam no apito final. 

No dicionário, virtual é o que existe apenas em potência. É o que poderá vir a ser, existir, acontecer ou praticar-se. Virtual era a derrocada gremista, em 2005. E o que assistimos foi a maior de todas as conquistas, porque foi a superação do inacreditável, do inimaginável. 

Quem imaginaria um time com essa campanha jogar o fino da bola como temos feito em muitos desses últimos jogos que disputamos. Jogos como o de hoje, em que uma torcida inteira se armou para nos vencer e teve de sair de seu estádio comemorando um pífio e insuficiente empate conquistado com um gol mágico, na bacia das almas. 

Confesso: sempre que vejo reações como essas no adversário – e estou aqui lembrando dos encardidos que nos venceram uma vez e festejaram como se fosse o título que não ganharam em toda uma temporada -, só me sinto ainda maior, a despeito da pequenez de nosso desempenho na maior parte da temporada. E se me sinto assim é porque acredito na ideia que um clube não é grande pelo resultado de uma partida ou temporada. O é por sua história. E a nossa é enorme. Isso ninguém é capaz de negar. 

O capítulo final do Campeonato Brasileiro de 2021 ainda não foi escrito. Disseram-me que para reverter a tragédia, precisaremos vencer o último jogo e esperar que dois times que estão na parte baixa da tabela não marquem um só ponto nos dois jogos – a começar pelos que disputarão nessa segunda-feira. Enquanto não o fizerem, estamos na disputa. Aflitos, mas na batalha. E se é para morrer, que seja de aflição, como em 2005.

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