Avalanche Tricolor: marca alto, marca forte e marca gol!

Ypiranga 0x1 Grêmio

Gaúcho — Colosso da Lagoa, Erechim/RS

Lucas Silva comemora o gol, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

Parafraseando locutores de futebol de televisão que descrevem o momento em que a torcida está mais empolgada com um “canta alto e canta forte” —- acho que o autor do jargão é o Luiz Carlos Júnior, da SporTV —. o time do Grêmio, montado por Roger, “marca forte e marca alto”. É isso que faz toda a diferença no sistema defensivo, e jamais retranqueiro, que o treinador conseguiu montar em pouco mais de um mês de trabalho.

O adversário ter mais de 60% de bola em todo o jogo, significa muito pouco para Roger. Ele sabe que sua equipe está posicionada para dar o bote lá na frente, e com poucos toques e velocidade chegar com perigo, como aconteceu em todo o primeiro tempo da partida de sábado à tarde, pela semifinal do Gaúcho.

Caso a bola não seja roubada ainda antes de passar o meio de campo, o time recua fechando os espaços de tal maneira que ao adversário cabe a troca de passes entre os seus defensores na esperança de que aparecerá alguém livre na intermediária para dar sequência à jogada. Mesmo quando esse movimento tem sucesso, ainda será necessário superar a última linha da nossa defesa que se antecipa bem, dobra marcação e, em último caso, ainda tem Geromel para resolver. 

O lance que culminou no malabarismo estético em cima de Diogo Barbosa, ainda no primeiro tempo, ilustra bem o que digo —- por mais lindo que tenha sido, assim que o drible se completou já havia Villasanti na cobertura para impedir a sequência e o perigo ao nosso gol.

É isso que surpreende os analistas de futebol e os críticos (não os da crônica esportiva, mas esses que tem prazer em falar mal do próprio time em rede social). É difícil de entender como a equipe tem tão pouco a bola nos pés e chuta tanto a gol, como no primeiro tempo, em que por duas vezes o poste ou o travessão foram seu destino.

Quando o esquema parecia perder força —  e estava —-, Roger fez mudanças que deixaram a turma eriçada e cheia de argumentos para provar o acerto das críticas que fazem ao time, ao técnico, a diretoria, a Arena e ao raio que os parta. Tirou Campaz e Elias, dois dos melhores em campo, para colocar Janderson e Gabriel Silva. “Que absurdo!”.

Roger estava apenas recompondo seu esquema, porque os dois por melhores que tenham sido, tiveram desgaste físico acima do normal que os impedia de fechar os espaço quando necessário — espaço que se traduzia em ameaça ao nosso gol. Mais adiante, ainda entraram Churín e Vini Paulista em lugar de Diego Souza e Bitello — outro gigante no meio de campo.  “Tá louco!”.

Por curioso e não por coincidência, assim que fez a primeira mudança, o Grêmio voltou à partida, roubou a bola, saiu no contra-ataque com Janderson pela direita, que cruzou em direção ao gol para a chegada de Gabriel Silva, que por pouco não abriu o placar. Da mesma forma, diminuiu o risco lá atrás, onde ao adversário cabia apenas arriscar de fora da área.

O gol aos 43 minutos, começa com Janderson na intermediária, que abre para Lucas Silva, que se desloca por trás dos marcadores para receber na ponta direita. De primeira e para o centro da área, nosso volante —- escolhido o Homem do Jogo — cruza. Vini Paulista deixa a bola passar e Churín é derrubado quando tentava concluir a gol. Gabriel Silva também já fechava em direção ao gol. 

Lucas Silva cobrou muito bem. O Grêmio manteve 100% de aproveitamento em cobranças de pênalti —- o que é um fato a ser comemorado, especialmente depois daquela sequência de desperdícios no fim do ano passado. E leva uma vantagem importante para a final na Arena, sábado que vem, especialmente porque está diante de um adversário que precisa ser respeitado. 

Roger sabe o que faz. Sabe com quem pode contar. E quando pode contar com cada um deles. Em pouco tempo, fez-se entender pelo elenco —- como o próprio Lucas Silva disse ao fim da partida  —, montou um time que “marca alto e marca forte” e está prestes a levar o Grêmio ao pentacampeonato, o que, certamente, fará a torcida, cantar alto e cantar forte — menos aqueles que preferem desperdiçar suas energias falando mal do time pelo qual deveriam estar torcendo. Que se danem!

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