Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as tendências para 2023

“A vida só pode ser compreendida olhando para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente” 

Søren Aabye Kierkegaard 


Fechar seu perfil no Instagram para reduzir o impacto que as redes sociais geram sobre o seu cliente pode parecer loucura nesses tempos em que todos queremos estar bem posicionados nessas plataformas e em busca de, cada vez mais, seguidores. Foi essa, porém, a atitude da marca indiana de alimentos The Whole Truth Foods (TWT) que anunciou uma pausa na sua conta por entender que a profusão de mensagens estaria causando exaustão às pessoas e isso não atenderia aos propósitos da empresa.

A “hiperfadiga” provocada pelo turbilhão de informações que recebemos  e pelas incertezas do cotidiano é uma das tendências da sociedade, em 2023, identificadas pela consultoria internacional Mintel, em relatório anual divulgado recentemente. Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, alertam para a necessidade de as marcas se atentarem a esses movimentos e refletirem como devem se ajustar as demandas do público. 

“É importante olhar para trás, no caso das marcas, mas também saber o que vem pela frente, para nos inspirar”

Jaime Troiano

No relatório da Mintel são apresentadas cinco tendências (e não seis como falamos no comentário):

Mentalidade Eu — essa tendência aponta para o olhar das pessoas voltando-se para si e querendo que marcas os ajudem nesse olhar mais autocentrado. 

Poder para as pessoas — seguindo a tendência anterior, as pessoas querem ter mais poder de fala nos negócios, por isso sugere-se que as marcas dêem espaço para um novo C em seu C-Suite, tradicionalmente integrado pelo CEO, CFO e o CTO, cargos de alto nível dentro da empresa. É preciso criar o C do consumidor  permitindo que este passa a fazer parte do centro criativo e de inovação.

“Para as marcas isso significa trazer condições para que as pessoas se expressem, criem soluções customizadas, ganhem mais voz”

Cecília Russo

Hiperfadiga — o excesso de informação; as incertezas política, socioambiental e econômica; a necessidade de estar por dentro de tudo que acontece em todos os cantos causam essa exaustão. Para a maior parte marcas cair fora das redes sociais pode não ser uma boa estratégia, mas há outras ações a serem adotadas para acolher o consumidor. 

Um café no bairro de Arimatsu de Nagoya, no centro do Japão, fez esse momento em direção às necessidades do seu público e oferece espaço privado para os consumidores meditarem enquanto desfrutam de chás e doces em um ambiente tranquilo e escuro.

Localismo — faz alusão a dar valor aos produtores, comerciantes e empreendedores locais, não apenas como forma de protegê-los, mas também para reduzir impactos ambientais. 

“Isso abre uma enorme oportunidade para marcas locais estreitarem seus laços com sua comunidade, valorizando e trazendo esse orgulho local. Por exemplo, um frigorífico que oferece carnes com QR Code para rastreabilidade de origem, comprovando essa proximidade”.

Jaime Troiano 

Gastos inteligentes — em um cenário econômico difícil, os consumidores querem tornar inteligente as escolhas financeiras, sem sacrificar sua qualidade de vida. Isso vai além de pensar em um ‘orçamento amigável’, passa por considerar a flexibilidade do produto, a durabilidade e a sustentabilidade.

Em tempo: antes que você decida apagar de vez seu perfil no Insta ou qualquer outra rede social, a TWT já está de volta. Foi apenas um “break” e não um “instagramicídio”.

Para ter acesso ao relatório completo da Mintel, acesse esse link. Você terá de se cadastrar — é de graça (vai pagar com seus dados, né) — e receberá o material por e-mail.

Em seguida, ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo que vai ao ar, no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h50 da manhã:

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