Grêmio 5×3 Botafogo
Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
O que vier depois pode esperar. Nesta noite, eu só quero ser feliz. Dúvidas e tropeços existirão — outras dúvidas e tropeços ainda virão. Para o gremista, porém, é dia de comemorar. Queríamos ao menos uma vitória. O Grêmio de Luis Castro entregou mais do que se podia esperar.
Antes da bola rolar, me agradou a decisão do treinador. Foi a campo com o que havia funcionado melhor até aqui. Evitou insistir no que não rendia. Colocou Noriega como volante, Monsalve mais adiantado. No ataque, voltou a apostar em Pavón pela esquerda, coerente com o que ele havia mostrado na partida anterior.
Curiosamente, o caminho da vitória apareceu nas mudanças do segundo tempo. William entrou no lugar de Monsalve, que saiu lesionado ainda no fim da primeira etapa. A virada de chave veio, sobretudo, com Amuzu pela esquerda. O belga soltou a perna, partiu para o drible, incomodou os marcadores e encontrou Carlos Vinícius dentro da área — o seu habitat.
Vini da Pose fez um, fez dois, fez três. Gols que colocaram o Grêmio em vantagem. A bola procura Carlos Vinícius. Ele responde com faro e presença. Forte no corpo a corpo, cria espaço onde parece não existir. Diante do gol, decide. Neste início de temporada, é o atacante que mais balançou a rede no Brasil.
Carlos Vinícius faz gols, faz pose e contagia. O sorriso largo denuncia a alegria de quem ama o que faz. E nos faz felizes também. Tetê, com o primeiro gol com a camisa tricolor, e Edmílson, incansável, completaram uma vitória importante no Campeonato Brasileiro. Daquelas que dão confiança e personalidade. Daquelas que ajudam a afirmar um time ainda em construção.
Há ajustes a fazer. Reforços seguem necessários. Luis Castro precisa de tempo para implantar sua estratégia. Tropeços e dúvidas nos esperam. Hoje, porém, só me deixa ser feliz. Com Grêmio vencendo o Botafogo.
