Alô, Pizza !

Os anunciantes tiveram de deixar os muros e fachadas de prédios da cidade de São Paulo, mas não poderiam ficar longe do consumidor. Com criatividade, agências de publicidade têm desenvolvido novas mídias para veicular as mensagens dos clientes delas.

Nesta semana, o Paschoal Júnior, que participa do Jornal da CBN e do CBN SP, sempre atento as boas idéias, chegou na redação com as caixas acima em mãos. Eram as embalagens de pizza compradas durante a madrugada de um restaurante da Santa Cecília. De boa qualidade e bom acabamento.

A Claro, uma das principais anunciantes de São Paulo, agora, entra na casa dos centenas de consumidores de pizza da região. E o pizzaiollo fica com a renda extra no caixa.

Vereador faz propaganda em mutirão da catarata

Recebi “santinho” de um vereador da cidade de São Paulo que foi distribuído durante mutirão da catarata, realizado no Shopping Aricanduva, no fim de semana. O ouvinte-internauta Paulo Silva Pimentel levou a mãe dele de 76 anos até lá, onde foi devidamente atendida. Mas ficou desconfortável ao verificar que um vereador paulistano aproveitou a oportunidade para, segundo ouvinte-internauta, realizar propaganda de maneira indevida. No material além do rosto sorridente do vereador que ocupa cargo na mesa diretora da Câmara (informação que também consta do panfleto), tem o endereço eletrônico e do escritório político dele, um texto de agradecimento aos participantes, parceiros e voluntários do mutirão, e o lema de campanha: “responsabilidade com visão”.

Sugestão ao TRE: Olho vivo, nele !

Aviso aos entrevistados: “Tudo o que você disser na CBN …”

Parte do depoimento de André Fernandes, que trabalha para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), foi para discutir entrevista que seu chefe concedeu ao Jornal da CBN, na semana passada. O senador paranaense afirmou categoricamente que somente havia divulgado o nome da fonte da informação do dossiê sobre os gastos de FHC após seu assessor autorizar. Na mesma entrevista, ele negou ter enviado informações à revista Veja, que divulgou o material.

Hoje, o deputado Paulo Teixeira, do PT-SP, usou a declaração de Álvaro Dias ao Jornal da CBN para insinuar que o tucano teria vazado às informações para os jornalistas. André, calou, e o chefe pediu a palavra para confirmar as afirmações feitas ao programa. A intenção petista era envolver o senador na discussão e imputar a ele a publicação das informações sigilosas que poderia se caracterizar crime. Parece que não deu certo.

A partir de hoje, recomendo aos produtores da CBN que antes de marcarem com nossos entrevistados, os laertem: “Você tem o direito de ficar calado e tudo o que você disser na CBN pode ser usado contra você na CPI”.

Boato de acidente de avião assusta cidade

O celular toca em busca de confirmação: “O motoristas do ônibus diz que caiu um avião, na Santo Amaro !”, diz a namorada com voz nervosa e presa no congestionamento. Marco liga o rádio rapidamente e ouve o fim de uma notícia: “o fogo pode ser visto a longa distância, na zona Sul de São Paulo. Daqui a pouco, mais informações”, relata o repórter. Sem ter certeza do que ouviu, correu para a internet. Queria confirmar o acidente de avião noticiado pelo celular.

Logo na capa do portal descobre que se, realmente, tivesse ocorrido um acidente, teria sido com um avião da companhia aérea Pantanal, que havia se chocado em um prédio, próximo da avenida Santo Amaro. Mas era tudo mentira. Não, mentiras ouvimos até agora há pouco na CPI do Cartão Corporativo. Era boato, daqueles que corre como fogo em rastilho de pólvora.

Clique aqui e veja cobertura do Portal Imprensa sobre a “barrigada” jornalística

A fumaça era vista de longe mesmo, como se nota na imagem feita pelo ouvinte-internauta Attíllio Piraíno Filho da casa dele. Mas era resultado de um incêndio em uma loja de colchões.

De verdade na notícia que chegou por celular, só o fato de a namorada do Marco estar dentro do ônibus presa em um congestionamento na zona Sul de São Paulo. Mas isto também não é novidade.

E a campanha nem começou

Quando foi vereador, acabou na cadeia. E ao tentar voltar à Câmara, demonstra não ter aprendido a lição. Vicente Viscome (não me pergunte de que partido é) foi multado pela segunda vez em dois dias pelo Tribunal Regional Eleitoral.

O juiz auxiliar da propaganda da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Claudio Luiz Bueno de Godoy, aplicou-lhe multa, novamente, no valor de R$ 21.282,00 por propaganda antecipada. Ele teria distribuído um calendário com as inscrições “2008 faça Justiça” e “O bem venceu o mal”. A representação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral.

Conforme a decisão, as expressões são “sintomáticas” e não se relacionam com um calendário. Elas permitem deduzir que “elegendo-se o representado no próximo pleito, estará o eleitor redimindo injustiça consistente na cassação de anterior mandato. Essa a evidente, malgrado inexplícita, mensagem ao eleitorado”, conclui o juiz.

Ambiente Urbano: Álcool no ônibus é bom, ônibus é melhor ainda

Por Osvaldo Stella
Comentarista do CBN SP

“Na busca de alternativas para melhorar a qualidade do ar em São Paulo, a USP, em parceria com a SCANIA e a EMTU, estão testando um ônibus movido a álcool. As vantagens do ônibus a álcool são, principalmente, a redução de emissões de material particulado e óxidos de enxofre.
Embora menos poluente, o custo operacional é maior e este é o principal obstáculo para sua utilização em larga escala. Em um cenário futuro, no qual a oferta por transporte público seja incrementada, esta tecnologia pode contribuir bastante para a melhoria da qualidade do ar.

Atualmente a frota de ônibus para transporte coletivo, em São Paulo, é de aproximadamente 18 mil veículos, enquanto a de automóveis beira os 7 milhões. Neste cenário, mesmo considerando que os ônibus individualmente rodam muito mais que os automóveis, as emissões provenientes da frota pública são muitas vezes menores que as emissões dos automóveis particulares.

Esta tecnologia pode contribuir para melhorar a qualidade do ar nos corredores de ônibus (nos
corredores a qualidade do ar tende a ser pior que a do entorno pois existe uma concentração de veículos neles). De qualquer maneira, se não estiver atrelada ao aumento do serviço coletivo de transporte sua contribuição será imperceptível”.

Erundina vê PSB desmobilizado

Disposta a voltar à disputa municipal, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) já aceitou ser candidata a vice de Martha (PT-SP) e de Aldo Rebelo (PC do B-SP). Mas até agora, o mais provável é que permaneça em Brasília. Segundo a própria deputada, seu partido, o PSB, está desmobilizado e perdendo tempo na negociação para a eleição à prefeitura de São Paulo.

Ouça a entrevista da ex-prefeita Luiza Erundia, ao Jornal da CBN:

Foto-ouvinte 1: A lua, bela lua

Eram 5 e meia da manhã, quando o ouvinte-internauta Marcelo Motta registrou a imagem da lua cheia que iluminou a madrugada paulistana. Entusiasmado pela conversa da Patrícia Madeira, nossa moça do tempo (de fato e de dirieto), enviou a foto para aqueles que acordam somente quando o sol nasce.

Foto-ouvinte: Duas cidades, a mesma cidade

Era cedo, ainda, quando o ouvinte-internauta Attílio Piraíno Filho registrou o Campo de Marte coberto pela neblina que ofereceu um contorno diferente à zona Norte da capital paulista.

Era fim de tarde, ainda, quando a ouvinte-internauta Maria Lucia Solla (nossa colunista dominical) registrou o pôr-do-sol que ofereceu iluminação especial a vegetação que eprsiste na zona Sul da capital paulista.

Ouvinte-internauta vê preconceito em decisão da Força

As afirmações do secretário-executivo da Força Sindical João Paulo Gonçalves ao Jornal da CBN ainda repercute. Desta vez, foi uma ouvinte-internauta, Simone Freire, quem escreveu protestando contra declarações que considerou preconceituosas. Juruna, como é conhecido o dirigente, criticou a prefeitura por substituir 30 funcionários de um dos centros de atendimento ao trabalhador por portadores de deficiência.

Leia a mensagem eletrônica:

“Venho através deste, esclarecer, e  mostrar minha indignação, pelas;afirmações dadas pelo secretário da força sindical – Sr. João Paulo Gonçalves –  “Juruna”;O secretário foi infeliz talvez pela forma de expressão, ou pela ignorância da legislação, e/ou falta de convívio diário  com uma pessoa deficiente, ao afirmar que julga injusto tirar um “chefe de família” de seu posto de trabalho, para dar lugar a uma pessoa com deficiência. Informo para o Sr. secretário, que existe uma lei de cota, prevendo tal direito, e além  desta, há várias instituições capacitando o deficiente profissionalmente; cabe ao empregador, analisar o curriculum dos deficientes –  qualificação profissional, e não a deficiência em si. Sugiro uma leitura na legislação de cota, para que não haja mais transtornos  aos trabalhadores, causados pela inobservância da lei, e um convívio com os deficientes, antes de afirmar que os mesmos não são pai de família. Sr. Juruna, sou funcionária pública  há  mais de dois anos, e  há sete sou deficiente visual total. Esclareço-lhe que minha deficiência não me tornou incapaz ou improdutiva, trabalho em igualdade com  os funcionários sem deficiência, não trazendo, prejuízos a equipe de trabalho e/ou empresa.

Aproveito o momento, para externar minha gratificação pelo trabalho do Ministério público, que fez cumprir tão somente o previsto em lei.

Grata, Simone Freire”