Datafolha: Quem gosta de Kassab vota Alckmin

O cruzamento de dados das pesquisas que o Instituto Datafolha realizou, em São Paulo, mostra que o paulistano que aprova a administração de Gilberto Kassab (DEM) apóia a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para a sucessão municipal.

O diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, falou ao Jornal da CBN, sobre esta e outras curiosidades das pesquisas de opinião sobre a disputa eleitoral e a avaliação da administração Kassab:

Vicente Viscome, depois da cadeia, continua o mesmo

Denunciamos aqui no blog propaganda “disfarçada” usada pelo ex-vereador Vicente Viscome que depois de cumprir pena de prisão pretende voltar à Câmara Municipal. Agora, o Tribunal Regional Eleitoral entendeu que as placas para porta de garagem e cadernos de receita distribuídos na região da Móoca se caracterizavam como propaganda eleitoral fora de época. E o juiz auxiliar da propaganda da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Cláudio Luiz Bueno de Godoy, multou Vicente Viscome em R$ 21.282,00.

Os livros de receita estampavam a fotografia dele e o material tinha dizeres tais como “Justiça seja feita em 2008” e “Esse é trabalhador”. A representação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral.

A propaganda eleitoral somente é permitida a partir de 6 de julho do ano da eleição, a fim de que haja equilíbrio na disputa eleitoral.

Cabe recurso ao TRE.

Canto da Cátia: É fogo

Funcionava uma fábrica de pneus reciclados no local que se incendiou no fim da madrugada desta segunda-feira. Eram 5h47 quando o fogo se iniciou, na avenida Miguel Yunes. A fumaça grossa atrapalhou o trânsito em céu e terra. Os pilotos foram alertados para a dificuldade de visibilidade no aeroporto de Congonhas e um trecho da Yunes teve de ser interrompido. A repórter Cátia Toffoletto assim que chegou por lá registrou as imagens acima para compartilhar com você.

Foto-ouvinte: Faixa de carro

Cansado de assistir ao desrespeito de motoristas que estacionam em cima da faixa de segurança, o advogado Emerson César Gomes, ouvinte-internauta da CBN, passou a fotografar irregularidades. Estas ocorreram próximas da praça Nossa Senhora do Ó, no bairro Bela Aliança.

Fórum Nossa SP: Táxis cidadão

“Tudo acontece no banco de trás (do táxi)”. A frase do motorista Davi Francisco da Silva, há cinco anos na praça, vem acompanhada de uma série de idéias que surgiram na conversa com os passageiros ou do olhar atento às coisas da cidade. Do ouvido, também. Já que ao ligar o rádio soube que em apenas um dia de funcionamento oito pessoas haviam sido atropeladas no corredor de ônibus da avenida Rebouças, mesmo número de soldados americanos mortos na Guerra do Iraque.

“Peguei um projetinho, botei embaixo do braço e fui até a Câmara Municipal”, disse Davi que não foi levado a sério nas primeiras visitas que fez ao gabinete dos vereadores. No 156, que considera “um dos piores serviços prestados pela prefeitura”, não conseguiu ser ouvido. Demorou um pouco, mas uma das propostas que havia sugerido foi adotada pela Companhia de Engenharia de Tráfego: reduzir a velocidade máxima no corredor para 50 km/h.

Para salvar pedestres e tornar o trânsito menos selvagem, Davi sugere que a CET invista em semáforos com temporizador que informam o tempo que falta para fechar. Já tem em cidades do Grande ABC, mas na capital ainda está em teste.

Hoje, calcula que sejam 33 mil motoristas de táxis na cidade que circulam boa parte do tempo com o carro vazio, aumentando a despesa pessoal e o congestionamento. Para Davi, a prefeitura deveria permitir que os taxistas usassem os pontos de parada que estivessem liberados (sem táxis) enquanto aguardassem passageiros: “Se vou para zona norte com passageiro, sou obrigado a voltar para meu ponto do outro lado da cidade, mesmo que esteja com o carro vazio”.

Uma proposta polêmica entre os taxistas é defendida por Davi. Reduzir a tarifa da bandeirada, tornar a corrida mais barata e vantajosa, capaz de motivar o paulistano a deixar o carro em casa em troca do táxi. O sindicato que representa a categoria, comandada por um presidente que só faz política e está fora da praça há décadas, nem aceita discutir a idéia.

Reeducar os motoristas, não apenas os profissionais, é outro caminho defendido por Davi. Ele ficou envergonhado ao visitar Vitória do Espírito Santo e não entender o sinal que um pedestre fez quando se aproximou da faixa. “Será que ele precisa de táxis ?”, perguntou à esposa. “Você é paulista mesmo, ele só levantou o braço prá atravessar a rua. Você tem de parar o carro”, respondeu a moça que era da terra.

Se reclama do que acontece em São Paulo, se propõe projetos para torná-la melhor, se luta contra idéias ultrapassadas, é por um único motivo: “Eu amo São Paulo”.

Fórum Nossa SP: Calçada limpa

Lançar a campanha “Calçada Plana” aos moldes do programa “Cidade Limpa”, em São Paulo, foi a sugestão que apareceu escrita em uma das dezenas de papéis que me foram encaminhadas a este mediador no debate sobre mobilidade urbana que abriu o 1o. Fórum Nossa São Paulo, semana passada. A idéia havia sido endereçada a Asuncion Blanco que, apesar de ter trabalho voltado às pessoas da terceira idade, representou – e muito bem – os pedestres e portadores de deficiência.

(Você sabia que 11% da população paulistana é portadora de deficiência ?)

Asuncion puxou a orelha de todos nós. Começou pelas entidades de engenheiros e arquitetos que deveriam cobrar de seus associados o respeito a lei. Defendeu que o proprietário cuide de sua calçada, como prevê a legislação municipal, porque a prefeitura mal dá conta do recado que lhe cabe. Da administração, cobrou fiscalização rígida e inteligência. Ela lembrou que os postos de combustíveis foram obrigados a trocar seus tanques, mas esqueceram de pedir que adaptassem os acessos. É proibido, apesar de corriqueiro, o rebaixamento total da calçada para facilitar a entrada dos carros.

Na capital, morrem dois pedestres por dia. Parte destes “crimes’ poderia ser evitada com sinalização correta na pista e respeito do motorista, reclamou Asuncion Blanco.

A simplicidade, aliás, foi o fio condutor das propostas apresentadas por ela.

A representante dos pedestres chamou atenção dos subprefeitos que poderiam começar a preservar as calçadas no entorno da sede onde trabalham, além de eliminarem a sujeira que atravanca o caminho do cidadão (lixeiras, postes, bancas de jornais irregulares, etc).

Avalanche Tricolor: Para Míriam e Lúcia não reclamarem

Seneme foi tão chato quanta as traves que impediram o gol do Grêmio

Grêmio 0 x 0 Flamengo

Estádio Olímpico – Brasileiro

Uma trave incomoda muita gente, duas traves incomodam muito mais. Um juiz incomoda muita gente, Wilson Luiz Seneme e seus auxiliares incomodam muito mais. Junta tudo isso em campo e mesmo que tenhamos dois ex-campeões do Mundo, da Libertadores e do Brasil tentando jogar futebol, o torcedor vai para casa sem assistir aos gols que tanto gostaria. E torcedores não faltaram no estádio Olímpico, na tarde deste domingo. Mais de 42 mil estiveram por lá na certeza de que veriam um jogo no qual o destaque fossem os jogadores, não o árbitro que se atravessou no caminho do bom futebol, chegou a tirar uma bola dos pés de Roger, impedindo um contra-ataque gremista, e esqueceu que se o adversário é derrubado dentro da área tem de marcar pênalti.

Traves e juízes incomodam a todos. E torcedor chorão, muito mais. Por isso, fico por aqui com o consolo de que se o goleiro Bruno, do Flamengo, tirou o time nas costas (ou nas mãos) era para não entristecer as minhas colegas de manhã, Lúcia Hippolito e Miriam Leitão, que nos últimos tempos andavam cabisbaixa com os resultados de seu time.

De beijo e desejo

Por Maria Lucia Solla

Esse beijo que há tempo espreita ansioso por entre teus lábios entrefechados é meu
Tem hora que no impulso sem jeito acorrentada e covarde tenho ganas de arrancá-lo dali
Com unhas e dentes
Impaciente faminta

Mas talvez não o deva colher verde

Quero esse beijo cultivado
Quero dele a fagulha da vida que venha incendiar meu alento
Sem medo na entrega sem freio e sem pudor

O beijo que reaviva no corpo o ardor num simples roçar com hora pra começar e pra nunca mais acabar

O beijo que traz atrelado um olhar tão amoroso límpido divino que venha arejar meus cantos estagnados de ontem fazer ensolarar meu hoje e pavimentar de estrelas os caminhos de amanhã

Não me serve um beijo qualquer que desse tipo não sou mulher

Se o teu desejo é prendê-lo negando-lhe a chance à vida atenção amarre-o bem porque vejo que está à beira de se soltar

Mas se a força e o desejo desse beijo forem tais como pressinto e ele ao se libertar aportar nos meus lábios sedentos vou ajoelhar-me em contrição entregar-me sem reserva no sagrado e no profano e salvar a Terra

Será o beijo redentor o renascer do Salvador e o sepultar de toda e de cada dor

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Datafolha: Kassab ainda não bombou


Ilustração da pesquisa do Datafolha com a evolução da pesquisa à prefeitura de SP

A superexposição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), resultado da maratona de inaugurações programada para o período pré-eleitoral, não foi suficiente para “bombar” a candidatura dele, segundo o Instituto Datafolha. Na disputa à prefeitura de São Paulo, a ministra Martha Suplicy (PT) tem 30% das intenções de voto enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) tem 29%. Empate técnico que permanece desde a pesquisa anterior. Para o atual prefeito restou o terceiro lugar com 15% das intenções de voto. Ninguém variou acima da margem de erro que é de 3%.

Na prefeitura, havia quem apostasse em desempenho melhor para esta rodada, principalmente pelo apoio explícito do governador José Serra (PSDB) a Kassab.

Para entender melhor como está a disputa visite o site do Instituto Datafolha, mas não deixe de postar a sua opinião.

Qual sua opinião sobre a disputa para a prefeitura de São Paulo ?

Apressadinho é multado por propaganda fora de época


A nota abaixo divulgada pelo TRE é alerta aos apressadinhos que já colocaram a campanha na rua antes do período eleitoral ter se iniciado oficialmente. Se você rodar pela cidade vai ver que tem muita gente tentando enganar o legislador. Imagine se forem eleitos:

“A juíza auxiliar da propaganda eleitoral Maria Sílvia Gomes Sterman multou Aníbal de Freitas Filho e a revista SP1 Editora Ltda em R$ 21.282,00, cada um, por propaganda antecipada. Conforme a decisão, Freitas teria assinado editorial na publicação contendo matéria elogiosa que exaltava suas qualidades pessoais e profissionais, inclusive com fotos ao lado do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A tiragem da revista é de 30 mil exemplares. A representação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral.

Segundo a juíza, não se trata de mera entrevista jornalística. No conteúdo da publicação, Freitas “traz à tona, ainda que de modo subliminar, a busca da vereança paulistana, expondo sua plataforma política e especificando o que fará caso seja eleito”. Sterman conclui ainda que “está configurada a propaganda fora época, ficando claramente demonstrado o liame entre a matéria veiculada e o pleito municipal que se avizinha”.

A legislação eleitoral permite a propaganda eleitoral somente a partir do dia 6 de julho do ano da eleição.

Cabe recurso ao TRE”