Juruna da Força “esqueceu” da ameaça

“A maior parte dos funcionários demitidos são fundamentais para a plena operação das duas unidades … “

“A notícia, ainda não comunicada aos funcionários, sem dúvida, causará enorme tumulto em toda a equipe …”.

Estes são dois trechos do ofício enviado ao Ministério do Trabalho alertando para os riscos que a demissão de 30 funcionários dos Centros de Atendimento ao Trabalhador poderia provocar no funcionamento do serviço. O documento foi assinado em 9 de maio e protocolado três dias depois, segundo anexo que você vê acima.

Após o alerta, o serviço prestado a pessoas em busca de vagas no mercado ou do seguro-desemprego ficou paralisado durante dois dias, pelo menos, em São Paulo.

Reproduzo o ofício apenas para refrescar a memória do secretário-geral da Força Sindical João Carlos Gonçalves, o Juruna, que negou a existência do documento em entrevista ao Jornal da CBN, postada neste blog, apesar dele próprio ter assinado.

Alguém se atreveria a dizer que não foi esquecimento, foi mentira.

Prefiro acreditar que as denúncias que atingem o principal líder da entidade, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e os problemas “técnicos” nos CAT, nas últimas semanas, tenham levado o dirigente da central sindical ao lapso de memória.

Bogotá, como vamos ?

?


Carlos Córdoba falou no Forum da experiência em Bogotá (foto: Paulo Fehlauer)

O movimento, que inspirou todos os outros que participaram dos debates dessa sexta – inclusive o dono da casa, foi formado em 1997 na capital da Colômbia por três empresas, a Casa Editorial El Tiempo (que edita o principal jornal do país), a Fundación Corona e a Cámara de Comercio de Bogotá, com o objetivo de levantar dados sobre qualidade de vida da capital colombiana e confrontá-los com as promessas feitas durante as campanhas para prefeito. “Não somos uma ONG, nem queremos ser. Somos um grupo de cidadãos interessados em monitorar a qualidade de vida, sem tendências politicas, cujo objetivo é tentar ver as mudanças na qualidade de vida da gente.”

Onze anos depois, Córdoba conta, orgulhoso, que os indicadores da cidade mudaram. “Há 17 anos, a taxa de homicído de Bogotá era 84 casos por 100 mil habitantes. Agora chegamos a 18. Tínhamos 76% de alfabetizados. Agora são 98%. Os impostos não eram pagos por 42% da população e agora esse número caiu para 1%”.

Trechos da reportagem de Elisa Estronioli, do projeto Repórter do Futuro, sobre entidade Bogota Cómo Vamos que participou do 1o. Forum Nossa São Paulo. Para ler a reportagem completa acesse aqui.

Organizações intervêm no modelo de urbanização em Buenos Aires


Rodolfo Macedo trouxe experiência de Buenos Aires (foto: Paulo Fehlauer)

Estagnação do desenvolvimento a partir da década de 70, chegando à década de 90 em situação catastrófica: extrema desigualdade, desemprego, e geração bolsões de pobreza nas periferias. Essa descrição poderia ser facilmente atribuída a São Paulo, mas é de Buenos Aires, feita pelo professor da faculdade de arquitetura dessa cidade, Rodolfo Macedo.

“Buenos Aires tinha dinheiro, mas não tinha idéias, e os investimentos errados estavam causando problemas determinadas regiões”, diz o professor. Por isso, a Universidade de Buenos Aires resolveu interferir na gestão da cidade, juntamente com outras 300 organizações e a sociedade.

Estes são dois trechos da reportagem de Juliana Belda, do projeto Repórter do Futuro, sobre um dos encontros do 1o. Forum Nossa São Paulo. Acompanhe a reportagem completa clicando aqui

Quintanares: Estou sentado sobre a minha mala

Imagem feita por Itamar Aguiar e publicada no site em homenagem ao centenário de Mário Quintana

Estou sentado sobre a minha mala
No velho bergantim desmantelado…
Quanto tempo, meu Deus, malbaratado
Em tanta inútil, misteriosa escala!

O poema de Mário Quintana que você ouve neste sábado, na interpretação de Milton Ferretti Jung, foi publicado em “A Rua dos Cataventos”.

Quintanares foi apresentado, originalmente, na Rádio Guaíba de Porto Alegre e, a partir de arquivo familiar, reproduzo todas as terças e sábados textos do poeta na voz de Milton Ferretti Jung.

Canto da Cátia: Sem-telecentro

Depois de os vários serviços do Centro de Convivência Jardim Ivone, na zona Leste, terem se encerrado, os moradores da região temem agora que o telecentro também seja fechado. Os guardas municipais abandonaram o local desde segunda-feira. O entorno, está deteriorado. A calçada, destruída. E o mato, alto. Apesar do cenário registrado pela repórter Cátia Toffoletto, o subprefeito de Vila Prudente/Sapopemba, Flávio Sigolo, garante que o telecentro não fechará, será recuperado. Assim como o centro de convivência que receberá atividades para a família. Coincidência ou não, o anúncio das mudanças ocorre somente após a reportagem da Cátia.

Quebra-cadeira no plenário da Câmara de Taboão

O vereador Olívio Nobrega, líder do PR, anunciava na tribuna os motivos que levaram o partido a romper com o governo municipal e apoiar a candidatura do ex-prefeito Fernando Fernandes, do PSDB, na próxima eleição. A turma do PT em plenário não gostou e começou a xingar o vereador. Os filhos que também atuam no partido gostaram menos ainda e responderam as ofensas. O “diálogo” acabou em briga corporal e sobrou para as cadeiras na Câmara como você vê nas fotos enviadas pelo ouvinte-internauta Allan dos Reis.

Na próxima, caros vereadores, salvem as cadeiras que são patrimônio público.

“Namorada”, Soninha diz que PPS terá candidato próprio

O assédio político ao PPS e a vereadora Soninha é intenso nas últimas semanas. Grandes partidos (PSDB e DEM, principalmente) buscam o apoio dos socialistas em São Paulo para a eleição municipal. Ela, no entanto, insiste que o PPS terá candidato próprio e está aberto a apoio de outros partidos menores “porque os grandes jamais aceitariam”.

Na entrevista ao Jornal da CBN, Soninha disse que adoraria fazer aliança com Luisa Erudina, do PSB:

Ponte estaiada: Na contra-mão

Grupo de ciclistas decide perverter a ordem e invadir a ponte estaiada na qual é proibido caminhão, ônibus, pedestre e bicicleta. O interessante é que eles conseguem pedalar com maior rapidez que os carros que aproveitam a primeira semana de funcionamento da obra para experimentar o mais novo ponto de congestionamento da cidade.

Piada-ouvinte: De caminhão, tá na mão

As transportadoras lançaram a campanha “Se tá na mão, veio de caminhão” para protestar contra a restrição imposta ao tráfego de carga na cidade. O ouvinte Tiago Cheregati que prefere andar de bicicleta na cidade usa de bom humor e sugere novos slogans:

“Se tá lentão, quebrou mais um caminhão.”

“Se tá na mão, eu fui buscar de busão.”

“Se tá na mão, problema do seu pulmão.”