Voto Consciente: “Votar, cobrar e participar”


Clique na foto e assista ao slideshow do evento, no Flickr

Identificar os parlamentares que representam o cidadão paulistano e atuam com o intuito de melhorar a qualidade de vida de São Paulo é uma das intenções da campanha institucional do Movimento Voto Consciente, lançada quinta-feira (23/04). Os anúncios comparam o comportamento do cidadão com seu filho, sua empresa e sua conta bancária com o que se costuma ter com o vereador que se escolheu. “Controle os políticos ou os políticos controlam você” é o lema da campanha.

No palco do Teatro Eva Hertz, da Livraria Cultura, a ONG reuniu Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade, o publicitário João Fernando Camargo, da JC/Law, e a advogada Heloísa Machado, da Conectas, para debater com o público a necessidade da participação do cidadão no legislativo. Sônia Barboza, integrante do Voto Consciente, lembrou que o papel do eleitor é “votar, cobrar e participar”, em uma de suas intervenções.

A este jornalista coube mediar a conversa assistida por um bom número de pessoas, inclusive alguns parlamentares.

Roberto Freire, presidente do PPS, e José Police Neto, vereador do PSDB, estiveram pessoalmente no encontro, enquanto o gabinete da vereadora Soninha (PPS) enviou um dos seus representantes. Muitos “agitadores” – essa gente que acredita na mudança e na melhoria da qualidade da política brasileira – também se reuniram por lá. Não faltaram, é lógico, as “guerrilheiras e guerrilheiros” do Voto Consciente.

As pessoas interessadas em receber o material da campanha para promover o debate político dentro das empresas, escolas ou entidades das quais fazem parte pode manter contato com o Movimento Voto Consciente.

Apesar de o evento ter se realizado quinta-feira, somente agora foi possível tratar do tema aqui no blog devido a problemas técnicos da Globolog.

Virada Cultural: Olhares paulistas

As fotos escolhidas são de autoria de Beca, Luiz Costa, Virada Cultural e Silvio Tanaka

Muito mais de 1.000 imagens da Virada Cultural que movimentou São Paulo podem ser vistas na página especial do evento no Flickr, álbum virtual de fotografias. Oportunidade para matar a saudade ou ver o que se perdeu nos mais de 800 espetáculos organizados neste fim de semana.


Conte o que você fez na Virada Cultural

Para quem perdeu o domingo acompanhando o Caso Isabella

Os pais são os principais agressores contra crianças e adolescentes. A realidade está descrita na página da internet que mantém atualizadas as denúncias dos conselhos tutelares de todo o país, enviadas ao Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia). São 186.415 registros desde 1999.

Também constata-se que os números de agressões contra crianças e adolescentes são altos pelo Disque 100, sistema que permite que qualquer um faça denúncias, inclusive anônimas. Em números absolutos, os casos de agressão por negligência ou agressão física e psicológica são 54.889 dos 111.807 registros. Isso representa 67,40% do total. Entre os registros, 242 são denúncias de violência com morte da criança ou do adolescente.

Diante do índice, especialistas em questões da infância, consideram que episódios como o da menina Isabella Nardoni, que morreu aos 5 anos, provocando comoção por ter causas ainda desconhecidas, são mostras de um país ainda tolerante com a agressão contra crianças e adolescentes.

Para o integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro Alves, “devemos tratar do caso da menina Isabella e, a partir dele, refletir com toda a sociedade brasileira”. Ele alerta que “os números mostram que a violência contra a infância e a juventude é generalizada e, muitas vezes, a violência ocorre exatamente nos locais em que elas deveriam receber proteção, que são os lares, escolas e creches”.

A coordenadora do Programa de Enfrentamento Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos, Leila Paiva, concorda com o conselheiro do Conanda. Para ela, o que contribui para a manutenção deste quadro é a falta de iniciativa de quem observa a violência, mas não denuncia. “Existe um pensamento no imaginário popular de que não devemos interceder em problemas que ocorrem no âmbito familiar, o que é um equívoco. Mas, ao mesmo tempo, eu penso que o aumento dos registros no Disque 100 é pelo fato dele garantir o anonimato e a distância das pessoas”, analisou a coordenadora.

Ariel Alves, do Conanda, retoma a questão do papel da sociedade: “Não é só a família responsável por garantir os direitos da infância e juventude, o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que é um dever de todos: da família, do Estado e de toda a sociedade brasileira.

A média de utilização do Disque 100, desde que foi implantado em 2003 até hoje, é crescente. Começou com 12 relatos por dia, passou para em 2006 e chegou a 69 em 2007. Até março deste ano, foram contabilizados em torno de 93 casos diariamente.

Os dois especialistas atribuem o crescimento do número de denúncias à sensibilização de todos da importância em não se calar diante dos casos de agressão a crianças e a adolescentes. Para ambos, não se trata de aumento dos casos de agressão.

Alves citou estudo da Universidade de São Paulo sobre o tema: “Uma pesquisa do Laboratório de Estudos da Criança da USP, feito entre 1996 e 2007, diagnosticou a existência de 159.754 casos de violência doméstica. E também concluiu que aproximadamente 10% dos casos de abusos e violência contra crianças e adolescentes são denunciados.”

De boca aberta

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Quando fico sem saber o que dizer, muito surpresa ou espantada, digo que estou boquiaberta. Brincamos muito sobre isso, Luiz Fernando e eu. Quando lhe conto um fato de abalar estruturas, ele abre a boca e arregala os olhos, e eu não posso deixar de rir. Se o assunto é sério, esse gesto atenua imediatamente o seu caráter sombrio. Um dia, quando o surpreendi mais do que o esperado, ele desenhou uma carinha boquiaberta para mim, e eu pendurei a folha de papel na parede, ao lado da minha cama. Era impossível não olhar para ela quando eu ia dormir, e ela, invariavelmente, me fazia sorrir. Exatamente porque isso sempre acontecia à noite, na hora de dormir, resolvi tirá-la dali e colá-la no espelho do banheiro, para que fosse uma das primeiras coisas que chamasse a minha atenção, depois de acordada pela água do chuveiro. Assim, minha primeira expressão do dia seria um sorriso. Não sei onde foi parar esse desenho.

Procura-se, desesperadamente, uma carinha marota, desenhada a lápis, com a boca bem aberta e os olhos redondinhos, muito espantados!

Não se assuste que este não é um prólogo de tragédia grega, mas se quiser se assustar, fique à vontade, porque na realidade, anda muito difícil sorrir. Há pessoas que dizem: são os tempos! Mas os tempos sempre foram os tempos, moldados por nós, seres humanos, viventes em cada uma das diferentes épocas. Conclusão, não são os tempos coisa nenhuma; somos nós. Você e eu, seus vizinhos de cima e os vizinhos de baixo, os do lado esquerdo e os do lado direito, os do outro lado da rua e os da rua de trás. São os motoristas agressivos e são os filhos que desrespeitam seus pais, como se isso fosse moda. São pré-adolescentes cuspindo palavrões de baixo-calão, a torto e a direito, dentro e fora de casa, indistintamente, sem terem a língua untada com uma boa pimenta. São cidadãos de baixa renda, sem condição de acesso à educação e à cultura, roubando, matando e seqüestrando. São cidadãos de alta renda, com toda a condição de acesso à educação e à cultura, roubando, matando e seqüestrando.

A solidão, por sua vez, nunca fez adoecer tanta gente, numa sociedade que tem cada vez mais gente e na qual é quase impossível ficar sozinho e ter um pingo de privacidade.

Continuo a acreditar que, antes de cuidar do outro, é importante que eu cuide de mim mesma. É o que chamo de egoísmo sadio. Se estiver bem, terei bem para oferecer ao outro, certo? De um saco de sal não sai açúcar, nem debaixo de reza-brava. E além de tudo, como não temos dúvida de que é horrível viver ao lado de alguém que está mal, imagine viver vinte e quatro horas do dia com você mesmo, quando não está bem. Se é que você vai precisar de algum esforço para imaginar.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano

Quintanares: Vontade de escrever


A fotografia é de Liane Neves e você encontra no site em comemoração ao centenário de Mário Quintana

O desejo do poeta era expressar-se em uma coroa de sonetos. E Mário Quintana faz este exercício no texto que você ouve interpretado por Milton Ferretti Jung:

Quintanares aparece neste blog terças e sábados. É resultado de arquivo familiar de programa que foi ao ar, originalmente, na Rádio Guaíba de Porto Alegre.

Caríssimos,

Problemas técnicos impediram que este blog fosse atualizado nos dois últimos dias. Nesta sexta-feira, nossa intenção é voltar ao normal, colocar as notícias em dia, acertar as contas, postar imagens e vídeos que nos foram encaminhados, e agradecer pela paciência.

Aproveito para deixar um convite: Neste fim-de-semana, teremos a Virada Cultural na cidade e coloco o e-mail milton@cbn.com.br à sua disposição para enviar imagens, vídeos e histórias da sua virada.

Condomínio Legal: Cabelo da senhora atrasa vizinho

Foram mais de 40 minutos de espera para que a senhora que estaciona o carro na vaga da frente fosse até a garagem liberar a passagem. De banho tomado, maquiagem feita e cabelo arrumado, ela desceu e movimentou o veículo sem dar explicações ao vizinho que já estava atrasado para trabalhar. O inconveniente se deu porque ela não aceita que ele manobre o carro dela apesar de estar em vaga dupla, e tudo isso previsto em regras internas do condomínio. Acabou multada e sendo alvo de muita cara feia.

O uso das vagas de estacionamento e o comportamento dos motoristas no interior do condomínio foi o tema desta quarta-feira do comentário de Márcio Rachkorsky, em Condomínio Legal, que você ouve clicando aqui.