Foto-ouvinte: A coisa tá preta em Mauá

Indústrias do Pólo Petroquímico de Mauá, no Grande ABC paulista, aparecem quatro vezes na lista das 100 maiores poluidoras do Estado de São Paulo, segundo informação da Cetesb. Nada surpreendente para os moradores que convivem com as cenas registradas pelo ouvinte-internauta que se identificou por NiltonHK.

De acordo com ele, a fumaça preta e densa foi despejada no feriado de 21 de abril, entre às 9 da manhã e duas da tarde. Nilton ligou para Cetesb, e conseguiu com que um plantonista da companhia fosse vistoriar o local. Não sabe o resultado da fiscalização, mas se preocupa com a autorização do Governo de Estado para a ampliação do Pólo.


Agora o outro lado

Resposta da Cetesb:

“Em função de duas quedas de energia, no último dia 21/04 – às 07h50 e às 11h38 – , ocorreu um desbalanceamento das unidades de produção de etileno da Petroquímica União. Por motivo de segurança, o gás que estava sendo produzido e ficou fora de especificação, pela queda de energia, foi lançado no “flare”. A queima proveniente da chama foi diminuindo gradativamente em função do restabelecimento da produção. A CETESB está autuando a PQU, por emissão de fumaça preta acima do padrão permitido pela legislação ambiental. Por exigência da agência ambiental, a empresa deverá instalar até o final deste ano um “flare” enclausurado, visando evitar a emissão de fumaça preta.

Agência Ambiental de Santo André

CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental”

Ouvintes-internautas “gritam” contra o barulho

O som de uma britadeira atrapalhou minha conversa com a repórter Mônica Poker que monitora o trânsito do alto de um prédio na Avenida Paulista. Segundo ela, a barulheira havia se iniciado antes das sete da manhã nas obras de recuperação das calçadas. A prefeitura disse que a empreiteira responsável pela reforma nega ter iniciado o trabalho antes do previsto. Há acordo para que a obra se realize entre sete da manhã e dez da noite.

O barulho ecoou na caixa de correio do CBN São Paulo que passou a receber uma série de reclamações de ouvintes-internautas. Fernando Latorre, morador da Paulista, diz que as britadeiras começam a incomodar, diariamente, às seis da manhã e só param no início da madrugada: “Por volta de 15 mil moradores da Paulista não tem mais sossego nos seus lares, mesmo a noite; e o PSIU alega que não pode interferir em obras públicas”.

No bairro da Parada Inglesa, o som que incomoda é o do bate-estaca que extrapola o salão de festas de uma casa vizinha a da ouvinte-internauta Miriam Tomiatti, na Rua Ricardo “Neste fim de semana, tive de fazer a minha Virada Cultural particular, fiquei virando no sofá sem conseguir dormir”, escreveu. Ela ligou para o 190 para reclamar do barulho fora de hora, mas não teve sucesso. A polícia não apareceu.

Já na rua Boaventura Rodrigues da Silva, a prefeitura compareceu de madrugada. Caminhões, máquinas e funcionários chegaram a uma da manhã para iniciar a raspagem do asfalto, acordando os moradores: “se eu estivesse numa avenida concordaria, agora uma rua residencial não precisa ser esse horário”, afirmou o ouvinte-internauta.

O barulho também aumenta, no mínimo duas vezes por mês quando o túnel Maria Maluf é fechado para manutenção durante a madrugada e o trânsito desviado para a rua do Boqueirão. A ouvinte-internauta Daniela (Danigc75) lembra, ainda, que não bastasse este transtorno, fios de luz, telefone e TV a cabo são arrebentados pelos caminhões que fazem o desvio.

Em Santo André, é a reforma de uma empresa de segurança patrimonial que dá dor de cabeça no ouvinte-internauta Alexandre Negrão. Relata que antes mesmo das sete da manhã, funcionários, máquinas e equipamentos que levantam prédio de cinco andares conversam entre sim em uma Babel de barulho. “Além disso apareceram rachaduras que atravessam as paredes do meu quarto, já que o edifício ao lado causou um desnível no terreno. Já conversei inúmeras vezes com o responsável pela obra, mas pelo visto só quando ligar para a defesa civil do meu município conseguirei uma solução para essa questão”, conclui na mensagem enviada ao CBN SP.

Em Jordanésia, Cajamar, um ouvinte-internauta (não registrei o nome dele, infelizmente) informa que tem uma vizinhança barulhenta: “são oficinas mecânicas, transportadoras, caminhões, que não respeitam dia nem horário”. Ele quer saber se o controle é de competência municipal. É, sim. Assim como,na cidade de São Paulo, são as subprefeituras que têm de dar licença para a “bagunça organizada” das obras que não podem começar antes das sete da manhã e precisam se encerrar às dez da noite.

PSIU neles ! E se não funcionar: Ouvidoria no PSIU !

Cidadão tem de fiscalizar Rodoanel e impacto no meio ambiente

Por Osvaldo Stella
Comentarista de Ambiente Urbano

“A construção do Rodoanel segue em São Paulo. Embora polêmica, a obra trará grandes benefícios para o tráfego na cidade de São Paulo. Não existe desenvolvimento sem algum tipo de impacto. O projeto passou pelos trâmites legais e encontra-se em fase de implantação.

O processo de licenciamento vigente no país prevê a avaliação entre o impacto positivo e negativo de um determinado empreendimento e, quando necessário, a adoção por parte dos empreendedores de medidas mitigatórias.

No processo de licenciamento do Rodoanel a implantação do mesmo esta condicionada a medidas compensatórias previstas para a sua implantação. O termo propõe uma série de medidas para prevenção e/ou mitigação dos impactos ambientais potenciais identificados. Essas
medidas foram estruturadas em 26 programas ambientais, sendo 5 da fase pré-construtiva, 13 para a etapa de construção e 8 para a etapa de operação.

É muito importante que a sociedade possa acompanhar o avanço da implantação das medidas compensatórias previstas no licenciamento. Só assim é garantido que o que foi combinado no licenciamento seja cumprido”.

Para acompanhar :

http://www.dersa.sp.gov.br
http://www.ambiente.sp.gov.br/cprnDaia.php

Centro de informações do Rodoanel:

0800 – 7266300

Para ouvir o comentário Ambiente Urbano que vai ao ar toda segunda-feira, às 11 horas, no CBN SP, clique aqui

Conselhos informais ajudam subprefeitura, em SP

O Ministério Público não aceitou, a prefeitura não se esforçou e os vereadores preferiram não mexer com o tema, por isso a criação dos conselhos de representantes, prevista em lei orgânica do município, jamais se concretizou, em São Paulo. Iniciativas informais, porém, mostram a importância deste trabalho.

É o que ocorre em Santo Amaro, onde organizações não-governamentais convenceram os dois últimos subprefeitos a aceitar um fórum de representantes civis que discute as principais medidas a serem adotadas na região e as políticas públicas desenvolvidas pelo órgão.

A arquiteta e urbanista Cristina Antunes, diretora da Ciranda, que congrega 16 associações de moradores da área da subprefeitura de Santo Amaro, falou sobre a iniciativa no CBN SP:

Para quem pretende fazer contato com a Ciranda:

fone: (011) 3854-7372

e-mail: secretaria@cirandasantoamaro.org.br

Caso Isabella: O circo

Os meios de comunicação têm obrigação de investigar e noticiar, mas o que está ocorrendo na cobertura do Caso Isabella extrapolou as regras do bom senso, na opinião do psicoterapeuta, Cláudio Guimarães dos Santos. A opinião pública tem interesse no caso, mas a mídia não deve transformar o fato em um circo:

Você concorda com a opinião do psicoterapeuta Cláudio Guimarães dos Santos ?

Virada Cultural: Olhares Paulistas 1

Tanta gente, tão pouco banheiro. Essa foi uma das lembranças do ouvinte-internauta Daniel Aveiro que aproveitou a Virada Cultural, em São Paulo. “Coloquem mais banheiros químicos, pois gastei mais de 10 reais pagando para usar o banheiro do comércio”, sugeriu em mensagem enviada ao CBN SP. Daniel chamou atenção, também, para a falta de lotações com ponto final na estação Corinthians-Itaquera, e o acúmulo de pessoal dentro da estação República. Veja estas cenas no álbum de fotos do CBN SP, no Flickr.

Conte para a gente como foi a Virada Cultural e mande suas fotos.

Canto da Cátia: Morte a caminho do trabalho


Clique na imagem e visite o álbum de fotos da Cátia Toffoletto

O acidente de trânsito logo cedo matou uma pessoa na esquina da avenida Rio Branco com a São João. Não eram seis da manhã quando um carro e a van que você vê na imagem acima colidiram no centro de São Paulo. Seis pessoas ficaram feridas. A repórter Cátia Toffoletto registrou o acidente para o blog.