Vira-lata mas chipado

Todos os cães e gatos vendidos, a partir de agora, terão de ser castrados e usar chips, em São Paulo. É o que determina lei já regulamentada pela prefeitura com o objetivo de controlar o comércio de animais de estimação e reduzir o número de abandonos.

Conversei com uma das assessorias do Centro de Controle de Zoonose, Adriana Maria Lopes Vieira, que explicou no CBN São Paulo como ficará a situação dos cães e gatos com a entrada em vigor da nova lei e deixou dois telefones para quem quiser mais informações: 2224 550 e 3350 6628.

Ouça a entrevista:

Veja aí embaixo a cara do Eros, meu labrador, ao saber que por ter nascido após a lei entrar em vigor não precisará passar pelo processo de castração. Não gostou muito do chip pois ficará mais difícil dar suas escapadinhas pela zona.

Promotora defende afastamento de funcionário de estatal

As empresas e os funcionários assumiram o risco ao aceitar a contratação sem concurso nas estatais de capital misto, como Sabesp e Cetesb. A afirmação é da promotora do Ministério Público do Trabalho Alline Pedrosa Oishi em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta, assinado entre as empresas e o órgão, que prevê o afastamento dos empregados contratados após a Constituição de 1988, nestas condições.

A promotora informaou que estes funcionários terão o direito de resgatar o fundo de garantia recolhido durante os anos de trabalho e a possibilidade de participar de concurso público para ser readmitido pela empresa.

Ouça a entrevista da promotora Alline Pedrosa Oishi, ao CBN SP:

Neste blog, você encotrará outras entrevistas sobre o mesmo tema e várias opiniões de ouvintes-internautas.

Canto da Cátia: Duplo erro


O carro estava na faixa exclusiva de ônibus. O pedestre atravessando a rua fora da faixa de segurança. O duplo erro gerou o acidente registrado pela “Paparazzo do Cidadão” Cátia Toffoletto, na avenida Marquês de São Vicente, próximo da praça Pascoal Martins, em São Paulo.

Urbenauta: a aventura está de volta

Oh, tem alguém em casa !?

A velha frase do interior marcará a próxima aventura do jornalista Eduardo Fenianos, conhecido como o Urbenauta após realizar viagem por dentro de São Paulo. Na aventura dele, a meta é cruzar o País conseguindo comer e dormir na casa de pessoas que se disponham a recebê-lo. A primeira parada será em Porto Alegre, após deixar a capital paulista, em 22 de abril, abordo da Urbenave – carro adaptado para a viagem e com tecnologia à disposição que permitirá o acompanhamento de todos os passos dele.

Entenda melhor esta aventura de Eduardo Fenianos ouvindo esta entrevista ao CBN SP:

Foto-ouvinte 2: Placa “desnumerada”

Mais um caso daqueles que revelaM quanto é falha a fiscalização de trânsito na cidade de São Paulo. O carro foi flagrado rodando na Avenida Robert Kennedy, na zona sul, pelo ouvinte-internauta Thiago Vieira. Teria de ser recolhido na primeira batida policial que encontrasse pela frente, mas, por enquanto, apenas segue em frente.

João-Bobo travestido de vereador

Torcedores que estiveram no estádio do Morumbi, nesse fim de semana, encontraram a figura acima desfilando de lá prá cá e de cá prá lá, vestindo a camisa do São Paulo e estampando o nome do vereador Aurélio Miguel (PR), ao lado do número 10.

A primeira impressão que tive foi que o vereador queria aproveitar o momento para fazer publicidade da candidatura dele à reeleição para a Câmara Municipal, mas logo lembrei que isto é proibido, ilegalidade passível de multa, inclusive.

Peço sua ajuda para descobrir o que pretendia o vereador Aurélio Miguel, na porta do Morumbi:

( ) Entrar no estádio sem pagar;

( ) Assustar os palmeirenses com este cabeção;

( ) Vender bonecos com o rosto dele para os fãs;

( ) Esqueceu que a campanha eleitoral não começou;

( ) Este blog está desavisado e Aurélio Miguel quer ser presidente do São Paulo

A assessoria de comunicação do gabinete do vereador Aurélio Miguel (PR), por telefone, prometeu enviar nota ao blog afirmando que a campanha em questão é à presidência do São Paulo. O vereador, através da assessoria, afirmou que, se for eleito presidente do clube, não se canditará ao cargo de vereador, na próxima eleição.

Cantando a história na sala de aula

Daquelas aulas que ninguém gostaria de perder por nada, é o que faz a professora Marli Oliveira que explora a música para educar. Em um de seus projetos, ela ensina aos alunos a história da cidade de São Paulo através da MPB.

Nesta entrevista ao CBN São Paulo, Marli Oliveira mostra por que tantos alunos gostam de ir a escola quando ela está por lá:

O site da professora é www.cantandoahistoria.pro.br

De segurança e da falta dela

Por Maria Lucia Solla

Olá,

No tempo de Adão e Eva, considerando-se que o casal tenha mesmo existido, o assunto segurança não constava da pauta a ser discutida no dia-a-dia, se é que tinham um idioma e que se comunicavam através dele. Como nunca ouvi dizer que tenham brigado e, muito menos, se separado, imagino que não tivessem. Mas, supondo que havia um vocabulário, segurança, certamente, não fazia parte dele.

Hoje, no entanto, segurança é palavra que transita, a torto e a direito, nos lábios de todos; letrados e iletrados, jovens e nem tão jovens, modernos e nem tanto. Buscamos alcançá-la, a tal da segurança, imaginando que só através dela poderemos conseguir a impalpável, intangível e indefinível felicidade. Me vem uma estranha sensação de que essa coisa toda foi inventada por aquele lá de baixo, o temido, o vermelhinho de garfo na mão. E porque teria ele se dado ao trabalho de inventar algo assim, que nos ocupa a mente, o coração e a alma, e nos faz tremer de medo? Elementar. Enquanto a gente fica ali, buscando proteção impossível, nos afastamos do real motivo pelo qual fomos colocados neste planeta, pelo lá de cima, o cheio de luz, o imparcial, aquele que, a despeito da opinião de muita gente, não julga. E ele nos colocou aqui, basicamente, para vivermos livres e bem, perseguindo objetivos possíveis.

Mas vamos definir a impossível segurança. É a condição do que está seguro, certo? É a condição do que está protegido, do que não corre risco. Agora, sejamos absolutamente honestos; isso existe? Existe algo assim no mundo real? Um mundo onde nada é permanente, uma vez que a marca registrada do Universo é a impermanência? Bertolucci aborda o tema, no filme O Pequeno Buda, que vale a pena rever.

Por que então essa mania de conservar tudo, de se agarrar a lembranças, a coisas e pessoas? A neurose de guardar, segurar, controlar, de nos atarmos pelas mãos e pelos pés; o medo de andar, correr, voar, tocar outras superfícies, e sermos tocados por elas, o medo de abrir portas que nos despertam a curiosidade, só paralisam a vida. Computadores e celulares não são seguros. Meu último celular se jogou na piscina num dia quente, e perdi toda a agenda telefônica. Meu notebook, como você sabe, precisou de um transplante de disco rígido e lá se foram documentos, lembranças, fotos, palestras, endereços e contatos. No primeiro momento cheguei a pensar em sofrer, mas logo decidi dar as boas-vindas à oportunidade de limpar também esse setor da minha vida, e começar de novo. Do quase zero. Tenho limpado armários e doado ou jogado fora tudo aquilo que não uso há pelo menos um ano, e tenho limpado também a minha própria memória. Talvez seja uma técnica para não sofrer com as perdas que chegam com as próprias pernas. Já me desapego, e pronto. Tomo a iniciativa, eu. A experiência tem sido interessante, e recomendo.

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano

Quintanares: Depois do Fim

O nome de Mário Quintana foi lançado nacionalmente em 1966 com a publicação de Antologia Poética, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos. Dos poemas escolhidos havia este que você ouve na interpretação de Milton Ferretti Jung:

Quintanares é um programa que foi ao ar na rádio Guaíba de Porto Alegre, durante 10 anos. Os arquivos pessoais de Milton Ferretti Jung são reproduzidos aqui todas as terças e sábados.