Deputados vão negociar demissões nas estatais paulistas

Após o depoimento do presidente da Cetesb, Fernando Rei, à comissão do trabalho da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputados estaduais se comprometeram em participar das negociações para impedir a demissão de milhares de funcionários de empresas estatais com capital misto – caso da própria Cetesb, entre outras. A comissão de parlamentares pretende conversar com o Ministério Público Estadual, à Procuradoria Geral do Estado e o governador José Serra (PSDB). A iniciativa mudou a expectativa de parte dos funcionários ameaçados de perder o emprego sem ter direito a indenizações previstas na Consolidação das Leis do Trabalho.

Para entender melhor o caso, leia notas mais abaixo sobre o tema.

Lobby contra restrição de caminhões está na internet

Para pressionar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vale tudo. Nem enquete de Internet se salva. O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo, Francisco Pelucio, emitiu mensagem eletrônica convocando os associados a participarem da consulta pública que o Estadão realiza. A pergunta é se as restrições à circulação de caminhões na cidade de São Paulo devem ser ampliadas. Por enquanto, o lobby dos caminhoneiros não funcionou, pois o sim vencia até minha última olhada por 69% a 31%. Não custa lembrar que enquete pela Internet só vale mesmo por curiosidade e para gerar acesso no site da empresa, não tem nenhum valor científico.

“Samba do Conpresp doido”

A frase é de um dos assessores do prefeito Gilberto Kassab (DEM) após analisar a cobertura jornalística sobre discussão no Conpresp para permitir a construção de prédios de até 18 andares no entorno do Parque do Ibirapuera. Informações desencontradas, algumas que partiram do próprio gabinete do prefeito, e a publicação de minuta de outro projeto que pretende interferir na constituição do Conpresp confundiram ainda mais o debate sobre a ocupação da cidade.

Sobre este último caso, projeto que está em debate dentro da prefeitura que diminuiria o poder do conselho, obrigando que suas decisões fossem ratificadas pelo prefeito e vereadores, Gilberto Kassab disse que ainda não leu a minuta porque ainda está em discussão com um grupo de trabalho.

Kassab confirma projeto para o Ibirapuera

O projeto de lei que pretende impedir a construção de prédios mais altos no entorno do Parque do Ibirapuera foi confirmado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) em entrevista ao CBN SP. O texto ainda não foi encaminhado à Câmara Municipal, ao contrário do informado ao programa na edição dessa quinta-feira.

Para Kassab, o projeto de lei vai interferir na lei de zoneamento para impedir prejuízos ao parque do Ibirapuera. Ouça a entrevista ao CBN SP:

O último engarrafamento, por Veríssimo

O texto foi publicado em O Globo de quinta-feira (11/04) e reproduzo aqui porque não há como acessar a página do jornal na internet se você não estiver cadastrado por lá:

Boa notícia é que nunca se viu tantos carros nas ruas. A má notícia é que nunca se viu tantos carros nas ruas. Carros sendo produzidos e comprados como nunca significam fábricas e fornecedores funcionando e empregando mais, mais gente com mais dinheiro ou crédito no mercado, uma classe média em expansão, uma economia em crescimento. Carros sendo produzidos e comprados como nunca significam engarrafamentos inéditos e acidentes de trânsito em níveis de massacre, sem falar no aumento da poluição do ar que respiramos e no agravamento generalizado das neuroses. É bom que muitas pessoas que não tinham condições de comprar seu carro agora tenham, é ruim que em todas as grandes cidades brasileiras hoje exista uma grande nostalgia pelas chamadas horas do rush, ou os horários de pique no trânsito, de antigamente, pois agora toda hora é hora do rush.

O que há é que, na surrada analogia de uma Bélgica dentro de uma Índia para descrever o Brasil, a Bélgica cresceu e os belgas e neobelgas têm mais carros, mas continuam obrigados a circular nas ruas e estradas da Índia. Quanto mais cresce a Bélgica, mais aparecem as precariedades da Índia. A publicidade dos carros sendo lançados prefere ignorar esta realidade e anunciar máquinas flamantes feitas para zunir por ruas e estradas de um país que não apenas não é a Índia como não é nenhuma Bélgica reconhecível, mas uma terra fantástica onde o trânsito sempre flui e os carros voam. Uma ironia que se repete diariamente: o cara chega em casa depois de algumas horas preso num engarrafamento de qualquer grande cidade brasileira, liga a televisão e, entre notícias de terríveis acidentes com morte em estradas inadequadas por excesso de velocidade, só vê propagandas de carros vendendo a grande aventura da velocidade. E da potência sem impedimentos, muito menos de carros na frente e dos lados.

Como fica cada vez mais improvável que conheceremos essa terra de sonho, resta esperar que a indústria automobilística se prepare para o engarrafamento final que vem aí, quando o trânsito se tornará, literalmente, impossível. Esqueçam velocidade e potência. Interiores com beliches, quitinete e mesas para carteado, para passar o tempo. Rojões de sinalização, para pedir o resgate por helicóptero. Sei lá.

Foto-ouvinte 1: Perua também é cultura

Foi em uma das viagens (com “g”) de lotação que costuma fazer entre a zona leste e o centro da cidade que a ouvinte-internauta Bianca Iaconelli encontrou o alerta acima. O celular, além de fotografar a pérola lingüística, serviu para que ela fizesse contato com a prefeitura e sugerisse (ainda com “g”) uma revisão ortográfica nos avisos que circulam pela cidade.

Prefeitura diz que coleta seletiva é de quase 5%

Alguns dados enviados pela prefeitura de São Paulo em resposta a crítica do coordenador do Nossa SP, Maurício Broinizi (veja nota abaixo):

a) Em 2007 foram recolhidas 29.666 toneladas de material reciclável;

b) As centrais de triagem coletaram 11.560 toneladas, enquanto as concessionárias Loga e Ecourbis, 18.106;

c) Isto representa 4,9% do total de resíduo passível de ser coletado em São Paulo;

d) Dos 96 distritos existentes na cidade, 71 são contemplados pela coleta de materiais recicláveis realizadas pelas centrais e concessionárias;

e) Mais de 1.000 pessoas trabalham nas cooperativas;

f) Os trabalhadores deste setor recebem cerca de R$ 600 por mês

Nossa SP discute destino do material reciclável

Havia cerca de 70 pessoas, algumas em pé, no auditório do Sesc Vila Mariana, onde se realizou, na manhã dessa quinta-feira, debate sobre o destino do material reciclável (resíduos sólidos) gerados na cidade de São Paulo. Calcula-se que a capital produza em torno de 9 mil e 700 toneladas por dia de material que poderia ser reaproveitado, mas apenas pequena parcela (1%) vai parar nas cooperativas, disse Maurício Broinizi, coordenador do Movimento Nossa São Paulo, ao CBN SP: