Proibir estacionamento para fluir o trânsito


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Ao mesmo tempo que o cartunista Angeli desenhou seu olhar sobre o trânsito na capital paulista na edição dominical da Folha, o presidente da CET Roberto Scaringella concedeu entrevista ao jornal e expôs seu pessimismo em relação a mobilidade do cidadão. Em um dos trechos da entrevista, o homem responsável pelo planejamento do trânsito paulistano levantou a possibilidade de proibir o estacionamento em ruas e avenidas movimentadas:

FOLHA – O que fazer, então?
SCARINGELLA – Precisamos testar medidas de ajuste. Por exemplo, de estacionamento.

FOLHA – O que são essas políticas?
SCARINGELLA – Pega uma rua qualquer. A alameda Santos, por exemplo. Se proibir estacionamento dos dois lados, ela tem uma determinada capacidade. Se você permitir estacionamento dos dois lados, a capacidade cai pela metade. Por outro lado, é preciso agir de forma harmônica. Poderia ter uma política muito mais restritiva de estacionamento. Para a fluidez é muito bom. Mas pode ter reflexo econômico ao comércio, prestador do serviço.

Restringir estacionamento tem apoio de urbanista da FAU

Olhar o meio-fio das ruas e avenidas da cidade com mais responsabilidade é a sugestão da coordenadora do Laboratório de Urbanismo da Metrópole da Faculdade de Arquitetrua e Urbanismo da USP, Regina Maria Meyer. Ela falou ao CBN São Paulo, no sábado, antes da publicação da entrevista de Scaringella à Folha (veja nota abaixo) e pediu que se libere os estacionamentos que tornam as vias ainda mais estreitas:

Avalanche Tricolor: Único invicto, melhor campanha, class….

Novo Hamburgo 0 x 1 Grêmio

Campeonato Gaúcho – Novo Hamburgo

Domingo é dia de comer frango com polenta. A gente pega os guris, põe no carro e vai até a região de Novo Hamburgo e São Leopoldo (Nóia e São Léo, para os mais íntimos), cidadezinhas simpáticas bem próximas de Porto Alegre. Mesmo com o calor comum nesta época do ano, o programa dominical sempre foi bem-vindo principalmente porque acompanhado de uma taça de vinho branco e gelado.

Neste domingo, a família gremista vestiu sua camisa e foi até a terra do calçado. Comeu frango com polenta, tomou um bom copo de vinho, e trouxe a classificação para a próxima fase do Campeonato Gaúcho – o mais disputado, importante e …. você sabe. Com o Grêmio é assim, sempre um passeio agradável.

Para registro: Perea fez o gol do Grêmio, único tricolor invicto no Brasil, único invicto no Rio Grande do Sul, melhor campanha, e …..

Idas e vindas



Por Maria Lucia Solla

Olá

Hoje, depois de um mês de férias, um amigo sugeriu que eu falasse sobre minha volta a São Paulo, a cidade onde nasci, cresci e para onde voltei, depois de algum tempo longe, para criar meus filhos. Achei que a tarefa seria fácil, sentei na frente do computador, rascunhei um punhado de pensamentos, e não consegui juntar lé com cré. Então fui reler um texto meu, publicado em 2004, no livro “São Paulo 450 anos Sua História e seus Monumentos – Destaques e Personalidades”.

Meu amor por São Paulo
Admiração e repúdio. Prazer e desprazer.

Amor passional é o que se tem por São Paulo. Nada aqui é cinzento, a não ser o seu céu – esporadicamente e não diariamente como dizem, em momentos de repúdio ou de dor de cotovelo –, assim como não somos cinzentos os seus moradores.

Somos valentes e ela é valente. Somos violentos e ela é violenta. Somos artísticos e ela é artística. Somos caóticos e ela é caótica. São Paulo é, sempre foi e sempre será, o resultado da soma de todos os que aqui trabalham, amam, geram, destroem, educam, choram e riem. São Paulo é o grito coletivo do êxtase da vida que criamos a cada amanhecer. São Paulo será melhor, mais amável, mais cordial, mais alegre, menos violenta e mais limpa, quando formos melhores, mais amáveis, mais cordiais, mais alegres, menos violentos e mais limpos.

Voltei, há apenas três dias, sentindo algo diferente. Um tipo de força que já esteve em mim antes, mas que fazia tempo não se manifestava. Talvez tenha sido a mudança de posição, que muitas vezes ajuda. Há um colorido diferente no meu modo de olhar as pessoas, suas atitudes, e os acontecimentos do dia-a-dia. É uma força que está louca para sair e se expressar. Quer vir à luz, nascer, crescer, se exercitar, ter seu próprio ciclo de vida.

Jamais tive intenção de colocar o que sinto numa caixa, colar-lhe um belo rótulo e desenhar um mapa indicativo de como atingir o que considero bom. Longe de mim. Só o que sei, quando sei, é que quando se está presente no presente, no momento real, tudo fica mais claro, e é onde estou agora. Se depender de mim, e esta força for bem cultivada, a cidade será cada dia melhor. Quando cheguei, não vi o caos, vi a cidade onde nasci. Vi a cidade onde moram muitos dos meus amigos mais queridos, vi uma cidade que se enche de mistério ao cair da noite, onde a solidão busca seu antídoto, a riqueza se esbalda ao seu modo e a pobreza ao seu. Vi uma cidade onde proliferam movimentos de esperança, de construção, de solidariedade, e me senti muito bem.

E você, como se sente na sua cidade?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano

Avalanche Tricolor: Edição extraordinária

A mensagem chegou ao CBN São Paulo assinada pela ouvinte-internauta Débora Ribeiro e seria egoísmo de minha parte não compartilhar com você que faz questão de ler a coluna Avalanche Tricolor nos dias de jogos do Grêmio tais informações. Por isso, antecipo a Avalanche, neste domingo:

“Hoje pela manhã, vindo para o trabalho no metrô linha vermelha, estava lendo uma matéria da Revista CAROS AMIGOS, quando lembrei de você. O autor Roberto Manera é jornalista e como você tem uma paixão, o Grêmio: ” … o Grêmio de Porto Alegre, fundado em 1903. Meu amor infantil e para sempre. Durante anos tivemos Ortunho, Sérgio, nosso goleiro baixinho e voador que, sacrílego, foi ser treinador do Inter, mas continuou em nossos corações – o mesmo fenômeno que faz nossa fanática torcida aplaudir Renato Gaúcho quando vem ao Olímpico como treinador de um time adversário; Milton, o Formiguinha, que corria o campo inteiro e nos fazia vibrar com sua raça; Vi, Vieira, de jogadas algo patéticas, mas que nos emplogavam, por muitas vezes acabarem em gol; Lara, o goleirão que nem vi jogar, mas de quem conhecia todas as grandes defesas porque ele foi canonizado por nossa torcida ancestral; Aírton Pavilhão, que ganhou o adendo ao nome porque foi trocado pelo pavilhao do antigo estadinho da Baixada; Everaldo, o lateral esquerdo da Seleção que virou estrela na nossa sacrossanta camiseta, que é a de azul, branco e preto em linhas verticais…”.

Relata, ainda, que os jogadores “estrangeiros” deveriam ser proibidos de jogar na seleção amarelinha. Eu concordo com ele, depois que os jogadores começaram a ser exportados muito jovens, os nossos times ficaram sem referência, antigamente sabíamos os nomes de todos os jogadores, hoje contamos nos dedos de uma mão e olhe lá. Fico pensando, quando Rogério Ceni sair do meu tricolor…. aí, aí.

Infelizmente, isso se transformou em uma galinha dos ovos de ouro para dirigentes e empresários, e o nosso futebol arte onde foi parar ?

Débora Ribeiro, salve o tricolor paulista, e o Gaúcho também, porque não !”

Foto-ouvinte: Só com educação

Carro parado em fila dupla, praticamente jogado no meio da rua, e a família feliz segue para a escola das crianças, onde vão aprender lições de cidadania que os pais parecem ter esquecido.
A imagem foi feita pelo ouvinte-internauta Carlos Klein que demonstra assim o que acredita ser o caminho para diminuir o problema de trânsito na cidade de São Paulo.

Trânsito e transporte público serão o tema de debate no CBN São Paulo deste sábado, a partir das 9 da manhã. Participe deixando sua pergunta.

Quintanares: Poema

Um ouvido atento nas pequenas beleza fazem do poeta um ser especial. Mário Quintana mantinha sempre os dois ouvidos abertos às surpresas do dia … e da noite, também, como neste texto interpretado por Milton Ferretti Jung que por 10 anos apresentou o quadro Quintanares, na Rádio Guaíba, de Porto Alegre:

Quintanares você ouve somente aqui no blog e toda terça e sábado uma nova interpretação da poesia de Mário Quintana.