Avalache Tricolor: Viu como é bom ?

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Ulbra 0 x 1 Grêmio
Campeonato Gaúcho – Canoas

Um time que demite o técnico mesmo sem que este tenha perdido nenhuma partida no ano, é um time exigente. Portanto, o que mais se poderia esperar deste time no primeiro jogo diante do novo técnico se não uma vitória. Celso Roth que substituiu Wagner Mancini assistiu à partida de uma cabine do estádio da Ulbra, na cidade de Canoas. E viu Roger fazer gol de penâlti, além de ser alvo de outro que o juiz esqueceu de assinalar. Viu, também, o Grêmio superar o adversário mesmo tendo um jogador expulso, Anderson Pico, antes dos primeiros 15 minutos. Viu o Grêmio encerrar sua participação líder, invicto e com a melhor campanha do Campeonato Gaúcho até o momento que encerro estas linhas.

Viu como é bom ser gremista ?

De buzúkia e feijoada

Por Maria Lucia Solla

Da Grégia
Olá,

Definitivamente não sei visitar um país, correndo de lá pra cá, subindo e descendo escadas e elevadores de pontos turísticos, sacolejando e olhando pela janela de um ônibus, ou decorando meus pés com bolhas assassinas. Muito menos tenho energia para zanzar por lojas e mais lojas, para voltar para casa, carregada de quinquilharias inúteis que posso encontrar na 25 de março. É por isso que viajo muito menos, hoje; para poder ficar mais tempo no lugar escolhido.

Quando se entra na loucura de querer ver e fazer tudo em curto espaço de tempo, raramente encontra-se tempo para se acomodar num canto gostoso, carregado de memórias de vida e morte, de chegada e partida, de dor e alegria. Torna-se difícil, se não impossível, ouvir os sons, há muito camuflados, de riso e choro, de brigas e sussurros de amor, e do histórico galope nervoso de cavalos arfantes sob o peso de guerreiros armados até os dentes. Prefiro dar-me ao luxo de ficar quieta e me deixar levar pelas sensações mais sutis. Não posso ignorar todos os desejos do meu verdadeiro ser, que precisa de quietude para absorver o que pretende levar consigo, no dia da partida.

E assim, estou quieta em casa já há dois dias. Tenho estudado grego, muitas horas por dia, oh, que língua difícil, e me protejo do véu de frio que cobriu Atenas. De cortar! Ainda não tive coragem de me aventurar pelos pontos perigosamente mágicos. Na quinta-feira à noite, na ida para uma buzúkia, com direito a jantar e show, passei de carro, em frente à Acrópole, iluminada. Tremi! Passei pela minha praça favorita, a Praça Sintagma, a mais central e importante de Atenas e vi, de esguelha, um pedacinho de Plaka, o bairro boêmio da cidade, que há anos me arrebatou. Senti como se parte de mim despertasse de um sono letárgico. Ando fugindo das paixões, nos últimos anos, buscando um equilíbrio que nunca conheci, curiosa que sou, e temo me deixar fazer refém, novamente, da terra, do ar, das montanhas, da exuberância do povo e do dramalhão melódico que compõe a música grega. Minhas raízes italianas, espanholas e portuguesas, clamam por intensidade, e eu as tenho ignorado, não por covardia, penso, mas para buscar o tal do equilíbrio.

Já me aventuro pelo bairro de periferia, onde estou morando. Fui à feira, na semana passada e, acreditem, os feirantes daqui conseguem gritar mais do que os nossos. Comprei lírios brancos e enfeitei a sala, por sugestão do meu filho. De férias, posso sentar e olhar as flores!

Hoje à tarde o sol deu o ar de sua graça, depois de longa ausência, mas mesmo assim decidi continuar quieta em casa. Amanhã, preparo feijoada para oito pessoas, com direito a farofa e tudo, e a movimentação será grande! Os gregos não têm idéia do que seja o feijão preto, e ficam pasmos com a idéia, mas mesmo assim estão ansiosos para experimentar.

E assim vou levando. Terça-feira vou para o norte, para Thessaloniki e Edessa, onde o frio é ainda mais severo. É preciso preparo para as novas emoções, a maior riqueza que se pode levar desta vida tão curta. Você não acha?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano

“Bafômetro” flagra fumantes pesados

De cada dez fumantes em São Paulo seis consomem até duas carteiras de cigarro por dia. É o que mostra trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde. Os resultados do estudo foram alcançados após aplicação de uma espécie de “bafômetro do cigarro”, aparelho que mede a concentração de monóxido de carbono no organismo da pessoa. O resultado apresentado na pequena tela do equipamento é comparado às escalas numéricas de um gabarito, que identifica se o paciente é fumante pesado, fumante ou fumante leve. Os considerados pesados vão receber tratamento gratuito em serviços de saúde para dependentes químicos.

A imagem do fumódromo que ilustra esta nota chegou à minha caixa de correio sem o nome do autor. Peço perdão ao criador, mas não gostaria de desperdiçar tanta criatividade.

Diretor de Decap fala em crise no cárcere

As celas dos distritos policiais do centro da capital que recebem presos em trânsito podem chegar a um ponto crítico neste fim de semana, segundo o diretor do Deparamento de Polícia Judiciária da Capital, Aldo Galiano Junior. O crescimento no números de presos na carceragem se deve a interdição do Centro de Detenção Provisória 2 pela Justiça por superlotação.

Ouça a entrevista do delegado de polícia Aldo Galiano:


Condep quer remoção dos presos

Logo após a entrevista do diretor do Decap ao CBN SP, o secretário geral do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana, Ariel de Castro, enviou a seguinte mensagem:

“Muito oportuna a entrevista com o Delegado Aldo Galeano do Decap sobre os presos mantidos em carceragens de DPs. O Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana) vai pedir ao Governador José Serra a imediata remoção dos presos que estão nos DPs. A manutenção de presos em Distritos Policiais contraria a Lei de Execuções Penais e gera graves prejuízos ao trabalho da polícia”

Conferência das Cidades: Lotação com ar e telefone

Até 50% mais caro do que o transporte de ônibus, mas mais ágil, com ar condicionado, telefone a bordo e passageiros apenas sentados. Assim é o táxi-lotação usado no sistema público de Porto Alegre que atua de maneira completar aos ônibus que circulam na capital gaúcha. A experiência foi apresentada durante a Conferência Mundial Sobre o Desenvolvimento das Cidades que reúne seis mil participantes, no sul do País.

Na entrevista do secretário municipal dos Transportes de Porto Alegre, Luis Afonso Sena, falou-se, também, sobre o impacto que o setor tem no cotidiano do cidadão:

Festa da Uva de Vinhedo: Só bagaço



Clique na foto e veja outras imagens deste caso

Três bancas e nove caixas de uva expostas em um enorme espaço vazio aguardavam os visitantes da 47ª Festa da Uva, em Vinhedo, nessa quinta-feira. Quem vê o pórtico do evento e as luzes que brilham até a estrada de acesso à cidade descobre que foi iludido pela publicidade oficial. Notícias nos veículos de comunicação da região e panfletos da prefeitura de Vinhedo anunciam que o evento se realiza de quinta a domingo. Segundo os poucos expositores que se encontravam no local, o fracasso deste primeiro dia é de responsabilidade do prefeito Kalu Donato. Ele teria obrigado os organizadores a iniciarem a festa mais cedo do que nos anos anteriores.

“Além da frustração por não ter chupado uma uvinha sequer e do constrangimento por ter de ouvir que a festa é para os turistas de fim de semana – portanto estávamos excluídos -, ainda tivemos de pagar três pedágios no caminho e mais R$ 5 de estacionamento antecipado”, escreveu a jornalista, colega e turista frustrada Renata Pedini, autora das imagens que você no álbum deste blog no Flickr.