De polícias, justiça e cinema nacional

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Ignoro o funcionamento das policias e dos serviços de segurança pública, nesta cidade e no país. Com franqueza, ignoro até o mecanismo de uma simples delegacia de polícia e tenho certo receio quando passo na frente de uma. Estranhamente sinto-me intimidada por um lugar que deveria estar ali para me fazer sentir segura, mas não quero entrar em detalhes.

Exatamente por desconhecer o assunto, permito-me imaginar. Vejo uma enorme pirâmide e lá em cima, bem no topo, como uma estrela brilhante numa árvore de Natal, alguém muito, mas muitíssimo poderoso. Imagine que dentre todos nós, cidadãos deste país, essa pessoa é a mais bem preparada para o que faz. É o supremo gestor de tudo o que se relaciona a prevenir e combater o crime e recuperar criminosos. Também, esse supremo gestor não tem que se preocupar com mais nada. Há outros, como ele, nas outras áreas. Agora, imagine a visão dessa pessoa que tem, sob sua batuta, desde a manutenção dessa imensa equipe, até a escolha dos mais bem preparados estrategistas disponíveis. É importante frisar que não estou me referindo a uma empresa privada, onde se precisa cuidar com os gastos e nem sempre se pode contratar pessoal qualificado. A pirâmide da segurança e da justiça não tem esse problema; pode trabalhar em paz e escolher os melhores dentre os melhores porque nós pagamos a conta para que eles possam dar conta.

Reconheço que o assunto é delicado. Imagine a trabalheira que deve ser cuidar de nossa segurança física, nos salvando do fogo, das enchentes, dos acidentes de trânsito terrestre e de trânsito aéreo, e ainda dos ataques de outros seres humanos. Sem falar da segurança e justiça moral e financeira. Parece que nesse setor o pessoal dá um duro danado. Devem nos salvar do sonegador, senão não vale, não é? Senão a turma esperta não paga, como em mesa de bar ou de pizzaria, onde tem os espertinhos que saem sem pagar. O setor é difícil, tem contrabandista, camelô irregular, corrupto e falsificador, o espertinho que copia mal e porcamente o que alguém levou anos de preparo e investimento para criar. O gestor dessa área deve ter uma agenda apertada. A tarefa número um deve ser mapear os pontos de distribuição e venda de mercadoria falsa e contrabandeada, por exemplo. Se esse gestor tiver qualquer problema nessa área é só perguntar para qualquer um nas ruas, maior de dezoito anos, para não envolver menores em assunto de gente grande, que o povo informa direitinho, um a um. A tarefa número dois deve ser mandar seguir o rastro dessa mercadoria, para encontrar as fontes, como a gente faz no jardim de casa para encontrar o formigueiro. Aí, é só decidir o que fazer.

Mas, mesmo ignorando as minúcias, sei que está todo mundo redondamente enganado; as cenas que vemos ciclicamente na televisão e nos jornais, um auê em volta de shoppings onde imperam o contrabando e a pirataria, desde sempre, não tem nada a ver com nossas polícias e nossa justiça. É pura ficção. Com certeza repórteres e jornalistas se deixam enganar toda vez, levados pelo realismo das cenas e julgando-as reais. Particularmente, não gosto desse gênero, mas deve ser do agrado do povo, porque cada remake em cartaz, atrai multidões por todos os meios de comunicação, inclusive o boca a boca. Mas acredite em mim, é pura ficção.

Pense nisso e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Meninos e meninas vivem, no livro, a história da cidade


Porto Alegre contada por Luiz Bras

A proposta é do Instituto Callis feita ao escritor Luiz Brás que teve o desafio de contar a história da fundação de cinco capitais brasileiras com ficção e graça suficientes que conquistem a leitura do público infanto-juvenil.

Na primeira leva da Coleção Cidades, Bras falou de Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Por que São Paulo não entrou na roda, ele próprio explica na entrevista ao CBN SP:

Foto-ouvinte: O sol que sobrevive

“No meio de tanta coisa desagradável e com tanta poluição… nem tudo esta perdido ainda conseguimos ver o pôr-do-sol”, escreveu a ouvinte-internauta Vanessa Regina que compartilha com a turma do blog o visual flagrado por ela no crepúsculo paulistano.

Bom feriado a todos !


Corrigido pelo atento ouvinte-internauta Cláudio Makoto

Cidade Limpa: Nem tão Bela Cintra

O lixo e entulho jogados na calçada da Bela Cintra é problema crônico como mostra a ouvinte-internauta Dalva Celeste Adulis. Ela já fez diversas reclamações e chegou a ser atendida algumas vezes, mas a sujeira volta. ”Pago meu IPTU em dia e sou obrigada a conviver com ratos e buracos?”, escreve Dalva que reclama, também, das condições da calçada.

Na última resposta que recebeu do subprefeito da Sé, Mário Jordão, soube que “a conservação das ruas da Subprefeitura da Sé depende também da colaboração de cada cidadão”. Segundo ele, as equipes da prefeitura fazem a varrição, ocorrem operações carta-bagulho, é aplicado raticidas e a conservação da calçada depende do proprietário: “Um agente vistor irá ao local e, caso encontre irregularidade, intimará o responsável a conservar o passeio”.

Da série “Eu só queria entender”

Foi a ouvinte-internauta Tatiana Rodrigues de Souza quem traçou, logo cedo, o paralelo entre o comportamento da justiça e da polícia com o promotor que atropelou e matou, em São Paulo, e o motorista de caminhão que atropelou e matou, em Descanso, Santa Catarina:

“Segue um bom tema para discussão: O promotor Wagner Juarez Grossi foi
indiciado por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, ao matar
3 pessoas da mesma família quando dirigia embriagado, na contra-mão. Por
outro lado, Rosinei Ferrari, caminhoneiro, dirigia na contra-mão quando
vitimou 27 pessoas e será indiciado por dolo, com intenção de matar.
Nossa justiça está utilizando de dois pesos?”

“Irlandês” sugere sistema paga-quanto-anda

A idéia é do ouvinte-internauta Eduardo Miranda que acompanha a progração da CBN pela Internet, na Irlanda. Segundo a mensagem que enviou ao programa, em Dublin, onde mora, paga-se uma tarifa baseada no número de pontos de ônibus pelos quais o passageiros passa. O sistema que prevê tarifa proporcional a quilometragem rodada funciona também nos trens e ônibus.

A sugestão dele é que a prefeitura implante este modelo em vez de tentar comprovar que a tarifa na capital paulista é a mais barata do País.

Kassab diz que cidade tem tarifa menor, mas não prova

Nas contas do prefeito de São Paulo, Gilberto kassab, a tarifa de ônibus na capital é a menor do Brasil. A afirmação foi uma resposta às críticas ao sistema de transporte público registradas em pesquisa realizada pelo Ibope que você pode consultar na página do movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade.

Confira o que disse o prefeito à repórter Katia Tofolleto:

A fala do prefeito de São Paulo gerou reação em várias capitais brasileiras. O CBN SP recebeu mensagens de ouvintes-internautas que acompanham a programação pela internet informando que pagam menos para andar de ônibus e, em alguns lugares, têm, inclusive, bilhete único que permite o uso de mais de uma condução no período de duas horas – assim como São Paulo.

Um estudo da Associação Nacional dos Transportes Públicos mostra que a tarifa de São Paulo, além de não ser a mais barata, é a segunda mais cara do Brasil, no levantamento feito nas 27 capitais e mais 16 cidades com população acima de 500 mil pessoas.

A informação incomodou assessores da prefeitura de São Paulo que para justificar a afirmação do prefeito alegaram que a passagem é mais barata na capital paulista se levarmos em consideração o custo/benefício.

Foi escalado um dos especialistas em cálculo tarifário da SPTrans, José Carlos Martinelli, para defender Kassab. No entanto, ele admitiu que a prefeitura não tem um estudo que prove as afirmações do prefeito. Sugeriu que a ANTP fizesse este levantamento.

Ou seja, o prefeito falou, mas não provou.

Especialista explica pedágio mais barato nas estradas federais

A diferença no valor do pedágio que será cobrado nas rodovias federais com o das estradas estaduais se deve a prioridade que o Governo Federal deu ao cidadão. É o que pensa o especialista em contas públicas Amir Khair, ex-secretário municipal de finanças na administração Luiza Erundina, em São Paulo.

Khair explica que as tarifas nas rodovias paulistas são muito altas porque o Governo do Estado quando fez contrato com as concessionárias privilégiou as contas públicas.

Ouça a entrevista de Amir Khair ao CBN SP:

Na segunda-feira, o CBN SP vai entrevistar o representante do Governo do Estado de São Paulo sobre o tema. Você pode deixar sua pergunta na área destinada aos comentários.

Prefeitura nega privilégio a bairros ricos, em SP

O levantamento feito pelo Movimento Voto Consciente (veja mais a baixo neste blog) sobre a aplicação do orçamento nas 31 subprefeituras de São Paulo foi questionado pelo secretário municipal Andrea Matarazzo. Para o Voto Consciente o investimento não leva em consideração as necessidades dos bairros mais carentes.

Matarazzo, responsável pelas subprefeituras, diz que a avaliação não pode desconsiderar o orçamento geral do município à medida que boa parte do dinheiro aplicado nos bairros vem das outras secretarias. O orçamento das subprefeituras é destinado a “zeladoria”, segundo o secretário.

Ouça a entrevista de Andrea Matarazzo no CBN SP:

Anúncio relaciona velocidade com pênis pequeno

Clique na imagem para assistir ao vídeo

Com bom humor e tocando no “ponto fraco” dos homens, uma campanha publicitária para alertar os motoristas de carros foi lançada no estado de New South Gales, na Austrália. Enquanto homens na direção aceleram seus carros para chamar atenção, as mulheres respondem com o dedo mínimo curvado, sugerindo que eles tem pênis pequeno.

A idéia é desmistificar o conceito de macheza muitas vezes relacionado com a velocidade, no estado australiano onde 40% das mortes ocorrem no trânsito.

Segundo a Abramcet a Associação Brasileira de Monitoramento e Controle Eletrônico de Trânsito, campanha parecida foi criada por Washington Olivetto nos anos 70 mas, apesar da repercussão, saiu do ar por pressão dos moralistas da época.