Debate do plano diretor tem de ir para os bairros, diz urbanista

A Câmara Municipal de São Paulo tem obrigação de realizar audiência públicas nos bairros da cidade para discutir a revisão do plano diretor. A opinião é do urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Polis, que disse ter sido surpreendido pela decisão da prefeitura de enviar o texto da revisão para análise dos vereadores sem permitir avaliação da sociedade. Segundo ele, houve apenas duas audiência para tratar do plano diretor.

Ouça a entrevista de Kazuo Nakano, ao CBN SP:

PPP vai gerar dívida para os próximos prefeitos, diz ex-secretário

“É como se eu comprasse um avião para o meus netos pagarem”. A imagem foi construída pela ouvinte que se identificou, por telefone, apenas como Clara, após ouvir a entrevista com o ex-secretário de Negócios Jurídicos da prefeitura de São Paulo Luiz Tarcísio Teixeira.

Ele é professor de Direito Constitucional da PUC e critica o texto aprovado na Câmara de Vereadores que autoriza a realização de parcerias público privadas pela prefeitura e empresas públicas como SPtrans, Cohab e CET.Luis Tarcísio Teixeira explicou ao CBN SP os riscos que a prefeitura terá ao promover a PPP municipal:

Mais um blog por São Paulo

Atuante desde sempre e zeloso pela cidade, o ouvinte-internauta Marcos Ignácio lançou o blog Mudando São Paulo, no qual é possível fazer reclamações de problemas que você encontra na capital paulista. Ele escreveu ao CBN São Paulo para convidar os moradores a atuarem, também, em defesa da cidadania e faz um convite curioso: “chega de reclamar pra sogra, pro dono da padaria e pros colegas de escritório”.

No Mudando a Cidade, ele divulga vídeos e fotos dos problemas de São Paulo, como você pode ver acessando a imagem a seguir:

Foto-ouvinte: comerciante despeja entulho

A seqüência de fotos mostra cenas que se repetem nos últimos dias na rua Barão de Tatuí, centro de São Paulo. Segundo a ouvinte-internauta do CBN SP que pediu para não ser identificada, o dono de um bar descarrega entulho da camionete na calçada. No dia seguinte passa o caminhão da prefeitura e recolhe o material. Ela pede fiscalização para impedir tal irregularidade.

Tô Legal no Metrô

Os passageiros do metrô passam a receber folhetos que alertam para o risco de comprar produtos de vendedores ambulantes dentro dos vagões. Segundo nota do Metrô, “o público talvez por ingenuidade acredita estar ajudando pessoas em dificuldade quando compra produtos que podem ser roubados, ter o prazo de validade vencido e, por conta disso, oferecer perigo à saúde, além de aumentar a sonegação de impostos”.

“Você é um passageiro legal?” tem a intenção de convencer o cidadão a apoiar as ações do sistema de segurança da companhia que não são suficientes para impedir a presença de camelôs. A campanha não fala nada daqueles que ocupam os vagões e, aos berros, tentam vender a fé aos passageiros.

Escola depredada no Dia dos Professores, em Guarulhos

Por Adamo Bazani

”O clima é de medo para profissionais, pais e estudantes da Escola Estadual Jardim Angélica 3, no Jardim Angélica, região do bairro dos Pimentas, periferia de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Em menos de seis meses, a escola foi arrombada e teve os equipamentos roubados 4 vezes. A mais recente ocorrência foi nesta segunda-feira (15/10), Dia do Professor, quando computadores, tevês, materiais escolares e de papelaria foram levados.
O primeiro caso de vandalismo neste ano aconteceu no dia 28 de abril, quando parte das dependências da escola foi destruída. No dia 31 de agosto, foram roubados papéis e livros. No último dia 10, criminosos levaram computadores, material de papelaria e um aparelho de som.

A Polícia Civil de Guarulhos acredita que pela forma de atuação, os furtos foram cometidos por um mesmo grupo.

A reportagem da rádio CBN conversou com funcionários da escola. Eles disseram ter medo de trabalhar no local. O medo é tamanho que eles não quiseram gravar entrevista. Eles afirmaram também que sabem quem são os autores das ações, mas temem denunciar.
A Polícia afirmou que já intensificou o patrulhamento na região.
As aulas tiveram de ser suspensas. “

O pedágio é meu e ninguém tasca

Já era de se esperar, e não precisava ser muito inteligente, para saber que a concessão das estradas federais abriria uma guerra partidária. Nesta segunda-feira (15/10), na CBN, do presidente Lula ao secretário estadual Mauro Arce, passando por deputados da bancada federal de São Paulo, falou-se sobre o sistema de cobrança de pedágio. Acompanhe o debate e dê a sua opinião sobre o assunto:

Escritores da Liberdade, uma lição no Dia dos Professores

Um filme para se lembrar no Dia dos Professores é este que tem a atriz Hilary Swank em destaque no papel da professora Erin Gruwell. Escalada para lecionar em uma escola de um bairro periférico nos Estados Unidos fica responsável por uma turma formada por alunos vítimas de segregação racial. Alunos que integram gangues violentas, muitos que cometeram crimes e todos com amigos ou parentes assassinados se transformam em escritores, apesar da insistência da comunidade escolar de que eles “não tem jeito”. A professora Gruwell ensina a sociedade que tem jeito, sim senhor. Vale o aluguel de Escritores da Liberdade na locadora mais próxima

Bial virou inimigo dos Bandeirantes

Nunca se havia editado tantos livros sobre a história do Brasil em tão pouco tempo quanto na comemoração dos 500 anos do descobrimento. Os mais irreverentes levavam a assinatura do escritor e historiador Eduardo Bueno, conterrâneo e torcedor fanático do meu Grêmio – alertas que faço para que avaliem melhor minha isenção ao tratar do tema proposto neste blog. Seu texto e forma de contar os fatos chamavam a atenção seja pela facilidade com que escrevia seja pelos detalhes escabrosos que contava. Bem diferente daqueles livros de história do Brasil com que aprendi na escola.

Durante a gravação de uma entrevista, Peninha – apelido de Eduardo Bueno – brincou comigo ao dizer que não adiantaria ali o que sabia dos Bandeirantes para não causar nova revolução, já que o programa, o CBN São Paulo, era paulista.

Sete anos depois, Peninha aparece na televisão ao lado de Pedro Bial apresentando o quadro É Tudo História, no Fantástico. Bom humor não falta à dupla que conta os fatos ocorridos no Brasil. Quem não riu nada com eles, foi uma turma de paulistanos que se sentiu agredida ao ouvir a versão oferecida ao público sobre a história dos Bandeirantes.

Interessante é que a crítica recaiu apenas sobre Pedro Bial, o contador da história, contra quem foi imputada a barbárie de propor ao público a dúvida: heróis ou vilões ? Chegou a ser “acusado” de petista (“ocupados na desconstrução de todos os valores”). Outro escreveu que está a fomentar o sentimento nacional de culpa, este historiador “progressista”.

Imagino que os autores das mensagens eletrônicas que rondam os blogs ou circulam nas listas de relacionamento não tenham lembrado a origem de Peninha, este sim o historiador, pois correria o risco de sofrer acusação de crime de lesa-pátria ao agir sorrateiramente para promover nova Revolução Farroupilha.

Estou aqui imaginando Peninha de bombacha e guaiaca pronto para encilhar seu cavalo e iniciar a invasão pelas fronteiras do Sul.

Defendem os críticos que os fatos históricos devem ser julgados considerando-se a conjuntura, os costumes e leis da época em que ocorreram. E talvez estejam aqui as palavras que justifiquem esta reação negativa à história dos Bandeirantes contada por Bial e Peninha. Temos que considerá –la a partir da conjuntura política e social que vivemos. Considerar que, atualmente, parte da sociedade brasileira pensa e age como se estivesse na arquibancada de um estádio de futebol e apenas dois times houvesse neste campeonato: nós e eles.

De polícias, justiça e cinema nacional

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Ignoro o funcionamento das policias e dos serviços de segurança pública, nesta cidade e no país. Com franqueza, ignoro até o mecanismo de uma simples delegacia de polícia e tenho certo receio quando passo na frente de uma. Estranhamente sinto-me intimidada por um lugar que deveria estar ali para me fazer sentir segura, mas não quero entrar em detalhes.

Exatamente por desconhecer o assunto, permito-me imaginar. Vejo uma enorme pirâmide e lá em cima, bem no topo, como uma estrela brilhante numa árvore de Natal, alguém muito, mas muitíssimo poderoso. Imagine que dentre todos nós, cidadãos deste país, essa pessoa é a mais bem preparada para o que faz. É o supremo gestor de tudo o que se relaciona a prevenir e combater o crime e recuperar criminosos. Também, esse supremo gestor não tem que se preocupar com mais nada. Há outros, como ele, nas outras áreas. Agora, imagine a visão dessa pessoa que tem, sob sua batuta, desde a manutenção dessa imensa equipe, até a escolha dos mais bem preparados estrategistas disponíveis. É importante frisar que não estou me referindo a uma empresa privada, onde se precisa cuidar com os gastos e nem sempre se pode contratar pessoal qualificado. A pirâmide da segurança e da justiça não tem esse problema; pode trabalhar em paz e escolher os melhores dentre os melhores porque nós pagamos a conta para que eles possam dar conta.

Reconheço que o assunto é delicado. Imagine a trabalheira que deve ser cuidar de nossa segurança física, nos salvando do fogo, das enchentes, dos acidentes de trânsito terrestre e de trânsito aéreo, e ainda dos ataques de outros seres humanos. Sem falar da segurança e justiça moral e financeira. Parece que nesse setor o pessoal dá um duro danado. Devem nos salvar do sonegador, senão não vale, não é? Senão a turma esperta não paga, como em mesa de bar ou de pizzaria, onde tem os espertinhos que saem sem pagar. O setor é difícil, tem contrabandista, camelô irregular, corrupto e falsificador, o espertinho que copia mal e porcamente o que alguém levou anos de preparo e investimento para criar. O gestor dessa área deve ter uma agenda apertada. A tarefa número um deve ser mapear os pontos de distribuição e venda de mercadoria falsa e contrabandeada, por exemplo. Se esse gestor tiver qualquer problema nessa área é só perguntar para qualquer um nas ruas, maior de dezoito anos, para não envolver menores em assunto de gente grande, que o povo informa direitinho, um a um. A tarefa número dois deve ser mandar seguir o rastro dessa mercadoria, para encontrar as fontes, como a gente faz no jardim de casa para encontrar o formigueiro. Aí, é só decidir o que fazer.

Mas, mesmo ignorando as minúcias, sei que está todo mundo redondamente enganado; as cenas que vemos ciclicamente na televisão e nos jornais, um auê em volta de shoppings onde imperam o contrabando e a pirataria, desde sempre, não tem nada a ver com nossas polícias e nossa justiça. É pura ficção. Com certeza repórteres e jornalistas se deixam enganar toda vez, levados pelo realismo das cenas e julgando-as reais. Particularmente, não gosto desse gênero, mas deve ser do agrado do povo, porque cada remake em cartaz, atrai multidões por todos os meios de comunicação, inclusive o boca a boca. Mas acredite em mim, é pura ficção.

Pense nisso e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.