Uniforme de vereador: o preferido do público

Avassaladora maioria dos ouvintes-internautas sugeriu o uniforme dos irmãos metralhas com algumas variações para vestir os vereadores, seguindo sugestão deste blog (veja nota abaixo).

Uns falaram em roupa listrada em preto e branco, outros preferiram a calça caqui, modelito dos presídios brasileiros, e houve os puristas que defenderam a roupa que marcou o trio da série das histórias em quadrinho da Disney.

A imagem foi enviada pelo ouvinte-internauta Pedro Eloy:

São Paulo tem 35 torcedores proibidos de ir ao estádio

As freqüentes badernas entre torcedores já afastou 35 pessoas dos estádio, segundo informa o promotor de justiça Paulo Castilho. Elas são obrigadas a realizar trabalhos comunitários em hospitais públicos durante as partidas de futebol dos times para os quais torcem.

Neste fim-de-semana, antes do clássico Corinthians e Santos, houve novo confronto com prisões efetuadas pela Polícia Militar. Apesar da repetição dos fatos, as autoridades de segurança ainda não foram capazes de desenvolver ação no sentido de monitorar o deslocamento dessas torcidas que costumam anunciar os ataques com antecedência, inclusive na internet.

Para o promotor Paulo Castilho, que falou ao CBN SP, é necessário este trabalho para que os torcedores sejam enquadrados no crime de formação de quadrilha. Ouça a explicação das ações que ele vai sugerir à polícia de São Paulo:

Promotor que matou rapaz perde mais uma

Foi cedo a comemoração do promotor de justiça Thales Ferri, que matou um rapaz no litoral paulista. O Conselho Nacional dos Ministérios Públicos obteve liminar que suspende a decisão que beneficiava Ferri, conforme informou o repórter Adamo Bazani, ao CBN SP.

O Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo havia entendido que, apesar do envolvimento dele no crime, não havia empecilho para que Talhes fosse efetivado na função de promotor. Chegou a ser nomeado para assumir cargo em Jales, interior paulista, medida abortada na sexta-feira, após pressão da opinião pública.

Agora, terá de esperar um pouco mais, pois a liminar do Conselho terá de ser julgada e Thales só volta ao trabalho com salário pago pelo contribuinte se for derrubada.

Foto-ouvinte: Entulhando a cidade

A semana começa com a imagem do uso indevido do espaço público, em São Paulo. O ouvinte-internauta Paulo Valentini passou na rua da Móoca esquina com a Avenida do Estado e registrou o entulho deixado por lá por um caminhão:

“Tirei essas fotos no sábado, dia 01/09/2007, às 14 horas. Quando chegava no semáforo, observei um caminhão saindo do terreno. Havia terminado de despejar entulho no terreno que está virando um bota-fora não tão clandestino, pois quem passa por lá vê o despejo a luz do dia e aberto a todos”.

Vereador quer uniforme; prefeito já escolheu

Está aberta a sessão do besteirol no Vale do Paraíba. Em São José dos Campos, um vereador apresentou projeto de lei obrigando os parlamentares a usarem uniforme durante o expediente. Tonhão Dutra (PT) se defende: “muitas vezes um vereador anda na rua e passa batido por um morador”. A preocupação dele é com os colegas que, em lugar de trabalhar, ficam passeando ou “fazendo outra coisa”. Pelo que deu para entender, o vereador quer mais transparência. Sei lá se nos atos ou nas roupas.

O prefeito de Aparecida, Zé Louquinho (PSDB), já escolheu seu uniforme. Botou uma tanga e saiu por aí. Aliás, foi até a reunião de prefeitos do Vale para reclamar da falta de dinheiro: “se estou na tanga, tenho que vestir tanga”.

Pode ser a tanga-tarzan do prefeito ou qualquer outra criação de sua autoria. Se você, ouvinte-internauta do CBN SP, tiver uma boa sugestão de uniforme para os vereadores mande para a gente: se for por escrito, comente a seguir; se for desenho, envie para milton@cbn.com.br.

A notícia completa você encontra no site do Estadão, de onde, aliás, saiu a foto feita por José Roberto que ilustra este blog.

Pra começar bem a semana

Raymond Crowe explora a luz e as sombras para fazer arte nos palcos de todo o mundo. Há cerca de 20 anos, o artista australiano tem divertido e encantado platéias de todos os tipos. O ouvinte-internauta Raul Rizato enviou o vídeo abaixo em que Raymond demonstra seu talento. Uma bela colaboração para darmos início a mais uma semana de trabalho:

De confusão e dor

Por Maria Lúcia Solla

Olá,

As últimas levas de acontecimentos, do macro e do microcosmo, têm drenado energia também da minha porção otimista; e haja força para mantê-la de pé. Falo de otimismo autêntico, não de tapar o sol com a peneira, não da síndrome de Poliana, e nem de uma síndrome ainda pior, a da hiena – nunca se sabe se está rindo com você ou de você. Fico me perguntando se a ciência já seguiu as pegadas de cada síndrome que assola o planeta, para determinar suas origens e tentar entender por que nos deixamos dominar por elas.

Síndromes são como pessoas que driblam porteiros e entram na festa, sem convite. Penetras. Invasores da intimidade. Guerrilheiros sociais. Você pensa que são meus amigos porque se vestem e batem tambores como a minha tribo, e eu penso que são seus. Ao final da festa, quando se apagam as luzes do salão, tímidas e impotentes perante o brilho do sol, já nos abraçamos todos, intoxicados pela ilusão. Então, essas pessoas acabam se incorporando ao grupo, ou a parte dele, exercendo profunda influência, sem que ninguém questione de onde e a quê vieram. Passam a interferir nas escolhas e a imprimirem nelas, a sua marca.

Mas eu falava de otimismo, que não se encontra na loja da moda, não se adquire seguindo conselhos, e nem se compra na farmácia. Vem no pacote; é ingrediente da nossa receita. Todo mundo tem ele e o seu contraponto, o pessimismo, que fazem parte da realidade dual que experimentamos. Tudo é assim, tem cara e coroa. E com o meu otimismo fraquinho do jeito que está, pensei em falar sobre alguns dos acontecimentos a que me referi lá no início. Mas logo pensei que você seguramente já sabe de tudo o que lhe interessa e, as minhas listas de acontecimentos bons e maus devem bater, em grande parte, com as suas. Portanto teria sido perda de tempo, para dizer o mínimo, porque aqui caberia um compêndio. Já sabemos das notícias de última hora e, principalmente, estamos cansados de ouvir as das horas passadas, do micro e do macrocosmo. Cada boca repetindo o mesmo fato a seu modo, sempre revestido de frustração, inconformismo – síndrome da criança mimada – medo, e outras ramificações, só para citar o lado pesado e dramático. Estou cansando de repetir e ouvir repetir cada fato, como reedições de um mesmo filme, mesma trilha sonora, com letras diferentes.

Então, quando senti que o nível da porção otimista baixava vertiginosamente, tive medo de ir escorregando até virar pessimista, assim do dia para a noite, oito ou oitenta, claro, mas acabei parando para sentir.

E sinto que o véu que ainda nubla a visão da minha consciência vai caindo, e otimismo e pessimismo diluindo um no outro, para que o equilíbrio se estabeleça. E o mesmo acontece com amor e ódio, rancor e perdão e todos os outros pares. E não haverá mais nem paz, nem guerra. Até dá medo de imaginar a vida sem paixão. Vai doer no começo, ou melhor, já está, mas é como aprender a andar de bicicleta; cai, machuca, levanta, se anima outra vez, vai com medo, mas quando se vão as rodinhas de segurança e com elas, ironicamente, a insegurança, então a sensação é indescritível. Lembra?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Samba carioca no sotaque paulista do Tatuapé


A mistura pode causar confusão a primeira vista. Não nos primeiros acordes. Assim que os 15 integrantes do Terreiro Grande começam a tocar no espaço ocupado do bar Patriarca, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, as boas intenções da moçada ficam evidentes. Intenções boas e músicas, também. Sempre no ritmo do samba, daquele tocado nas décadas de 30 a 50 nas escolas carnavalescas do Rio de Janeiro.

Em setembro, de 13 a 16, eles saem do bar e voltam ao palco do Teatro Fecap, onde haviam se apresentado no ano passado e gravaram o primeiro CD lançado agora: “Cristina Buarque e Terreiro Grande Ao Vivo”, uma produção independente.

Roberto Didio, um dos 15, conversou com o CBN SP:

Cláudio Lacerda: música da nossa terra caipira

O pesquisador e músico Cláudio Lacerda faz da cidade seu vasto mundo caipira. Mesmo tendo nascido na capital é do interior de São Paulo e de Minas – de onde veio sua família –
que traz inspiração para desenvolver seu trabalho reunido em dois CDs.

Muita conversa boa, embalada pela viola caipira e por uns goles de cachaça – “dependendo a hora” -, enriquece o conhecimento de Lacerda que se traduz nas músicas por ele apresentadas em várias regiões do Brasil.

Ouça a entrevista de Cláudio Lacerda ao CBN SP: