Ministério Público já tem escalação do Corinthians

Desde que promotores públicos entraram em campo não deram folga ao Corinthians. A apreensão de documentos na sede do clube, na terça-feira, convenceu a turma do Ministério Público Federal de que integrantes da MSI também devem ser investigados no esquema de emissão de notas frias para lavagem de dinheiro.

De acordo com apuração do repórter Adamo Bazani, da CBN, em um computador da empressa, apreendido na sede do Corinthians, foram encontrados dados das notas frias. Para o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro é impossível desvincular a investigação sobre a “lavanderia” mantida pelo clube da relação entre a direção do Corinthians e a MSI.

O Ministério Público Federal revelou , ainda, que jogadores do Corinthinas recebiam salário no exterior. A prática é ilegal, segundo o procurador Rodrigo De Grandis. E a turma da bola vai ser escalada para comparecer no MPF.

Foto-ouvinte: Entulhando a cidade, o retorno

Cena mais comum na cidade do que gostaríamos. Calçadas e terrenos de São Paulo são usados como depósito de entulho. Na foto feita pelo ouvinte-internauta Paulo Michel Nunes, você vê a rua Presidente Pinto próximo a Presidente Wilson, na zona leste da capital.

“Acho uma vergonha esse tipo de desaforo. Ontem passei pela manhã e não havia esse entulho. Dificulta até o movimento dos carros. Havia garis da prefeitura limpando o local, mas como poderiam fazer alguma coisa diante a tanto lixo. Para esses casos a prefeitura teria que intervir com a polícia militar”, escreveu o indignado cidadão.

Banespão: Do alto de seus 60 anos

Subir ao topo dos 35 andares do edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo, não chega a ser uma novidade. Em média, 20 mil pessoas fazem este passeio a cada mês. A maioria chega a rua João Brícola, número 24, e assim que admira o desenho do prédio inspirado no Empire State Building , de Nova Iorque, tem apenas um objetivo: escalar os 116 metros de altura. De elevador, é lógico.

O fotógrafo Eduardo Garafalo, nos últimos meses, visitou várias vezes o “Banespão” – apelido que o edifício ganhou por ter sido construído para ser sede do então banco estadual de São Paulo. Ao contrário dos demais, a meta dele não era ver a enorme cidade que se apresenta à vista de quem chega a torre, mas prestar atenção nos detalhes. E entalhes.

O resultado destas visitas constantes está em 72 fotografias expostas no saguão do edifício Altino Arantes que completou 60 anos, em junho. Uma delas você vê aí em cima.

A exposição “Edifício Altino Arantes – Detalhes e Entalhes” está aberta a partir de hoje no prédio onde funciona o Museu Santander, nome do banco que comprou o Banespa e se tornou dono deste marco da cidade de São Paulo.

Ouça aqui a entrevista de Eduardo Garafalo ao CBN SP:

Uniforme de vereador: Cerca de 400 cassados

A lei de iniciativa popular que pune crimes eleitorais já cassou cerca de 600 prefeitos e vereadores, segundo informa o arquiteto e animador do Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade Francisco Whitaker. Dos pegos com a “mão na butija”, cerca de 400 atuavam na câmara municipal.

Francisco Whitaker participou da série do CBN SP que discute um novo figurino para os vereadores brasileiros:

Uniforme de vereador: Câmara está fechada ao cidadão

A abertura da Câmara para o cidadão é reivindicada pela coordenadora do Movimento Voto Consciente Sônia Barboza na primeira entrevista da série que discute a mudança de comportamento dos vereadores. Sônia lembra que pedidos de informações feitos pela ONG, que existe há 20 anos, são arquivados porque o presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Rodriguez, diz que não quer dar “munição” contra a casa.

Dentro de um ano, teremos de escolher nosso representante na Câmara dos Vereadores e seria interessante encontrar políticos decididos a mudar o figuro em moda atualmente na casa legislativa.

Ouça a entrevista de Sônia Barboza, da ONG Voto Consciente, ao CBN SP:

Foto-ouvinte: Flores murchas da Paulista

As floreiras da Paulista estão ornamentadas com plantas murchas e mal-cuidadas. Foi o que registrou nesta imagem o ouvinte-internauta Sílvio Soledade. De 2003 a 2006, a manutenção das flores era feita pela Associação Paulista Viva. Quando prefeito, José Serra cancelou o convênio a pedido do secretário municipal das Subprefeituras Andrea Matarazzo. Agora, os cuidados (ou descuidados) estão sob a responsabilidade da SPTuris.

Marly Lemos, da Associação Paulista Viva, diz que “lamentamos muito que tais floreiras, agora, sirvam para acomodar vasos de plantas mortas”. Enquanto o ouvinte-internauta Silvio Soledade pergunta “quanto a prefeitura gasta para não cuidar das flores”

Agora o outro lado:

“Em relação ao comentário sobre as floreiras da avenida Paulista, informamos que a Subprefeitura da Sé é responsável por sua manutenção e tem realizado a rega e troca das flores três vezes por semana. Atualmente, como a Paulista encontra-se em obras, a Subprefeitura da Sé está retirando, desde a última sexta-feira (31), as floreiras. Além disso, os postes da avenida, entre eles, aqueles que sustentam as cerca de 40 estruturas, passarão por revisão.

Atenciosamente,
Andrea Matarazzo
Secretário das Subprefeituras e subprefeito da Sé”

Uniforme de vereador: por uma mudança de figurino

O uso de uniforme por vereadores, proposta apresentada por parlamentar de São José dos Campos, provocou uma série de comentários no CBN SP e neste blog. A idéia é tornar aparente o trabalho na câmara municipal e impedir que os vereadores gazeteiem as sessões. Se obrigados a se identificar através da roupa, logo seriam reconhecidos nas ruas pelo eleitor que, talvez, pudesse mandá-lo de volta para a “sala de aula” como se estivesse diante de um aluno do ensino infantil.

Tenho minha parcela de culpa no tom jocoso dos comentários e sugestões enviadas pelos ouvintes-internautas. Ao publicar a nota neste blog e reproduzi-la no programa, não me contive. Usei de ironia, sim. E provoquei ao pedir sugestões. Incrível, porém, foi a percepção de que boa parte das opiniões (é só conferir na nota que deu origem a discussão mais abaixo) convergiam na falta de credibilidade dos vereadores. Não necessariamente os de São José, os de São Paulo, os de Santos, os de São Caetano ou seja lá Deus que outra cidade.

Sugerir-lhes roupa de presidiário – os mais bem-humorados lembraram dos Irmãos Metralhas – simbolizava a falta de crença no parlamentar e a sensação de impunidade no País. O desejo de vê-los atrás das grades por crimes que tenham cometido era evidente e tenho a impressão de que não se voltava apenas a figura do vereador, mas a do político, esteja ele no parlamento municipal, no legislativo estadual ou no Congresso Nacional.

É preocupante, assim como não é nova, esta falta de confiança, mas chama atenção o fato de a crítica à qualidade dos políticos, todos eleitos por voto direto e total liberdade do cidadão, na maioria das vezes vir dissociada da responsabilidade do eleitor. Apenas uma ou duas ouvintes-internautas (no feminino, mesmo) chamaram atenção para o fato de que se o uniforme que caberia aos vereadores era listrado, os eleitores também deveriam vesti-lo, pois são responsáveis pela escolha

Dentro de um ano, o eleitor estará elegendo um novo parlamento municipal. Um deputado federal que já atuou na Câmara, com quem falei semana passada, acredita que haverá profunda renovação de nomes. Seria lamentável que, apesar do descontentamento popular, não mudássemos também o hábito.

Nesta semana, o CBN SP vai discutir este assunto com personalidades que nos ajudem a entender o caminho para a mudança. E você pode fazer a sua sugestão deixando o comentário neste blog.

Uniforme de vereador: o mais versátil

A idéia é do ouvinte-internauta Perkins que enviou o desenho acima com sugestão de uniforme para os vereadores com direito a acessórios e explicações. No sentido anti-horário: guarda-chuva para se livrar de ovos e tomates de eleitores revoltados; lâmpada para votarem projetos na calada da noite; gravata com código de identificação para caso você queira fazer reclamações pela internet; computador portátil com tarefas a cumprir e caixa de correio aberta para não ter desculpa de que não recebeu mensagem de eleitor; tornozeleira para que possa ser monitorar pelo cidadão; roupa verde e amarela para não se esconder no meio da multidão; sistema de monitoramento com caixa-preta, vídeo e gravador registrando toda e qualquer conversa suspeita que tiver.