PF vai permitir agendamento para passaporte

Para reduzir os problemas para a confecção do novo passaporte, a Polícia Federal anunciou que o cidadão poderá agendar o atendimento pela internet, em São Paulo. A informação é do superintendente da Polícia Federal Jaber Saad ao responder reclamações de ouvintes-internautas do CBN SP (leia nota abaixo).

A intenção é iniciar este procedimentos pelos postos de menor movimento nos shoppings até chegar a sede da superintendência, no bairro da Lapa, em São Paulo.

Jaber Saad afirmou que a Polícia Federal tem punido algumas pessoas que vendem lugares nas filas para a confecção do passaporte e alerta para que o cidadão denuncie quando for assediado.

Ele explicou como será o novo procedimento adotado pela Polícia Federal:

Ouvinte-internauta conta drama do passaporte

Retirar passaporte na Polícia Federal, em São Paulo, segue sendo um drama para os brasileiros. O ouvinte-internauta do CBN SP Alexandre Valeretto enfrentou o que considera “uma situação ridícula”. Após pagar cerca de R$ 156,00 e providenciar a documentação pela internet, foi ao posto no Shopping Eldorado. Chegou às 6 horas da manhã e se deparou com uma fila enorme, na qual as pessoas tinham em mãos o que chamavam de pré-senha. Lá conversou com algumas pessoas e ouviu muitas histórias. Uma senhora contou que a pré-senha dela era de número 40. Havia chegado às três e meia da manhã. Era o segundo dia perdido dela. Um para saber que precisava chegar muito mais cedo do que esperava. E naquele dia, quando que retirou a pré-senha. Alexandre desistiu de esperar no shopping. Pegou o carro e foi até a Lapa, onde está o imponente prédio da Polícia Federal. Diante da sede, parou o carro e logo foi abordado:

– Você vai pegar a senha para o passaporte? – perguntou um rapaz.

Assim que recebeu resposta afirmativa já fez a oferta:

– Estou em quarto lugar na fila, se pegar meu lugar vai esperar umas cinco horas.

– Quanto custa ?

– R$ 90,00, vai querer ?

Voltou para casa. Alexandre pede para que a Polícia Federal organize novo modelo de atendimento para que o cidadão brasileiro não seja desrespeitado. Poderia, por exemplo, copiar o sistema do Consulado dos Estados Unidos, no qual o agendamento para retirada do visto é feito pela internet.

Como o assunto é passaporte, mais uma para você não ser surpreendido: no modelo atual, com recursos tecnológicos para impedir fraudes, não consta a filiação. Se você for viajar com seus filhos recomenda-se levar carteira de identidade ou certidão de nascimento dele, sob o risco de enfrentar constrangimento ao embarcar para o exterior.

Daniel Piza: da esquerda e da direita

Daniel Piza conheci quando editava o Leitura Dinâmica, programa dominical da Rede TV ! – isto foi na época em que o lema da televisão era “uma TV de qualidade para você”. O papel dele era comentar a cobertura das revistas jornalísticas, publicadas no fim de semana, o que, certamente, lhe provocou alguns adversário na Veja, Isto É e Época. Só não os ganhou na Carta porque esta ainda circulava a cada 15 dias. A juventude não lhe impediu de cumprir com perfeição esta tarefa que poucos se atreveriam realizar. No programa, fazia, também, comentário sobre o fato marcante da semana.

Já conhecia os textos e opiniões de Daniel Piza na Gazeta Mercantil, onde ensinou muita gente grande a editar caderno de cultura. A televisão, porém, me deu oportunidade de descobrir as qualidades dele no futebol, tema por muitos considerado mundano para ser tratado por gente letrada. A saída dele do Leitura Dinâmica, já na época em que a “qualidade” havia sido deixada de lado no lema da emissora, sinalizava para mim as mudanças que o programa sofreria mais a frente.

Tê-lo no círculo de amigos foi dos maiores legados daquela época. Sem contar que, desde aquele tempo, passei a explorar o conhecimento esportivo do Daniel no CBN SP como convidado. Anos depois, sempre em busca de comentaristas esportivos diferenciados, a CBN o contratou para integrar a nossa equipe. O resto da história você, ouvinte-internauta, se não conhece ainda, basta sintonizar as jornadas esportivas da rádio.

Não vou falar sobre o conhecimento apurado do Piza, a qualidade da crítica cultural que faz, a facilidade com que analisa leituras complexas e outros quetais. Quero apenas convidá-lo a ler a Sinopse de hoje, coluna dominical que Daniel Piza mantém no Estadão. Em uma país no qual a maioria das pessoas é incapaz de fazer comentários isentos de coloração partidária, em que ou você é azul e amarelo ou você é vermelho, Daniel soube expressar o pensamento daqueles que não se contentam com esta limitada aquarela política em que vivemos.

O primeiro parágrafo do texto batizado “Meu país à esquerda ou à direita” está aí em baixo, o restante você encontra no Estadão” http://www.estadao.com.br

Um jovem leitor me fez a pergunta clássica, se me considero de direita ou de esquerda. Bem, se ser de esquerda é ser marxista, socialista ou de algum modo anticapitalista, e simpatizar com figuras como Hugo Chávez e Fidel Castro, seguramente não sou. E se ser de direita é pregar o Estado “mínimo”, o mercado 100% livre, e apoiar a guerra de Bush no Iraque e defender uma moral religiosa como a se viu no debate sobre a ortotanásia de Terri Schiavo, também estou longe de ser. Da mesma forma, acho que ser de centro não é ser direita envergonhada (como diz a esquerda) ou esquerda disfarçada (como diz a direita); não é ficar em cima do muro, coisa de oportunistas ou medrosos. É justamente ter consciência de que a realidade exige mais. Só quem tem um mundo muito pequeno pode reduzi-lo a Bush x Chávez.

De entrega e mansidão

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Um dia inteiro, embrulhado para presente, é o que venho me oferecendo cada vez com mais freqüência, e no último domingo de sol foi o que fiz. Acordei e já fui tomando posse dele, rainha e soberana. Jamais digo imagine, não precisava se incomodar, quando recebo um presente, mas me torno refém da surpresa, ansiosa para ver com o quê o presenteador acha que me pareço, ou em que viagem se meteu para achar que eu poderia gostar daquilo. No caso, acertei no presente, que era a minha cara e o que eu precisava. Começo a me conhecer melhor.

Encantada com o dia lindo de inverno, tomei meu café da manhã em três etapas, curtindo cada uma delas, me acomodei num biquíni confortável, munida de um livro incrível, lápis e água de coco e fui ler na espreguiçadeira do terraço. Depois de algum tempo, senti as pálpebras pesadas. Sol, preguiça domingueira e festa na noite anterior eram razões mais do que convincentes, e eu cedi. Dei boas vindas ao desejo de fechar os olhos, apoiei livro e lápis na mesinha ao lado – confesso que não sei ler sem um lápis na mão –, embarquei e fui envolvida por indescritível sensação de paz e de magia.

E o que é que normalmente acontece num momento como esse? Você é atacado por uma multidão desordenada de pensamentos, invejosos e estraga-prazeres, vindos sabe-se lá de onde, para acabar com a sua alegria. Bobeou, a mente sabota. Danada!

Ai o sol… pele… camada de ozônio e seus buracos… já passa do meio-dia… o que é mesmo que eu tinha que fazer?

Você sabe do que eu estou falando. Basta tentar se afastar da vala comum de pensamentos e tomar outra direção, para ser impiedosamente atacado. Espera-se que você siga o fluxo, sempre. Dar asas aos pensamentos para que a alma se manifeste, nem pensar. Se ao transgredir você baixar a guarda, eles invadem, mas se estiver vivendo a vida desperto, não babando e hipnotizado, dá tempo de reagir antes que o dano seja irreversível.
Agora, deixar que alguma coisa estragasse o meu dia, carregando o meu presente e com ele o meu prazer? Não mesmo.

O sol, então, dado o sinal verde, escaneou e desfragmentou cada célula dos meus corpos. Foi colocando tudo no lugar. Encontrava zonas em desequilíbrio, organizava e seguia em frente. Elencou prioridades, despertou sonhos, separou sentimentos por vibração de freqüência e arquivou importantes experiências, esquecidas aqui e ali na correria do dia-a-dia. Foi mais uma etapa do preparo para um novo tempo e uma nova vida. A minha. E dei boas vindas a ambos, sem medo nem expectativas superdimensionadas.
Garanto que não foi uma experiência paranormal e nem fruto de prática ritual de uma sociedade secreta qualquer. Podemos ter experiências assim, sempre que quisermos. A minha foi resultado de mansidão e de entrega, na medida certa, sabiamente recomendada por meu filho Paulo. Às vezes a gente acerta na mão.

E você, que presentes tem se oferecido?

Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Passageiros americanos temem descontrole aéreo

Dias antes do avião da TAM se espatifar e pegar fogo ao tentar aterrissar no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, bem distante dali duas aeronaves estiveram a beira de protagonizar uma tragédia. No Aeroporto de La Guardia, em Nova Iorque, um Delta 737 que chegava de Cincinati tocou a pista 22, mesmo espaço que seria ocupado pelo Comair Delta, proveniente de Greensboro. O comando para os pilotos havia partido da torre de controle do aeroporto, em um dos postos ocupados por um recém-chegado e inexperiente funcionário.

A catástrofe não se concretizou pela habilidade do comandante do 737 que enxergou a aproximação do outro avião. Uma freada brusca na pista, que esmagou os 52 passageiros no cinto de segurança e jogou três tripulantes de volta para as poltronas, impediu a colisão fatídica. A proximidade entre os aviões chegou a alguns segundos, foi o que mostraram as imagens gravadas pelo radar.

Existem várias quase-colisões todo ano nos aeroportos americanos. Algumas resultado de enganos dos controladores, algumas por erro dos pilotos. Apenas as mais sérias são investigadas pelo escritório nacional de segurança de transportes. Incursões na pista – casos no qual um avião, um veículo ou mesmo uma pessoa entra em uma pista, criando o risco de colisão – aumentaram em torno de 13% em relação ao ano passado.

Lá como aqui, debate-se o preparo dos controladores de vôo. Estagiários tem sido treinados e funcionários sem experiência transferidos de pequenos para movimentados aeroportos como o La Guardia. A estratégia é para suprir as vagas que surgiram com a aposentadoria dos controladores contratados nos anos de 1980. Além disso, a revisão de contrato do último ano teria levado a FAA, órgão que coordena o tráfego aéreo nos Estados Unidos, reduzir as equipes das torres de controle.

Associações ligadas aos pilotos tem aumentado as reclamações contra a falta de controle e risco a segurança no momento em que cresce o tráfego de aviões nos Estados Unidos.

O cenário americano, descrito em várias reportagens publicadas nos jornais nativos, nos lembra o Brasil, apenas com dois acidentes aéreos e cerca de 500 mortos a menos.

Historiador britânico ataca a blogosfera

A reportagem que reproduzo abaixo foi publicada pelo jornal Folha de São Paulo. Os jornalistas Marco Aurelio Canônico conversou com o historiador britânico Andrew Keen que em livro, critica a internet, sites e blogs:

“George Orwell não entendeu o futuro. Em seu clássico “1984”, o escritor temia pelo desaparecimento do direito à expressão individual, mas, no atual mundo da internet, o verdadeiro horror é justamente o oposto: a abundância de autores e de opiniões. O raciocínio é do historiador britânico Andrew Keen, 46, ex-professor das universidades de Massachusetts e Berkeley (EUA) e um dos pioneiros do Vale do Silício, que na primeira onda da internet fundou o site de música Audiocafe.com.

Keen tornou-se um dos líderes da crítica à internet graças a seu livro “The Cult of the Amateur: How Today’s Internet Is Killing Our Culture” (o culto ao amador: como a internet de hoje está matando nossa cultura), recém-lançado no exterior e ainda sem edição no Brasil.

Sua cruzada não é contra a tecnologia em si, mas contra a revolução da segunda geração da internet, a web 2.0, baseada na interatividade e no conteúdo gerado pelos usuários, cujos marcos são os blogs e sites como o YouTube e a Wikipedia -que, segundo Keen, estão gerando “menos cultura, menos notícias confiáveis e um caos de informações inúteis”.

Graças ao livro, Keen tornou-se uma espécie de anticristo entre os blogueiros, sendo chamado desde “prostituta das grandes corporações” até “um mastodonte rosnando contra os ventos da mudança”.

Em entrevista à Folha por telefone, ele explicou suas idéias e por que, mesmo com toda sua crítica, tem um blog. Untitled Attachment

FOLHA – O sr. fala em “darwinismo digital” para descrever o funcionamento dos blogs.
ANDREW KEEN – Sim, é a sobrevivência do mais adaptado, o que, no caso dos blogs, significa os que escrevem mais. A blogosfera é muito competitiva e masculina, é um jogo em que, para você ganhar, alguém tem que perder. Não é lugar para conversas ponderadas.

FOLHA – O sr. também vê um resquício da cultura hippie na web 2.0?
KEEN – Há um legado hippie na filosofia libertária da blogosfera, no desprezo à autoridade, à mídia tradicional. Acho que a autoridade do Estado, da mídia, são coisas que devemos prezar, porque têm valores significantes que, se minados, criariam a anarquia. A rejeição da autoridade vista nos blogs não é progressista, é anarquista.

FOLHA – Mas o sr. é contra experiências como o Creative Commons [sistema de licenciamento de obras artísticas pela internet]?
KEEN – Acho que é um movimento que inclui moderados e radicais. Eu o respeito, mas temo que ele esteja desvalorizando a credibilidade da propriedade intelectual. Acho que a idéia funciona quando você é um sofisticado professor de direito como Larry Lessig [criador do Creative Commons], mas me preocupa que as pessoas se apóiem em um conceito como o que ele criou para roubar idéias alheias, me inquieta essa permissividade geral em relação aos direitos autorais, em especial entre os jovens.

FOLHA – É isso que causa o que o sr. chama de “assalto à economia”?
KEEN – Talvez eu tenha estabelecido, no livro, muita causalidade entre a ascensão da nova mídia e o declínio da tradicional. As novas mídias são uma das causas do declínio, mas a indústria de música, os estúdios de Hollywood, os grandes jornais e TVs têm outros problemas. Dito isso, acho que deveríamos prezar pela existência de mídia tradicional.

FOLHA – Mas não é apenas a falta de adaptação às novas tecnologias que prejudica a mídia tradicional?
KEEN – Não me oponho à tecnologia, entendo que ela sempre muda tudo e que temos que mudar com ela. Mas nem todo avanço tecnológico é bom e, em algumas circunstâncias, pode ser bom gerenciar ou conter as mudanças tecnológicas, se elas minam a sociedade. A Escola de Frankfurt se mostrou correta, emburrecemos nossa cultura e me preocupa que a internet continue fazendo isso, acabando com nossa vitalidade cívica e com a economia do entretenimento e da informação.

FOLHA – Por que a “democratização da internet” é falaciosa?
KEEN – Porque há novos oligopólios anônimos na rede, nos jogos on-line, nos pequenos grupos de ativistas que editam a Wikipedia, nos poucos blogueiros que dominam a maior parte dos acessos entre os 70 milhões de blogs. Não vejo como a web 2.0 está democratizando a mídia, acho que acontece o oposto: a mídia tradicional fornece informação de qualidade acessível às massas e não acho que a segunda geração da web esteja reproduzindo isso.

FOLHA – O fato de o sr. ter um blog não é paradoxal?
KEEN – Tenho blog para vender o livro e construir minha marca. A internet é uma grande plataforma de marketing, mas é preciso ter algo por trás. Meu livro não defende que as pessoas não tenham blogs, apenas que não finjam que são substitutos da mídia tradicional ou representantes de fontes de informação confiáveis sobre o mundo. Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais? Iam ter de se basear em blogueiros, que podem ser representantes das companhias aéreas ou do governo?

Grafite: amor e ódio em São Paulo

Uma das duplas grafiteiras mais famosas do mundo, Os Gêmeos, teve seu trabalho apagado em um dos muros da cidade de São Paulo, por funcionários da prefeitura. Segundo o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, é muito difícil definir o que é arte ou, simplesmente, pichação.

Esta é uma das histórias apresentadas pelo repórter Fernando Andrade na série sobre grafites realizada para o programa CBN Total. Acompanhe a reportagem na qual Fernando fala da relação de amor e ódio que a cidade de São Paulo mantém com esta arte:

Virou comédia interdição do Bahamas

O empresário Oscar Maroni Filho e o subprefeito de Vila Mariana Flávio Lepique propiciaram cena típica de comédia no meio do dia, durante interdição da boate, prostíbulo ou balneário – como escrito na fachada – Bahamas, em área próxima do Aeroporto de Congonhas.

A briga você já conhece um pouco. Oscar tem um hotel que estaria atrapalhando os vôos, em Congonhas. Ele mostrou que a aeronáutica aprovou a construção. O prefeito Gilberto Kassab não gostou e mandou fechar o hotel. Não parou por aí: ao ouvir Oscar afirmar que o Bahamas, ao lado do hotel, é uma casa de prostituição de luxo, mandou cassar o alvará de funcionamento. O local não está autorizado para funcionar como prostíbulo. Aliás, nenhum lugar esta.

Hoje, sexta, Lepique foi até lá, acompanhado pelos jornalistas, todos informados com antecedência e hora marcada. Encontrou Oscar Maroni Filho que, além de oferecer energético a todos os presentes, o convidou para, ao lado do prefeito, visitar o Bahamas assim que a casa for reaberta. Ele acredita que derruba a interdição na justiça. Pensava assim em relação ao hotel, mas até agora não teve sucesso.

Lepique, entre ironias e gargalhadas, convidou-o a participar com sua yorkshire da campanha de vacinação da prefeitura. Maroni, bem informado, e boquirroto, alertou o subprefeito de que papagaio está em extinção.

Eu explico: ele havia lido blog de Lepique (http://subdavilamariana.zip.net), no qual este escreveu que “vou comprar um papagaio e ensiná-lo a repetir: currupáco, ação demolitória, currupáco, ação demolitória, currupáco, ação demolitória!”. Era uma provocação ao empresário que dias antes chamou o prefeito de Kassab de papagaio em entrevista a Jovem Pan: “Nós não podemos ficar falando por aí feito papagaio. Papagaio também repete frases feitas. Tem que se ter conteúdo no que se fala. Com todo respeito ao senhor prefeito, quando ele diz que demole um hotel quem demole não é ele. É uma decisão da Justiça. E pelo que me consta por decisão técnica de um órgão especializado em aviação o meu hotel está dentro da lei”.

Acompanhe um trecho da comédia de qualidade inferior proporcionada por Maroni e Lepique e acompanhada de perto pelo repórter Fernando Gallo, da CBN:

Dono do Bahamas, inimigo da hora, já esteve do outro lado

Oscar Maroni Filho, proprietário da casa de prostituição de luxo Bahamas, hoje criticado e combatido pela prefeitura, já apoiou a administração municipal. Em 2005, o prefeito da hora, José Serra, fez campanha contra a publicidade de “casas de encontro” às vésperas do Grande Prêmio de Fórmula 1. Nestes outdoors apareciam imagens de mulheres supostamente fazendo sexo com pilotos. Serra considerou um desrespeito à cidade. Críticos do prefeito, falaram em liberdade de expressão. Na discussão, Maroni apareceu para defender Serra: “Isso é uma falta de respeito com a população. Se eu fosse o prefeito, agiria igual, minha mãe e minha filha não são obrigadas a ver essa pornografia pelas ruas da cidade.”