Não esqueça de levar a sacola

A velha sacola de lona que a vovó levava para fazer as compras na venda pode voltar as mãos das donas de casa do futuro. E dos donos, também. Tem aumentado a pressão para se reduzir o uso de sacolas de plástico. Semana passada, lei neste sentido foi destaque no Rio de Janeiro. Hoje, reproduzo texto do repórter Ian Urbina, publicado no americano The New York Times. A reportagem foi enviada pelo Osvaldo Stella, que você pode ouvir toda segunda-feira no comentário “Ambiente Urbano”, logo após às 11 da manhã, no CBN SP.

Aproveite e repense seus costumes:

Papel ou plástico? É uma pergunta que há muito persegue os clientes de mercados. Mas o debate poderá em breve ser decidido nesta cidade costeira, onde um projeto de lei que visa proteger a vida marinha proibiria as sacolas plásticas em todo o varejo.

São Francisco sancionou uma proibição em abril, mas ela se aplica aos grandes mercados e farmácias. Medidas semelhantes estão sendo consideradas em Boston; Baltimore; Oakland, Califórnia; Portland, Oregon; Santa Monica, Califórnia; e Steamboat Springs, Colorado.

Alexandra Cousteau, neta de Jacques Cousteau e diretora do EarthEcho, um grupo de educação ambiental em Washington, disse: “A proibição do plástico faz sentido pela simples razão de que leva mais de 1.000 anos para biodegradar, o que significa que cada pedaço de plástico que já fabricamos ainda está por aí, com grande parte indo parar nos oceanos, matando os animais”. Cousteau participou de um encontro público realizado aqui na segunda-feira em apoio à medida. Mais de 70 pessoas compareceram ao encontro.

O projeto de lei visa ajudar a proteger Chesapeake Bay e seus tributários, cujos peixes e aves freqüentemente morrem após ingerir sacos plásticos descartados. Segundo o projeto de lei que passará por uma votação final no Conselho Municipal em outubro, as lojas seriam obrigadas a oferecer sacolas de papel feitas de material reciclado.

Os críticos dizem que a proibição seria cara e contraproducente. “Soa bem até você considerar o custo”, disse Barry F. Scher, porta-voz da Giant Food, uma rede de mercados com sede em Landover, Maryland.

Em vez de proibir sacolas de plástico, que custam 2 centavos de dólar cada em comparação aos 5 centavos das sacolas de papel, Annapolis deveria exigir o cumprimento de suas leis de lixo, disse Scher.

Ele acrescentou que a Giant já oferece um crédito de 3 centavos por cada sacola de plástico que os clientes devolvem à loja e que 2.200 toneladas de sacos por ano são recicladas e transformadas em bancos de quintal e de praça.

As sacolas de papel são mais volumosas para transportar do que as sacolas de plástico,
acrescentou Scher, e mais caminhões, combustível e poluição estão envolvidos em sua entrega às lojas.

“Isto pode ser verdade”, disse Alderman Sam Shropshire, o autor do projeto de lei daqui, “mas o que eles não dizem é que para fazer 100 bilhões de sacolas de plástico, que é quanto usamos nos Estados Unidos por ano, são necessários 12 milhões de barris de petróleo. Nenhum petróleo é usado para produzir sacolas de papel reciclado”.

Jeffrie Zellmer, diretor legislativo da Associação dos Varejistas de Maryland, disse que é necessário bem menos energia para reciclar plástico do que para reciclar papel. Zellmer acrescentou que 90% dos varejistas usam sacolas de plástico e que os custos poderão triplicar ou sextuplicar, no final sendo repassados aos consumidores.

O coordenador de reciclagem comercial da Cidade e Condado de San Francisco, Jack Macy, disse que nacionalmente 1% de todos os sacolas de plástico de compras é reciclado.

“Isto significa que o restante vai parar em um depósito de lixo”, disse Macy. “De forma que o
argumento sobre a reciclagem do plástico ser mais eficiente em energia não é forte.”

“Olha”, disse Shropshire, “no final, a melhor opção é as pessoas trazerem suas próprias sacolas reutilizáveis. Mas se não o fizerem, então elas podem usar sacolas de papel que se biodegradam mais rapidamente do que o plástico e não exigem que árvores sejam cortadas”.

Por ora, a prefeita Ellen O. Moyer de Annapolis, uma democrata, permanece indecisa sobre a medida. Um porta-voz de Moyer, Ray Weaver, disse que a cidade planeja distribuir sacolas reutilizáveis para quase todos os moradores até o último trimestre.

Para isto, disse Weaver, a cidade está considerando se associar aos fabricantes de velas de navegação para usar material excedente, que adolescentes em programas de empregos poderiam costurar em sacolas.

“Eu acho que é uma ação inteligente”, disse Jim Martin, proprietário da Free State Press, uma
pequena loja de impressão e cópia a várias quadras do Capitólio Estadual, enquanto encomendava cartões de visita para um membro do Conselho Municipal para serem entregues em um sacola de plástico.

Martin disse estar mais disposto a deixar de trabalhar com as sacolas de plástico por estar
cansado do lixo nas ruas, árvores e na baía.

Brian Cahalan, dono do 49 West, um loja de café a cerca de duas quadras do Capitólio, disse que independente da aprovação ou não da medida, o debate o levou a agir.

Apesar de sua loja usar sacolas de plástico, disse Cahalan, ele planeja encorajar os clientes a trazerem suas próprias sacolas ao cobrar 25 centavos por cada sacola que a loja usar.

“Assim não teremos que descobrir qual dos dois tipos de lixo é o pior”, ele disse.

De casas e ministérios

Por Maria Lúcia Solla

Olá,

Estava aqui matutando sobre as qualificações – formação acadêmica e experiência na área – necessárias para o cargo de Ministro, nesta República. Quero saber se existe um rigoroso processo de seleção para cargo de tão elevada importância. Quem sabe as exigências não são tão grandes assim e eu posso tentar, ou indicar um conhecido mais bem qualificado do que eu. Afinal, é para cuidar da nossa casa. Moramos todos aqui, certo?

Do ponto de observação de cidadã comum, e ao mesmo tempo de co-empregadora daqueles que não se consideram tão comuns assim, vejo candidatos se digladiarem pelo cargo, enquanto os já investidos de poder reclamam do salário e se mantêm ocupados, sabe-se lá com quê. Fato é que entra ano sai ano, não vejo ninguém pedindo as contas e procurando coisa melhor para fazer.

De Recursos Humanos conheço pouco, mas já tive funcionários e fiquei satisfeita com eles, na maioria das vezes, porque escolhi bem. Assim, se tivéssemos um Ministério da Conservação e Zeladoria das Casas (civis e militares), eu certamente indicaria a Carmem, antiga faxineira que admiro e respeito, e a quem sou muito agradecida.

Sob sua batuta honesta e eficiente, tudo andaria bem. Ela escolheria os melhores assessores e o pessoal mais bem qualificado para cada um dos cargos do Ministério. Como? Pelo fato de conhecer a tarefa e de já ter exercido um punhado das atividades da Pasta. Escolheria profissionais que pudessem enriquecer a equipe, acredita? Não passaria, pelo seu crivo atento, manga de camisa com dobrinha deixada pelo ferro de passar, e haveria economia na cozinha porque ela abomina desperdício. Mas nem a qualidade nem a fartura seriam relegadas a segundo plano.

Daria uma excelente gestora – seguramente uma das exigências impostas aos candidatos – porque viveu gerindo diminuto salário de faxina diária. Não me lembro da Carmem ter ligado para avisar que não viria. Veio sempre, e sempre sorrindo. Mandou os filhos para a escola e puxou e esticou tanto a sua casa, para cima e para os fundos que eles, mesmo adultos, nunca tiveram vontade de deixar o ninho. Mais uma qualidade fundamental, saber agregar.

A limpeza no seu Ministério seria impecável. Ia ficar tudo brilhando. Os tapetes poderiam ser levantados sem susto, que ninguém correria o risco de encontrar sujeira varrida para debaixo deles. Faria tudo com eficiência e alegria, procurando não decepcionar o povo como nunca decepcionou seus patrões.

Num certo ponto da vida, meu filho mais velho abriu asas e foi morar sozinho, na mesma rua em que eu morava. Graça de lugar. E lá foi a Carmem, cuidar do nosso menino e do gato Flicks.

Sua dedicação se traduziria em resultados positivos no Ministério, e quando chegasse a aposentadoria e a Ministra Carmem pudesse gozar de descanso merecido, o povo saberia onde encontrá-la e iria levar-lhe sua gratidão e seu mais profundo respeito.

A minha Carmem, sei onde encontrar e a vejo menos do que gostaria, mas e a maioria de nossos antigos Ministros? Em que República o povo poderá encontrar?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Decote de Hillary Clinton comparado a braguilha aberta

Duas polegadas tiraram o título de Miss Universo de Martha Rocha. Com alguns metros a mais de pista, acidentes aéreos poderiam ter sido evitados. Milímetros decidiram a medalha de ouro no Pan. As medidas podem ser decisivas para traçar o destino das pessoas. E gerar polêmica, também.

O “escadaloso” decote da pré-candidata democrata a presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, durante debate, é motivo de discussão, neste momento. Tudo porque a crítica de moda do jornal Washington Post, Robin Givah, comparou os centímetros de pele que apareceram por trás do decote a uma braguilha aberta. Para a jornalista, o fato ganha destaque porque Hillary sempre fez questão de se distanciar de qualquer comentário sobre sua sexualidade.

O gabinete de campanha da democrata respondeu a crítica como sendo insultante e inapropriada.

Deu na Veja: acidente é erro humano

Está nas bancas a revista Veja com revelações da caixa preta do avião da TAM que matou quase 200 pessoas, em São Paulo. Segundo a reportagem houve erro do comandante do Airbus:

“Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.”

http://veja.abril.com.br/010807/p_058.shtml

A mais bela do Pan. No caso as …

A turma gosta de uma eleiçãozinha. Se for para escolher a mais bonita e o mais bonito, então. O Globo On line entrou na rede e descobriu que os marmanjos não se contetam com uma bonitona, querem duas de uma só vez: ganharam as gêmeas Branca e Beatriz Feres, do nado sincronizado, com 42,92% dos votos.

O mais belo é o Bimba

No concurso do mais belo atleta do Pan, feito pelo Globo On Line, com participação de mais de 17 mil internautas, o bonitão da história foi o velejador Ricardo Winicki, o Bimba, com 25,79%. Ele garante que isto só pode ser coisa da mãe dele. Você concorda ?

Carlos, o herói brasileiro, escreve sua história


Autógrafo nos tempos de sucesso

O “Vigilante Rodoviário” foi astro de televisão, galã das noites na TV Tupi, e sonho de muitas meninas dos anos 1960. Uma espécie de herói brasileiro encarnado por Carlos Miranda, jovem ator de cinema, alto, esbelto, olhos claros e boa pinta. Motivado pelo papel de sucesso e incentivado por comandantes da polícia, entrou para a força de segurança pública do Estado somente depois das aparições na televisão.

Ganhou o papel porque o fardamento lhe ficou bem. O diretor da série Ary Fernandes não havia encontrado nos atores o perfil que pretendia. Por sugestão da mulher, fez o teste com o colega de produção. Assim que Carlos Miranda vestiu a roupa do vigilante, mesmo que um pouco justa, Ary enxergou o astro que tinha pela frente.

Aposentado da polícia, assim como da vida artística, o inspetor Carlos lançou, nesta semana, o livro “O Eterno Vigilante”.

O que foi feito com Lobo, o cachorro que o acompanhou no seriado, vamos saber nesta sábado quando o “Vigilante Rodoviário” será entrevistado no CBN SP.

Charge eletrônica ganha bandinha no Jornal da CBN

Nesta sexta-feira, a charge eletrônica que encerra o Jornal da CBN ganhou uma “bandinha” que, ao som do tema de O Bem-Amado, novela do impagável Odorico Paraguaçu, deu ritmo aos fatos que marcaram a semana.

A charge está no ar há mais de dez anos, sempre com bem humoradas, na maioria das vezes irônicas, e sempre apropriadas músicas escolhidas pela equipe do Jornal comandada por Heródoto Barbeiro.

A novidade agradou ouvintes-internautas que enviaram mensagens ao CBN SP, que vai ao ar logo em seguida, pedindo a reprodução da charge. O que façco aqui neste blog

Oligopólio da aviação prejudica passageiros, diz especialista

TAM e Gol dominam o espaço aéreo brasileiro, sendo responsáveis por 85% dos vôos comerciais. Para o professor de MBA em gerenciamento de riscos da UFRJ Gustavo Mello este “oligopólio” permitiu que as empresas concentrassem suas operações em apenas duas cidades: Brasília e São Paulo.

Mello chama atenção para a necessidade de se incluir as 23 companhias regionais na discussão sobre o tráfego aéreo.

No CBN SP, o professor Gustavo Mello comparou o cenário da aviação no Brasil e nos Estados Unidos: