Palavra da autoridade

“O maior problema, por incrível que pareça, não é a pista, mas o parque de estacionamento dos aviões”

José Carlos Pereira, presidente da Infraero, em entrevista a CBN no dia 25 de junho de 2007, explicando porque a empresa responsável pela administração dos aeroportos brasileiros deu prioridade ao terminal de passageiros, em Congonhas.

Júlio Redecker foi o deputado mais votado do PSDB, no RS

Júlio Redecker, tem 50 anos, é natural de Taquari, interior do Rio Grande do Sul, casado com Salete e pai de Victória, Mariana e Lucas. Redecker está no seu quarto mandato.

Iniciou-se na carreira política pela Arena e se manteve alinhado aos políticos que fundaram o PDS.

Em 1982, com apenas 24 anos, Redecker concorreu a prefeito de Taquari, mas não teve sucesso. Quatro anos mais tarde, lançou-se a deputado estadual. Com 13 mil votos não se elegeu.

Redecker voltaria novamente a disputar uma eleição em 1994, desta vez, a deputado federal. Com 40.788 votos garantiu a primeira suplência e assumiu uma cadeira em Brasília.

Em 1988, foi o quinto deputado mais votado no Rio Grande do Sul com 102.596 gaúchos.
Dois dias antes da eleição, Júlio Redecker sofreu grave acidente e foi obrigado a enfrentar seis meses de recuperação e fisioterapia.

Na eleição de 2002, Júlio Redecker volta a figurar entre os mais votados, com 188.213 votos, a segunda maior votação do Rio Grande do Sul.

Em 2003, contrariado com a atuação de Paulo Maluf, Redecker não entrou no PP que se formava naquele momento. Decidiu, então, entrar no PSDB.

Na eleição de 2006, outra vez Redecker teve votação destaque ao receber o apoio de mais de 157 mil gaúchos. Foi o deputado federal mais votado da Coligação Rio Grande Afirmativo, que elegeu Yeda Crusius , atual governadora do Rio Grande do Sul.

Deputado federal do PSDB gaúcho estava no vôo da TAM

A assessoria de comunicação do gabinete do deputado federal do PSDB-RS, Júlio Redecker, confirmou que ele estava no vôo da TAM que se acidentou nesta terça-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Parentes do ex-presidente do Internacional de Porto Alegre, Paulo Rogério Amoreti, também afirmaram que ele havia embarcado no mesmo vôo.

A TAM ainda não anunciou a lista oficial de mortos nem confirmou o número de pessoas que teriam morrido no acidente.

Vôo 3054 já teria sofrido acidente em 2006

O vôo 3054 da companhia TAM, que derrapou hoje na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já teria sofrido um acidente em dezembro de 2006.

Em dezembro do ano passado, os passageiros do vôo 3054 tiveram de retornar ao Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, 10 minutos depois da decolagem.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada na época, um dos passageiros do vôo diz ter sentido um cheiro forte na aeronave, mas não houve pânico. Segundo a assessoria da TAM, a aeronave não conseguiu pressurizar e por isso aterrissou.

Lista de acidentes com o Airbus A320, modelo que caiu em São Paulo

Esta é a lista de acidentes com pelo menos um passageiro morto em aviões modelo A320, igual ao que está envolvido na tragédia em Congonhas:

1. 26 de junho 1988; Air France A320; próximo do aeroporto de Mulhouse-Habsheim, na França: O avião se chocou com árvores. Três dos 136 passageiros morreram.

2. 14 de fevereiro 1990; Indian Airlines A320; Bangalore, India: Acidente durante aterrissagem. 88 dos 139 passageiros morreram.

3. 20 de janeiro 1992; Air Inter A320; próximo de Strasbourg, France: Acidente ocorreu quando um tripulante manobrou incorretamente equipamento de segurança do avião. Cinco dos seis tripulantes e 82 de 87 passageiros morreram.

4. 14 de setembro 1993; Lufthansa A320-200; Aeroporto de Warsaw, Polônia: O avião se acidentou na aterrissagem. Um dos seis tripulantes e um dos 64 passageiros morreram.

5. 23 de agosto 2000; Gulf Air A320; Manama, Bahrain: O avião estava fazendo a terceira tentativa de aterrissagem depois de um vôo do Cairo quando se acidentou sobre o mar há pouco mais de quatro quilômetros do aeroporto. Todos os oito tripulantes e 135 passageiros morreram.

6. 3 de maio 2006; Armavia Airlines A320; Sochi, Russia: Durante o mau tempo, o avião se acidentou no Mar Negro. Os oito tripulantes e 105 passageiros morreram.

Mais informações sobre acidentes aéreos você acessa, também, no link em inglês:

http://www.airsafe.com/events/models/a320.htm

Especialista em segurança de vôo reclama da falta de ranhuras na pista



Logo após o acidente com o avião da TAM, no aeroporto de Congonhas, neste fim de tarde, o especialista em segurança de vôo coronel Franco Ferreira já reclamava da inexistência de “ranhuras” que ajudam na drenagem da água e melhoram o coeficiente de atrito para evitar derrapagens.

Para Franco Ferreira, o incidente registrado na segunda-feira, com um avião da Pantanal, também teria sido causado pela não conclusão deste trabalho.

A pista foi entregue em 29 de junho sem a conclusão do “grooving” (nome técnico da ranhura), segundo a Infraero, porque haveria a necessidade de aguardar o assentamento da nova pavimentação.

Os mais graves acidentes da aviação brasileira

* setembro de 2006, Mato Grosso- 154 pessoas a bordo do Boeing da Gol, entre tripulantes e passageiros, morreram no acidente com o jato Legacy;
* dezembro de 1959, Rio de Janeiro – 35 pessoas morrem no choque entre um Viscont da Vasp e um Fokker da Aeronáutica no aeroporto Santos Dumont;
* junho de 1960, Rio de Janeiro – 53 pessoas morrem na queda de um Convair da Companhia Real na Baía de Guanabara;
* dezembro de 1970, Rio de Janeiro – 37 pessoas morrem pouco antes antes do pouso de um Viscont da Vasp;
* julho de 1973, Paris – 123 pessoas morrem na queda de um Boeing 707 da Varig, a 1 minuto do destino, o aeroporto de Orly.
* abril de 1980, Florianópolis – 54 pessoas morrem no acidente com um Boeing 727 da Transbrasil.
* junho de 1982, Serra da Aratanha (CE) – 137 pessoas morrem no choque de um Boeing 727-200 da Vasp contra uma montanha da Serra de Aratanha, a 30 km de Fortaleza.
* outubro de 1996, São Paulo – 99 pessoas morrem quando um Fokker-100 da TAM cai sobre o bairro do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo.
* maio de 2004, Manaus – 33 pessoas morrem na queda de um avião da Rico Linhas Aéreas que se se preparava para pousar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

Lei que obriga coletor solar gera debate no CBN SP

O aquecimento solar foi um dos temas que ganharam destaque no CBN SP desta terça-feira com várias participações dos ouvintes-internautas. Lei sancionada semana passada obriga novas construções na capital paulista a implantar este sistema.

Algumas, reproduzo para você ler, pensar e comentar:

“Será que eles (autoridades) não poderiam isentar as empresas que fabricam os componentes para aquecedores solares para que sejam acessíveis para todos” (Luis Carlos)

“Estive recentemente em uma pousada em Paulicéia, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, e por lá as pousadas só usam aquecedor solar. Interessou-me, perguntei ao gerente da pousada sobre a economia e ele me respondeu: 80% e o retorno, 10 meses” (José Renildo da Silva)

“Aqui no Paraná, já existe o aquecedor solar feito de garrafas PET, o Estado instala nas moradias populares, o negócio funciona de verdade, é durável e econômico!.“ (Márcio José de Campos Hosken)

“Já trabalhei como projetista de instalação hidráulica e sei que aquecimento solar residencial é uma grande vantagem, porém, sua instalação dever ser adaptada para condutores que
suportem água quente à temperaturas elevadas (cobre ou pvc especial). Para residências novas é mais fácil pois, durante a construção pode-se definir os padrões, já numa residência antiga é mais complicado e necessita de um projeto para adaptação ao sistema novo.” (Juscelino Gonzalis)

“Acabei de ouvir sobre a colocação de aquecedor solar nos
novos imóveis, porém e preciso extremo cuidado com relação ao fornecedor. A maior empresa do setor Soletrol continua fazendo propaganda e não entrega. (Franklin G. T. Alves)

Ouvintes-internautas discutem o trânsito da cidade

O trânsito em São Paulo, a falta de vaga para estacionar, a restrição de tráfego em ruas residenciais e o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro) foram assuntos discutidos pelos ouvintes-internautas do CBN SP, nesta terça-feira.

Reproduzo algumas das participações para que você possa pensar sobre o assunto, também:

“Entendendo o Pedágio Urbano não como uma penalização para tirar imediatamente os veículos das ruas do Centro Expandido, mas como uma tarifa barata para financiar a multiplicação da quilometragem do metrô e mais para frente começar influenciar nesta retirada. Posso adiantar a vocês o resultado surpreendente de que se a tarifa for de R$ 7,50, ou algo parecido, mesmo com a frota aumentando, anualmente, 150 mil veículos e cada vez mais, mas prevendo-se uma diminuição da frota na rua em torno de 95% por ano, no prazo, ligeiramente superior, a 15 anos ter-se-ia arrecadado cerca de R$ 60 bilhões, com o acréscimo de 250 quilômetros de metrô” (José Fabio Calazans)

“Os governantes de São Paulo não investiram em transportes apesar da dinheirama nos seus cofres. E o resultado é esse que estamos vendo. Eu adoraria deixar o carro na garagem sempre se tivéssemos transporte adequado.” (Izabel Avallone)

“Toda vez que alguém falar sobre deixar o carro em casa e andar de transporte coletivo, você poderia fazer esta pergunta: E você faz isso?”. (Paulo Fernando Gomes de Almeida)

“Muito lindo falar de bicicletas em Paris, mas andar de bike aqui em SP é só pra quem gosta muito. Nas ruas, motoristas não respeitam; especialmente os de ônibus, os taxistas e os motoboys, que praticamente jogam os ciclistas na guia.” (Débora Menezes)

“Vamos combinar o seguinte, antes de tirar o motorista de seus veículos, vamos tomar as seguintes atitudes, só para começar: melhorar o nível do transporte público; trabalhar a educação dos condutores; melhorar os abrigos de ônibus para dias de chuva; aumentar a segurança dos trens; aumentar a segurança das ruas, principalmente à noite; melhorar a iluminação das ruas; habilitar melhor os motoristas (??) das lotações” (Rubens Poças)

“Acredito que a solução do trânsito não deva ser vista somente com pontos únicos, mas sim em um conjunto de medidas, tais
como: término do Rodoanel, porém sem pedágio; retirada do Ceasa da região da Leopoldina; reparo dos semáforos inteligentes que estão desativados; proibição de trânsito de caminhões colocando pequenas vans para a entrega de materiais; aumento considerável dos corredores de ônibus; transformar o trens CBTU em Metrô; proibição em várias vias publicas centrais de estacionar; aumento de investimento salarial, recursos (equipamentos e modernização) e quantidades de efetivos da CET. (Paulo Garcia)

“O que adianta organizar o Dia Mundial Sem Carro, se eu vi uma matéria dizendo que irão dobrar a fabricação de carros?” (Jacson)

“Para ganhar alguns usuários, na minha opinião, basta fazer alguns pontos de ônibus com cobertura porque nesses dias de chuva não tem condições”. (Anselmo Padilha)

“Pedágio urbano é uma idéia absurda, tecnologicamente impossivel de se implantar em São Paulo e perversamente excludente.” (Sandro Tubertini)

“O pedágio vem por um viés falso, como se o cidadão fosse o culpado dos problemas de trânsito. “Você foi um mau menino, insistiu em andar de carro, e por isso vai ser castigado”, parecem dizer certas autoridades e “especialistas.” (Roberto Locatelli)

Ginasta de ouro critica vaia

Diego Hypolito é de ouro, mesmo. Não bastasse a medalha que ganhou nesta terça-feira, no Pan, foi autor de gesto elogiável durante a competição. Foi enfático ao criticar o público que vaiou (não, não foi o Lula) a equipe dos Estados Unidos de ginástica artística. Pediu para os torcedores aplaudirem aqueles que seriam seus principais adversários na competição. Ouro para Diego !

Em tempo: Depois da nota acima ter sido “blogada” o Diego deu entrevista na televisão e falou da outra vaia, também. Ele convidou o presidente Lula a voltar ao Rio e esquecer esta história de vaia.