Avalanche Tricolor: salve, salve gurizada!

 

Grêmio 2×1 São Paulo
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Ser torcedor gremista como sou e estar radicado em São Paulo como estou —- já falei sobre isso com você caro e raro leitor deste blog — me remete a situações estranhas. Quando você mora na terra do seu time do coração, a maior preocupação é com o clássico regional. Não dá pra perder de jeito nenhum. Quando mora fora, aumentam as chances de encontrar corneteiros no caminho.

 

Aqui na capital paulista, para ter ideia, tenho torcedores de ao menos quatro grandes querendo tirar uma da minha cara na primeira tropeçada do Grêmio contra o time deles. Por isso, a cada rodada contra um representante paulista, sofro uma espécie de Gre-Nal fora de época.

 

Desde o início da semana já era fácil de perceber o sorriso maroto de alguns amigos tricolores —- tricolores paulistas, é lógico. Esfregavam as mãos, analisavam estratégias e faziam contas: uma vitória e estaremos na liderança do Campeonato. Tinham razão para o otimismo, afinal a equipe está embalada e tem muitos méritos.

 

Dentre eles, com as cautelas de ocasião, estava o meu companheiro de todas as manhãs no Jornal da CBN, Teco Medina, que, no ar, chegou a dizer que ficaria satisfeito com o empate na Arena —- quem o conhece sabe que o gosto da vitória era o seu preferido. Foi mais sincero no Instagram, quando pediu para seu guri mandar um recado a este escriba: “Salve, salve, Miltinho, o São Paulo vai vencer, por 1 a 0, e com gol de Diego Souza.

 

Mal começada a partida deste início de noite, em Porto Alegre, em uma rara falha de Geromel, a visão do pequeno são-paulino se realizava, com o ex-atacante gremista marcando 1 a 0 e assustando a torcida do lado de cá. Deve ter sido bonita a comemoração do meu amigo Teco e seu pimpolho. Eu e ele sabemos como é legal comemorar um gol abraçado no filho. O que eles não contavam, porém, é que o Grêmio também tinha suas armas.

 

O Grêmio tem Everton. Tem Everton enlouquecido com a bola no pé, capaz de encontrar espaço onde este não existe. Que passa correndo por um lado enquanto a bola vem pelo outro. E o pobre coitado do seu marcador não sabe para que lado vai. Pede ajuda para um companheiro, olha desesperado para o técnico, reclama qualquer coisa do árbitro — nada mais do que manobras para ver se ninguém percebe que ele está mesmo é perdido, sem saber o que fazer diante daquele guri endiabrado.

 

Everton resolveu uma vez, nos acréscimos do primeiro tempo, colocando justiça no placar, afinal o Grêmio — exceção ao gol logo no início e um contra-ataque abortado pelo incrível Kanennman quase no fim — controlou o jogo. Chegou a ter 79% de posse de bola.

 

Na volta do segundo tempo, Everton resolveu outra vez, aos 15 minutos, em lance com as mesmas características do gol anterior. Balança para cá, balança para lá e quando parece que não há mais o que fazer, ele chuta no canto mais improvável e marca.

 

Verdade seja dita: Everton só consegue resolver dessa maneira porque, além de jogar muita bola, tem ao seu lado um time talentoso, inteligente e paciente. Capaz de trocar um número incrível de passes antes de decidir a jogada. Um tipo de jogo que irrita o adversário e o obriga a cometer uma sucessão de faltas para tentar alcançar a bola —- é isso que explica os cartões amarelos distribuídos pelo árbitro.

 

Graças a Everton e ao estilo de jogo do Grêmio a festa aqui em casa foi mais completa e eu pude por duas vezes comemorar abraçado com os meus guris. E assim como eu, Teco, você sabe como é mais legal ainda comemorar dois gols com os nossos filhos. 

 

Salve, salve!

Inspirações, pressões e sugestões que me levaram a escrever “É proibido calar!”

 

 

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A ideia do livro surgiu da editora. O nome, de um convidado. A coragem, de uma colega. O incentivo, de minha mulher e meus filhos. A solidariedade de uma figura que vai lhe parecer tão estranha quanto excepcional. Já as histórias surgiram dentro de casa — da minha, das dos meus avós, dos meus pais e de gente conhecida.
 

 

“É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, meu quarto e mais novo livro, começou em uma conversa de livraria, no café da Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em fevereiro, quando a editora Best Seller me procurou propondo que eu escrevesse sobre ética e política. Reticente, como costumo ser diante de desafios que considero grandes demais para mim, desconversei, puxei outros assuntos e imaginei que entre nós o café bem tomado já estaria de bom tamanho. Fui vítima de minha própria estratégia, pois ao ouvir minhas histórias de família e da relação com meus pais e meus filhos, a editora retomou o tema inicial, revelou sensibilidade e o adaptou para a minha realidade: vamos falar sobre ética e cidadania com nossos filhos! — disse-me entusiasmada.
 

 

Pedi algumas semanas para pensar —- tempo suficiente para arrumar uma desculpa e quem sabe deixar esse papo para lá. Ganhei apenas alguns dias de prazo. E não precisava muito mais mesmo: já estava convencido de que a proposta era tentadora e mexeria com os meus instintos mais profundos. Falar sobre a relação com meus pais e meus filhos em público era assustador tanto quanto emocionante — e nesse coquetel de emoções montei um projeto inicial, rabisquei um roteiro a ser seguido e comecei a escrever.
 

 

Escrever sempre foi motivo de sofrimento e prazer. Desde o primeiro livro, Jornalismo de Rádio, de 2004, passando pelo Conte Sua História de São Paulo, da mesma época, e do Comunicar para Liderar, de 2015, enfrentei as mesmas reações e embates: internos e externos.
 

 

Havia prazo para a entrega do livro, prazo para copidesque, prazo para observações, prazo para mudanças, prazo para o prefácio, para a orelha, para as colaborações, para a capa, para a diagramação, para a impressão e para o lançamento. Ao mesmo tempo que os prazos me pressionavam, me desafiavam e isso tende a me ajudar.
 

 

Na caminhada, além do apoio da editora, ganhei o incentivo em casa, apesar de eles por aqui não terem ideia das inconfidências que eu seria capaz de cometer.
 

 

Fui encorajado quando uma das mais respeitadas jornalistas que conheço, Miriam Leitão, aceitou, leu e escreveu o prefácio do livro — e que histórias incríveis compartilhou com os leitores:
 

 

“Por que estou contando tudo isso? Porque este livro que o leitor tem em mãos nos faz pensar profundamente sobre nós mesmos, nossas relações com os pais e com os filhos. No meu caso, também em relação com os netos”

 

 

E fiquei fortalecido ao ler o texto que o filósofo Mário Sérgio Cortella, de inteligência impar neste país. me enviou para publicar na orelha do livro:
 

 

“Mílton Jung recusa a falência da esperança e produz uma narrativa plena de beleza”.
 

 

Cortella não se conteve e sugeriu —- no que foi aceito imediatamente — o nome para o livro. “É proibido calar!” — nome preciso, matador e chamativo, como devem ser os títulos de livros:
 

 

“…(Mílton) decidiu agora nos falar sobre o que não podemos não falar com nossos filhos: ética e cidadania”.
 

 

Agradeço muito à Miriam e ao Cortella por terem aceitado participar deste projeto tanto quanto ao Walter Maierovitch, ao Oded Grajew e à Tabata Amaral que registraram o que pensam sobre ética e cidadania para os nossos filhos — em frases que estão publicadas na quarta capa do livro.
 

 

Minha gratidão à Abigail, ao Gregório, ao Lorenzo, aos meus pais e à minha família que me ajudaram a entender o verdadeiro papel dos pais nestes tempos modernos.
 

 

Meu muito obrigado à editora Best Seller por apostar na minha capacidade e me desafiar.
 

 

E — não posso deixar de registrar: valeu Bocelli, que me acompanhou durante toda esta aventura, fazendo questão de ficar junto de mim, às vezes sobre o próprio teclado do computador, enquanto eu me esforçava para cumprir minha tarefa. Você, como sempre, foi um baita companheiro!

Se é proibido calar, então vamos falar!

 

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Contextualizando pauta e roteiro do livro ontem anunciado pelo Mílton Jung, cabe ressaltar o raro e grave momento em que o nosso país precisa deste fio de esperança.

 

Mílton tem absoluta razão a registrar, a feliz oportunidade de discutir os males causados pelo incessante individualismo vigente, açodado pelo infeliz desrespeito ao bem público, em benefício ao próprio bolso. Em sua fase mais aguda. Num tempo em que ainda há chance de mudança.

 

E dentro desse cenário gostaria de sinalizar e aplaudir, que tanto os pontos referendados da ética e da cidadania levantados teriam mesmo que ser levados à nova geração. E, o começo pelos filhos é providencial e genial.

 

Não tenho dúvida e nem esperança que a velha ou a atual geração hoje no poder possa ser modificada.

 

O caminho é o indicado pelo autor de “É proibido calar!”. Precisamos pregar aos nossos filhos, a civilidade plena. Ética e moral. Não podemos calar. Vamos falar.

 

E votar.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Apresento a você meu novo livro: “É proibido calar!”

 

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“Sou apaixonado pelo que faço. E o que faço parte do público sabe por ouvir falar.
Sou jornalista e apresento um programa de rádio.
Falo muito, na crença de que os outros vão ouvir. E falo da vida dos outros, pois o jornalista conta histórias do cotidiano que interessam ou devem interessar às pessoas — de preferência para ajudá-las a construir seu próprio pensamento.

 

Falo de políticos e politiqueiros. De autoridades e autoritários. De pessoas sobre quem vale a pena falar. E de uma gente que não valeria uma nota de rodapé, mas acaba nas manchetes pelo cargo que ocupa e pelo mal que perpetua.
Falo para inspirar as boas ações e para incentivar transformações, mas também para denunciar aqueles que ocupam a vida pública em benefício privado, que desviam nosso dinheiro para o próprio bolso e que, com os tostões que nos levam, deixam o brasileiro sem hospital, sem escola, sem segurança e sem dignidade.

 

Mas não pense que eu só falo!

 

Tem outras coisas que faço, coisas que poucas pessoas conhecem, mesmo porque são da minha vida particular — e não deve ser interessantes para os outros. Essas coisas eu também faço por amor.

 

Este livro me provocou a falar sobre uma dessas coisas.
Sobre a coisa que eu mais amo fazer: ser pai.”

 

Assim inicio minha conversa com os leitores de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” — publicado pela Best Seller do Grupo Editoral Record.

 

Antes desse já havia escrito “Jornalismo de Rádio”, “Conte Sua História de São Paulo” e “Comunicar para liderar”— em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos. Todos até aqui ligados, direta ou indiretamente, a profissão que escolhi exercer: o jornalismo.

 

Esta é a primeira vez que me atrevo a escrever sobre missões que escolhi para a vida: ser pai e ser cidadão. É a partir dessas duas perspectivas que compartilho com o leitor momentos que vivenciei dentro de casa, com meus pais, meus avós e meu filhos. Cometi algumas inconfidências, porque só sei escrever a partir de histórias que vivenciei.

 

Também escrevo sobre experiências com gente que “faz política de verdade, mesmo que a prática seja demonizava por boa parcela dos brasileiros devida aos maus exemplos que vemos todos os dias. Gente que faz política na cidade, na escola, no trabalho e na comunidade”. Uma turma que acreditou, há dez anos, na ideia de participar da rede Adote um Vereador.

 

A partir dessas escritas tento mostrar a crença que tenho no papel de pais, mães e toda pessoa que “aceitou o convite que a vida lhe fez de ser o responsável por assegurar a sobrevivência e o desenvolvimento pleno de uma criança”. Somos — e me incluo por ser pai de dois filhos — fundamentais na educação das nossas crianças que tem de estar baseada em princípios e valores éticos. Que não se constróem apenas por palavras, mas, e principalmente, por atos e ações — até porque a ideia do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” faliu. Somos referências e como tais temos de nos comportar.

 

O livro é lançado agora não por coincidência — sua publicação tem muito a ver com o processo político que estamos assistindo no Brasil às vésperas de uma importante e complexa campanha eleitoral. Indignados, milhares de brasileiros têm negado a política e revelado sua descrença com os acontecimentos registrados no país.

 

Minha proposta é que em vez de deixarmos o espaço público à disposição daqueles que há algum tempo já demonstraram estarem a serviço apenas de seus interesses privados e desistirmos do país, comecemos a desenvolver ações de mudança buscando influenciar aqueles que estão a nosso alcance: nossos amigos, nossos colegas, nossos parentes e nossos filhos — principalmente nossos filhos. É a partir deles que podemos ajudar a reconstruir uma sociedade justa e generosa. Portanto, temos de assumir a responsabilidade pela criação deles com base na ética, educando as crianças para a vida pública, transformando-as em cidadãos, com direito à felicidade — deles, de suas famílias e de seu país.

 

Nos próximos dias, estarei aqui no blog conversando mais sobre este projeto e contando algumas curiosidades da sua construção. O livro será lançado oficialmente em agosto, mas já pode ser encomendado pela internet.

 

Espero que você goste e também compartilhe a sua experiência e o seu desejo de transformar o país, começando pela sua própria mudança de comportamento diante dos desafios e dilemas que o cotidiano nos apresenta.

É hora de voltar, mas a gente lê cada coisa que dá vontade de pedir férias de novo

 

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Estou de volta. Faz pouco tempo que saí, mesmo que meus colegas de trabalho passem a segunda-feira insistindo no contrário. Verdade que quando entrei em férias ainda tínhamos Copa do Mundo e (alguma) esperança no hexa. Tínhamos também o drama dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que estavam presos dentro de uma caverna na Tailândia. E sequer se conhecia um juiz chamado Favreto, que ganhou seu domingo de fama tentando libertar Lula, conseguiu dar ao ex-presidente destaque suficiente para mantê-lo nadando de braçada nas redes sociais e levou na onda os já famosos Moro e Gebran.

 

Agora, se tantas coisas acontecem em tão pouco tempo, a culpa não é minha. São as circunstâncias de um tempo que está sempre acelerado e os acontecimentos se sucedem em uma velocidade acima do suportável. Eu fiz minha parte — fiquei no meu canto, relaxei em cenários que são um encanto, contemplei meus momentos em família e ganhei alguns quilos a mais. Mais magra mesmo só minha carteira — viagens sempre nos reservam custos extras, apesar de seguir economizando na moedinha da Fontana di Trevi, em Roma.

 

Da mesma forma que foi um tempo de descanso, também foi um tempo de expectativa, porque um novo projeto estava em maturação durante esses dias de afastamento do rádio — um projeto que havia consumido boa parte das minhas energias nos últimos quatro meses, mas que pronto e editado será apresentado oficialmente nos próximos dias para você, caro e raro leitor deste blog.

 

Refiro-me ao meu novo livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, editado pela Best Seller, do Grupo Editoral Record, que já está em pré-venda e terá lançamento em algumas cidades brasileiras, em agosto. Nos próximos dias, conversarei mais com você sobre esse projeto que considero transformador para mim — e espero seja para os leitores, também.

 

Quando deixei o Brasil, o livro ainda não estava impresso. Por isso, fiquei de receber o primeiro exemplar na casa em que me hospedei na Itália — mas por essas coisas que os correios e serviços de remessa não explicam, até deixar o país a encomenda não chegou. Espero que caia em boas mãos e o seu leitor anônimo aproveite ao máximo.

 

Frustrado por não tê-lo em minha companhia nas férias ao menos fui surpreendido com outro exemplar à minha espera em casa, aqui em São Paulo. Foi um tremendo prazer tocá-lo, abri-lo, folheá-lo, ler e reler alguns trechos e curtir o resultado de mais este projeto. Ainda não está acabado — pois livros só se realizam quando nas mãos dos leitores e isso, espero, acontecerá em seguida.

 

Como disse, porém, do “É proibido calar!” escrevo mais nos próximos dias — assim como pretendo usar mais este espaço do blog para falar com você que me acompanha. E falar de tudo um pouco não necessariamente das coisas que são notícia, porque para essas já tenho o Jornal da CBN à disposição, para o qual retorno à apresentação nesta segunda-feira ao lado da Cássia Godoy. Ao Roberto Nonato meu muito obrigado pela participação sempre precisa nestes meus dias de férias. Assim como agradeço aos que me ajudaram a manter o blog ativo durante meu descanso — com as publicações do Mundo Corporativo, o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e o Conte Sua História de São Paulo. Agradeço especialmente ao Carlos Magno Gibrail, que segue pautando a mídia, seja com suas análises do ambiente urbano seja escrevendo sobre o varejo.

 

Vamos em frente porque neste segundo semestre do ano muita coisa ainda está para acontecer, a começar pela campanha eleitoral que ganha corpo com as convenções dos últimos dias e as indefinições dos partidos e políticos. Uma eleição que, segundo Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, disse ao colunista de O Globo Bernardo Mello Franco, será a mais difícil da história. Difícil e assustadora, pois, Montenegro calcula que “pode ser que 70 milhões de brasileiros não votem para presidente”, pois o eleitor está “enojado”, “frio” e “desmotivado”. Motivos não faltam.

 

Se eu pedir férias de novo será que o pessoal reclama?

Sua Marca: o desafio de gerenciar o potencial das mídias disponíveis para divulgar seu negócio ou empresa

 

 

Cada vez é mais desafiador gerenciar a potencialidade de mídias em favor de uma marca —- o comentário é de Jaime Troiano no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.
Em conversa com o jornalista Mílton Jung, Troiano e Cecília Russo falaram de três categorias de mídias que devem ser levadas em consideração pelas empresas: a mídia proprietária, a mídia paga e a mídia espontânea. As duas primeiras, a marca tem controle sobre o que é divulgado e estão relacionadas a produção de site próprio ou de publicidade, no modelo mais tradicional. Já em relação a terceira, a marca não tem qualquer controle, porém se a mensagem divulgada for positiva terá um efeito gigantesco, em virtude da credibilidade agregada à crítica. O segredo está em saber fazer com que a informação faça o público-alvo migrar de uma mídia para outra sempre mantendo contato com a marca.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: ensino à distância ajuda profissional a reduzir lacuna de habilidade

 

 

Sempre existe uma lacuna de habilidade — o que você pode oferecer para a empresa e o que a empresa espera de você —-, e cabe a nós profissionais estarmos sempre atrás de reduzirmos esta distância. A opinião é de Sérgio Agudo, country manager da Udemy, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Agudo tem se dedicado a expansão da plataforma de ensino à distância no Brasil e falou sobre como é possível usar os recursos disponíveis na internet para ampliar o conhecimento e, também, das oportunidades que este mercado oferece.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas da manhã, e pode ser assistido no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo, Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: aqui aprendi como é o cheiro da poluição e o cheiro do mato

 

Por Marcos Bacarelli Rennar
Ouvinte da CBN

 

 

Sou paulistano e torcedor do Corinthians, com orgulho. Nasci aqui, fui criado aqui, saí muito pouco da cidade, morei algumas vezes nos arredores, mas nunca me afastei definitivamente. Fui criado na zona oeste, sempre perto da Lapa, Pompéia, Freguesia do Ó. Fui até para a Granja Vianna e acabei voltando. Aprendi a reconhecer o cheiro da poluição, do asfalto, da chuva sobre o concreto e diferencia-los do cheiro do mato. Um aprendizado.

 

Certa vez fui conhecer o Ceará, visitar um grande amigo que sofrera um acidente de carro numa estrada perto de Fortaleza. Fiquei apenas alguns dias hospedado na casa de amigos e percebi que as pessoas me olhavam como se eu fosse totalmente diferente por ser paulista: talvez um outro braço esquerdo, talvez uma orelha a mais, sempre com olhares arregalados de espanto.

 

São Paulo ainda é a locomotiva que puxa este país. Tenho o desejo de morar numa cidade quente costeira, na qual possa ver o sol no horizonte e caminhar na praia no fim de tarde. Contudo, em todos os lugares onde estive dentro deste país varonil há uma diferença brutal: é aqui que está a grana! Negócios, eventos, lançamentos — onde estão as sedes das empresas e onde são tomadas as decisões. É aqui que tudo acontece!

 

Eu vi pessoas ficarem ricas, vi pessoas e amigos perderem tudo, vi pessoas chegando de outros estados, voltando pra suas origens; gente de outros países aportando e aterrissando em Santos, Congonhas e Cumbica. Vi as estradas sendo construídas e duplicadas. Vi a Ceasa ficar colorida com milhares de frutas num entardecer de céu laranja, azul e amarelo. Somente ali naquele momento da minha memória (e de algumas fotos) tal luz celestial aconteceu!

 

Também vi o Movimento das Diretas Já na praça da Sé, a reurbanização de alguns pontos da cidade, as reformas dos monumentos, as reformas e os monumentos, as paralisadas linhas do metrô e a paralisia da educação. Também vi a construção da oitava maravilha do futebol brasileiro: a Arena Corinthians — onde a abertura da Copa do Mundo aconteceu.

 

Trabalhei com propaganda, gastronomia, eventos, fui professor universitário durante 20 anos, fiz dezenas de cursos, me qualifiquei de tal forma que hoje sou um especialista, quase um erudito, e somente aqui eu poderia ter alcançado tal status. Somente aqui este status poderia ter uma serventia: onde tudo acontece!

 

Meus ascendentes, tanto por parte de Pai quanto por parte de mãe, eram estrangeiros vindos da Europa e acabaram por se fixar em São Paulo. Meu avô paterno passou por Buenos Aires e Rio de Janeiro até se casar e formar família, vindo do norte da Hungria. Minha avó materna chegou de Minas Gerais viúva com sete filhos e criou todos na Pauliceia.

 

Desse milagre termodinâmico, nasci eu, meio húngaro, mezzo italiano, branco, loiro de olhos verdes, brasileiro — que adora ouvir Tom Jobim; paulistano da Lapa e orgulhoso por fazer parte desta história.

 

Marcos Bacarelli Rennar é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar escrevendo sua história para milton@cbn.com.br

O Minhocão do Hexa

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Monotrilho em imagem do Flickr/Gov do Estado de São Paulo

 

É inacreditável que quarenta anos depois de inaugurar o Minhocão por Paulo Maluf, a mesma cidade foi vítima de obra similar.

 

Se Maluf, em 1970 teve o regime ditatorial favorecendo as operações, em 2010 as forças da FIFA, da CBF, de Lula, de José Serra e de Kassab tiveram que se unir para vencer os protestos contra a sua execução. Diante do exemplo irrefutável dos problemas do Minhocão original, os argumentos técnicos e sociais afloraram vigorosamente. Dentre eles destacamos em artigo anterior neste blog:

 

A linha 17-Ouro que ligará Congonhas à rede de trilhos terá trens a 15 metros de altura, irá desapropriar área de 132 mil metros quadrados na qual serão derrubadas 2.300 árvores e onde 36 mil metros quadrados são ocupados por residências de alto e médio padrões.

 

O morador deve sofrer impacto negativo de ALTA RELEVÂNCIA: a mudança da paisagem devido à presença de vigas de até 15 metros de altura

Será um grande causador de incômodo. A obra será usada por mais de 200 mil passageiros por dia …

 

Nas vias de baixo tráfego haverá aumento significativo do movimento devendo atrair também camelôs e desvalorizando alguns espaços do entorno…

 

O padrão residencial vertical faz com que o impacto visual do monotrilho seja intensificado, pois alguns domicílios ficarão no mesmo nível que as estruturas permanentes.

 

Entretanto, era uma batalha de cartas marcadas. Tanto é que o Estádio do Morumbi não foi aprovado pela FIFA, alegando que as obras a serem feitas teriam que estar prontas, para em seguida endossar a abertura da COPA no Itaquerão, que ainda não tinha estádio nem mesmo um projeto completo.

 

Então, o que era ruim ficou muito pior, pois a construção do Minhocão do Morumbi diminuiu de ritmo. Afinal os interesses públicos e privados passaram para Itaquera. A ponto de haver paralisação e acentuada degradação no canteiro de obras.

 

O fato é que a COPA 2014 passou. A COPA 2018 também e o monotrilho ainda não está pronto.

 

Em resumo, o capital investido proposto para gerar riqueza está produzindo pobreza.

 

Sem ironia, o Minhocão da COPA será o Minhocão do HEXA: Não dá para prever quando chegará.

 

Leia também:

 

O “Minhocão do Morumbi” — 18/08/2010

 

O Morumbi em choque — 06/10/2010

 

Monotrilho será novo Minhocão, mas tudo muito “moderno — 23/04/2012

 

O Minhocão do Morumbi II — 04/04/2016

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca: como as marcas oferecem sentido de convivência entre pessoas

 

 

As marcas têm a capacidade de alimentar a ideia de se viver em tribo, um sentimento que sempre foi muito forte entre os seres humanos, mas que acabou se perdendo por inúmeros fatores relacionados a forma de vida na sociedade moderna. A Harley Davidson e a Apple são exemplos de empresas que souberam dar aos seus consumidores esse sentido de união — de acordo com Jaime Troiano e Cecília Russo, que falaram sobre o assunto com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

“As marcas ocuparam esse espaço e trazem um novo sentido de juntar pessoas em torno de uma promessa, é um tipo de re-tribalização”, diz Jaime Troiano. Para que esse fenômeno ocorra, porém, as marcas precisam ser reconhecidas por algo muito claro e inspirador: “… têm de oferecer conteúdo para que essas pessoas que façam parte da tribo possam atuarem em favor delas”, sugere Cecília Russo.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.