Texto escrito para o Blog Adote São Paulo, no site da Revista Época São Paulo
Trabalhar próximo do Cemitério da Consolação causou alguns sustos em Luciano Strami que, em depoimento ao Museu da Pessoa, falou dos tempos de adolescente em que entregava carne para o açougue do pai, em Higienópolis. Luciano é paulistano, nascido em 1929, e acrescentou mais um capítulo no Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 458 anos da cidade.
Ouça o depoimento de Luciano Strami, sonorizado pelo Cláudio Antônio
O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar no CBN SP, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã. Você pode participar enviando um texto para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pesoa.
Milton Ferretti Jung
Nasci em Caxias do Sul no distante ano de 1935. Como a maioria dos que se dão ao trabalho de ler estes meus textos das quintas-feiras sabe ,com certeza, Caxias foi uma das várias cidades, neste Brasil, colonizada por italianos. Meu pai era porto-alegrense e minha mãe, uma das quatro mulheres de uma prole completada por mais seis homens, caxiense como seus irmãos e irmãs. Vovô Vitaliano Ferretti não brincava em serviço. Possuir muitos filhos, naquele tempo, foi-se tornando, com o passar dos anos, cada vez mais difícil. E ainda mais filhos da mesma mulher. A vantagem é que os pais, como meu avô, punham os rebentos a os ajudar. Seu Vitaliano (o nome já dava uma ideia da nacionalidade dele) produzia mandolates e alguns dos filhos, imagino que os mais moços, vendiam a guloseima no cinema – creio que, na época, existia apenas um em Caxias. A receita do mandolate era da região Vêneta, de onde vieram para o Brasil inúmeros emigrantes italianos. Meu avô por parte de mãe foi um dos mais operosos. Chegou a ter uma malharia cuja sede ficava em sua casa. A residência avoenga era um sobrado, com porão e sótão. As peças, em sua maioria, eram grandes. Situava-se na principal avenida da cidade, a Júlio de Castilhos, naquela época ainda uma via sem calçamento. Quando chovia, ficava escorregadia e dificultava o ir e vir de caminhões, muitos carregados com toras.
Foi na casa da Júlio de Castilhos que nasci. Meus pais moravam em Porto Alegre e minha mãe deu-me à luz com auxílio de uma parteira, o que era normal naquele tempo. Permaneci por uma semana aos cuidados da vô Joana. Visitávamos seguidamente minha cidade natal, na qual eu possuía uma infinidade de tios e primos, muitos deles empregados da Eberle, forte indústria, dedicada à fabricação de talheres e outros produtos, que nasceu de uma simples funilaria montada por Giuseppe Eberle e vendida ao seu filho Abramo. A Caxias dos velhos tempos, a que mais cresceu na região de colonização italiana, está pagando alto preço pelo seu progresso. Vieram pessoas de todas as partes em busca de trabalho, o que havia sido uma vila se transformou. Os veículos que, aos poucos, foram substituindo os cavalos e as carretas que os colonos usavam para vender seus produtos de porta em porta, entopem hoje as ruas de Caxias. Ainda bem que o meu avô não viveu para ver em que se transformaria a sua cidade .Se vivo fosse, com certeza, tal qual este seu neto, nem sequer teria vontade de ir a pé do bairro de São Palegrino à praça que ficava em frente à Catedral e onde as pessoas se reuniam depois da missa dominical. Vovô Ferretti subia e descia a Júlio de Castilhos tão rápido, apesar de já ter idade avançada, que quase não conseguíamos o acompanhar. Inverno e verão, ele vestia terno com colete e não dispensava a gravata. Saudade machuca, mas não mata. Se matasse, eu já estaria morto. E este sentimento fica ainda mais palpitante quando leio o noticiário policial. Caxias do Sul participa dele com desgraçada frequência. A última notícia ruim publicada pelos jornais de Porto Alegre deu conta de que um jovem, por ter sido expulso de uma boate, matou duas pessoas a sangue-frio e feriu outra gravemente. Faz muitos anos que não visito Caxias. A que eu conheci não existe mais. Era dela que eu gostava.
Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

O feriado era apenas em São Paulo e mesmo que o clima tenha sido esse, para mim a quarta-feira foi de muito trabalho, pois comecei logo cedo no Jornal da CBN e depois tive o privilégio de ser convidado a participar do CBN SP especial, em homenagem aos 458 anos da cidade. Foi lá que ouvi mais uma vez de um dos muitos “comentaristas esportivos” – aspas pois são apenas amigos admiradores do esporte – que a contratação de Kleber pelo Grêmio foi uma loucura: “gastaram muito dinheiro e não vai dar certo”. O Gladiador – é esta a marca que o acompanha – é bastante conhecido pelas confusões que se envolve e gols que marca, e dizem que costuma estar mais nelas do que neles. Tenho a tendência a acreditar que os jogadores irão corrigir seus defeitos e desenvolver suas qualidades assim que vestirem a camisa tricolor, principalmente se entre estas está o espírito guerreiro que sempre contamina a torcida – ou é contaminado por ela. Kleber tem este espírito e às vezes confunde um pouco as coisas, mas foi muito bem-vindo desde que anunciado ano passado. No início da noite de hoje, a partida do Grêmio começou às sete e meia da noite, ainda com muito sol na cidade de Canoas, na Grande Porto Alegre, o atacante marcou seu primeiro gol em partida oficial. Não foi um golaço, daqueles de driblar dois zagueiros, limpar a jogada e encher as redes; nem foi um gol decisivo, capaz de ficar marcado na memória dos gremistas; mas foi um gol de quem entende do riscado – como diriam os mais antigos -, tinha o olho na bola no momento em que foi cruzada para outro colega de ataque que estava na área, se deslocou por trás dos marcadores para o lugar onde ela deveria sobrar na jogada seguinte e apareceu sozinho ao lado da trave tendo apenas o trabalho de empurrar a bola para dentro do gol – não leia este “apenas’ com desprezo, está aqui para mostrar que a simplicidade é um mérito, neste caso. Kleber se apresentou e marcou. E mesmo que seja apenas o início, é um prazer conhecê-lo com a camisa do Grêmio. Assim como foi conhecer Marcelo Moreno, que chegou sem a mesma “má-fama” do colega de ataque, pelo contrário, é visto como um dos prováveis destaques da temporada, e, hoje, ao fazer sua estreia já marcou o primeiro gol (e de cabeça). Moreno e Kleber vão mesmo causar muita confusão em campo. Para o adversário, é lógico
Os bondes elétricos eram grandes atrações nos anos de 1940, em São Paulo, e incentivaram Manoel Rodrigues da Cruz a trocar a roça pelo sonho de ser motorneiro. No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa e que fez parte da série do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 458 anos da cidade, Manoel relembra este momento. Ele nasceu em Pernambuco de Triunfo, em 1926.
Ouça o depoimento de Manoel rodrigues da Cruz, sonorizado pelo Cláudio Antônio
O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar no CBN São Paulo, logo após às dez e meia da manhã. Para você participar deste quadro, mande seu texto para milton@cbn.com.br ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa.
Carlos Magno Gibrail

São Paulo assistiu à plenitude da Rua Augusta nos preparativos para a festa de Natal de 1973. A Lage & Damman, agência dos premiados publicitários Ronie Lage e Hans Damman exibia uma de suas artes ao acarpetar o asfalto para a campanha natalina com a frase: “O nosso visitante é tão ilustre que acarpetamos a rua”. Enquanto saudavam Cristo, personalidades da época eram frequentadores assíduos. Roberto Carlos, Wilson Simonal, Ronie Cord, Wanderléa, Ronie Von e Hervé Cordovil, autor da música “Rua Augusta”.
Definitivamente era um shopping center ao ar livre, pelas lojas de marcas famosas de moda, pelos restaurantes e lanchonetes, pelos cinemas e, principalmente, pela gente que circulava. Sem falar no auge dos sábados à noite, na tradicional subida e descida dos carros à procura de companhia, que sempre era recompensada.
A Augusta tinha desbancado a Rua Barão de Itapetininga, ícone da moda nas décadas de 50 e parte de 60, que abrigou a Casa Anglo Brasileira, posteriormente Mappin; a Galeria Califórnia projetada por Niemayer, local onde circulavam os astros do cinema nacional como Helio Souto e Aurora Duarte, que gravavam nos estúdios da Vera Cruz; e uma série inigualável de tradicionais lojas de moda.
A migração das butiques multimarcas da Barão de Itapetininga para a Rua Augusta, talvez para se aproximar dos moradores dos jardins, ou para centrarem as ofertas de moda em local mais nobre, fortaleceu a imagem da região. Além das lojas, incluindo a Galeria Ouro Fino, tínhamos o Ca’d’Oro primeiro hotel de luxo da cidade, que hospedou reis e presidentes, inclusive com a frequência de Tom Jobim, apreciador de seu restaurante com o especial Bolito servido pelo competente Ático, e a mesa permanentemente reservada aos Ermírio de Moraes; o sorvete de pistache da Bologna; o cine Astor com as imensas poltronas; a lanchonete Longchamps com um choppinho recomendável; o Frevinho com o insuperável beirute; o Flamingo do sorvete com farofa; e o Yara dos chás da tarde. Além de alfaiates e camiseiros dos mais habilitados.
A força como centro comercial de moda e de diversão para a classe abastada da cidade era tanta que os lojistas da Augusta não se interessaram pelo pioneiro projeto de Alfredo Mathias, que em 1966 abrira o Shopping Center Iguatemi, o primeiro no Brasil. A tal ponto que de forma pouco sagaz anteviam o insucesso para o empreendimento de Mathias: “Como alguém poderá encontrar prazer em comprar em um caixote fechado?”.
Talvez por isto, mas também pela crescente implantação de locais de diversões noturnas de menos qualificação, principalmente na parte mais central, as ruas transversais como a Oscar Freire, a Lorena e a Haddock Lobo começaram a receber novas lojas de moda. Já dentro dos modernos sistemas de monomarcas. Surgiram também as primeiras grifes internacionais.
Ao iniciar a década de 80, com a valorização das lojas de marca única e o avanço das marcas internacionais, o Shopping Iguatemi foi roubando o status da Rua Augusta. A excelência em Moda ganhava um novo endereço. O Iguatemi passava a receber a atenção da classe A de São Paulo, do Brasil e de todo o mundo. Hoje, boa parte dos grandes nomes da Moda está presente no Iguatemi, que embora no topo, divide as honras com a Rua Oscar Freire, o Shopping Cidade Jardim, e já esteve em ferrenha disputa com a Daslu.
À Rua Augusta resta esperar uma recuperação que São Paulo com toda sua pujança econômica ainda não viu. A cidade consegue reavivar o Mercado Municipal, a estação Sorocabana, a estação da Luz, mas quando depende da ação geral descarta o antigo e parte para o novo.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas, no Blog do Mílton Jung
As chuvas que incomodam neste verão fazem parte da história do paulistano e de todos aqueles que já moraram por aqui. Em um dos capítulos do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 458 anos, a marroquina Custódia Santos Marcondes, descreve os três dias de enchente que foi submetida, no início dos anos de 1950.
Ouça o depoimento de Custódia Santos Marcondes, sonorizado pelo Cláudio Antônio
O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, originalmente, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no CBN SP. Os depoimentos são gravados pelo Museu da Pessoa e você pode agendar uma entrevista em áudio e vídeo no site www.museudapessoa.net. Se quiser, pode enviar um texto para milton@cbn.com.br.
Tenho recebido muitas contribuições e sugestões de homenagens para a cidade de São Paulo que, nessa quarta-feira, completa 458 anos. Alguns textos serão usados no Conte Sua História de São Paulo, outros serão publicados aqui no Blog, nos próximos dias. Hoje, reproduzo documentário Augusta St, curta-metragem sobre a avenida que se inicia no centro da cidadem, atravessa a avenida Paulista e vai parar lá embaixo nos Jardins. Foi motivo de música e muita controvérsia, parte dela descrita neste vídeo criado por Ricardo Hirsch, Morgana Duque, Gabriel Tye e Natália Rodrigues, em uma realização do Senac-SP e sugestão da ouvinte-internauta Mia Triafa.
Curta:
Augusta St. [Documentary] from Morgana Duque on Vimeo.
O texto foi escrito pelo bacharel em direito Pedro Cardoso da Costa, ouvinte-internauta do Jornal da CBN:
A Justiça Eleitoral em alguns aspectos supervaloriza-se em nome da segurança no processo de votação e prejudica alguns avanços em seus serviços por meio da utilização da informática.
Em 1996 foi instituída a primeira votação eletrônica no Brasil. Iniciou-se nos municípios com mais de duzentos mil eleitores. Em 2000 já havia votação eletrônica em todos os municípios. Em quatro anos generalizou-se o voto eletrônico. O ganho foi incontestável. As longas horas nas filas para votar diminuíram. As fraudes, caso existam, são tão pequenas, que a rapidez da população na hora de votar suplanta. O resultado das eleições é apresentado quase instantaneamente. Permanecem algumas pendências em função de problemas com algumas urnas, compreensíveis e inevitáveis.
Só que o avanço ficou estagnado. Algumas mudanças se fazem necessárias e urgentes. Continuam as Juntas Eleitorais. Seria um órgão da Justiça Eleitoral, criado para organizar e efetuar a apuração. Só que a maioria dessas pessoas não entende de urna e apenas colam os boletins de votação numa folha de papel para ser afixada e esquecida num local. O problema é que são pagas para isso. E essa despesa e esse órgão são totalmente desnecessários, sem trazer nenhum prejuízo operacional para a eleição.
Os requerimentos de alistamento, transferência e revisão dos títulos deveriam ser formulados pela internet. Com a tecnologia de hoje, torna-se apenas perda de tempo uma pessoa se dirigir a um cartório eleitoral para requerer uma dessas operações. Serviria também para toda regularização do título. Se a Receita Federal passou a processar a declaração do imposto de renda somente pela internet, a Justiça Eleitoral deveria fazer o mesmo com todas as sua operações. Inclusive poderia firmar convênio com as instituições financeiras para que as multas fossem quitadas no momento do pagamento. Depois, apurar-se-iam os eventuais problemas, caso a caso.
Porém, o mais importante seria a viabilização da eleição pela internet. Alguns alegam impedimentos legais. No Brasil sempre se colocam empecilhos na legalidade para justificar resistência a alguns avanços. Traria uma economia muito grande, pois não haveria necessidade de enviar milhões de correspondências para convocar mesários, nem de lanches para esse pessoal, dois ou quatro dias que as empresas não perderiam na compensação dos dias trabalhados. Manutenção das urnas não existiria mais; evitaria despesa com gasolina pelo deslocamento das urnas, abertura de escolas. Além de tantas outras despesas relacionadas às eleições pelo processo tradicional, algumas delas até mais altas do que as citadas.
Deveria ser criado um código de segurança que vinculasse obrigatoriamente um voto apenas a cada título eleitoral. Os apressados alegariam logo que alguém poderia usar o título e votar pelo outro. O absolutamente capaz é responsável pelos seus documentos. Hoje os estelionatários clonam cartão de crédito e tiram dinheiro; usam o registro geral – RG e o cadastro de pessoa física – CPF de outras pessoas; nem por isso se cogita a extinção do cartão de crédito em nome da segurança. Portanto, a instituição do voto pela internet virá, mas atrasada, forçada naturalmente pela evolução tecnológica. A instituição voluntária seria no mínimo mais inteligente.

O adversário era dos mais difíceis que já enfrentei em início de temporada. Este é um período em que não estamos completamente preparados física e emocionalmente para tais embates. Retorno das férias, ritmo ainda lento, um calor que baixa a pressão e a falta de entrosamento dificultam nossas ações. Sem contar que ainda não estamos focados – perdão pelo termo batido, mas é assim que técnicos, jogadores e comentaristas de futebol nos ensinaram – o que acaba gerando surpresas. E, convenhamos, do lado de lá tinha gente bem preparada, com padrão de procedimento, artimanhas ensaiadas em cursos de qualificação, um pessoal disposto a fazer qualquer coisa para garantir o seu ganha pão e criando todo tipo de dificuldade para os meus ataques (de nervos). Todos psicologicamente treinados para desequilibrar o adversário. O resultado não poderia ser outro: fui derrotado.
Não, não me refiro a estreia do Grêmio no Campeonato Gaúcho, às nove horas de uma noite de sábado, contra o Lajeadense – time com tanta expressão local quanto nacional. A este jogo não tive o direito de assistir, apesar de há cinco anos pagar religiosamente por isso. Se duvida, é só olhar na minha fatura da NET. Pago R$ 59,90 para ser sócio de um clube do qual não pude participar, neste fim de semana, o PFC, que me oferece (ou deveria) os jogos do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Gaúcho. Apesar disso, o texto que aparecia na tela do Canal 122, no qual a partida deveria estar sendo apresentada, insistia em me informar que precisaria desembolar R$ 75 se quissesse ver o jogo. Usei de sapiência e paciência para entrar em contato com as atendentes da operadora de TV a cabo – no feminino, pois eram todas mulheres -, recebi ao menos três intermináveis números de protocolo e fui submetido a exercícios de tortura: primeiro, fique de joelho diante da TV; depois, estique seu braço até onde não alcançar mais; em seguida, sem enxergar a parte de traz do decoder – aquela caixa preta que recebe o sinal ,- use o tato para encontrar o cabo da energia; puxe o cabo e comece a contar, vagarosamente, até 10 para, na sequência, tentar ligá-lo novamente, sem olhar, por favor; agora, aguarde até o sinal ser restabelecido, senhor. E o jogo? Vou ter que falar com meu supervisor que retornará a ligação, senhor – foi o que me prometeu a terceira pessoa a me atender. A primeira prometeu que em 15 minutos estaria tudo resolvido – como se fosse possível pedir para o juiz prorrogar o inicio da partida – e a segunda … bem , na segunda vez, sem nenhuma solução oferecida, a ligação caiu ou foi caída.
A propósito: estou até agora esperando a ligação do supervisor (aliás, soube que era uma supervisora) que trabalhava sábado à noite na central de atendimento da NET e teria recebido um “papelzinho” com pedido de urgência para atender meu caso – foi o que disse a atendente. Mal sabe ela que se retornasse a ligação, ouviria um elogio: : ”Obrigado, minha senhora. A incompetência da sua empresa fez com que eu não perdesse tempo assistindo à incompetência do meu time”.
Em tempo: dois dias e cinco protocolos depois, descubro que a NET havia mudado meu contrato e me oferecido o Campeonato Paulista em lugar do Gaúcho. Se em 20 anos de São Paulo não me motivei a torcer por um time da terra – imagine se trocaria meu Grêmio por qualquer outro ou por outro qualquer -, por que agora o faria? Outra dúvida: por que isto não foi constatado na primeira ligação que fiz para NET? Já sei: pelo mesmo motivo que o Grêmio não venceu do Lajeadense.