O tempo virou, vista esta camisa

 

Por Dora Estevam

A virada de temperatura traz sempre aquela preocupação de escolher uma roupa adequada para sair de casa. Pode tanto esfriar como fazer calor num mesmo dia, sem contar a chuva sempre disposta a cair em locais isolados.

De qualquer forma não é porque o tempo virou que vamos correr por ai gastando com roupas novas. Tudo bem, se você quiser – a escolha é sua.

Como estamos em uma estação mais fresca, manhãs e noites mais geladinhas, o que precisamos é de algo prático para ficar bem o dia todo.

Pensando nisso me lembrei das camisetas. São boas companheiras para qualquer virada de estação. E hoje há uma grande variedade delas com estampas super engraçadas que ficam bem com calças, saias, bermudas, botas, casacos … é so usar a imaginação.

Vejas algumas combinações:

 

Acho que já da para fazer algumas produções – todo mundo tem uma camiseta no armário – basta ver de que forma você vai usá-la.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Mundo Corporativo: Construindo uma marca de sucesso

 

O especialista em marketing Leonardo Lanzetta, diretor-geral da DIA Comunicação, fala dos desafios para se construir uma marca de sucesso. “Dos 50 milhões de marcas que tem no mundo apenas 1% tem destaque”, disse em entrevista ao Mundo Coporativo da CBN.

Lanzetta explica ainda como funciona o branding que é a técnica de gestão de marcas e quais os melhores caminhos para se conquistar o consumidor. Você também vai saber quais são as marcas mais valiosas do mundo.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, a partir das 8 horas, no Jornal da CBN. E a entrevista pode ser assistida ao vivo no site da CBN toda quarta-feira, às 11 da manhã, com participação pelo twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br

Condomínios de luxo mantém “lixão doméstico”

 

Lixão residencial

O desmoronamento de parte dos 600 mil metros cúbicos de lixo amontoados no aterro sanitário de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo, que ocorreu segunda-feira (25/04), é apenas uma das cenas que revelam a forma incompetente com que o Brasil administra os resíduos sólidos.

Despercebida pela maioria de nós, outra imagem desta tragédia urbana se reproduz diante de alguns dos mais ricos condomínios da capital paulista, todos os dias. São famílias pobres, muitas desgraçadas, que ficam a espera do “lixo” despejado pelos moradores de bairros como o Panamby e o Morumbi, na zona sul da capital.

Sacos se acumulam aguardando a empresa de coleta. Antes que o caminhão chegue, mães, pais e crianças pequenas cercam o local. Como se estivessem diante de gôndolas de supermercado – nem mesmo o carrinho para as compras é esquecido – escolhem o que de melhor têm a disposição.

Latinhas de cerveja e refrigerante são as preferidas da maioria, pois têm saída mais fácil. Garrafas PET e de vidro, também ajudam a formar a renda familiar. Os papéis nem sempre são aproveitados pois ficaram contaminados pela mistura com o lixo comum. Comida, muito pouco (ainda bem).

Em São Paulo, capital, conseguimos substituir os lixões por dois aterros sanitários que, hoje, esgotados, geram até 20 mega watts por hora de energia elétrica, cada um, a partir da captação dos gases metano e carbônico, numa demonstração de que poderíamos gerenciar melhor esta questão.

No entanto, ainda fazemos da porta dos condomínios uma espécie de lixão doméstico, sem que isto cause, aparentemente, constrangimento aos seus moradores. Gastamos fortunas para manter as salas de ginástica, quadras de tênis, áreas de lazer, piscinas enormes mas somos incapazes de nos organizarmos para a separação dos resíduos sólidos. Preferimos jogar tudo fora transferindo aos outros a responsabilidade pelo que consumimos.

E como o consumo está em alta, produzimos sete vezes mais lixo em 2010 do que no ano anterior, conforme estudo divulgado nesta semana pela Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Foram 61 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, em todo o Brasil. Você que lê este texto foi responsável por cerca de 378 quilos de lixo, em média. Se mora em São Paulo, acumulou 1,328 quilo por dia – pois vive na região que mais “sujeira” fez no ano passado.

Responsabilizar o aquecimento da economia pelo aumento da produção de lixo é varrer para baixo do tapete o verdadeiro problema enfrentado pelo País.

As prefeituras investem pouco em políticas de coleta seletiva. Na capital paulista, existem apenas 16 centrais de reciclagem para atender os 96 distritos – número que não cresce faz seis anos. Do material que é recolhido pelos caminhões da coleta seletiva mais de 1/3 vão parar no lixo comum. Faltam campanhas que incentivem a separação e programas pedagógicos que preparem a população. A cobrança da taxa do lixo, que poderia trazer pelo bolso a consciência que nos falta, quase causou uma revolução na cidade.

A esperança de que isto mude está na Lei de Resíduos Sólidos, a Lei do Lixo, em vigor desde o ano passado e que impõe responsabilidade aos municípios e ao poder público, mas também às empresas que fabricam e vendem, assim como às pessoas que compram e consomem.

Temos o compromisso de acabar com os lixões até 2014. Você pode começar a fazer isso agora na porta do seu condomínio.

Texto originalmente escrito para o Blog Adote SP, da revista Época SP

A volta da síntese noticiosa

 

Por Milton Ferretti Jung

Dia 30 de abril de 2010. Saía do ar, nesta data,o Correspondente Renner, síntese informativa que vinha sendo irradiada desde a fundação da Rádio Guaíba e era um marco na programação da emissora. Ao deixar de ser apresentado já não tinha a chancela de seu primeiro patrocinador. Este, porém, quando alguém fazia referência à síntese informativa, geralmente continuava sendo citado. O nome – Correspondente – e o sobrenome – Renner – permaneciam na cabeça dos ouvintes, que teimavam em não se acostumar com as novas e mais recentes denominações do noticiário. Com Renner a patrociná-lo, o noticioso teve quatro apresentadores: Ronald Pinto, Mendes Ribeiro, Ênio Berwanger e este seu criado.

Vou ter de falar, com a devida licença dos leitores, na primeira pessoa. Explico: comecei a apresentar o Correspondente Renner em 1964 e cumpri esta agradável tarefa até a sua penúltima edição, da qual não fui o apresentador, o que me poupou uma leitura que faria, provavelmente, com imensa tristeza. Afinal, cheguei a ser o locutor que, no Brasil, permaneceu mais tempo apresentando o mesmo noticiário. Eron Domingues e Lauro Hagemann, locutores do Repórter Esso, aquele no Rio, este no Rio Grande do Sul, síntese que balizou o Renner, marcaram época na radiofonia brasileira, mas ficaram no ar menos tempo que eu. Confesso que ambos foram meus mestres. No início, tentava imitá-los,o que durou até encontrar meu próprio estilo.

No próximo dia 30, data do quinquagésimo-terceiro aniversário da Rádio Guaíba, o Correspondente estaria de aniversário. Eu escrevi estaria? Ledo engano. Vou revelar agora o motivo pelo qual, data vênia do responsável por este blog, meu filho Mílton Jung, estou tratando de um assunto que, embora possa parecer estranho aos paulistas, toca-nos – a mim e a ele – muito de perto, uma vez que eu ainda sou locutor da Guaíba e o Mílton começou nela sua exitosa carreira radiofônica.

Há menos de um mês,Solange Calderon,Diretora de Programação da Rádio,convocou-me para dar-me uma notícia das mais alvissareiras: o Correspondente voltará ao ar um ano e dois dias depois de ter deixado a programação da Guaíba.E,praticamante,nos mesmos moldes dos bons tempos. E com o mesmo nome porque patrocinado pelo Banco Renner.

Os alunos de jornalismo gaúchos – o Mílton e a nossa Diretora estiveram entre eles – poderão, novamente, escolher como tema para o trabalho de encerramento do curso, o Correspondente Renner. Tenho certeza que os ouvintes desta síntese informativa,os antigos, que se diziam saudosos dela, e os que aprenderão a apreciá-la por sua credibilidade, serão nossos ouvintes, de segunda a sábado, às 09h, 13h, 18h50min e 20h.


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Política acima da inflação

 

Por Carlos Magno Gibrail

Dim Dim!

A inflação é hoje o prato do dia, para a mídia e para os agentes econômicos. Também pudera, ameaça toda a economia brasileira que vem fortalecida desde 1994, quando se estabeleceu as regras que controlaram a emissão de moeda.

E a ameaça vem mais pelos dirigentes do que pelos agentes, na medida em que os aumentos de impostos e os gastos do governo não foram controlados.

As chances de evitar a inflação de forma correta não são fáceis, pois os governos buscam objetivos pessoais, usando aumento de impostos e de gastos, enquanto os meios de comunicação, ou por interesses também pessoais ou por falta de competência técnica, não conseguem fortes e efetivas sugestões para a solução.

É um cenário que repete sistematicamente a questão do aumento da taxa de juros, opção preferida pelos governos nestes 16 anos, que como sabemos é o mesmo que dar remédio para baixar a febre sem buscar a causa, dado os resultados obtidos.

Clovis Rossi, na FOLHA de domingo, comenta que em maio de 2003 resumiu estudo do FMI enviado pelo leitor Jacques Dezelin, onde mostra que em 1.323 casos de 119 países entre 1982/98 a inflação caiu com ou sem aumento da taxa de juros em 62% dos 476 casos examinados. Em apenas 50% de 398 situações a inflação caiu após o aumento de juros.

E Rossi arremata: “conto tudo isso para dizer que não há ciência nas críticas ao BC por ter aumentado 0,25% a taxa de juros, em vez do 0,50% exigido pelos mercados. Ninguém pode decretar o efeito que terá o 0,25% ou que teria o 0,50%”.

Expondo estes fatos ao Professor Economista Nelson Barrizzelli, FEA USP, e solicitando análise e sugestões, ouvi:

“Com uma dívida pública já acima de 1,75 trilhões de reais, e crescendo diariamente, uma taxa de juros de 12% ao ano atrativo ao capital estrangeiro, um constante aumento do gasto de custeio para cobrir despesas, a solução não é o aumento da taxa de juros, mais atrativa do que empreender. Afinal 12% ao ano sem risco, superam a aventura de ser empresário”.

“Só o aumento na taxa Selic da semana passada (0,25%) acarretará este ano despesas adicionais de juros de R$ 4,37 bilhões, número nada desprezível para um país onde educação, saúde pública e infra-estrutura estão sucateadas. Aumentar os juros para conter a inflação gerada por um governo perdulário que gasta desbragadamente com o custeio de uma máquina pública emperrada e ineficiente, é o mesmo que receitar analgésico para curar o câncer. A dor pode ser menor por pouco tempo, mas a doença acaba matando o paciente”.

“A solução é o governo respeitar a base da teoria econômica não aumentando impostos e gastar o que se arrecada. Para controlar a execução é necessária uma imprensa sem necessidade de concessão governamental e sem medo de ferir ou perder fontes de informações. É preciso também discernir de economistas notáveis que estejam envolvidos no sistema, como manipuladores ou como operadores”.

Rossi e Barrizzelli colocam uma luz necessária no momento econômico nacional, neste momento em que vimos presenciando muitas críticas e poucas soluções.

Bom sinal, que jornalistas econômicos e economistas políticos poderiam fortalecer.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung


A imagem deste post é do álbum digital de Carlos Eduardo, no Flickr

Avalanche Tricolor: Por mais uma façanha

 

Grêmio 1 x 2 Universidade Católica
Libertadores – Olímpico Monumental

Temos uma torcida e uma história. É com ambas que contaremos a partir de agora. Se faltam talentos e jogadores em algumas posições, se o juiz comete suas injustiças, o que importa. Sempre acreditamos no impossível. Não está morto quem peleia é nosso lema. A imortalidade, nossa marca. E estamos prontos para escrever mais uma façanha no futebol mundial. Duvida ? Fosse você, não duvidaria.

Conte Sua História: Nos tempos de Itaquera

 

Wilson De Oliveira Souza

As ruas não eram asfaltadas quando Wilson De Oliveira Souza foi morar em Itaquera, na zona leste. Havia poucos serviços à disposição e os amigos inventavam todo tipo de brincadeira pelo direito de se divertir. Ter crescido no bairro e conhecido as dificuldades que muitas famílias enfrentam levaram Wilson a realizar trabalhos comunitários. Hoje, ele não vive mais por lá, foi para o centro da cidade, mas não esquece de Itaquera e torce para que a Copa do Mundo de 2014 mude o destino da região. Estes desejos e lembranças estão registrados no depoimento gravado para o Conte Sua História de São Paulo.

Ouça trechos do depoimento de Wilson de Oliveira Souza, gravado pelo Museu da Pessoa e sonorizado pelo Cláudio Antonio

Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Teoria da conspiração perdeu a graça

 

Antes de entrar no ar no Jornal da CBN sou provocado pela Ceci Mello, âncora do CBN Primeiras Notícias, a opinar sobre algum tema que ela considere relevante ou interessante. Hoje, motivada por reportagem de primeira página de O Globo (Agentes da ditadura criam rede de arapongas), trouxe o tema da teoria da conspiração que move grupos e pessoas no decorrer da história.

Houve uma época em que nossa imaginação era rica e ao vermos (não, eu não havia nascido ainda) Yuri Gagari no espaço teimávamos em dizer que ele não era o primeiro a chegar lá. Teria sido o primeiro a voltar vivo, pois a Agência Espacial russa teria enviado outros tantos que morreram no meio do caminho, em histórias que somente seriam encontradas em documentos ultra-secretos.

A mesma desconfiança levou milhares a imaginar exatamente o contrário quando a televisão mostrou Neil Armstrong pisar a lua. Até hoje é possível ler na internet textos que põem em dúvida esta façanha, alegando que teria sido apenas uma estratégia americana para tentar superar o feito da inimiga Rússia e justificar os milhões de dólares gastos pela Nasa.

Por estes devaneios, muitos mataram e muitos morreram. Encontraram inimigos onde eles não existiam. Sofreram uma espécie de esquizofrenia enrustida. Indivíduos deixaram de aproveitar a vida com medo de armadilhas que estariam sendo colocadas em seu caminho e destruíram relações pela falta de confiança.

Atualmente, nossas caixas de correio eletrônico têm sido alvo de muitas dessas teorias.

Há quem diga que a “casa caiu” após se descobrir manipulação no sorteio da Mega-Sena conforme reportagem publicada na televisão; fala-se da morte de empresário, pai de famosa modelo, após pegar grave doença em lata de cerveja contaminada; escreve-se sobre isenção fiscal que beneficia empresa de comunicação que promove arrecadação para organização internacional; e mais um monte de baboseira que não se sustenta no primeiro Google.

Mesmo que perca meu tempo respondendo às mensagens, há quem prefira acreditar nestas fantasias. Sinal claro da falta de confiança em instituições e em nós mesmos. Ou do tamanho da loucura que toma a sociedade.

Ao menos, no passado, as teorias eram mais bem elaboradas, criativas. Hoje nem isso acontece. Perdemos até a riqueza de nossas alucinações.

A boneca sem-teto

 

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Bonecos sem-teto

 
São Paulo é uma cidade cheia de curiosidades e detalhes que a torna mais humana. No Parque Dom Pedro II, por vários dias a boniquinha ‘Chiquinha’, da moradora de rua Maria, ficou sentadinha na  guarita da sentinela do antigo quartel abandonado, enquanto Maria catava latinha ou ia lavar roupa no chafariz da Praça da Sé. As pessoas passavam e paravam para olhar a bonequinha que parecia uma criança recém-nascida. Olhavam, olhavam, e admiradas partiam meio tristes .
 
Maria foi embora para Cambé , norte do Paraná.

Bonecos sem-teto
 
Na Praça Wilson Olivetto, Mooca, na  Zona Leste, uma outra cena impressiona: um macaquinho  de pano verde e olhos pretos expressivos ou esbugalhados – pendurado num pé de goiaba – pisca o tempo todo. Parece que quer dizer alguma coisa.
 
Talvez observar as coisas simples da cidade num feriado prolongado, pode ser a descoberta para viver melhor .
 
                                             

Mundo Corporativo: O perfil ideal

 

“Gostar do que você faz” sempre me pareceu a forma mais simples de responder a um profissional qual a fórmula do sucesso. E foi assim que o consultor em gestão corportamental Edson Rodriguez começou a entrevista do Mundo Corporativo. Mas ele foi além e mostrou alguns caminhos interessantes para explicar qual o perfil mais procurado no mercado e como saber se você está preparado para atuar em uma empresa.

Na conversa que foi ao ar, nesse sábado, o presidente da Thomas Brasil e sócio do Your Life, Edson Rodriguez também falou do papel do líder no mercado de trabalho.

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, pela internet, quartas, às 11 horas, no site da CBN. E você pode fazer perguntas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. A entrevista é reproduzida aos sábados, no Jornal da CBN.