Por Extrema, moradores fiscalizam vereadores

 

A cidade de Extrema, mineira por natureza e vizinha 100 km da capital paulista, assiste ao surgimento de um movimento cidadão que deveria ser reproduzido em outros municípios brasileiros. Um grupo de moradores incomodado com o tom da conversa da prefeitura e dos vereadores em relação ao Plano Diretor, resolveu “invadir” a Câmara Municipal e, em especial, as audiências públicas.

No fim do ano passado, criaram o GAP (Grupo de Acompanhamento Parlamentar) inspirados no Movimento Voto Consciente que atua em São Paulo.

‘Não basta apenas votar. Para termos uma política transparente e sadia, é preciso acompanhar, fiscalizar, propor e mesmo ajudar nossos vereadores, deputados e senadores, representantes legítimos da sociedade, a melhor desempenhar seu papel” – diz o texto de ‘fundação’ do Gap que pode ser lido no Blog mantido pelo grupo.

Com o Gap Extrema, os moradores passaram a ter ideia mais apurada sobre os interesses que moviam os vereadores no debate em torno do Plano Diretor. As discussões das audiências públicas são divulgadas no blog e as tentativas para evitar a interferência do cidadão nos destinos da cidade são denunciadas.

Lá é possível saber que, enquanto se debatia a forma de ocupação urbana e rural do município, a prefeitura enviou para a Câmara projeto de lei complementar criando mais duas zonas industriais. E os vereadores disseram amém a intenção do Executivo. Esqueceram de discutir com o cidadão.

O GAP não esquece.

Condolência com dinheiro público desagrada família

 

Sensibilidade é preciso e parece ter faltado no caso relatado pela ouvinte-internauta Ana Maria Moliterno. A mãe faleceu recentemente e para surpresa da família uma mensagem de condolências assinada pelo vereador Toninho Paiva do PR-SP chegou a cada dela. Ana não sabe como o parlamentar tem o endereço da residência e foi informado sobre a morte da mãe. Sabe, porém, que não gostou nada do que chamou de “prática lamentável” com uso de dinheiro público:

Prezados Srs. Vereadores, Lamentável a atitude do Vereador Toninho Paiva que tomou conhecimento do falecimento de minha mãe, provavelmente por meio de alguma mala direta ligada aos serviços funerários municipais ou de qualquer outra forma que não autorizei, e não poupou a ocasião para enviar-me um telegrama com sua mensagem de profundo pesar. Tal atitude seria apreciável se não o tivesse feito com uso de dinheiro público e interesses obviamente eleitoeiros, uma vez que ninguém em minha família o conhece e nem mesmo acompanha sua atuação na Câmara. Apesar da quantia ser, talvez, irrisória, eu preferiria que ela fosse investida em saúde, segurança e educação. Com certeza demonstrações de respeito ao dinheiro público honraria muito mais a memória de minha mãe, uma grande mãe cidadã brasileira, e traria conforto e esperança, a mim e aos meus familiares, de um dia termos um país melhor para viver. Atenciosamente, Ana Maria C. Moliterno e familiares.

Avalanche Tricolor: No mate ou morre somos melhores

 

Grêmio 2 x 1 Cruzeiro
Brasileiro -Olímpico

A feijoada de domingo mal havia sido servida, e a pergunta da velha turma de amigos parecia ensaiada: o que está acontecendo com o Grêmio ? Nem havia iniciado a resposta, os próprios passaram a dissertar sobre o tema, cada um com sua tese mirabolante.

Futebol é assim mesmo, todos nós conhecemos um pouco e cremos em nossas convicções.

Tanta conversa, bisteca e cerveja me fizeram sair atrasado para frente da televisão e quando cheguei acabara de sair o primeiro gol gremista, que iniciaria a virada desta tarde. Tive de conferir na internet o gol de Júnior Viçosa, mais um recém-chegado que parece ter incorporado a alma que move o Imortal Tricolor: nunca desistir.

Já havia 48 do primeiro tempo quando Douglas em mais um passe de categoria encontrou Jonas dentro da área e o atacante, na mesma velocidade que chegou, chutou. Na sobra, o garoto Viçosa esticou suas pernas longas para fazer o primeiro gol na primeira partida com a camisa do Grêmio.

O segundo tempo foi muito equilibrado para o meu gosto. Não estava fácil digerir a feijoada com o jogo rápido que o líder do campeonato e o time de melhor campanha do segundo turno realizavam. Nem mesmo o gol de Jonas – que precisou cobrar duas vezes o penâlti para provar ao árbitro que era capaz – aliviava a situação. Eram dois grandes times jogando um grande futebol.

Nada estava decidido, tudo poderia acontecer até o apito final, mesmo assim na televisão narrador e comentarista enviesavam pelo mesmo papo dos meus amigos de almoço: o que está acontecendo com o Grêmio ? A resposta foi pouco convincente, chamava atenção para as vitórias fora de casa, posicionamento dentro de campo, etecetera e tal. Pouco além do que já havia ouvido enquanto o prato de feijão ainda queimava meus dedos.

Tanto esforço para uma explicação simples dada ao fim da partida pelo zagueiro Vilson: o Grêmio joga para ganhar a partida seguinte. Ao dizer isso ainda tirava a grama do rosto, pois minutos antes havia impedido mais uma jogada do adversário com um peixinho no pé do atacante. Sabia que aquela bola valeria os três pontos em disputa.

Foi com este novo olhar que fugimos do rebaixamento, encaramos as vagas da sul-americana, encostamos nos líderes e vamos buscar nossa meta: os três pontos seguintes, um mais difícil do que o outro, pois enfrentaremos em oito rodadas cinco times com esperança de título e vaga na Libertadores.

É isto que justifica a ascensão tricolor. Desde a metade do Campeonato deixamos pra lá esta história de pontos corridos. Sequer o consideramos uma competição mata-mata, para tal os dois lados têm de estar correndo riscos.

Cada jogo é, para nós, um mata ou morre.

De burnout


Por Maria Lucia Solla

Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Trabalho?

É um coquetel de exaustão emocional, de desânimo, insatisfação, falta de perspectiva, fadiga, dor de cabeça, problemas gástricos e ineficiência. O profissional perde a motivação e a qualidade no desempenho da função e começa a faltar; isso quando não carrega o corpo, desprovido de alma. Funções orgânicas se desequilibram e doenças começam a brotar. Estresse e depressão já não podem ser camuflados atrás da montanha de pílulas coloridas, de formatos atraentes, e se mostram sem pudor. Complicações coronárias exibem as garras e o sistema circulatório congestiona.

Os afetados pelos sintomas da síndrome formam um corpo de trabalho, que dá trabalho, uma peça propulsora que retém a máquina. Perde o cidadão, perde a empresa, perde o sistema de saúde, perde a família, perdemos todos.

Então, a empresa é o bicho-papão? Não, assim como o pão não é, da dieta, o vilão. O vilão, em qualquer e toda situação na vida, é a falta de equilíbrio. É muito ao mar ou muito a terra.

Temos dados assustadores de aproximadamente 30% do corpo de trabalho da sociedade brasileira afetado pela síndrome. E o verbo receitado é humanizar. Humanizar o ambiente de trabalho e a comunicação dentro dele. A resposta é respeito, reconhecimento e arte. Falta criação, e não sou só eu, poeta de coração quem diz; há estudos, pesquisas e trabalhos científicos que comprovam que a arte-criação é intervenção eficaz no combate à síndrome. Dentro da empresa. As experiências e pesquisas que tenho feito são insignificantes diante de estudos internacionais, mas mostram resultados significativos.

Então, vai esperar que ela te pegue? Ajeite o paletó na cadeira, arregace as mangas da camisa, e brinque de massinha de modelar com seu filho. Desça do salto, sacuda os cabelos, desligue os celulares na bolsa, avance na caixa de lápis de cor da criançada e crie uma oficina de desenho, na mesa da cozinha, uma horinha por semana. Aproveite o ambiente e realizem juntos uma façanha culinária: pãezinhos de queijo congelados no forno elétrico. Ao final da folia artística outra gastronômica.

Livre-se dos remédios, pinte e borde, com a família e com os amigos, e verá que o sorriso brota fácil e os males se afastam. Passe um dia na praia sem bolsa de grife, deixe o celular em casa e faça castelos de areia. Sonhe muito, preocupe-se menos e realize mais. Aproxime-se da natureza, plante um pezinho de hortelã e tempere a salada com ele. Vibre, crie, cante, encante, se encante, surpreenda e se apaixone de novo e sempre.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Homens com barra curta e estilo

 

Por Dora Estevam

Eu não sei como os homens brasileiros vão reagir, mas uma tendência forte para esta estação é a barra da calça displicentemente dobrada e mais curta que o tradicional. Para acompanhar no estilo bem tropical: camisa jeans ou cardigãns leves, coordenados com um cinto fino (outra mania forte), combinados com mocassins, tênis ou docksides, usados na década de 70 com visual renovado para o verão ‘11.

Lançadores de moda, produtores e editores já desfilaram o look na última semana de moda. O estilo descolado despretensioso tem aparecido muito nos desfiles de moda masculina. A barra dobrada faz o estilo esporte chic, o qual, sem dúvida, será usado nos momentos de relax, pelos brasileiros que gostam de adereços divertidos e originais.

Eu não sei qual é o seu estilo para trabalhar, mas achei a combinação com terno muito interessante. Saber que mesmo num costume a barra pode ser mais curta, é interessante. Nesta produção (foto do meio, acima) tudo ficou muito bom: o terno cinza, uma cor gelada que cai bem o ano inteiro, o sapato marrom com meias cano curto – verão pede mais curta. Não deixa de ser “social”. Ele deixou todos os preconceitos para trás e atualizou o guarda-roupa.

Como tudo na vida da moda, vale a pena  tomar cuidado na hora de montar o seu dress code, combine sempre com peças do mesmo estilo para não ficar esquisito. Lembrem-se das camisetas, parceiras inseparáveis nestas horas. Identifique o seu perfil, veja se combina com o seu trabalho e respeite a sua imaginação.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Do sal a arte, sugestões de ouvintes-internautas


Sites para visitar, fotos para mostrar e muitas sugestões moveram ouvintes-internautas no decorrer do dia. Faço aqui uma seleção deste material que pode ser visitado por você e nos oferece mais fontes de informação sobre o tema.

Começo com a dica do Sérgio Mendes: “Economia viável é a que se faz dentro de casa. A água da máquina de lavar roupas pode ser usada para lavar a casa. Nos prédios, ela pode ser acumulada em reservatório para lavar as áreas comuns do condomínio e até para descarga de sanitários. Dentro da minha casa, nada se perde. Aprendi com um senhor chamado Nicola, aqui mesmo no blog, há pouco mais de um ano”.

Com a água é possível fazer belas esculturas como a vista neste post, arte bem explorada pelo inglês William Pye que pode ser acessada no site assinado por ele (clique aqui) e sugerido pela Elissa Daher.

O Carlos Roberto Silveira nos manda para outro lugar: o site da Fundação Mapfre da Espanha onde diz ter “material muito bom sobre água”.

O Guilherme Salviati que já apareceu no blog nesta sexta-feira manda mais uma dica para quem entende que o processo de retirada do sal da água do mar pode ser a solução para esta crise. Convida você a ler trabalho publicado na Universidade da Água e da Associação Internacional de Desalinização.

A área dos comentários está aberta para você publicar mais sugestões aos leitores do Blog.

Crise da água será mais grave do que a do petróleo

 

A crise global da água – que já está em curso – será mais grave e difícil de ser enfrentada do que a do petróleo, na opinião do comentarista de meio ambiente da CBN Osvaldo Stella. Ele lembrou que há possibilidade de se buscar fontes de energia alternativas, mas a água é insubstituível.

Aqui no Brasil, segundo ele, uma das preocupações é com a devastação das florestas que atinge também o abastecimento de água pois torna a sua extração mais difícil. Ele explicou que sem a mata é necessário buscar o recurso em solos cada mais profundos, exigindo maiores infra-estrutura e investimento

Ouça a entrevista de Osvaldo Stella, no CBN SP

Água será destaque em exposição na Oca

 


Após transitar por diversos centros culturais nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, a exposição Water: H2O = Life chega a São Paulo.  Organizada pelo Museu de História Natural de Nova York em parceria com o Instituto Sangari, a mostra, que será inaugurada no dia 24 de novembro, foi adaptada à realidade brasileira e rebatizada com o título Água na Oca.

Com muita interatividade, cor e movimento, a exposição trata da simbologia, da inspiração, dos problemas e da nossa relação profunda com esse patrimônio finito e fundamental que é a água. Para isso, arte, biologia, história, física, química e tecnologia de ponta misturam-se proporcionando ao visitante um aprendizado dinâmico, no qual, além de enfatizar a indispensabilidade da água para a existência da vida, destaca-se sua importância histórico-cultural.

Na junção desses aspectos, o espectador vivencia o papel que a água teve, tem e terá em nossas vidas. Logo no subsolo apresentam-se as principais propriedades da água – os estados sólido, líquido e gasoso – de forma surpreendente e sensorial. O térreo compõe-se de estações interativas e projeções nas janelas da Oca, a fim de enfatizar a importância da água para todas as formas de vida. No primeiro andar, artistas e peças de acervo revelam a água e as artes, seus mitos, seus símbolos espirituais e sua representação em diferentes culturas e épocas. Para encerrar a visita, o segundo andar traz um passeio pelo fundo do mar com todas as suas cores e formas de vida.

A mostra oferece ainda um Programa Educativo e uma Programação Especial. O primeiro destina-se a alunos e professores interessados pelo assunto da exposição, com visitas monitoradas, encontros de educadores e material de apoio exclusivo. A segunda, volta-se a um público diversificado e explora o tema em níveis e formatos variados (oficinas, palestras, exibição

(Material enviado por Elissa Daher)