Entre o Ser e o Estar

 

Por Abigail Costa

O trabalho é fascinante. Te dá a oportunidade de se posicionar.

Em determinados casos, no cargo as pessoas tem a sensação de chegar ao olimpo.

O mandar e desmandar. O gerenciar a vida dos outros assim como a troca das estações no ano.

A tecnologia que nos manda a lugares sem sair do próprio escritório nos dá poder – e torna alguns menos toleráveis

Esse é o lado estar.

De volta a realidade mais primitiva, somos.

Somos filhos, somos pais.

Num peso e intensidade que só quem tem e valoriza sabe a importância do ser.

No trabalho nos vestimos para estar bem, pra mandar bem, pra executar bem.

Em casa nos despimos para ser.

Enquanto caminham para estar mais a frente, para estar mais ricos, damos um passo atrás nos sentimentos.

Os botões do “progresso” vão avançando, as emoções empobrecendo.

A pesquisa pode sim ficar para amanhã, a teoria pode esperar.

Na prática, a ausência no jantar, o não saber do elogio que o filho recebeu do professor…. Ele queria ter dito isso ontem. O pai ficou sabendo pela mãe, por telefone.

Não ter ouvido da boca do menino pode parecer pouca coisa, mas vai pesar na balança.

Este momento já passou, como passaram tantos outros.

O que você já deixou de fazer por causa do “estar”?

Não se preocupe ainda dá tempo. Se não for hoje poderá ser amanhã…. Poderá.

Ser militante com o controle na mão exige pulso forte.

Coordenar as emoções exige sensibilidade.

Se tivesse que responder em segundos a última pergunta de sua vida.

O que você prefere terminar: o relatório da firma ou a conversa da escola com seu filho?

Decidiu pelo filho?

Então a situação ainda está sob controle.

As diferenças entre o SER e o ESTAR podem ser revistas.

Abigail Costa é jornalista e escreve às quintas-feiras no Blog do Mílton Jung

Ouça a CBN no seu videogame

 

O tweet acima caiu na minha timeline e logo despertou minha atenção. Há oito anos, em palestras para estudantes de jornalismo e algum tempo depois em “Jornalismo de Rádio” (Editora Contexto), apostava na internet como forma de oferecer nova dimensão para o rádio. Imaginava a intervenção do ouvinte-internauta muito além do tradicional “sugestões e reclamações”. Via nas ferramentas digitais a possibilidade dele se transformar em programador, por exemplo.

Com seu MP3 player em mãos – sim, o Ipod ainda era novidade – e computador programado, antes de sair de casa o ouvinte-internauta baixaria os comentários e programas favoritos, não apenas da minha rádio, mas de qualquer outra fonte disponível na rede. Escolheria a ordem e hora em que ouviria o material, pouco se lixando para a grade de programação que apresentamos pronta – e, na maioria das vezes, rígida.

É o que faz Micael Silva ao baixar podcast disponível na página da CBN. Seu “radinho de pilha” é um PlayStation Portable, fabricado pela Sony, muito mais conhecido pela sigla PSP – criado originalmente para a garotada brincar com seus jogos eletrônicos. Pelo que entendi ao ler os tweets seguintes, Micael estava se divertindo com as histórias contadas na série sobre os 15 anos da rádio.

Fico intrigado com aqueles que ainda questionam o uso desta ferramenta por entenderem que se está oferecendo de graça produto que custa caro para as emissoras de rádio. A história deste veículo se consagrou desta maneira. Produzimos programas – que custam caro, diga-se, pois exigem a presença de jornalistas – que são oferecidos ao público de graça pelas ondas do rádio. Por que não fazê-los pelos bytes da internet ?

Há quem discuta, ainda, se podcast é rádio na internet. Confesso, pouco me importa o nome disso. Uma emissora com capacidade de produzir programação em áudio (em vídeo, também) com qualidade não pode abrir mão deste potencial. Tem de dispor sua produção em formato MP3 possibilitando a distribuição para os ouvintes-internautas através de download e com permissão para que o usuário se inscreva no site que fornece ‘feeds’ RSS.

Em linguagem simples, direta e objetiva – como deve ser a boa comunicação: podcast é áudio à disposição do ouvinte-internauta, que faz o que bem entender com este material.

É o rádio feito para o ouvinte-internauta. Pelo ouvinte-internauta.

Ônibus menos poluente faz teste em São Paulo

 

Volvo híbrido paralelo

Apesar de ainda usar diesel, o ônibus híbrido que começa a ser testado semana que vem, em São Paulo, gera metade da poluição dos veículos convencionais. É o que diz o presidente da Volvo Bus Latin American, Luis Carlos Pimenta, apostando na eficiência da tecnologia que combina o motor diesel com o elétrico.

Os dois motores funcionam em paralelo sobre o mesmo eixo de tração. O elétrico é usado para arrancar e acelerar até a velocidade de 25 quilômetros quando, então, o motor a diesel entra em ação. A energia que sustenta o motor elétrico é gerada por ele próprio no momento da frenagem.

Levando em consideração a baixa velocidade com que os ônibus rodam em São Paulo, a tendência é que se use menos diesel do que em cidades como Curitiba, onde está em teste há três semanas. “Se é bom por um lado (economia), é ruim pelo outro (atrasos)”, comentou o executivo da Volvo.

A Volvo começará fabricar estes modelos, no Brasil, em 2012, e os ônibus devem chegar ao mercado com valor 50% maior do que os convencionais. Mesmo assim, Pimenta entende que as empresas terão vantagens a medida que a economia de combustível, um dos maiores pesos no custo da operação, pode chegar a 33%. “Em seis anos, o ônibus se paga”, calculou. Este modelo já roda em cidades como Londres, Luxemburgo e Estocolmo


Ouça a entrevista do presidente da Volvo Bus Latin American, Luis Carlos Pimenta, aio CBN SP

Na conversa, fiquei com a impressão de que ainda estamos distantes de nos livrarmos por completo do uso do diesel. A melhor solução encontrada até agora na fábrica sueca é um motor elétrico combinado com o combustível B-30 – que usa mistura de 70% de diesel e 30% de biodiesel.

Sobre a qualidade do diesel produzido no Brasil, o presidente da Volvo defendeu o uso do padrão europeu nos centros urbanos. Hoje, a Petrobrás põe no mercado o S-50, que tem 50 partículas por milhão de enxofre, enquanto na Europa se consome o S-10, que despeja 80% menos enxofre no ar.

Apesar do S-50 ser um avanço em relação ao que era produzido recentemente no País, Luis Carlos Pimenta disse que “ainda não é a melhor combinação de diesel, podemos chegar até 10 partes e para as capitais isto terá que vir em um futuro próximo”.

Potência verde e a decisão de Marina

 

Por Carlos Magno Gibrail

“Os brasileiros estão mandando um recado para o mundo”, comemorou o comandante da Conservation International, Russel Mittermeier, expressiva organização ambiental, quando gravava para a BBC, ao saber dos 20% de votos dados à Marina Silva.

Russel, poliglota incluindo o português, primatólogo que conta com a identificação de seis macacos amazônicos, apaixonado pela biodiversidade brasileira, não titubeia ao declarar, como fez à revista Veja do dia 13, que potência econômica que é o Brasil tendo conservacionistas de qualidade e uma parte significativa da população que apóia o meio ambiente, certamente está no “Rumo à potência verde”.

Se Gore quando vice presidente de Clinton calou-se como ambientalista, Marina como ministra demitiu-se, esta pioneira situação de hoje em que a candidata ao mais alto cargo nacional é contemplada com mais de 19 milhões de votos deve preparar um salto para o futuro. É a chance de aliar o desenvolvimento à preservação, como enfatiza Russel ao identificar tais condições neste momento brasileiro.

Marina cresceu ao desconsiderar suas posições principistas contra os alimentos transgênicos ou as células-tronco e admitir plebiscito para questões controversas.

A decisão de neutralidade apresentada ao segundo turno das eleições presidenciais pode ser contestada, mas a inovação de liberdade aos partidários e o refreamento à busca fácil da negociação de cargos futuros, indubitavelmente é uma lição a ser apreendida e aplaudida.

Nem Dilma nem Serra, mesmo com todo oportunismo de caçadores de votos que têm demonstrado, conseguiram sensibilizar ao responder aos 42 pontos condicionantes para que a turma de Marina viesse apoiá-los.

Se Dilma e Serra, vencedores do primeiro turno, não ganharam o apoio da perdedora Marina, o país ganhou uma nova via de pensamento, que pode não ser a melhor, mas certamente beneficiará o processo político nacional.

E isto pode ser comprovado destacando-se algumas das 42 condições para apoio no segundo turno:

– elevação do investimento em educação de 5% para 7% do PIB
– comprometimento de 10% do orçamento federal para a saúde
– aumento para 75% dos domicílios com acesso à rede de esgotos
– desmatamento zero de vegetação nativa e secundária em todos os biomas
– veto a propostas de alteração do Código Florestal que reduzam áreas de preservação obrigatória ou promovam anistia a desmatadores
– não instituição de qualquer mecanismo de tutela ou controle sobre a liberdade de imprensa

Nesta lista não se inclui aumento de salário mínimo nem reajuste para aposentados. Como bem retratou o editorial da Folha de ontem: “Nem a petista nem o tucano acataram a agenda verde com mais convicção do que se entregaram a postiças exibições de religiosidade”.

Curiosa esta situação em que regredimos a um fundamentalismo e obscurantismo do século passado, por candidatos da esquerda dos anos do “Ame-o ou deixe-o”.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Voto distrital como antídoto à ‘amnésia eleitoral’

 

Um terço do eleitor já esqueceu o nome do deputado federal que votou há 15 dias. Foi o que mostrou pesquisa do Instituto Datafolha, chamando atenção para o tamanho da “amnésia eleitoral” que atinge o brasileiro. Sempre se soube da fragilidade da escolha do candidato ao legislativo, não por acaso sugeri há dois anos o Adote um Vereador. Porém, não imaginava que a memória fosse tão curta.

O eleitor que não está nem aí para quem escolhe, elege quem não está nem aí para o eleitor. É um dos reflexos deste comportamento, segundo avaliação feita pelo integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral Francisco Whitaker, entrevistado pelo CBN São Paulo.

Na opinião de Whitaker a falta de cultura política do brasileiro explica a pouca importância que se dá às eleições parlamentares. Para ele, o caminho para mudar este cenário seria a implantação do voto distrital, ideia defendida, também, pelo deputado federal não-reeleito Arnaldo Madeira (PSDB), que conversou com a gente nessa segunda-feira.

Para Madeira, o voto distrital gera uma relação de cidadania entre representado e representante. Seria uma forma de combater distorções geradas pelo voto proporcional, que existe atualmente, como a baixa representatividade de algumas regiões: “A cidade de São Paulo sofre com isso tanto no Congresso como na Assembleia”, por exemplo.

Para ambos os entrevistados, o voto distrital também reduziria o custo das campanhas eleitorais, que consideram ser fontes de corrupção.

Como para qualquer mudança na lei eleitoral seria necessário aprovação do Congresso, nenhuma será efetiva sem a participação do cidadão com mobilização e pressão sobre os parlamentares, como ocorreu no projeto de combate a corrupção e do Ficha Limpa.

Aqui no Blog, lá no programa, e nas nossas conversas diárias, insistiremos com a proposta de controlar os deputados e senadores eleitos através da fiscalização feita pelo eleitor. Sendo assim, aproveite que o debate eleitoral está a todo vapor e escolha logo o nome de um deputado – pode ser o que você votou ou qualquer outro na lista dos eleitos -, passe a levantar as informações sobre ele e as publique em um blog: Adote um Deputado, Adote um Senador, assim como muitos já estão no Adote um Vereador.

Vereadores vão pedir vagão só para mulheres

 

A Câmara Municipal de São Paulo vai sugerir ao secretário estadual de Transportes Metropolitanos que reserve para as mulheres um vagão em cada composição do metrô e da CPTM. A proposta foi enviada pelo Movimento Voto Consciente e aceita pelos vereadores da Comissão de Constituição e Justiça. A intenção é proteger as mulheres que reclamam de assédio sexual e moral devido a superlotação dos trens.

Várias iniciativas já foram realizadas com o objetivo de conter os abusos. Em Brasília, tem projeto de lei querendo impor vagões femininos em todo transporte ferroviário. Em Pernambuco e no Rio, as assembleias legislativas aprovaram lei reservando um vagão para as mulheres, a falta de fiscalização, porém, e o excesso de passageiros levaram ao desrespeito da determinação.

Mesmo na capital paulista, em 2007, a Câmara Municipal chegou a aprovar projeto de lei que obrigava as empresas de ônibus a terem carros exclusivos para as passageiras, medida que não foi a frente. No metrô se ensaiou esta determinação, sem sucesso. Como este modelo de transporte é do Estado, o legislativo municipal tem pouca possibilidade de interferir, por isso aceitou a proposta da ONG e vai apenas levar ao secretário José Luiz Portella o pedido.

Hoje, o público feminino é maioria no metrô, segundo pesquisa da própria companhia.

Foto-repórter: calçada é estacionamento de lixo

 

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A prefeitura anunciou que fará limpeza do lixo no fim de semana na região central de São Paulo. Vai ter muito trabalho, com certeza. A calçada que você vê está na esquina da rua das Palmeiras com Barão de Tatuí, bairro de Santa Cecília. O repórter Alexandre Ventura ficou impressionado com a quantidade de sujeira espalhada no caminho dos pedestre às 7 e 10 da manhã. Não adianta guia rebaixada, faixa de segurança pintada e vaga para deficiente reservada se o lixo impede o acesso.

Propaganda eleitoral, velha e ilegal

 

Propaganda eleitoral insistente

Dois exemplos de propaganda eleitoral ultrapassada – uma pelo prazo, outra pelo marketing. A primeira é do tempo do Kassab-candidato que permanece em meio aos escombros de um posto de gasolina, na av. Washington Luiz, e foi enviada pelo ouvinte-internauta Israel Santos.

Propaganda irregular

A segunda quem encontrou foi Sílvia Rioli, também em São Paulo. Será que o autor desta faixa pendurada em dois postes ainda acredita que este tipo de publicidade – ilegal, diga-se – ganha voto do eleitor ?

Para a primeira, pintura nela; para a segunda, TRE neles.

Votos do deputado Tiririca não devem ser anulados

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

Francisco Everardo (assim mesmo, com a consoante erre em vez do ele) Oliveira Silva se apresentava três vezes por semana na televisão, por 35 segundos cada uma delas. Sempre rindo, alegre e dançando. Embora possa parecer pouco, este tempo se revelou suficiente. Ou melhor: suficiente para determinar uma conquista.

Durante a campanha eleitoral, recebeu e aceitou convites para gravar sua performance no horário eleitoral de candidatos no Amazonas, Ceará e na Bahia. Utilizou um bordão: “vote em Tiririca, pior do que tá não fica”. Deu certo. Com a fantasia colorida de palhaço, repetindo a expressão “abestado”, Tiririca se elegeu Deputado Federal com 1.353.820 votos. Por conta disso, representará o Estado de São Paulo na Câmara dos Deputados pelos próximos quatro anos.

Contudo, após esta substancial (e previsível) votação popular, o eleito virou réu. Ora acusam-no de analfabeto, ora de falsidade ideológica. Em entrevista concedida à uma revista de circulação nacional, o humorista teria afirmado que declarou ao TSE não possuir nenhum bem em seu nome pois teria transferido o seu patrimônio em nome de terceiros em razão de demandas trabalhistas.

De prático, a Justiça Eleitoral aceitou uma denúncia-crime formalizada pelo Ministério Público argüindo a falsificação de assinaturas numa prova técnica apresentada pelo humorista ao TRE/SP. Em 22 de setembro, o MPE havia manifestado que Tiririca é analfabeto, situação que violaria um dos requisitos para ele se apresentar candidato. A base da acusação está no (vetusto) Código Eleitoral brasileiro, o qual estabelece reclusão de cinco anos e pagamento de multa para quem “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”.

Isto mesmo: o Código de 1965, uma verdadeira colcha de retalhos dominada por textos quase líricos neste terceiro milênio de urnas eletrônicas, estabelece uma pena de reclusão mais elevada do que aquela para o furto e outros delitos graves. Uma anacronia mas é a lei vigente.

Não obstante o imbróglio jurídico, Tiririca será diplomado e empossado Deputado Federal. Se a um ângulo é certo que o momento jurídico para argüição desta suposta inelegibilidade por analfabetismo escoou durante o registro, não menos certa é a circunstância de que por se tratar de matéria prevista pela Constituição Federal, a questão pode, em tese, determinar outros processos impugnatórios. Estes, contudo, a par de discutíveis, somente poderão ser deflagrados na Justiça Eleitoral após a diplomação.

Além disso, fique claro que como disputou a vaga de deputado em condições absolutamente legais e normais, não tendo sido impugnado (o prazo para esta providência terminou em 03.08.2010) e tendo seu pedido de registro (protocolo nº 293620) sido deferido (em 12.08.2010) pela ilustra juíza relatora do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, os seus 1.353.820 votos, todos decorrentes da vontade livre e soberana dos eleitores, são insuscetíveis de anulação, nem mesmo se houver a cassação do mandato. Afinal, durante a campanha, o candidato estava “na forma da lei”.

Por fim, é de se dizer que várias, para não dizer a maioria das decisões nesta matéria (argüição de analfabetismo) admitem que predomina a conservação do mandato eletivo ante o princípio do estado democrático de direito, o qual privilegia o respeito à manifestação soberana do eleitor.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Heródoto e o banco na praça

 

Banco de Taiaçupeba

Um banco na praça não é para qualquer um. Um banco reservado na praça de Taiaçupeba, só mesmo o Heródoto Barbeiro. Como mostram as fotografias enviadas pelo ouvinte-internauta Hamilton Tavares Salustiano, nosso mestre tem lugar privilegiado em um dos pontos mais movimentados no principal distrito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Informante deste blog diz que o espaço foi garantido após inúmeras intervenções do caro jornalista nas instâncias superiores.

Primeiro, queria convencer as autoridades locais que sua presença na praça era uma espécie de “cartão postal” de Taiaçupeba. Muitos visitantes se dirigiriam ao local, domingos pela manhã, a espera do desfile de ilustre personalidade ao lado de toda a família. Depois, com exames médicos em mãos, tentou comprovar a necessidade de ter local apropriado para descansar após a caminhada matinal.

O poder público estava irredutível e não pretendia ceder espaço nobre na praça ao nosso colega, até que ação popular conseguiu provar que Heródoto Barbeiro, pelo tempo em que vive no distrito, era considerado patrimônio histórico de Taiaçupeba. O nome no banco foi gravado ainda com o processo de tombamento em curso.

Depois desta, o mesmo informante me garante que já se iniciaram manifestações para que lhe seja concedido o título de Conde de Taiaçupeba.