Site dirá se vereador está na Câmara e como votou

 

adoteSaber como o vereador votou em cada um dos projetos de lei em discussão e se ele compareceu nas sessões em plenário ou das comissões são algumas das informações que estarão disponíveis no site da Câmara Municipal de São Paulo que estará no ar, amanhã, dia 16 de setembro e foram antecipadas, hoje, ao CBN São Paulo.

De acordo com o vereador Dalton Silvano (PSDB), vice-presidente da Câmara, a intenção é tornar o site mais transparente e com ferramentas que permitam a participação do cidadão.: “teremos vários acessos de fora da Câmara para dentro”.

Orçamento, balanço financeiro, contratos e licitações devem ficar mais fáceis de serem acessados, disse Silvano. Além disso, haverá a lista com o quadro de pessoal, concursos realizados e nome de funcionários.

Ouça a entrevista com o vereador Dalton Silvano, no CBN São Paulo

A construção do site faz parte dos serviços de publicidade e divulgação desenvolvidos pela agência de comunicação contratada pela Câmara Municipal de São Paulo em um contrato de R$ 17 milhões. O legislativo pagará cerca de R$ 70 mil por mês para manutenção à Prodam.

O Movimento Voto Consciente e o Adote um Vereador fizeram sugestões à Câmara Municipal de São Paulo de serviços que deveriam estar presentes no site. A avaliação de quanto estas ideias foram aceitas pela agência que desenvolveu a página vai depender do que for ao ar.

CET assume a função e beneficia moradores

 

Que o velho carro não incomode nossos olhos diante das árvores e do céu

Que o velho carro não incomode nossos olhos diante das árvores e do céu

Por Carlos Magno Gibrail

A Cia. City, como o paulistano bem informado sabe, foi a pioneira do planejamento urbano bem sucedido. De São Paulo e do mundo.

Fundada em 1911, chegou a São Paulo em 1912, quando introduziu em Londres e aqui, a ideia de um bairro com ruas sinuosas que inibissem o tráfego intenso, propiciando uma qualidade de vida invejável aos moradores, que teriam extensas áreas verdes através de praças e recantos com árvores e flores.

Jardim América e depois Pacaembu foram as primeiras áreas implantadas. Cidade Jardim, Morumbi, City Pinheiros, City Lapa, Jardim Morumbi, Jardim Leonor, Vila Sonia, Jardim Caxingui, Vila Paulista, Planalto Paulista e muitos outros bairros copiaram o conceito.

Hoje, há uma ameaça geral ao então invejado estilo londrino e paulistano através do automóvel e seus derivados, pois o tráfego intenso acaba com a qualidade de vida dos moradores, alterando as condições do meio ambiente. Acidentes, poluição, ambulantes, flanelinhas, assaltantes desencadeiam um real processo de degradação, danificando e destruindo as condições originais sociais e ambientais.

As ruas criadas como vias de transporte local passam a vias de conexão de bairros, onde a mudança de função leva ao desordenamento, onde os moradores locais pagam um alto preço ao perder a qualidade de vida, cedendo à pressão do trânsito de veículos, e os demais moradores da cidade recebem a degeneração de mais um pulmão verde de São Paulo.

A CET retomando a EMURB, que na década de 90 atendendo a solicitações de entidades de moradores criou bolsões residenciais, atualizou e melhorou o conceito ao criar o “Traffic Calming”. Ao invés de isolar as áreas residenciais como na proposta da EMURB, objetiva devolver o tráfego inadequado ao sistema viário principal.

A inovação iniciada em 2005 na City Boaçava em Alto de Pinheiros enfrentou resistência do Ministério Público. O promotor José Carlos Freitas alega que bairros vizinhos poderão receber o fluxo indevido, além do elitismo ao exigir que os moradores paguem as despesas do sistema de bloqueio ou desvio do tráfego, o que penaliza aquelas regiões que não possuem recursos financeiros, e sinaliza que o processo ainda está aberto.

Independentemente disso, a CET, finalmente cumprindo com a função precípua a que está incumbida, que é a coordenação da engenharia de tráfego da cidade, o que implica necessariamente na gestão técnica e social, além de considerar o trânsito não apenas um fim em si, mas também um meio de administrar as variáveis da locomoção e vida urbanas abre a possibilidade para os moradores assumirem o papel de cidadão, e através da tramitação legal apresentar propostas que beneficiem suas comunidades.

Vila Paulista, Jardim Caxingui, Jardim Morumbi, Vila das Flores, Jardim Marajoara, Vitória Régia já se apresentaram ao CET. Tudo indica que sairão vitoriosos, pois as condições exigidas são coerentes e as características destes bairros estão dentro dos parâmetros.

Diz a CET:

A moderação de tráfego busca atender bairros predominantemente residenciais que tenham, em suas vias locais, um grande fluxo de veículos fugindo do sistema viário principal, com
velocidades incompatíveis com a malha viária e a dinâmica local

As medidas só são autorizadas após análise e comprovação de que não causarão prejuízos ao sistema viário principal.

É necessária a aprovação por no mínimo 70% dos moradores

Ao Ministério Público cabe refletir sobre seus argumentos. Quanto à questão da vizinhança, de acordo com o critério da CET não haverá aprovação se ocorrer prejuízo ao sistema viário principal. Fica bem clara a intenção da CET de corrigir a anomalia de usar vias locais para conexões entre bairros, repondo a necessária hierarquia urbana.

Cabe também analisar o alegado elitismo, pois é só transferir para o estado as despesas para mudanças em áreas de moradores sem recursos ao invés de impedir aqueles com recursos, de financiar o estado. Qual o problema de também beneficiar os moradores em áreas residenciais nos bairros periféricos? Por que não utilizar um conhecido, mas pouco utilizado sistema de transferência de renda? Os mais fortes contribuindo para os demais?


Carlos Magno Gibrial é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung

Anaí Caproni, do PCO, está de volta ao CBN SP

 

CBN SP painelAnaí Caproni e o PCO estão de volta às eleições. Seja como candidata à prefeitura seja ao governo, ela sempre se apresenta nas campanhas. O número de votos é irrisório. Na última disputa, em 2008, fez 0,03% dos votos quando concorreu ao cargo de prefeita. O que interessa, porém, é o espaço que o partido conquista para defender as propostas socialistas que unem o partido

Hoje terá mais uma oportunidade e por 30 minutos, na série de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo promovida pela CBN, com transmissão simultânea pela internet. Das 10 e meia às 11 da manhã, você também pode participar fazendo perguntas pelo e-mail milton@cbn.com.br.

Todas as mensagens serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que as dúvidas possam ser respondidas.

Acompanhe o calendário de entrevistas no CBN São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Mercadante, do PT, acusa ‘pedagocídio’ (o quê?)

 

“Pode gravata vermelha ?” – perguntou uma assessora por telefone, um dia antes.

A pergunta endereçada à produtora Fabiana Boa Sorte, do CBN São Paulo, sinalizava o cuidado do candidato Aloizio Mercadante, do PT, com sua imagem. Todas as assessorias haviam sido informadas que o vermelho predomina no estúdio de internet da CBN, e foi sugerido que evitassem roupas com esta cor. Mas, vá lá, gravata vermelha, pode.

Preciosismo da assessoria, pois na hora da entrevista o candidato aparece sem gravata. O mesmo já havia acontecido com Celso Russomano, do PP. Melhor que Alckmin, do PSDB, não saiba. Como já falamos neste espaço, ontem, foi ele quem viu na semelhança das gravatas dos dois principais adversários um sinal da conspiração petista-malufista.

Gravatas à parte, ou guardadas na mala, Mercadante chegou meia hora antes da entrevista começar. Veio de carro do Alto de Pinheiros até o centro. E saiu cedo para não ser traído pelo congestionamento. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”.

No estúdio chegou com três assessores, fotógrafo, equipes de gravação e perseguido de perto pela TV Globo – parece ser a única televisão a cobrir o cotidiano da disputa estadual (eu disse, parece). Antes de começar a falar ao vivo, brincou com os santistas do estúdio, enquanto eu era assediado por um dos gremistas que o acompanha, o vereador Arselino Tatto, do PT.

No ar, tráfico de influência, sigilo fiscal, aloprados e ausência no Senado foram os temas que abriram a conversa, para depois entrarmos em propostas de governo. As respostas curtas na primeira parte da entrevista demonstravam incômodo com os temas; as longas explanações na segunda, revelavam um candidato mais à vontade a ponto de ter de interrompê-lo para que pudéssemos atender parte da demanda de perguntas enviadas pelos ouvintes-internauta.

Na área de educação, que mais me interessa no momento, disse que não é contra a progressão continuada, mas, sim, a aprovação automática. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”. Infelizmente, pretende jogar o bebê junto com a água da bacia. Chegou a arriscar um neologismo: pedagocídio – suicídio pedagógico. Que nenhuma criancinha aprenda estas coisas na sala de aula.

Também não vai se cadastrar no site do Ficha Limpa. Pelo menos, desta vez, não pôs a culpa no PSDB, mas nos empresários que doam às campanhas e não querem ser pressionados pelos demais concorrentes.

Meia hora de entrevista vai embora rapidamente, não dá tempo para mais nada. Mercadante espera ter oportunidade de continuar falando no segundo turno. Não depende só dele.

Da rua das Palmeiras, na capital, seguirá para Suzano, região metropolitana.

“Vai como candidato ?”

“De helicóptero” – respondeu

“Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”- deve ter pensado.

Perguntômetro

Antes e durante a entrevistas, foram enviados 65 comentários e perguntas ao candidato Aloizio Mercadante. Até aqui, é o líder no perguntômetro do CBN São Paulo.

Mercadante, do PT, será entrevistado no rádio e internet

 

CBN SP painelA leve melhora nas pesquisas eleitorais ainda não foram suficientes para garantir o candidato Aloízio Mercadante (PT) no segundo turno das eleições para o Governo do Estado de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSDB) ainda em larga vantagem sobre ele e os demais concorrentes, conforme os dois últimos levantamentos feitos pelo Ibope e Datafolha. Aproximar-se da imagem do presidente Lula é uma das estratégias do petista para melhorar seu desempenho.

Nesta terça-feira, Mercadante estará no CBN São Paulo onde falará deste cenário político e das propostas que tem apresentado durante a campanha eleitoral. A entrevista será transmitida pelo rádio e internet, simultaneamente, das 10 e meia às 11 da manhã.

Nas duas semanas que antecederam a série com os candidatos ao Governo, o CBN São Paulo conversou com especialistas e técnicos sobre educação, saúde, transporte, meio ambiente e gestão pública, além disso abriu o e-mail para receber perguntas e sugestões de ouvintes-internautas. A entrevista com Mercadante, assim como as demais, será feita com base nas informações levantadas.

Você pode participar da entrevista, também, com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que as dúvidas possam ser respondidas.

Acompanhe o calendário de entrevistas no CBN São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Etanol com apoio do Governo, sugere agência dos EUA

 

O álcool foi considerado combustível superior pela EPA e pode reduzir drasticamente o impacto ambiental quando usado no sistema de ônibus

Scania movido a etanol

Por Adamo Bazani

Imagine, repentinamente 15 mil carros desaparecem das ruas ? Numa cidade como São Paulo, poluída e congestionada, seria um alívio e tanto. Em relação ao trânsito ajudaria muito apesar de não ser a solução definitiva do problema.

Faça mais um exercício de imaginação e desapareça com várias frotas de 15 mil carros, pouco a pouco. Seria, sem dúvida, um sonho, mas não impossível ao menos do ponto de vista ambiental. E este resultado seria alcançado com políticas públicas e incentivos para a produção em escala de ônibus movidos a etanol.

De acordo com dados recentes do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa), integrante do projeto internacional The BEST (BioEtanol for Sustainbale Transport), que atua no desenvolvimento do uso do combustível, se 1.000 ônibus urbanos a diesel fossem substituídos por ônibus a etanol seriam seriam retiradas 96 mil toneladas de CO2 da atmosfera, por ano. Isso é o equivalente a encostar 15 mil carros de passeio.

Só esse ganho já justificaria qualquer tipo de investimento nos ônibus a etanol, segundo o Cenbio. Mas as vantagens também são econômicas e sociais.

De acordo com a Única, a Associação dos Produtores de Cana de Açúcar no Brasil, 300 milhões de cana de açúcar novos podem gerar 70 mil postos de trabalho.

Voltando a questão ambiental, um ônibus urbano a etanol emite até 89% menos gases que provocam o efeito estufa em relação a um ônibus diesel comum. Além de ter menor material particulado na composição do combustível, a cana de açúcar também apresenta outra vantagem. Seu cultivo é um dos que mais captam carbono do ar.

No caso específico do Brasil, proporcionalmente as áreas de plantação são pequenas em relação às regiões disponíveis para a exploração. Assim, o aumento do cultivo de cana de açúcar não seria uma ameaça às reservas naturais. Muito mais ameaça é continuar a rotina de emissão de gases poluentes pelos veículos automotores, os maiores responsáveis pela má qualidade do ar.

Já discutimos o assunto neste espaço, mas sem estes dados recentes e a notícia a seguir.

Em agosto de 2010, a agência americana EPA considerou o álcool como combustível superior, ou seja, merece apoio governamental. E esse apoio já vem do mercado e das políticas públicas sendo expressados em números. Os Estados Unidos consomem 560 bilhões de litros de álcool combustível contra 40 bilhões de litros no Brasil. Em produção, áreas de cultivo e tecnologia, o Brasil não fica para trás dos Estados Unidos e Europa.

No quesito política pública e apoio governamental, o País é um fiasco.

Desde a última vez que abordamos o tema etanol para ônibus, já se passou quase um ano, e nada, nada, de uma quantidade significativa de ônibus nas ruas.

Enquanto isso, havíamos noticiado que Estocolmo, na Suécia, tinha 600 ônibus a etanol, com 80% do álcool consumido produzidos no Brasil. Essa frota agora beira 800 veículos, crescimento de 200 unidades, enquanto que neste ano, o maior produtor de etanol do mundo – leia-se Brasil – ganhou a “incrível” quantidade de dois ônibus novos. Em 2030, Estocolmo, a sede projeto The Best, deve ter todos os urbanos a álcool.

O site do projeto destacou a visita de Lula a Estocolmo, em 2007, e ressaltou que o presidente brincou com o fato de os ônibus a etanol de lá serem movidos por combustível brasileiro.

Brincar?

Os fabricantes de ônibus a etanol no Brasil dizem que o problema é sério e ônibus deste tipo só não é mais barato por falta de produção em escala, como relatou José Henrique Senna, da Scania

“Na medida em que haja escala, podemos produzir aqui. Tecnologia nós temos.  Por isso, é preciso articular mais densamente as iniciativas governamentais para o suporte financeiro desse projeto, para que exista estímulo a demanda por esses ônibus”

Nossos pulmões também não estão de brincadeira.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung

Mancha do PSTU quer polícia única e comunitária

 

Sem glamour de candidato nem apoio de filiados ou acompanhado por uma equipe de televisão, mas com o discurso do partido na ponta da língua. Assim, Luis Carlos Prates, o Mancha, do PSTU, se apresentou na quarta entrevista da série com os candidatos ao Governo de São Paulo, no estúdio de internet da CBN, nesta manhã.

Mancha faz parte dos candidatos sem-gravata, apelido que ganharam os representantes de partidos nanicos e de esquerda que disputam o pleito este ano após a indumentária masculina ter sido citada no primeiro debate eleitoral promovido pela TV Bandeirantes. Alckmin (PSDB) “acusou” Mercadante (PT) e Russomano (PP) de usarem gravatas iguais; e Paulo Bufalo (PSOL), único representante dos socialistas, aproveitou para mostrar que era tão diferente dos demais que nem gravata vestia.

O candidato do PSTU usa camisa de gola aberta, manga levemente arregaçada e calça jeans. O sapato não lembro bem, mesmo porque estava mais interessado em ouvir as propostas dele do que me ater as vestimentas.

A propósito disto, não é apenas a falta de gravata que o aproxima dos demais candidatos de esquerda, nesta campanha. Defende a bandeira socialista, redução na jornada de trabalho sem redução de salário, aumento do mínimo para os trabalhadores, reestatização e fim das privatizações, entre outros pontos.

Planos de governo vieram à tona, também, provocados por perguntas de ouvintes-internautas e assim Mancha falou sobre segurança, defendendo a criação de uma polícia unificada e comunitária; sobre educação disse ser a favor do fim da progressão continuada e a diminuição do número de alunos por sala de aula; e sobre transporte pediu o fim dos pedágios. As propostas dele você acompanha assistindo à entrevista no vídeo acima.

Antes de ir embora, perguntei sobre o cadastramento dele no site do Ficha Limpa. Assim como todos os demais candidatos ao Governo de São Paulo ainda não se cadastrou, mas disse que talvez o faça. Neste caso, tanto faz usar ou não gravata, todos se parecem.

Perguntômetro

Durante a entrevista, 9 perguntas e comentários foram enviados ao candidato do PSTU, Mancha, e todas foram encaminhadas a ele para que possa responder aos ouvintes-internautas.

Debate reúne diretores das 6 melhores escolas do Enem

 

A educação é o tema que mais preocupa o eleitor paulista. Pesquisa do Ibope havia constatado esta realidade e, enquanto converso com os candidatos ao Governo de São Paulo, fica evidente o interesse pelo tema nas mensagens enviadas pelos ouvintes-internautas. Lamento apenas que todo o debate esteja voltado para a progressão continuada que se transformou em bode expiatório para o maus resultados obtidos pelas escolas públicas.

Hoje à noite, terei oportunidade de enxergar outra realidade. Estarei mediando debate promovido pela Época São Paulo que vai reunir os diretores dos seis colégios paulistanos com melhor desempenho no Enem2010. O encontro é uma das etapas de reportagem produzida pela revista com o tema “Em busca da escola perfeita” e será aberto ao público que poderá participar ao vivo ou por e-mail. Estarão no encontro os diretores do Vértice, Objetivo, Móbile, Santa Cruz, Bandeirantes e Instituto Federal de SP.

A Época SP pretende ajudar os pais na definição de critérios para a escolha da escola mais apropriada para a educação de seus filhos. Assim, “o debate passará por temas que têm a ver com a construção de um ensino médio ideal: infraestrutura, laboratórios, educação humanística, valor de mensalidade, carga horária, ambiente escolar, convivência com o diferente, tendência a priorizar exclusivamente a preparação para o vestibular, entre outros”, como explica o editor Camilo Vannuchi.

O debate será hoje, às sete da noite, na sede da Editora Globo (Av. jaguaré, 1485). Para quem pretende assistir ao encontro a inscrição pode ser feita no e-mail rsvpeventos@edglobo.com.br. Para perguntas, use o e-mail cvannuchi@edglobo.com.br e coloque a palavra “Debate” no campo do assunto.

Direito de resposta é exceção

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

A maioria dos pedidos de direito de resposta que chegam à Justiça Eleitoral são descabidos. Os requerentes confundem suas dores emocionais e mágoas infantis com ofensas e ataques políticos. Questões sem referências nominais e fazendo indeterminado. A rigor, fazer uma alusão à situações a muito tempo noticiadas e conhecidas não significa ofender a honra de ninguém.

A propósito, o Tribunal Superior Eleitoral já decidiu assim:

Representação. Agravo. Direito de resposta. Horário gratuito. Propaganda eleitoral. Não-divulgação de fatos sabidamente inverídicos (rombo no governo, telefones celulares nos presídios). Calúnia não configurada. Não caracterizada nenhuma divulgação de afirmação caluniosa, injuriosa ou sabidamente inverídica, é de ser indeferido o pedido de resposta. Agravo a que se nega provimento.
(Representação Nº 492, rel. Min. Gerardo Grossi, j 26.09.2002).

Até porque, a lembrança é parte integrante do discurso:

Recurso especial eleitoral. Direito de resposta. Rememorar fatos da história de políticos não constitui ofensa a ensejar direito de resposta. Recurso não conhecido.
(Recurso Nº 20.501, red. designado Min. Luiz Carlos Lopes Madeira, j. 30.09.2002).

Se a indignação é contra a situação geral e se o discurso político é crítico e contundente, não há como prosperar o DIREITO DE RESPOSTA, que é uma exceção, não dá em árvore!

Afinal, se os governos podem exercer o seu direito de propaganda, às oposições deve se garantir o de ataque. Questões políticas decorrentes de fatos e temas políticos naturalmente relevantes que são, por exemplo, a má-administração pública e seus desdobramentos, podem ser veiculados no rádio e na televisão.

Direito de resposta exige que se tenha presente a calúnia, a difamação ou a injúria, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação. Críticas ou imagens explorando temas políticos e de interesse da população, não se fazendo ataques pessoais, mas de caráter geral, não ensejam o seu deferimento.

Críticas ríspidas, mesmo de natureza político-ideológica, que desprestigiam mas não chegam ao ponto de atingir a honra subjetiva e objetiva daquele contra quem foram proferidas, não justificam a concessão do direito de resposta. Se foram encetadas buscando a responsabilização de gestores pela má condução das atividades de Governo, consubstanciam típico discurso de oposição. Aspereza e indignação política não se confundem com ofensa.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Nos porões da Câmara Municipal

 

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Restos de móveis, marcas deixadas por vazamento e pedaços de patrimônio público estão aos montes na parte mais baixa da sede do Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo. Na realidade, no que é conhecido por lá como anexo da Câmara, local pouco ou nunca visitado pelo cidadão que sustenta a Casa com os impostos que paga.

As fotografias foram apresentadas pelo Alecir Macedo (tem mais aqui) durante a reunião mensal do Adote um Vereador, que ocorreu sábado, no bar do Centro Cultural São Paulo, em torno de uma mesa cheia de café e água que, desta vez, ganharam a companhia de alguns pastéis, obra do financiamento obtido para o encontro. Calma lá ! Não é dinheiro público, não. Apenas grana tirada do bolso de um dos participantes, no caso o Mário Nogales.

Quanto de dinheiro está depositado nos porões da Câmara ? Esta foi uma pergunta que nos fizemos no bate-papo que durou cerca de duas horas e meia. É difícil saber a resposta, pois as contas da Casa não são transparentes a ponto de permitir que qualquer número esteja à disposição.

Surge uma esperança, porém. Cláudio Vieira recebeu a informação de que na quinta-feira, a Câmara apresentará seu novo site, mais moderno, mais ágil, mais … Será mais útil ? Vai depender do que os parlamentares decidiram em suas reuniões e as soluções oferecidas pela empresa contratada com o nosso dinheiro.

É consenso de que a página na internet tem de servir ao público, abrindo acesso a todos os serviços, dados e informações possíveis. Há três meses, o Adote um Vereador se reuniu e fez uma série de sugestões que foram publicadas aqui no Blog (leia). E se você não tiver tempo para ler o que escrevemos, saiba que o resumo da ópera era a defesa de um site cidadão.

Sérgio Mendes e Massào Uéhara também estiveram no encontro e falaram da experiência de visitar a Câmara em um dia de sessão. Semana passada, logo após o feriado, estiveram por lá em história que também já contamos aqui no Blog (leia). O vazio nas galerias, no plenário e de ideias chamou atenção de todos eles.

Para o cidadão é difícil entender como funciona a comunicação entre os parlamentares. Não bastasse a ausência da maioria, mesmo com registro no painel eletrônico, o que um discursa os outros não ouvem; as conversas paralelas parecem mais atraentes a eles; troca de provocações ocorrem de vez em quando.

Propaganda eleitoral

Como é que vai a campanha ? – grita Milton Leite (PMDB)
Só tem foto do seu filho – responde Penna (PV)

Sarcasmo do vereador-candidato verde em relação a avalanche de publicidade em favor dos filhos do peemedebista que usam a base eleitoral do pai na região sul para chegar na Assembleia e Câmara dos Deputados. Cartazes que algumas vezes estão em locais proibidos como no centro esportivo Tiradentes, no Grajau, que aparece na foto acima, que também chegou aqui graças a ação do pessoal do Adote. Consta que estes banners já foram recolhidos.

Pra fechar a conversa, além de acompanhar o site da Câmara, assumimos o compromisso de ficarmos de olho nas várias ferramentas interativas que levam o nome do Adote um Vereador. Todas podem ser encontradas no site Adoteumvereador.net. Também, vamos pensar na criação de um portal próprio – para o qual contamos com a colaboração de quem estiver disposto a nos ajudar.

Teve ainda a distribuição de adesivos do Adote e a satisfação de contarmos com a presença de Armando Italo, comentarista frequente aqui do Blog, que participou do encontro para ver como pode entrar nesta briga.

Hora de ir embora. Tchau, até mais, voltamos a nos conversar e …

Afinal, quanto de dinheiro está depositado nos porões da Câmara ?