Mancha, do PSTU, na entrevista do CBN SP

 

CBN SP painelO PSTU está sozinho na disputa deste ano. O partido não fez coligação com nenhum dos demais partidos de esquerda e extra-esquerda e decidiu lançar candidato para todos os cargos, inclusive para as duas vagas ao Senado. Para o governo do Estado, o nome escolhido foi o do metalúrgico e sindicalista Luis Carlos Prates, que atende por Mancha.

Ele será o entrevistado desta segunda-feira, no CBN São Paulo, na série com os candidatos ao Governo de São Paulo que se iniciou semana passada. A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente

Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.

A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)

Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)

Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)

Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)

Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Conte Sua História de SP: Meu avô, meu ídolo

 

Por Suely Montenegro
Envaido ao Museu da Pessoa

Ouça este texto com a sonorização de Cláudio Antônio

Nasci em São Paulo, Capital, em março de 1954, no bairro do Belém. Neste ano tivemos um acontecimento importante que foi a morte do Getúlio Vargas, presidente do Brasil.

Sou neta de imigrantes que fugiram da Primeira Guerra.

Meus avós paternos vieram de Portugal e meus avós maternos da Espanha.

Meus avós portugueses me contavam muitas histórias sobre sua cidade, Trás dos Montes, por isso sei muita coisa do que acontecia em Portugal. Por outro lado, não sei quase nada da Espanha. Minha avó espanhola já havia falecido quando eu nasci e meu avô não contava histórias.

O que eu sei é que, por uma incrível coincidência, ele trabalhou como administrador em uma fazenda cafeeira na cidade de Bocaina, cujo proprietário era avô do meu atual marido. Só fui descobrir isto depois de casada.

Minha infância foi muito gostosa, pois no bairro em que morava todos se conheciam, coisa que atualmente é muito difícil.

Brincávamos na rua sem problemas. Quase não tinha carros e não corríamos o risco de sermos atropelados, a não ser pelas bolas dos diversos jogos que brincávamos.

Me lembro que éramos muito criativos, pois quase não tínhamos brinquedos, exceto alguns carrinhos e bonecas. Então nós “fabricávamos” nosso brinquedos com barro, madeira, mato, etc. Fazíamos panelinhas, mesas, cadeiras e tantas coisas que hoje penso como deve ser sem graça pegar os brinquedos prontos e não inventar nada.

Creio que seja por isso que hoje as crianças ficam tanto tempo no computador.

Subíamos em árvores, abríamos túneis através dos matos que cresciam bem alto nos terrenos baldios, enfim, inventávamos o que fazer. E não tínhamos nenhum problema de picada de inseto, medo de seqüestro e todos os outros problemas comuns nos dias de hoje.

Vi muitas avenidas que hoje são congestionadas serem construídas, como a 23 de Maio.

Era gostoso andar de bonde, pisar no barro…

Adorava ir para a casa dos meus avós paternos. Meu avô era meu ídolo. Eu absorvia tudo o que ele me contava, pois ele me abria um mundo que eu desconhecia. Passava todas as férias na casa dele, era muito divertido.

Foi muito difícil aceitar a morte dele, pois só tinha 11 anos e era a minha primeira perda importante. Era também o início da minha adolescência.
Mas isto é uma outra história.

Conte a sua história de São Paulo, também. Agende uma entrevista pelo telefone 2144-7150 ou escreva seu texto no site do Museu da Pessoa.

De 11 de setembro

 




Por Maria Lucia Solla

Hoje é 11 de setembro.

Nunca mais, 11 de setembro, será um dia como outro qualquer; para ninguém; no mundo. Há quem veja de um ângulo, há quem veja de outro, mas de ângulo nenhum cabe o sorriso; a leveza. É um dia que chega bonito, claro, ensolarado, porque assim é a vida; se renova. Mas, de início, a memória investe o dia de uma atmosfera grave, cinza, triste; de pesada energia de dor, de incompreensão, de tudo que serve para inquietar sem trazer resposta, deixando em nós mais incompreensão, mais inquietação e, consequentemente, dor.

A noite do dia 10 nem tinha terminado, a meia-noite do relógio estava longe de chegar, mas ele, o 11, já se insinuava. E chegava arqueado, abarrotado de lembrança que não se quer lembrar. Vinha carregado de historia interrompida, de cama vazia, de coração partido.

Há nove anos, quando me mudei para o apartamento onde moro, vi, no meu primeiro dia aqui, o último de tantos; ao vivo, a morte deles.

Mas nem tudo está perdido. Ao contrário! é daí que nasce a oportunidade de mudar de canal e transformar a gravidade em responsabilidade, de pintar o cinza do que restou, com cores vibrantes, de fazer, da tristeza, aliada que alavanca determinação. Excelente oportunidade para, na carona da inquietação, partir para a reflexão e buscar respostas no coração, e na certeza de que eu sou tua; e você, meu irmão. Oportunidade de nos interessarmos pela beleza e pelo mistério de nossos irmãos muçulmanos, judeus, africanos, americanos, chineses, japoneses, orientais e ocidentais, nortistas e sulistas. Detalhes.

Oportunidade para peneirarmos os nossos sentimentos e nos liberarmos da intransigência com costumes diferentes, da impaciência com o ritmo do outro. Todos nós: maria, sara, yasser, irina, mary, annette, yasmin, cheng, naomi, aysha, manuel, jose.

Que tal um pouco de silêncio, hoje, em respeito à tragédia daqueles que a causaram e daqueles que foram vítimas físicas dela. Na verdade, somos todos vítimas do preconceito que alimentamos, dia a dia, palavra a palavra, pensamento a pensamento.

Pobres de nós que, cega e preguiçosamente, permitimos que outros homens nos levem pela mão, ao encontro de Deus. Que cremos nos seus poderes, que seguimos cegamente suas receitas, mesmo que para isso tenhamos que abrir mão da paz, da alegria, do bem-estar; mesmo que tenhamos que abrir mão da própria vida.
Esses homens, esses líderes, são vampiros de almas; se alimentam de você e de mim.

Sobram líderes, abundam regras e dogmas, de leste a oeste, de norte a sul; e falta Deus.

Pai, que ao respirar nos dá a vida, tenha piedade de nós.

Maria Lucia Solla é terapeura, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Carta à Dona Dirma

 

 

Corinthians 0 x 1 Grêmio

Brasileiro – Pacaembu (SP)

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Dona Dirma,

Como está a senhora ? Imagino que tenha tido um sábado bastante agradável, apesar da chuva forte em Porto Alegre.

Confesso que eu andava preocupado com a senhora, desde que seu filho me encontrou há pouco mais de uma semana e falou de um telefonema que a senhora havia feito para ele. Disse que não estava muito bem, voz baixa, um pouco triste, incomodada com o desempenho do nosso time.

Seu filho também não parecia muito legal. O baixo astral da mãe e os resultados do time dele – que não é o mesmo que o nosso – estavam deixando-o cabisbaixo, apesar do sucesso no trabalho que realiza aqui em São Paulo.

Em meio a um encontro de autoridades e especialistas, ele interrompeu o almoço e veio até minha mesa. Pegou-me pelo braço e me perguntou: “O que eu digo pra minha mãe ? O que está acontecendo com o Grêmio ?”. Nem tanto pela surpresa da pergunta, muito mais pelas coisas que aconteciam em campo (e fora dele), fiquei sem resposta. Ao menos, sem resposta convincente.

Lembro que ensaiei algumas possibilidades como a falta de organização do time, jogadores pouco engajados, gente não muito preparada para tomar as decisões e crença de mais na mística de nossa camisa. Nenhuma delas, porém, foi apresentada com a segurança que o momento solene exigia.

Saí daquele encontro pensando na senhora e no seu filho. É triste a gente não ter uma palavra de consolo para a mãe, ou um pensamento animador, ou um gesto capaz de oferecer esperanças de melhora.

Cheguei a começar uma carta para lhe explicar o que vinha acontecendo. Ou o que eu achava que vinha acontecendo. Deletei antes do primeiro parágrafo nas duas vezes. É Dona Dirma, agora as cartas são deletadas, não mais rasgadas como antigamente.

Pensei comigo: tem que haver algum sinal, um momento mágico capaz de virar as coisas a nosso favor; quem sabe um lance que me anime a escrever para a senhora sem que meus olhos fujam dos seus como fazem os meninos que contam lorota.

Fim de semana passado, quando fizemos o gol de empate contra o Botafogo no finzinho do jogo, cheguei a me entusiasmar. Mas resolvi esperar um pouco mais. Nesse meio de semana quando vencemos o Guarani em casa, achei que estava bom, mas ainda não era o ideal.

Hoje, Dona Dirma, a magia se realizou diante de nós. E logo aqui em São Paulo, onde seu filho trabalha há tanto tempo. Bem pertinho dele, para que tivesse oportunidade de pegar o telefone e contar à senhora de viva voz: “Mãe, eu vi !”. Sei lá se ele já teve tempo para ligar para sua casa nesta noite de sábado. Ou vai esperar o Palmeiras dele jogar amanhã.

Mas eu não tive dúvida de que o momento para lhe escrever era esse.

E comecei a pensar nestas linhas no momento em que Douglas carregou a bola em direção a defesa corintiana. A forma como ele conduziu a jogada, a maneira como se deslocou e apareceu diante do gol adversário, o movimento que fez para chutar longe do alcance do goleiro e a rede estufando no estádio do Pacaembu foram demais para mim.

Comemorei como nos tempos de menino, sozinho no meu quarto, com uma satisfação quase rídicula, distante de todos da casa, mas pensando na forma como a senhora deveria estar feliz, também, aí em Porto Alegre. Repeti os gestos e sentimentos ao assistir ao Vitor se esticar todo naquele cobrança de penâlti. E guardada suas dimensões, festejei cada despachada de bola de nossa área para segurar um time centenário e forte como é o Corinthians com apenas 10 em campo.

No apito final de um jogo interminável corri para o computador para lhe escrever. Hoje eu teria algo verdadeiro para lhe dizer. Uma resposta sincera, encorajadora, que a levasse a continuar acreditando no nosso Grêmio.

Pois agora que estou diante do computador fico pensando se ainda preciso lhe dar alguma explicação ou se seu filho precisa telefonar para lhe contar como foi esta vitória heróica, depois de tudo que o rádio já contou.

A senhora e seus 87 anos de torcedora gremista sabem mais do que ninguém o que acontece com o nosso time, o que nos leva a sofrer tanto um dia e vibrarmos como loucos no outro. Sabe quantos momentos de provação tivemos de enfrentar nestes 107 anos de história.

Dona Dirma, como a senhora mesmo já deve ter dito para tantas outras pessoas – inclusive para seu filho – isto só acontece com a gente porque somos o Imortal Tricolor!

Com carinho e respeito,

Mílton Jung

O manifesto de YSL volta às ruas

 

Por Dora Estevam

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Toda a estação Stefano Pilati vai além das passarelas e leva a marca YSL para as ruas. E assim, estende a grife aos olhares e carinho de quem passa pelas calçadas das capitais mais famosas do mundo.

Tudo para apresentar o seu projeto mais querido e adorado de todos os tempos: “O Manifesto-Lookbook” que será lançado semana que vem, dia 14/09, na versão 2010-11 com Daria Werbowy estrelando nos projetos da casa.

Pilati gosta de variar, mas tem predileção pelas modelos femininas famosas. Estrelas como Kate Moss, Gisele Bundchen, Claudia Schiffer, Naomi Campbelle, Christy Turlington também já participaram desta ação que marca cada vez mais o diferencial da YSL, nos tempos modernos.

O Manifesto vai bater nas ruas de Nova York, onde serão distribuídos pelo menos 2.000 panfletos. Seguirá para Paris, Londres, Milão, Tóquio, Hong Kong e, pela primeira vez, Beirute, dia 18/09.

O curta que você vê tem um hipnótico, trippy elegante, com mudanças de roupas rápidas de trajes.

Seis edições já foram apresentadas nesta mesma linha. Pilati acredita que as revistas só mostram as bolsas caras. Assim, a ideia do estilista é aproximar cada vez mais o público do produto, desta maneira pretende falar diretamente com o consumidor da marca. De quebra tem sempre uma sacola bacaninha que ele distribui junto. E não se “pré-ocupem”, o papel é reciclado.

Os lookbooks geralmente vêm cheios de fotos com as roupas da marca. Quem curte a YSL e não tem dinheiro para comprar ao menos se sente atraído com as produções e na hora de gastar com outras roupas os terá como inspiração.

O evento ocorre bem na época em que os estilistas apresentam as coleções prontas para a primavera-verão 2011. Normalmente os eventos são tão fechados que o público em geral não consegue acompanhar. Sem dúvida, uma apresentação especial desta, feita nas ruas, quem dá a primeira notícia para o mundo é você.

Sobre a coleção:

Stefano Pilati quer propor um novo mininalismo, só que desta vez sob o olhar do contemporâneo, uma espécie de desejo natural de pertencer a vanguarda. Ele usa frutas como estampas, o morango foi a espécie que apareceu. Trabalha peças estruturadas, misturadas com volumes, tipo plissado, e com itens mais tradicionais da grife francesa, como a saia lápis.

Os looks aparecem em branco, preto, cinza e outras tonalidades neutras. Os shapes com cinturas mais altas, marcadas pelo cós com cintos nas peças. Amplas e soltas aparecem as calças e bermudas, próprias para qualquer idade ou verão. Os vestidos e saias também são mais volumosos. E como elegância e sensualidade fazem parte da marca não poderiam faltar algumas discretas aparições nesta coleção.

Aproveite, se inspire.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Bufalo, do PSOL, fala enquanto tem tempo

 

Trinta minutos no rádio, trinta segundos na televisão. O candidato do PSOL ao Governo Paulo Bufalo teve de encarar o difícil desafio de adaptar o mesmo discurso para tempos (e mídias) tão distintos, nesta manhã.

Primeiro, falou na CBN, onde chegou com meia hora de antecedência e sozinho, bem diferente dos candidatos que disputam o cargo pelos partidos mais tradicionais. E hoje ainda era o dia de sorte dele, pois na escala da TV Globo cabia a Bufalo o acompanhamento de duas equipes de reportagem. Isto significa aparecer nos dois telejornais locais e gravar depoimento sobre alguns temas propostos pela emissora.

Nada que mudará sua situação na preferência do eleitor, mas boa chance de “vender o peixe” do PSOL. Tem feito isto principalmente no interior, onde me disse que a cobertura da imprensa tem sido mais assídua no embate estadual. Não se sabe ao certo quanto tempo ainda terá para seguir em frente nesta campanha, pois a candidatura dele – por problemas com o vice Aldo Santos – está ameaça pela justiça eleitoral.

Parecia mais à vontade diante das câmeras do estúdio de internet da CBN do que os da reportagem da Globo. Certamente, o fato de o tempo da entrevista no rádio ser maior e menos rígido tenha colaborado para desenvolver suas ideias sobre educação, saúde, transporte, meio ambiente e gestão pública.

Na TV, o discurso não podia ser nem maior nem menor, 30 segundos exatos, controlado pela equipe. O não cumprimento do tempo o levou a gravar exaustivamente a mesma fala.

Demonstra timidez fora do ar, por isso surpreende quando sobe a voz para disparar críticas aos governos Estadual e Federal, na entrevista. Sobrou também para alguns adversários de campanha, entre eles Russomano e a ideia de disciplinar as escolas com polícia na porta.

Assim como todos os demais concorrentes ao Governo, porém, não se inscreveu ainda no site do Ficha Limpa. Pelo pouco que arrecadou até aqui e a forma como o dinheiro chega à campanha – “do meu bolso e alguns amigos” – não teria dificuldade. O problema, alega, é a falta de pessoal para organizar as contas. Mas prometeu que vai tentar. Mais uma promessa para nossa lista.

Fim de papo, no rádio e na Tv. E lá se vai o candidato agora acompanhado por mais um assessor.

Perguntômetro

Na caixa de correio, o reflexo da campanha sem estrutura do PSOL: quatro perguntas apenas.

E por falar em Ficha Limpa

 

ficha-limpa-limpaSe cumprir promessa feita ao CBN SP, Celso Russomano do PP será o primeiro candidato ao Governo do Estado a se cadastrar no site do Ficha Limpa, apesar de faltarem cerca de 20 dias para a eleição. Se seguir a tendência dos candidatos ao Senado que estiveram no programa será mais um político a descumprir com a palavra assumida publicamente.

Na série de entrevistas com os candidatos ao Senado por São Paulo, perguntei a 10 deles se assumiam o compromisso de se cadastrar no site do Ficha Limpa. Apenas um se comprometeu e cumpriu: Marcelo Henrique do PSOL.

Sete, apesar de dizerem que iriam tomar a atitude no dia seguinte, até agora estão devendo a promessa: Netinho de Paula (PC do B), Ciro Moura (PTC), Afonso Teixeira (PCO), Dirceu Travesso (PSTU), Serpa (PSB), Mazzeo (PCB) e Redó (PP).

Dois se negaram a se cadastrar no site: Marta Suplicy do PT e Aloysio Nunes do PSDB.

O candidato ao senado Ricardo Young do PV não precisou ser cobrado, pois foi um dos primeiros em todo o Brasil a aderir ao Ficha Limpa.

Nessa quarta-feira, também fiz a pergunta ao candidato ao Governo Paulo Skaf (PSB) que disse não ter condições de fazer prestação de contas semanais, uma das exigências para ter o nome cadastrado no site. Ele também se negou a divulgar o nome dos financiadores de sua campanha antes das eleições.

Até a noite desta quinta-feira, 63 candidatos em todo o Brasil estavam cadastrados no Ficha Limpa dos quais sete concorrem ao Senado, três a governos estaduais e um à presidência. Confira a lista completa clicando aqui.

Paulo Bufalo, PSOL, na entrevista com Governadores

 

CBN SP painelUm beijo gay e uma ficha suja deram destaque inesperado ao nome do candidato do PSOL ao Governo de São Paulo, Paulo Bufalo. O caso do beijo, que apareceu na propaganda eleitoral para mostrar que as pessoas tem opção, incomodou reacionários; o da Ficha, ainda incomoda o próprio partido que corre o risco de ficar fora da disputa antes mesmo da eleição.

Bufalo é o entrevistado desta sexta-feira, na série promovida pela rádio CBN. Ele ainda concorre ao cargo de Governador porque o PSOL recorreu da decisão do TRE que indeferiu o nome do candidato a vice Aldo Santos, condenado por ter usado carro oficial indevidamente quando era vereador em São Bernardo. Como aos olhos da justiça eleitoral a candidatura é indivisível, se a decisão for confirmada Bufalo também perde o direito de disputar o cargo.

A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente

Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.

A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)

Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)

Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)

Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)

Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Passageiro não terá prejuízo com entrada de nova empresa

 

Empresa Leblon atrasou inicio das operações, mas ainda está no prazo para se adaptar ao sistema de pagamento eletrônico, em Mauá. Prefeitura fala em melhoria no transporte, apesar de briga na Justiça

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Por Adamo Bazani

A falta de validadores nas catracas impediu que a empresa Leblon começasse a operar no sistema de transporte de passageiros da cidade de Mauá no fim de semana passado. A expectativa da população é que os ônibus estivessem nas ruas no dia 4 de setembro, mas foi surpreendida com a manutenção das 18 linhas municipais nas mãos da Viação Januária.

Este é apenas mais um capítulo no processo de licitação realizado pela prefeitura de Mauá, região metropolitana de São Paulo, que se iniciou em 2008.

Há cerca de duas semanas, o ministro César Asfor Rocha, então presidente do STJ, deu parecer favorável a entrada da paranaense Leblon. A vitória dela no processo de licitação era contestada pela TransMauá e Estrela de Mauá, ambas do empresário Baltazar José de Souza, criadas para participar do certame. O grupo responsável por essas empresas também administra a Viação Januária e ainda não desistiu da disputa. Entrou novamente na justiça contra a decisão do ministro  Asfor,  que deixou o cargo de presidente do STJ sexta-feira passada. Um agravo de instrumento está sendo analisado pela Justiça.

O novo presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, já está com o recurso impetrado pelos representantes legais do grupo ligado à Viação Januária. Se ele reverter, a decisão anterior em prol da Leblon, o caso pode ser julgado pelo colegiado de ministros do Superior Tribunal de Justiça.

Entramos em contato com representantes da Viação Januária e eles confirmaram que aguardam o parecer quanto a possível presença do grupo Leblon no sistema de ônibus de Mauá. Enquanto isso continuam operando o lote 02.

A Leblon também foi procurada e preferiu não polemizar. A empresa já possui uma frota de  cerca de 80 ônibus novos na garagem, em Mauá. E informou que com a decisão do STJ, proferida no fim de agosto, iniciou-se a implantação dos validadores e a realização de testes do sistema eletrônico de pagamento. A tecnologia dos atuais cartões é considerada ultrapassada e obsoleta. O edital engessou o avanço tecnológico na área de bilhetagem dos últimos três anos. A empresa diz estar empenhada no atendimento aos requisitos do edital. A Leblon tem um prazo de aproximadamente 70 dias para as adaptações, mas demonstra interesse em começar o serviço o quanto antes.

Bilhetagem eletrônica

A Prefeitura de Mauá, por meio da assessoria de imprensa, manifestou-se  reconhecendo que o atual sistema de transportes não está oferecendo o ideal para os passageiros, que merecem um serviço melhor.

Quanto a bilhetagem eletrônica, a entrada da Leblon, segundo a Prefeitura, não acarretará perda de dinheiro para o usuário. A integração entre os ônibus na cidade não será comprometida. Pelo contrário, há a previsão da criação de um serviço semelhante ao bilhete único que vai possibilitar a integração das linhas com uma tarifa mesmo fora do terminal de Mauá.

O contrato com a Leblon foi assinado em maio deste ano. Uma semana depois foi contestado na justiça, o que suspendeu o prazo para a instalação do equipamento. Este prazo só voltou a contar a partir da semana retrasada com a decisão do Superior Tribunal de Justiça favorável à Leblon. Assim, dos 90 dias que a nova empresa tinha para adotar o sistema com a tecnologia em vigor ainda restam dois meses.

Nós acompanhamos o trabalho da nova empresa para adaptar-se e constatamos que a Leblon tem contado com uma equipe de técnicos e especialistas em direito para começar a operar de acordo com o exigido pela licitação, o mais rapidamente possível.

Adamo Bazani, jornalista da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung

Russomano: atrasado, assediado e ainda nas ruas

 

Celso Russomano se auto-intitula o “Governador das Ruas”. E estava em uma delas, em Santo Amaro, zona sul, antes de seguir para a rua das Palmeiras, 315, em Santa Cecília, área central. Talvez desacostumado com o trânsito de São Paulo, afinal está há quatro mandatos em Brasília, deixou para sair de lá apenas 50 minutos antes de se iniciar a entrevista no CBN São Paulo. Você que anda pra lá e prá cá nas ruas da cidade já imagina qual foi o resultado: chegou atrasado, 10 minutos atrasado.

Chegou correndo ao estúdio, vestindo uma jaqueta de couro, calça jeans e tênis, apropriado para a campanha feita na rua. Estava acompanhando por um bom número de auxiliares, cabos eleitorais e candidatos do PP. Não tive tempo para contar quantos estavam lá. Paulo Maluf não estava.

A imprensa estava. Ao menos a TV Globo, com duas equipes, além de fotógrafos – todos da própria campanha dele. As empresas de comunicação tendem a escalar equipes para cobrir os três primeiros nas pesquisas eleitorais. Ele é o terceiro colocado na corrida ao Governo de São Paulo.

O assédio não é apenas de alguns repórteres, é dos partidos, também. PSDB e PT já conversaram com Russomano, segundo ele próprio confirmou na entrevista. Apoio para o 2o. turno ? Ainda não é hora, diz. Pode até pensar assim, mas os partidos não querem chegar atrasado.

O PT de Mercadante conta com uma leve melhora de Russomano na preferência do eleitor para ver se consegue tirar votos de Alckmin. O PSDB de Alckmin não quer ser pego desprevenido caso não se concretize o plano de vencer a eleição já no primeiro turno. E o Russomano do PP ? Estando bom para ambas as partes, ele pode fechar acordo com um ou outro: “me dou bem com todos os lados”.

Não perdeu a mania dos tempos de repórter de televisão. Responde olhando o tempo todo para a câmera e esquece do interlocutor. Fala com facilidade, apesar de a pressa levá-lo a esquecer de alguns nomes … de rua.

Na entrevista, mais curta pelo atraso, falou-se de educação, segurança, estradas, transporte, gestão pública e transparência nas contas. Do primeiro tema, destaco a afirmação de que vai colocar polícia na porta da escola pra dar autoridade ao professor; do último, a promessa de que vai se cadastrar no site do Ficha Limpa. Promessa de candidato.

Antes de deixar o estúdio parecia mais tranquilo, apresentou-me um candidato do partido e me agradeceu por ter feito uma entrevista apenas com assuntos que interessam ao eleitor. Eu havia esquecido de perguntar sobre a ausência de Paulo Maluf.

Perguntômetro

Foram 17 perguntas de ouvintes-internautas enviadas diretamente ao candidato Celso Russomano, antes e durante a entrevista. 39 no total, contando as feitas a todos os candidatos. Já foram repassadas por e-mail à assessoria dele para caso tenha interesse em esclarecer os assuntos propostos pelos ouvintes-internautas.