Corinthians: 100 derrotas implacáveis

 

Nesta onda de homenagens ao Corinthians, não poderia faltar uma “flauta centenária”, tarefa que ficou a cargo de Sebastião Corrêa Porto que relacionou em livro as 100 derrotas implacáveis. Ano após ano, listou momentos de extrema alegria da torcida adversária. Goleadas inesquecíveis como o 7 x 3 da Portuguesa em 1951 até jogos vencidos por placares magros, mas não menos importantes, como o 1 x 0 do XV de Jau, em 1978.

Provavelmente faltarão jogos que você gostaria de ver citados em “Prazer, adversário! Corinthians 100 anos: 100 derrotas implacáveis” (Editora Porto de Ideias), mas o livro está aí para provocar estas boas lembranças. Afinal, vencer um time com a importância e dimensão do Corinthians é sempre muito bom, parafraseando locutor de TV famoso.

Ouça a entrevista com Sebastião Correa Porto, ao CBN SP

Do meu glorioso Grêmio, Sebastião registrou a vitória por 3 x 0 em 2003, no estádio Olímpico. Creio que fez de propósito pois matou dois coelhos com uma cajadada só. Falou mal do Corinthians e ainda lembrou ter sido aquele o ano da derrocada do Tricolor, quando despencamos para a segunda divisão.

Como discordo do jogo escolhido, deixo registrado aqui, texto que o autor dedicou aos confrontos entre os dois mosqueteiros, no capítulo de apresentação do livro:

O que dizer do Corinthians contra o Grêmio ? Até mesmo contra este time gaúcho, que se acha e se sente argentino, o Corinthians leva pau – e dos grandes. É impressionante o serviismo do Corinthians às cores e ao sotaque argentinos. Se não bastassem aqueles episódios vergonhosos do “rei Teves”, do contrato do Passarella, ainda existe uma chuva de goleadas sofridas para este time argentino que entre nós se esconde. Se ainda não se convenceram, lembrem-se do jogo que derrubou o time para a segunda divisão

Alexandre Serpa, do PSB, é o entrevistado de hoje

 

CBN SPDepois de duas ausências seguidas – Tuma doente e Moacyr Franco, atrasado -, a expectativa é que hoje conseguiremos dar continuidade a série de entrevistas com os candidatos ao Senado. O convidado é Alexandre Serpa, empresário de Campinas, interior de São Paulo, ligado a organização sindical, que traz para a política perfil parecido ao de Paulo Skaf, candidato ao Governo pelo PSB. Ele concorre ao Senado pela Coligação “Preste Atenção São Paulo”, que tem ainda a participação do PSL. Já atuou no Ciesp e na Fiesp e, atualmente, preside a Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil-Campinas ADVB RMC.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Antonio Salim Curiati Júnior (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Mercado de ônibus 8×2 cada vez maior

 

Depois da pioneira Scania e da Mercedes Benz, agora é a vez da Volvo apostar no mercado de chassis destinados a veículos de grande porte, como os Double Decker

8 X2 VOLVO

Por Adamo Bazani

A Volvo Buses Latin América apresentou há pouco mais de uma semana sua versão 8X2, de 4 eixos, inédita da montadora sueca no mercado sul-americano. A aposta da empresa é atender com os produtos brasileiros toda a América do Sul, em especial Argentina, Chile e Peru, que, de acordo com a assessoria de imprensa da Volvo, serão os países que devem dar os impulsos iniciais para as vendas. A expectativa da Volvo é que em toda a região sejam vendidas até o fim deste ano aproximadamente 300 unidades do chassi.

O mercado brasileiro deve ficar mais aquecido a partir do próximo ano, neste segmento. E são várias as razões.

A concessão de linhas rodoviárias prevista para 2011/2012, que já deveria ter ocorrido no ano passado; o crescimento do setor de fretamento eventual de turismo e traslados de alta categoria; e grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, devem proporcionar crescimento nos serviços de transportes diferenciados de turistas. O chassi na configuração 8X2 atende exatamente esta demanda de serviços e passageiros: linhas regulares de longa distância e turismo de luxo.

Este mercado transformou-se num dos focos estratégicos das montadoras de ônibus no Brasil. Desde os anos 2000, a Scania já produz os chassis 8X2, compatíveis para veículos de dois andares ou Low Drive, configuração que permite que o salão dos passageiros fique num nível superior ao do motorista, com o veículo tendo altura aproximada de um Double Decker (2 andares). Em maio deste ano, foi a Mercedes Benz que apresentou seu O 500 RSDD, 8X2, com a opção de um produto mais barato, de 360 cv, e o de maior rendimento, de 420 cv.

A aposta da Volvo, no entanto, é no requinte e tecnologia.

O B12R 8X2 possui computador de bordo para diagnóstico, que oferece em tempo real 50 informações da transmissão, motor, freios, suspensão e luzes externas. O freio motor é mais potente e a transmissão é pro caixa I-Shift, que dispensa o pedal de embreagem. Os módulos eletrônicos são integrados, o que diminuiu o número de fios elétricos.

A assessoria de imprensa da Volvo divulgou em nota a opinião de seus executivos.

“A Volvo tem grande tradição em veículos rodoviários. O B12R 8×2 é mais uma solução avançada da marca para o segmento de turismo, trazendo o que há de melhor em tecnologia”, disse Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America. O novo veículo tem uma configuração que atende as exigências de carga legal nos limites impostos pela legislação que rege o transporte rodoviário de passageiros no Brasil. “E reúne toda a nossa experiência em transporte e performance de veículos na área rodoviária”, completa José Luis Gonçalves, gerente de ônibus rodoviários da Volvo Bus Latin America. Como o próprio nome define, o B12R 8×2 tem 8 pontos de apoio e dois de tração. Neste novo chassi Volvo, os dois primeiros eixos são direcionais, condição que facilita a maneira de dirigir e manobrar do ônibus.
 
“Os novos B12R na versão 8×2 vêm com a mesma tecnologia lançada em 2007 pela Volvo Bus Latin America no modelo 6×2 – caixa I-shift, freio a disco com EBS, freio motor VEB de 390 cavalos e ainda ESP, controle eletrônico de estabilidade”, afirma Gilcarlo Prosdócimo, engenheiro de vendas da Volvo Bus Latin America. “Sem falar na alta tecnologia de chassi, que permite ao novo B12R 8×2 ter 500 quilos a menos que os chassis apresentados pela concorrência”.

Em relação aos concorrentes, o ônibus pesa ½ ton. a menos. “Isso é possível por conta de uma nova tecnologia em aço que posteriormente será estendida aos demais veículos Volvo”, ilustra Gilcarlo Prosdócimo, engenheiro de vendas da Volvo Bus.

Adamo Bazani é jornalista da rádio CBN e busólogo. Escreve no Blog do Mílton Jung

Cláusula do “veja bem” afasta candidato do Ficha Limpa

 

ficha-limpa-limpaUma carta foi enviada a todos os candidatos a presidência da República para eles não esquecerem de se cadastrar no site Ficha Limpa. A lembrança foi necessárias porque apesar de toda a publicidade em relação ao serviço que está no ar há duas semanas, nenhum deles se inscreveu até agora.

O problema talvez não seja de memória. E, sim, da cláusula do “veja bem”.

Para se inscrever no Ficha Limpa é preciso apresentar um documento, o de registro da candidatura no TRE, e três declarações: de que não tem condenação em outros Estados, não renunciou a mandato para evitar cassação e – aqui mora o perigo – o que assume o compromisso de publicar na internet a prestação de conta da campanha, semanalmente, com o nome dos doadores, valores recebidos e gastos realizados.

O registro no Tribunal, é simples, pois somente com ele pode disputar o cargo. Basta tirar uma cópia e enviar. A declaração de que nada deve para a Justiça, a maioria pode assinar. Mas a declaração de que vai tratar com transparência as doações na campanha, “veja bem” é preciso …. ou, não tenho como …. ou, as empresas não querem … ou, qualquer outra desculpa que surgir na hora afasta o candidato do site.

Por isso, levantamento apresentado, hoje, pelo Instituto Ethos, que integra o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, mostra que apenas 35 candidatos estão cadastrados no site Ficha Limpa, dos quais apenas dois concorrem a governador: Fernando Gabeira (PV/RJ) e Soraya Tupinambá (PSOL/CE). Ao Senado, são seis, a Câmara dos Deputados, 27.(A lista completa aqui)

Há uma lista de 75 pedidos ainda não aceitos pelos organizadores, pois as informações enviadas estão sendo analisadas. Desde o início do projeto, houve seis denúncias de candidatos cadastrados que não estavam atualizando as contas na internet, mas assim que foram cobrados, os candidatos colocaram as informações em dia. Ninguém foi descadastrados, até agora.

Ainda não chegaram os documentos do candidato Netinho de Paula, que concorre ao Senado pelo PC do B, e se comprometeu publicamente, durante entrevista ao CBN São Paulo, de se cadastrar no Ficha Limpa. Veja bem …

A adesão não é pequena até agora ?

“Eu já esperava”, disse Oded Grajew do alto de seu cabelo e barba brancos, sentando na parte central de uma enorme mesa, ao lado de mais dois ou três integrantes do movimento de combate à corrupção eleitoral. Aos jornalistas que almoçavam a convite do Ethos e se pautavam nas informações servidas, Oded disse que o ideal será o dia em que haverá tantos candidatos dispostos a se inscrever no Ficha Limpa que o serviço não será mais necessário.

Melhor a gente ir para o cafezinho porque vai demorar.

“Sou candidato das lagartixas”, diz Moacyr Franco

 

Faltava um minuto para as 11 da manhã quando o candidato Moacyr Franco chegou ao estúdio da CBN. A entrevista estava marcada para as 10 e 45. E, portanto, conforme regras acordadas com todos os partidos, o candidato ao Senado pelo PSL perdia a oportunidade de conversar por 15 minutos com os ouvintes-internautas. É muito, mas muito mais do que os 35 segundos que lhe serão reservados no horário eleitoral.

Resignado, sentou-se ao meu lado no estúdio, bem mais magro do que quando lhe conheci na televisão, mãos trêmulas, ar de cansado, mas com feições aparentando ser mais jovem do que os 74 anos que a biografia oficial informa. “É um partideco”, disse fora do ar, me surpreendendo pela crítica ao Partido Social Liberal que havia se comprometido a lhe levar de carro da Granja Viana, na região metropolitana, onde mora, até a sede da CBN, no bairro de Santa Cecília, no centro da capital.

Mesmo sem a possibilidade de ir ao ar, Moacyr Franco ficou ali acompanhando o programa e contou algumas curiosidades da campanha, como o inusitado pedido ao eleitor para que não vote nele: “Não peço que vote em mim, só que me escute”. E se o convite for aceito garante que fala apenas em defesa do meio-ambiente “porque esse Planeta vai acabar”.

Agarrou meu braço com força para descrever a conversa que teve em caminhada que fez na cidade de Guarulhos com um eleitor que disse que votaria nele: “Não vota em mim, eu não sou seu candidato, sou candidato das lagartixas e das capivaras”, disse.

Puxei assunto sobre a coligação do PSL com o PSB, de Paulo Skaf: “Não nos ajudam em nada, hoje vamos até lá para ver se eles dão uma força para a gente”.

Falei dos shows e ele disse que alguns estão sendo desmarcados porque os políticos locais com medo da concorrência pressionam os organizadores.

Lembrei que ele havia sido deputado federal pelo PTB: “Foi entre 83 e 87, mas eu era muito ruim, não tinha experiência”.

Das perguntas enviadas antes da entrevista, lamento não ter conseguido fazer um aem especial, assinada pela ouvinte-internauta Fabiana Parra:

“Como sou grande fã, acompanho sua carreira e suas entrevistas há muito tempo. Por isso sei que você declarou, após a experiência de ser Deputado Federal, que não voltaria ao mundo da política, pois esse mundo não é para você. Minha pergunta é: o que aconteceu para você mudar de ideia?

Brasileiro gasta apenas R$ 30 com livros, por ano

 

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A Bienal do Livro motivou a publicação de estudos sobre o hábito do brasileiro com a leitura. O Ibope Inteligência foi descobrir quanto se gasta, por ano, com livros e chegou a uma conta preocupante: apenas R$ 30 por pessoa. Mesmo nos Estados em que os números são mais otimistas, o investimento está na maior parte concentrado nas classes A e B.

Ouça a entrevista com Antônio Ruotolo do Ibope, ao CBN SP

A minha surpresa, durante entrevista com Antônio Ruotolo, que dirigiu este estudo, foi saber que São Paulo gasta menos com livro do que o Rio de Janeiro. Enquanto os cariocas desembolsam R$ 95 por ano, os paulistanos investem R$ 77 – e este valor cai bastante quando se calcula todo o Estado de São Paulo: R$ 47,00. Os estados do Nordeste e Minas Gerais são os que menos gastam com livros.

Outra dado interessante é a desigualdade que existe mesmo dentro das cidades. Em São Paulo, apesar do consumo com livros ser alto, comparado a média nacional, 90% do dinheiro sai das classes mais altas. Para Ruotolo, é provável que os mais pobres não lêem e se o fazem é através das bibliotecas.

O diretor do Ibope explicou que o consumo de livros está ligado não necessariamente ao preço do produto mas a maior concentração de livrarias em algumas regiões. As cidades menores não têm grandes livrarias e, assim, não comportam estoques com mais variedade e volume, restringindo o acesso e o consumo.

“O brasileiro lê pouco e com grandes diferenças regionais”, disse Ruotolo.

Leilão de famosos ajuda alfabetização em Paraisópolis

 

Doações

Emerson Fittipaldi, Giselle Bündchen e Bono Vox são três das personalidades que aceitaram o convite para ajudar o programa de alfabetização de jovens e adultos realizado na favela de Paraisópolis, onde 80 mil famílias vivem, ao lado do rico bairro do Morumbi, na zona Sul de São Paulo. Assim como eles, uma centena de pessoas doaram objetos pessoais para o leilão que se realiza nesta noite, no Budha Bar, da Daslu, que arrecadará dinheiro para a Escola do Povo.

“Este ano, ainda não conseguimos abrir uma turma por falta de dinheiro”, disse Gilson Rodrigues, presidente da Associação de Moradores de Paraisópolis, na conversa que tivemos, nesse sábado. Ele explicou que há cerca de 15 mil analfabetos morando na região e o leilão “é o grande momento desta comunidade, pois com o dinheiro queremos garantir as turmas de 2011”.

Ouça a entrevista de Gilson Rodrigues para o CBN SP

Na lista do site Dutra Leilões, além dos objetos que aparecem nas fotos, é possível encontrar doações de Mick Jagger, uma guitarra autografada por ele; Anna Hickmann e Fausto Silva, que participam com relógios de suas coleções; e do presidente Lula, o terno azul-marinho que usou na primeira posse.

Os lances podem ser feitos on-line através do site ou participando do jantar beneficiente com convites para casal a R$ 250,00. Mais informações na página da Escola do Povo, na internet.

Conte Sua História de São Paulo: Ansiedade no caminho

 

Vicente Tundisi

Deixar Atibaia, no interior, para morar em São Paulo, capital, não costuma ser uma transição muito fácil. Mas para Vicente Tundisi era a realização de um sonho, mesmo que a transferência tenha se dado em um momento de dificuldade para sua família. O pai, Seu Carmini, professor universitário e político, havia sido preso por combater o regime  militar. Com a prisão, perdeu o emprego e foi para a capital disposto a começar um novo momento em sua vida.

No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa, Vicente, nascido em 1957, conta como foram os dias em que encontrava o pai na cadeia e a disposição dele para morar em São Paulo. Uma das passagens curiosas foi a longa caminhada que teve de fazer para visitar pela primeira vez sua namorada – hoje, esposa:

Ouça o depoimento de Vicente Turdisi, no Conte Sua História de São Paulo

A sonorização do Conte Sua História de São Paulo está a cargo do Cláudio Antônio. Você também pode participar agendando uma entrevista pelo telefone 2144-7150  ou no site do Museu da Pessoa.

Moacyr Franco, do PSL, é o entrevistado de hoje

 

CBN SPMúsico, ator e humorista, Moacyr Franco, aos 74 anos, volta a encarar o desafio imposto pela política. Filiado desde setembro de 2009 ao Partido Social Liberal, foi lançado candidato ao Senado e, em meio a agenda de shows, ainda lotada, faz campanha eleitoral. Hoje, estará, ao vivo, no CBN São Paulo, onde participará da série de entrevistas que se iniciou semana passada.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

Acompanhe o calendário de entrevistas com os candidatos ao Senado:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Antonio Salim Curiati Júnior (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Avalanche Tricolor: Alegria está de volta

 

Grêmio 2 x 0 Goiás
Brasileiro – Olímpico Monumental

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A felicidade está de volta ao Olímpico Monumental. Pela vitória, sim, afinal escassa neste segundo semestre, e temida por aqueles que não sabem reconhecer o sabor de uma conquista. O sentimento que tomou a torcida no início desta noite gelada, em Porto Alegre, porém, foi resultado de algo mais do que um placar que estará nas páginas dos jornais amanhã.

A satisfação cantada nas arquibancadas tem relação com as investidas do garoto Neuton que parece ter retomado a coragem de jogar, com as aparições de Fábio Santos que atuo muito mais no ataque do que em sua posição original, com a distribuição de jogo comandada pelos pés de Souza e pela insistência de Jonas.

Os carrinhos, as roubadas de bola e as divididas vencidas também causaram esta sensação em quem se atreveu assistir à partida de um time que há 10 jogos havia esquecido de vencer.

Os gritos ouvidos lá pelos lados da Azenha, é claro, estão ligados ainda pelo que nosso menino, já bem amadurecido, William Magrão fez em campo, partindo para cima do adversário, invadindo a área em meio aos marcadores e chutando do jeito que a bola vem. Ou cabeceando quando esta chega pelo lado.

O desempenho de Magrão e seus dois gols me fez pensar sobre a força que a mente tem sobre nossos atos. Numa equipe que apostou na mística de seu ex-camisa 7 para virar a história desta temporada, foi curioso ver que a vitória de hoje foi conduzida pelo número 9 às costas de um volante. Ele foi para o ataque, acreditou na sua capacidade e decidiu o jogo como um atacante.

Sim, no meu time o volante veste a 9 e faz gols.

O Grêmio precisará muito desta força que surge dentro de cada um dos indivíduos que compõem seu coletivo. E da crença de seus torcedores que, após a partida, demonstraram seu entusiasmo comemorando ao lado dos jogadores, no fundo do campo. E depois invadiram o Twitter e colocaram o nome do nosso time nos primeiros postos do trending topics.

Aquela camisa 9, aquele eterno camisa 7 e todas as demais camisas tricolores se movem agora em uma Avalanche que só vai parar quando chegarmos ao topo do Brasileiro.