De lei do amor

 


Por Maria Lucia Solla

é dentro de mim
onde melhor percebo
o mundo lá fora

em mim se confundem
sentimento e emoção
lá fora a vida
faz refrão

em mim dor
lá fora também
sem tirar nem pôr

O mundo lá fora é criado por nós, e não está fácil manter equilíbrio e serenidade. Mas há Anjos, de todas as Hierarquias, dando duro para nos ajudar a evoluir, para que nossa consciência se amplie. Você acredito nisso? Eu não. Eu sei isso!

A gente olha para um lado e encontra uma iraniana de nome difícil e de rosto bonito, ajoelhada no milho à porta da morte. Pode ser um anjo aprisionado pela loucura humana, mas também pode ser um demônio, criado pela mesma loucura humana. Quanta moça de rosto bonito já morreu, antes dela, acusada de amor. De amar! Do amor indivisível cantado em verso e prosa, -loucura!- elencam-se amores que se encaixam nos preconceitos de cada tribo, e se não se encaixam, sua sina é a morte por apedrejamento, forca, dor, melancolia, inanição; pouco importa.

A gente olha para o outro lado e vê o moço rico, famoso, bonito, matando a mocinha gostosa, dadivosa, gananciosa. Olha para trás e para frente e encontra pais que jogam filhas da janela, no rio, no lago, na rua, na boca do lixo, trocando ideia com outros que mantêm filhas em cativeiro e procriam com elas.

Aí penso: que pesos e medidas são os nossos que não aceitam o amor verdadeiro, que gera ordem, respeito, e mais, e mais amor?

Eu, aqui do meu ponto, ando limpando nas minhas bibliotecas: externa e interna. Quero continuar a renovar conceitos, a rever sonhos, a redirecionar meu coração e meu olhar. Quero sempre reavaliar minhas crenças, e decidir o que fica e o que vai.

Difícil !

A gente mede tudo com medida de preconceito, e vivemos a vida tentando nos ajustar a ela. Por isso tanta dor e tão pouco amor. A gente vive a vida com fome, alimentando pecados e virtudes que vão, descaradamente, contra a lei do amor

para sermos mais felizes
há que deixar de lado
preto e branco
há que experimentar matizes

rever cardápios
à luz do coração
deixar de lado a dura razão
e deixar que escape dos lábios
palavras doces
de amor e de compaixão

é preciso o soco com um beijo amortecer
um lindo poema de amor escrever
para o mundo
deixar de adoecer

guerra
dentro e fora de nós
nasce de dentro
de você
e de dentro de mim

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

A sustentabilidade na moda

 

Por Dora Estevam

bolsinhas de palha
Cresce cada vez mais o interesse de pessoas pela Moda Sustentável.  São estilistas, fashionistas, colunistas e criadores todos em volta de um tema que parece tão estranho à primeira vista.

Estranho, pois quando se fala em moda a primeira ideia que vem a mente é gastar, consumir, comprar compulsivamente – em alguns casos, é claro. Ao incluir o sustentável à moda, faz-se o caminho inverso: economizar, usar o que tem em casa, reformar tudo o que foi possível ou comprar de segunda mão.

Para difundir esta questão no Brasil a consultora de moda e stylist Chiara Gadaleta Klajmic preparou curso para estudantes de moda, jornalistas e profissionais interessados na moda sustentável, que se realizará na Escola São Paulo, de 21 a 30 de setembro.

A intenção é abrir discussão sobre o mercado da moda, traçando um paralelo com o desenvolvimento sustentável. Da forma mais criativa e lúdica possível. Questões mais técnicas serão abordadas, também: relações internacionais –   com a China, mais especificamente; fast fashion; renovação de tecidos e relações humanas.

Chiara abraçou a ideia da moda sustentável e defende a causa através de ações divulgadas no blog Ser Sustentável com Estilo. Passeando por lá. pude ler temas incríveis, uma mistura de poder aquisitivo com economia e criatividade para não esbanjar dinheiro e conservar o meio ambiente.

Produção de Chiara Gadaleta

Produção de Chiara Gadaleta

Há quem pense que moda sustentável é fazer colcha de retalhos coloridos, bem caipira, ou colar com casca de árvore. Engana-se. Saiba que os trabalhos são muito mais requintados do que se imagina.

A estilista Serpui Marie, por exemplo, está no mercado de sapatos e acessórios há 20 anos. Destes, há 18 exporta suas criações e convive com as exigências do mercado internacional.

Serpui sempre trabalhou com produtos naturais, mesmo muito, mas muito antes do assunto virar interesse público. A estilista desenvolve modelos como chapéus e bolsas de palha, e é ai que entram os materiais naturais como palha de banana e de milho, e também tábua e buriti. Para tingir as palhas a tinta também é natural. Toda a produção está concentrada no Sul de Minas Gerais.

Outro estilista que ficou muito conhecido através da técnica do reaproveitamento é Geová Rodrigues. Foi tentar a carreira de artista plástico fora do Brasil (desde 1989) e descobriu o lixo das grifes instaladas na 7ª Avenida em Nova York, de marcas como Calvin Klein, Donna Karan e Anna Sui. Deste lixo de retalhos luxuosos, o estilista fez peças incríveis e exclusivas. Logo chamaram a atenção de revistas e celebridades famosas.

Outro site muito interessante para quem quer tornar a relação da sustentabilidade mais próxima é o da Fundação Ecotece. Lá tem tudo o que precisamos saber e entender para deixar o guarda-roupa mais eco-fashion.

Segundo a consultora Chiara, medidas como economizar energia, conter o desperdício de água e controlar o consumo vão fazer bem ao seu corpo, a sua mente e ao nosso planeta.

Pesquisando descobri muitos outros sites incríveis sobre o consumo de moda sustentável. Eu ficaria aqui rolando posts e posts de tanta coisa boa. Vale muito a pena dar uma olhada, tenha certeza que você vai se identificar com alguma ideia sobre o tema.

Agora, eu adoraria saber qual a sua dica sobre o assunto.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung

Sem voz, Tuma desmarca participação em entrevista

 

CBN SPO senador Romeu Tuma (PTB) que concorre à reeleição desmarcou, através de sua assessoria, a participação em entrevista no CBN São Paulo. A alegação é que o candidato está afônico e por recomendação médica terá de repousar por 48 horas. A presença dele no programa havia sido acertada durante reunião com todos os representantes de partidos e a data foi definida por sorteio.

Aos 78 anos e ocupando uma cadeira no Senado desde 1994, Romeu Tuma está em plena campanha disposto a entrar em seu terceiro mandato na Casa. Desta vez, disputa o cargo pelo PTB – Partido Trabalhista Brasileiro e enfrenta uma das mais difíceis eleições, pois existem ao menos cinco nomes com potencial para conquistar uma das duas vagas que estão em jogo.

Acompanhe o calendário de entrevistas com os candidatos ao Senado:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (ausente)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Antonio Salim Curiati Júnior (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Cidadão protesta contra propaganda eleitoral

 

Cavalete de Paulo Skaf‘Mal acostumado’ com a Lei Cidade Limpa, o paulistano tem se mostrado intransigente com a propaganda eleitoral que aparece ainda timidamente pelas ruas da capital. O uso de cavaletes móveis tem sido a prática mais comum daqueles que saíram na frente apresentando-se como candidatos. Há ainda bicicleta circulando com outdoor, totens postados nas esquinas e cartazes colados em muros, entre outras modalidades.

O empresário Paulo Skaf que tenta ganhar espaço na disputa ao Governo do Estado foi o primeiro a partir para o ataque. Porém, a ação de marketing tem causado incomodo nos eleitores que enviam, todos os dias, fotos e reclamações pelo que consideram um abuso.

Uma dessas placas, colocada indevidamente no meio de um calçada na rua da Móoca gerou reação inusitada: o cidadão decidiu tirá-la do caminho, a encostou na porta de uma loja fechada e pendurou um recadinho para o candidato – ou, como o próprio escreve, ao “Sr Cavalete”. Na mensagem, o autor da carta fala em arrogância e reclama que o cavalete estava ocupando metade do passeio público. Deixa claro que sua indignação também está ligada ao fato de que, enquanto o candidato usa este meio para aparecer, ele, comerciante, está proibido.

É provável que a mensagem não tenha chegado até Paulo Skaf, mas o candidato já sabe das reclamações e postou um vídeo no You Tube no qual justifica o uso deste material, lembrando que está dentro da lei e ser esta uma das poucas maneiras dele se apresentar ao eleitor. Além disso, o empresário se compromete a reciclar o material usado ao fim da eleição. (assista aqui)

Cartazes, bonecos e bicicleta com propaganda eleitoral

Cartazes, bonecos e bicicleta com propaganda eleitoral

Eliana Passarelli, assessora de comunicação do TRE-SP, confirma que o uso de cavalete é legal, mas alerta que este só pode permanecer no local das 6h da manhã às dez da noite. Ela disse que o Tribunal tem recebido várias notificações de candidatos que não estão recolhendo o material durante à noite e esta prática é passível de multa. Sobre o espaço que ocupa, Passarelli alertou que as placas não devem interromper o passeio público: “É preciso bom senso”, comentou ao CBN São Paulo, nesta quinta-feira.

Ouça a entrevista de Eliana Passarelli ao CBN SP na qual ela fala de outras formas de propaganda eleitoral e do voto em trânsito.

Agora o outro lado:

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Cometem grandes equívocos, reclamou Netinho de Paula

 

Netinho de Paula PC do BEm 15 minutos de entrevista, o candidato ao Senado do PC do B Netinho de Paula repetiu quatro vezes a palavra equívoco e usou ao menos mais duas vezes seus sinônimos para justificar problemas relacionados a ele ou a campanha dele.

Foram equívocos, por exemplo, o uso do cartão corporativo para questões particulares pela suplente na chapa dele, a ex-ministra Matilde Ribeiro; a denúncia de que ele contratou uma empresa de buffet e de serviços cinematográficos para produzir um site, com dinheiro da Câmara Municipal de SP; a reportagem que o acusa de compra de voto, apenas por ter oferecido a eleitores a presença em shows; e o nome do PC do B estar escondido na página oficial do candidato na internet.

“Eles têm cometido grandes equívocos …” disse Netinho sobre equipe contratada para lhe assessorar. Se comprometeu a incluir o nome do Partido Comunista do Brasil, a partir de agora.

Por falar em comunismo disse que o Governo Lula é socialista, sem excesso, sem radicalismo, sem acabar com a propriedade privada ou atacar empresas e bancos particulares. Um comunismo ao estilo brasileiro, explicou. Fácil de entender, basta seguir a lógica do candidato que conseguiu identificar um cunho político no programa que o lançou na TV, Um dia de Princesa: “mostrava o que havia de errado e faltando para as pessoas”.

Do que fez na Câmara de Vereadores, destacou projeto de lei aprovado pelos colegas e a espera da sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que cria os Centros de Referência da Juventude. Do que pretende fazer no Senado, reforçou seu discurso em defesa da juventude como forma de conter o aumento no número de pessoas dependentes de drogas.

Falou, ainda, do preconceito que existe contra negros e pobres, do qual se considera vítima, também.

Durante a entrevista assumiu o compromisso de se cadastrar no site Ficha Limpa, o que não teria feito ainda por falta de tempo a medida que a correria nesta campanha é grande.

Antes de encerrar pediu ajuda aos empresários que financiem sua campanha, pois até aqui “não tem ninguém bancando”, apesar de a previsão de gastos da coligação da qual faz parte ao lado Marta Suplicy (PT) ser de R$ 12 milhões.

Ouça aqui a entrevista de Netinho de Paula do PC do B e dos demais candidatos ao Senado que já participaram desta série

Netinho de Paula na entrevista com candidatos ao Senado

 

CBN SPUm dos nomes mais cotados para ficar com uma das duas vagas em disputa no Senado, por São Paulo, o vereador Netinho de Paula, do PC do B, será o entrevistado de hoje do CBN São Paulo, na série que se iniciou nesta semana. Ele faz parte da chapa de Marta Suplicy (PT) que é a líder nas pesquisas de opinião.

Em 2008, com cerca de 84 mil votos, foi o terceiro colocado na eleição para a Câmara de Vereadores e nunca escondeu seu desejo de chegar ao Senado, em Brasília. Apesar de apostar mais uma vez na sua popularidade como músico, por enquanto as pesquisas não têm dado a ele o favoritismo esperado. Está empatado tecnicamente, em segundo lugar, com Quércia (PMDB) 20%, Romeu Tuma (PTB) 19%, e Ciro Moura (PTC) que tem os mesmos 18% que ele na preferência dos eleitores, segundo o Ibope de 30 de julho.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

Acompanhe o calendário de entrevistas com os candidatos ao Senado:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Antonio Salim Curiati Júnior (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Foto-ouvinte: Verde e seguro

 

Árvore adaptada

A árvore teimava em ocupar o seu espaço e oferecer sombra o mais distante que alcançasse. Seus galhos se esticavam muito além do que o dono do terreno na rua Abegoaria, no bairro da Pompeia, imaginara. A casa, porém, não poderia ficar desprotegida. Era necessário elevar o muro no seu entorno. Sabe como é que é. Cidade grande é sempre perigosa. Não dá pra vacilar. Como passar o serrote no tronco não soava bem, o proprietário tentou dar um jeitinho para que a convivência com a natureza fosse preservada, e a segurança, também. O resultado foi registrado pelo ouvinte-internauta Fábio Porlan que enviou a foto para o Blog do Mílton Jung.

Travesso, do PSTU, defende mudança na regra eleitoral

 

Dirceu Travesso, PSTUCansado após subir dois lances de escada, resultado do processo de recuperação de um tratamento médico ao qual está sendo submetido, mas suficientemente entusiasmado para tremular as bandeiras socialistas durante os 15 minutos em que participou da entrevista. Foi assim que o segundo candidato do PSTU ao Senado Dirceu Travesso se apresentou nesta manhã de quarta-feira no estúdio do CBN São Paulo. Pelo bom humor e otimismo na conversa antes e depois da entrevista, demonstra que encara bem os problemas de saúde: “a causa vale a pena”.

Difícil mesmo vai ser convencer o eleitor de que o projeto socialista ainda é uma opção a ser levada em conta. Digo isso com base na opinião de ouvintes-internautas que enviaram mensagens durante a entrevista e nas votações alcançadas pelo Partido Socialista do Trabalhador Unido nas eleições anteriores. Em 2006, o candidato ao Senado, Mancha – hoje disputando o Governo do Estado – fez 81 mil votos, menos de 0,5% do total apurado. Dois anos antes, o próprio Travesso conseguiu pouco mais de 8 mil votos quando disputou vaga para vereador. De acorso com pesquisa Ibope, ele tem, atualmente, 2% da preferência do paulistano – se confirmado será a maior votação já alcançada pelo PSTU, no Estado.

Travesso reforçou o discurso de sua colega Ana Luiza de Figueiredo, que esteve presente no primeiro programa da série com os candidatos ao Senado, contra o capital privado e o sistema eleitoral – ambos a serviço da elite brasileira, disseram. Defendeu a mudança das regras na eleição brasileira, começando pela forma de financiamento das campanhas que, no seu entender, deveria ser público. Não entende, por exemplo, porque os sindicatos e associações são proibidos de doar para os partidos e candidatos

Ouça a entrevista de Dirceu Travesso e dos demais candidatos que já participaram da série promovida pelo CBN SP.