Olhar de Pétria: Aricanduva em risco

 

Deslizamento em Aricanduva Foto Pétria Chaves

O deslizamento de terra interrompeu parcialmente a avenida Aricanduva, na zona leste de São Paulo. A Pétria Chaves que sobrevoou o local, nesta manhã, ficou preocupada com a situação das residências que estão no topo do morro. Além do risco de que a chuva que se avizinha, nesta quinta-feira, possa causar ainda mais estrago no local.

De bem com a TPM

 

FRISO VERMELHO

 

Por Abigail Costa

TPM, uma companheira de décadas.
Chegou assim, CHEGANDO, nem pediu licença, entrou e ficou.
Por diversas vezes tentei deixá-la de fora da minha vida, mas se tem alguém fiel a mim, é a bendita.

No começo me desesperava.
Meu Deus, até ontem estava tudo bem! Agora estou me sentindo péssima.

E a coitada da mamãe que mesmo fazendo “de um tudo” pra me agradar, nada estava bom. Sem falar da sensação de vítima, coitada, rejeitada e INCHADA de fato!

Resumi o que se pode escrever sobre ela. Tem tantos outras impublicáveis.

Se o conselho é “procure um médico”, “terapias complementares”, “blá-blá-blá…” já procurei, já tomei, já fiz.

Com o passar do tempo resolvi tirar proveito, sim, até o ruim, se espremer do lado certo, vinga. Sei quando minha amiga-mensal está se aproximando. Primeiro aviso aos mais chegados. Segundo não sou, estou me sentindo coitada. Agora vem a parte melhor. Faço uso dela, LITERALMENTE.

O que poderia passar por mais um incomodozinho, resolvo, falo, deixo bem claro.
Interessante é a vontade de botar pra fora o que me incomoda, sem medo….
O que antes poderia ser um “isso nem vale a pena retrucar”, com a minha fiel escudeira vale.

É mais que um anti-qualquer-coisa que sara a gente.
É seguro, é legitímo.
É uma coragem que você não sabe de onde vem.
Às vezes o som da própria voz surpreende.

Como me sinto depois?
De alma lavada.
Sem pedido de desculpas, pra mim é claro.

Em tempo: já me despedi da minha… mês que vem tem mais.

Abigail Costa é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung, ao menos uma vez por mês sob o efeito da TPM.

Os buracos da República

 

Buracos da Republica

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Há seis meses os dois principais buracos da praça da República causam transtornos aos pedestres. O engraxate Francisco Manoel da Silva, 68, o Paraíba, protestou e encenou para mostrar como uma senhora de idade caiu, ao se enganchar no cone que fica dentro do buraco. “Em setembro, os funcionários da Prefeitura colocaram um cone aqui e um cavalete no outro buraco e nunca mais voltaram. E tem mais, se alguém vier me incomodar por causa da história desses buracos, vou direto à Delegacia do Idoso”, adverte o engraxate.

Paraíba trabalha há 40 anos na praça da República e diz nunca ter visto nenhum Prefeito andando na praça.

IPTU aumenta mais de 400% em Taboão da Serra

 

Protesto na Câmara Foto: Allan dos Reis/Taboão em Foco

Os moradores de Taboão da Serra estão indignados – e tem razão – com o aumento no valor do IPTU que chegou a 400%. O prefeito Evilásio Faria (PSB) da cidade vizinha de São Paulo usou do mesmo recurso da capital para reajustar o imposto: atualizar a Planta Genérica de Valores. Ou seja, fez estudo para identificar o valor de venda dos imóveis e aplicou o IPTU sobre este novo valor. A medida que Evilásio, assim como Kassab (DEM), chama de “justiça fiscal” vai causar um rombo no orçamento familiar.

Perguntei sobre isso para o prefeito, em entrevista nessa quarta-feira, mas ele não foi nada sensível à questão. Insiste que está no caminho certo e só muda de posição se o morador for até a prefeitura e provar para ele que o valor do imóvel está incorreto. Usa da burocracia para justificar a injustiça.

Por e-mail, o ouvinte-internauta Samira Silva escreveu: “Diante desta situação vemos que não foi adotado critério algum, as vias estão em péssimo estado, a coleta de lixo é de quinta categoria, enchentes constantes, não temos coleta seletiva e nem projetos”.

Paulo Maranhão também reclamou: “Revolta total no atendimento da prefeitura e (eles) não dão explicação”.

Lá na Câmara, os vereadores foram pressionados, também. E apesar de terem sido eles que aprovaram o projeto de reajuste prometem ir hoje ao prefeito para pedir mudanças nos valores cobrados da população. Ou ignoram o que aprovam ou estão jogando pra torcida.

Leia o que diz Allan dos Reis, do Blog Taboão em Foco e integrante do Adote um Vereador:

Na primeira sessão legislativa de 2010, a Câmara Municipal de Taboão da Serra foi palco de um protesto dos moradores do município contra o aumento abusivo do Imposto Predial Urbano Territorial (IPTU). Os contribuintes reclamam que o aumento supera, em muitos casos, a cifra de 500%. A prefeitura justifica que os valores estavam defasados e por isso foi atualizada com a correção da Planta Genérica de Valores (PGV), aprovada pela câmara no dia 1º de dezembro.

Agora os vereadores tentam fugir de suas responsabilidades, de terem aprovado a correção da PGV sem debates e cheios de dúvidas, e culpam os técnicos da Secretaria de Habitação pelo aumento abusivo, já que eles teriam garantido que o aumento não iria ultrapassar a cifra de 100%.

Leia o texto completo no Blog Taboão em Foco

Avalanche Tricolor: Porto Alegre, 44º


Grêmio 1 x 1 São Luis
Gaúcho – Porto Alegre

O Guaíba que apelidamos de rio, apesar de ser um estuário, compõe um dos cenários mais bonitos de Porto Alegre. O pôr-do-sol visto de alguns pontos estratégicos da cidade é uma atração. Porém, o sol no verão da capital gaúcha chega a ser cruel. A terra do frio, assim conhecida nacionalmente, vira um inferno.

Obrigar atletas profissionais a jogarem futebol nestas condições é um crime. E este foi cometido na tarde desta quarta-feira, em Porto Alegre. Não sei a justificativa para tal – e mesmo que saiba não serei convencido de que a decisão não foi absurda -, mas Grêmio e São Luis, assim como Porto Alegre e Santa Cruz, foram a campo às cinco horas da tarde, em pleno horário de verão. Não por acaso, as duas partidas se encerraram com o mesmo placar: um suado empate de 1 a 1 – sem trocadilho.

No momento em que os jogadores esboçavam esforço, a Climatempo anunciava 37º, temperatura oficial; dentro do gramado chegava a 40º; e a sensação térmica, 43º. Ninguém joga decentemente nestas condições, mesmo que o árbitro da partida tenha feito três paradas técnicas – as duas primeiras, aliás, não compensadas nos acréscimos.

Joga menos ainda uma equipe em reconstrução como é o caso do Grêmio que necessita entrosar aqueles que chegaram com aqueles que ganharam posição de titular. Dos 11 que começaram a partida, seis são “novatos”: Maurício, Ferdinando, Hugo e Borges contratados neste ano e Joílson e Lúcio, entrando na equipe apenas agora. Sem contar o prejuízo com a perda do talento de Souza por quase seis meses, após lesão grave no Gre-Nal.

Uma situação tão cruel que o comentarista da TVCOM, ex-jogador Batista, que aguardava o início do jogo na cabine do estádio Olímpico, não resistiu ao calor. Desmaiou diante da câmera. Voltou bem em seguida. Mas não chegou a levar em consideração este aspecto no momento de avaliar o futebol jogado pelas duas equipes.

Ainda bem que ao fim de tudo, o Grêmio encerra mais uma rodada como líder e mantém a incrível invencibilidade de quase um ano e meio dentro do estádio Olímpico – o nosso caldeirão.

Vereadores vão gastar R$36,8 mi em comunicação

 

adoteIndignada. Este é o sentimento da coordenadora do Movimento Voto Consciente Sonia Barboza em relação aos R$ 36,8 milhões reservados no Orçamento para a criação de uma agência de comunicação na Câmara Municipal de São Paulo.

Para a ativista, os vereadores deveriam se preocupar mais em tornar as informações transparentes, publicadas no site e com acesso facilitado ao cidadão em lugar de fazer propaganda, como Sônia desconfia que o dinheiro acabar sendo gasto.


Acompanhe no site da CBN São Paulo a entrevista com Sônia Barboza e a reportagem com os vereadores que explicam como será investido o dinheiro na agência de comunicação

Código de defesa do eleitor, por que não?

 

Por Carlos Magno Gibrail

adoteO código de defesa do consumidor é uma realidade. Foi inegavelmente um avanço na relação consumidor-fornecedor. Ainda prevalece a força do poder capitalista, entretanto estamos em situação melhor do que há 20 anos.
E o consumidor como eleitor? Se os serviços e produtos oferecidos aos consumidores tiveram melhorias em muitos casos devidos ao Código, não podemos dizer o mesmo dos serviços prestados pelos políticos que receberam votos dos eleitores.

São Paulo hoje é um exemplo e tanto. Cidade que foi desrespeitada pelos políticos em sua natureza sob todos os aspectos, a começar pelo que se fez contra o sistema fluvial. Aviltado e brutalizado e até mesmo assassinado pelos dirigentes e legisladores, que implacavelmente os agrediram. O Tamanduateí era tão piscoso que fornecia a base de alimentação à população. O viaduto do Chá era berço de um bucólico riacho, hoje rebelde, se manifesta a cada chuva mais intensa. Tietê e Pinheiros, nem é preciso citar. Quem vive em São Paulo sabe o tanto que se fez de errado e se continua errando. A ponto de Maluf, o que matou o Tamanduateí e criou o Minhocão, defender o assassinato do rio Tietê. É coisa de arrepiar. Profissional.

Antes que estes elementos naturais, rios, riachos, lagos, lagoas, montes, montanhas, serras, cerrados, mangues e pântanos completem a sua vingança, exterminando seres humanos que embora humanos certamente não fossem responsáveis pelos abusos, é melhor que se estabeleça o Código do Eleitor.

Um bom primeiro passo seria a transparência do financiamento, tornando claro o doador e o candidato.

O Senador Eduardo Suplicy pensou nisso. Sua emenda ao projeto de lei da reforma eleitoral propunha como direito dos eleitores acesso a uma lista com os doadores de cada candidato nos dias 6 e 30 de setembro do ano eleitoral. Ao mesmo tempo em que obrigava os partidos a declararem as doações antes das eleições realizadas no mês de outubro.
No dia 15 a emenda foi derrubada por 39 senadores, favoráveis a ocultação. 23 foram favoráveis à transparência nas doações. 

Na sequência deste artigo, a lista de nomes e e-mails dos senadores e como eles votaram sobre as doações ocultas para suas campanhas (é só clicar no ‘leia mais’, no fim do texto), para que se possa concluir que há muita semelhança e pouca esperança nas direções partidárias. PT, PSDB, DEM, expõem a mesma opinião a respeito de camuflagem eleitoral. Isto é, são a favor do secreto, que convenhamos começa a se tornar um dos estilos do Legislativo.

Entretanto o TSE Tribunal Superior Eleitoral não assimilou a decisão do Senado. O ministro Arnaldo Versiani elaborou uma resolução que reprimirá as doações sem identificação dos doadores e os candidatos beneficiados. Aprovada pelo plenário do TSE o texto será submetido a audiências públicas.

Ontem e amanhã, o TSE realizou e realizará as audiências públicas para discutir as regras para o pleito de outubro. Uma das propostas a entrar no debate objetiva acabar com a chamada doação oculta, quando não é identificado o candidato que recebeu o capital.

Rodrigo Maia, filho de César, presidente do DEM defende a camuflagem peculiarmente “Além de perfeitamente legais, as doações constam da prestação de contas das agremiações. Isso quer dizer que não há nada de secreto, oculto ou escondido aqui”

Sofisma à parte esclarece definitivamente “A base da confiança é a verdade”, que escolheu como título de seu artigo estampado na Folha de sábado. Em resposta à mesma questão também dirigida a Claudio Weber Abramo, filho de Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil: “Nas democracias representativas de matriz liberal, como é o caso do Brasil, os mecanismos de financiamento eleitoral operam sob a tensão da disparidade entre o poder econômico de empresas privadas e o de eleitores individuais… A lacuna foi finalmente reconhecida pelo TSE, que submeterá à audiência pública proposta de normas para a regulamentação do pleito deste ano… A medida claramente beneficia o eleitor”

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, é da linha de Maia: “Os partidos dependem disso. A doação por internet, aprovada na reforma eleitoral, deve mudar o cenário, mas ainda somos dependentes do setor privado.”


Francisco Dornelles, senador PP: “Quem paga os custos com a produção do programa eleitoral gratuito e os problemas jurídicos? Somos nós. É lógico que, no repasse, o candidato a governador fique com mais verba que o candidato a deputado estadual. Faz parte da estratégia. Isso é coisa de quem não entende de campanha. Se você proibir que os candidatos recebam doação, 95% deles não vão disputar.” 



Carlos Velloso, ex-presidente do TSE e do STF, contrapõe: “Sem dúvida, o TSE não é legislador. O tribunal tem a faculdade de expedir resoluções com base na legislação. Mas isso não é copiar a lei ipsis litteris, senão, não precisaria da resolução. Ela visa à regular, fazendo com que a regra tenha a justa aplicação, que são as eleições limpas e legítimas. E isso não é somente ler a lei.”

Advogado especialista em direito eleitoral, Antonio Augusto Mayer dos Santos, que escreve às segundas aqui no Blog do Mílton Jung, contradiz: “O TSE penso, não pode restringir estas doações indiretas, pois a matéria é legislada. Portanto, Resolução não se sobrepõe a texto do Congresso Nacional. Contudo, como aqui é o país onde tudo vale, lá pelas tantas a Corte estabelece uma redação dúbia ou confusa, como é de seu feitio, e restringe. Esta matéria é da esfera interna dos partidos, eis que estes é que estabelecem as regras internas para os eventuais repasses. O tema exige aperfeiçoamentos. As audiências do TSE serão entre 2 e 4 deste mês, para inglês ver!”.

Pode ser que o STF tenha que decidir. Para os eleitores fica decidido. Há a inequívoca certeza de que a intenção do CEOs e Presidentes das modernas e contemporâneas corporações privadas, tão pressionados por resultados, ao destacar recursos financeiros a partidos e candidatos, o mínimo que esperam é uma taxa de retorno condizente com o mercado de capitais.

Se as santas entidades espirituais cobram esmolas, dízimos e contribuições, por que as agnósticas entidades de negócios não cobrariam retorno às suas contribuições?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Mílton Jung e só gostaria de saber por que os partidos tem tanto medo de falar a verdade ao eleitor

Continuar lendo →

Motorista é multado por não usar cinto na moto

 

Motorista de carro ser multado por não usar capacete já havia noticiado (é só confirmar aqui). Multado por dirigir moto sem cinto de segurança, foi a primeira vez. Aconteceu com o paulista Luiz Zini que não bastasse ser punido por algo impossível, ainda o foi em lugar que jamais passou: Barra Mansa, Rio de Janeiro.

Para completar a comédia do absurdo, ainda será obrigado a quitar a dívida para depois fazer a reclamação.

Leia a história contada por ele:

A CBN,

Parece mentira mas não é, fui multado em Barra Mansa, no estado do Rio de Janeiro, local que jamais estive, por não usar cinto de segurança em uma motocicleta. Dois absurdos ao mesmo tempo. . .

Para que eu possa recorrer fui instruído pelo Detran a pagar a multa para depois recorrer e ver se será deferido o meu pedido de ressarcimento!, imaginem só, ser multado em um lugar que jamais estive, por não usar um equipamento que não existe em motocicletas, e tenho que pagar e depois pedir reembolso, é simplesmente inacreditável.

O que se espera de um órgão público que emite multas e punições, é que no mínimo o sistema não emita uma multa absurda como essa, é o mesmo que multar um motorista de automóvel por não usar capacete. Sou favorável as multas, infelizmente é um dos poucos métodos que funcionam e inibem os infratores, mas o mínimo de cuidado deveria ser tomado.

Enfim, nesse pais temos que provar que não somos culpados para não sermos punidos, até de um caso claramente equivocado como esse.

Abraços
Gini”

Ônibus fica mais caro que metrô, em SP

 

Um registro histórico no sistema de transporte de passageiros em São Paulo: pela primeira vez, feitos todos os reajustes anuais, está mais barato andar de metrô do que de ônibus. Por este, desde janeiro você paga R$ 2,70; pelo outro, a partir de 9 de fevereiro, pagará R$ 2,65. A diferença de R$ 0,05 vai provocar mudança de hábito nos passageiros ?

O professor de engenharia de Transportes Públicos da Escola Politécnica da USP Jaime Waisman acredita que sim, mesmo porque o sistema de ônibus está lento. E agora, caro. Para ele, a operação poderia ter um custo menor se houvesse investimento em corredores exclusivos que aumentariam a velocidade do transporte e ofereceriam mais conforto ao passageiro.

Ouça o que disse o professor de engenharia Jaime Waisman

“Linha de ônibus” para os alagados de São Paulo

 

Ônibus para enchente

Longe de me meter em área que nosso companheiro Ádamo Bazani é craque, mas é evidente que o ônibus da direita parece mais apropriado para transportar passageiros pelas ruas de São Paulo do que o da esquerda que está sendo usado para levar os moradores dos jardins Pantanal e Romano para casa. No humor sarcástico do pessoal que vive na região, a prefeitura assim que providenciar a compra dos modelos mais modernos vai implantar o bilhete-úmido, e o governo do Estado já teria autorizado a criação do Pedágio Aquático.

(a foto do bote resgatando moradores foi enviada pelo ouvinte-internauta Robson Simphronio e está publicada no Blog Notinhas de São Miguel)