Velhice abandonada, carrinho quebrado

 

Carroceiro com carrinho quebrado

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Para o carroceiro Francisco Inácio do Santos, a quarta- feira, 13/1/010, foi um dia de muito trabalho e reflexão. Seria apenas mais um dia de busca de materiais recicláveis, se a sua carroça não tivesse perdido a direção e quebrado na descida da rua do Ouvidor, Praça da Bandeira, com 250 quilos de papelão. Para consertá-la, contou com a solidariedade de algumas pessoas.

Francisco falou um pouco de seu trabalho: “Quando a tarde vai chegando, o cansaço é tremendo. Sinto uma enorme fraqueza nas pernas. Há horas que dá vontade de desistir e largar tudo. Não posso fraquejar. O que mantém um homem de pé é a disposição pelo trabalho, a fé num ser superior. De que tenho medo? Olha, a rua é brutal. Tenho medo de gente pessimista, ignorante… Medo de morrer puxando carroça. É muito peso. Estou a caminho dos 70. Não, não sou o único velho, tem gente mais velha do que eu no varal de uma carroça. É preciso garra! Nem todo mundo aguenta, pensa assim… A velhice não me assusta. O que me assusta é a velhice acomodada, maltratada, esquecida, abandonada. Não, não me sinto velho abandonado. As pessoas são diferentes. Tenho um projeto… Alguém sabe quantos velhinhos de rua tem a cidade? Muitos estão doentes, morrendo à míngua debaixo dos viadutos. Eu estou trabalhando. A cidade está entupida de moradores de rua. Uma hora tudo isso explode¨.

Francisco está cuidando de sua aposentadoria e sonha com a paz das praias de João Pessoa, Paraíba, a sua terra.

Pesquisa vai confirmar queda de satisfação com Kassab

 

A nova pesquisa que vai avaliar a opinião do público sobre o trabalho do prefeito Gilberto Kassab (DEM) reforçará a ideia de que há crescente insatisfação do paulistano com a administração municipal, neste momento. O estudo encomendado pelo Movimento Nossa São Paulo ao IBOPE tem metodologia diferente mas tende a confirmar a piora da avaliação constatada pelo Instituto Datafolha, no fim do ano.

Desde o segundo semestre de 2009, Kassab tem enfrentado dificuldades diante da opinião pública com a crise do lixo, recuo na merenda escolar, aumento do IPTU, passagem de ônibus mais cara, fim da devolução da taxa da inspeção veicular e, finalmente, as chuvas. Na pesquisa do Nossa São Paulo, porém, será possível perceber que o descontentamento não se resume a estas áreas, pois a avaliação é bem mais abrangente e mostra, por exemplo, a demora no atendimento da população nas unidades de saúde.

Entre trancos e barrancos, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tem tentado se safar da enxurrada de críticas que recebe da população principalmente com as constantes enchentes e demais transtornos provocados pelas chuvas de verão. Teve maior exposição na mídia nas últimas semanas, com entrevistas programadas em emissoras de rádio. Mesmo sem solução imediata para a maior encrenca que tem no seu caminho neste instante, o alagamento nos Jardins da zona leste (Romano, Pantanal etc), foi ao local umas nove vezes. Ação que não foi suficiente para acalmar os ânimos da população que corre o risco de perder suas casas – mesmo porque em algumas das visitas ainda errou na mão. Ou no pé, pois se negou a colocá-lo na lama.

A pesquisa do Nossa São Paulo se repete pelo terceiro ano e, nesta edição, a principal novidade será a apresentação do grau de satisfação da população sobre os indicadores de bem-estar definidos em consulta pública, no ano passado. A crítica não ficará explícita apenas em relação ao prefeito, pois outras instituições serão avaliadas, como a Câmara de Vereadores. As informações foram coletadas entre os dias 2 e 16 de dezembro (portanto, antes da pesquisa Datafolha). O resultado oficial será divulgado dia 19 de janeiro, em comemoração ao aniversário da cidade.

Morre Zilda Arns, uma brasileira

 

Zilda Arns (Arquivo: Agência Brasil)

Das muitas notícias em 25 anos de jornalismo, poucas causaram tanta emoção como a sentida durante o programa ao saber da morte de Zilda Arns, da Pastoral da Criança.

Pouco antes de entrar no ar fomos informados de quatro brasileiros mortos durante o terremoto no Haiti, todos em dedicação à Força de Paz que atua no País. Sabíamos que haveria a possibilidade de ocorrerem mais perdas na tragédia.

Cada um dos soldados brasileiros que se transformaram em vítimas deste terremoto tem vida própria, referências da infância, relações mantidas desde a adolescência, fazem parte de uma família que deve estar sofrendo muito neste momento. Todos com o valor que uma vida deve ter.

Até então, porém, as mortes eram relatadas em números. Com a notícia sobre Zilda Arns, que chegou ao estúdio no ritmo da vinheta de plantão, ganharam nome e história. Ficaram mais próximas do nosso cotidiado. E talvez isto explique minha sensação de profunda tristeza durante a audição da notícia.

Líder humanitária e fundadora de um dos trabalhos mais incríveis desenvolvidos no Brasil em favor de crianças e famílias carentes, Zilda Arns é personagem brasileira, mas como lembrou o comentarista Gilberto Dimenstein talvez não com a popularidade – que, por sinal, jamais almejou – que o projeto de vida dela merecesse.

Ouça o comentário de Gilberto Dimenstein sobre o trabalho de Zilda Arns, na Pastoral da Terra

É possível que muitos conhecerão a projeção das suas iniciativas apenas a partir do noticiário da morte que tomará conta da programação jornalística, mas o modelo de atendimento às comunidades desenvolvido por Zilda Arns e sua equipe há muito tem repercussão em organismos nacionais e internacionas com influência em políticas públicas na área de saúde, alimentação, educação e cidadania.

Ouça a entrevista que fiz com Francisco Whitaker, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, sobre Zilda Arns, logo após a notícia da morte dela

Antes de encerrar o programa, tivemos a oportunidade de ouvir a voz de Zilda Arns a partir de gravação que foi feita pela CBN, em 2005, na qual ela explicou a construção da Pastoral da Criança, sua grande obra:

Ouça o que disse Zilda Arns, em 2005

Varejo brasileiro, pré-visões e pré-munições para 2010

 

Por Carlos Magno Gibrail

Ilustração do publicitário e ilustrador Randy Mora

A importância do varejo nacional não está na atual participação do PIB. Com aproximadamente 16% não chega perto de outros países equivalentes. Todos apresentam dados acima de 25% do PIB, desde a Alemanha com 25% até o Reino Unido com 32%.

A relevância aparece se considerarmos a recente evolução desta participação. A partir de 2004, diferentemente do que ocorria antes, o setor de varejo tem tido um comportamento acima do desempenho do PIB brasileiro, sendo responsável por melhorar o resultado geral da economia. Através do aumento do consumo interno das famílias, impulsionado pela melhoria da renda, do emprego, pela expansão do crédito e o forte crescimento do Índice de Confiança do Consumidor, o varejo teve um crescimento expressivo a cada ano. No período de 2006 a 2008 a expansão média ficou em torno de 8% em termos reais ao ano, o que a colocou dentre as maiores no mundo.

E mesmo no período mais recente seu comportamento tem sido diferenciado. No primeiro quadrimestre de 2009 o varejo cresceu 2,5%, pelos dados do IBGE, sendo um dos poucos países no mundo, ao lado de Austrália, Índia e China, com resultado positivo. É relevante porque os Estados Unidos com 28% de participação no PIB, decresceu 9,1% e na Zona do Euro houve queda de 1,2%.

A formalização do varejo nacional certamente contribuiu para o aumento dos empregos apresentando o melhor desempenho do mercado. Ao lado deste crescimento observa-se uma transformação na organização estrutural no setor que tende a continuar.

E, desta vez, também pelos ventos de fora. Em New York, na convenção anual da NRF National Retail Federation, que começou domingo, as palavras de ordem são de otimismo e sustentabilidade para o varejo 2010.

É por isso que as estimativas tornam-se significativas para este setor que cresce em importância dentro da economia nacional. Vejamos algumas pela ótica de profissionais dos vários setores da área de varejo:

“Em um cenário altamente favorável para a economia brasileira, estamos prevendo um crescimento em nossas vendas na ordem de 30 %, parte pelas profundas mudanças que estamos empreendendo no negócio e parte  ( cerca de 10 % ) pelo cenário altamente favorável do Brasil no mundo, e mesmo pelo razoável otimismo do consumidor brasileiro verificado em pesquisas recentes” – Marcelo Abrão da YACHTSMAN.

“Tenho observado que as lojas no Brasil estão ficando com mais identidade, e penso que neste ano muitas empresas estão se programando para necessidade vital das marcas, lembrando que é uma necessidade do mercado. Ahhh eu não sou muito amigo desta palavra tendência. Depois de décadas da abertura da importação de produtos, o nosso mercado está mais atento aos concorrentes internacionais, com isso mais competitivo, ai a necessidade de mudança. Acredito que o Collor conseguiu fazer este bom projeto… risos internacionais. Com esta abertura e mais a globalização e a necessidade de ser único neste mercado tão competitivo, acontece à conscientização e mais profissionalismo. Eu acredito que de 2010 pra frente nosso pais vai ficar mais atento nessa área, estamos sendo observados pelo mundo. Para este ano e muitos próximos, eu a Marton+Marton estamos focando a sustentabilidade na criação de projetos de varejo. Com esta atitude conseguimos fazer projetos mais inteligentes e com flexibilidade de reformas, além de economizar com energia durante o ano”. J.Marton MARTON E MARTON ARQUITETURA.

“Como o varejo está a cada dia que passa se comoditizando mais, uma vez que oferecer em todas as lojas as mesmas coisas é muito mais cômodo para o varejista, os vencedores nos próximos anos serão aqueles capazes de conseguir algum tipo de diferenciação. Nós estamos ainda no processo de diferenciar lojas. Com o acirramento da concorrência teremos que diferenciar cada dia mais o sortimento. Poucos varejistas perceberam que estamos abertos para o mundo e o sortimento pode ser feito utilizando-se o que de melhor existe no exterior, além dos bons fornecedores locais. Acho que essas ações serão complementadas pela diferenciação através da segmentação por estilo de vida. Apesar de esse conceito ter aparecido no início dos anos 80, só nos últimos anos começou-se a falar dele no Brasil e ele vai dar muito que falar… O varejista de qualquer ramo de atividade que não prestar atenção nesse modelo de segmentação estará perdendo oportunidades extraordinárias de atrair e manter clientes. Estou em New York assistindo a NRF. Existem mais de 900 brasileiros inscritos. Hoje foi o primeiro dia de palestras. Ainda os americanos e europeus estão sob o impacto da recessão e da crise. Pela primeira vez, em 11 anos, ouvi falar que o Brasil é um país que deverá atrair investimentos estrangeiros no varejo”. Nelson Barrizzelli AGC INTERNATIONAL.

 “Acho que haverá um aumento expressivo do consumo consciente, com consumidores cada vez mais valorizando o custo beneficio dos produtos. A consequente adaptação das marcas já consolidadas a estes novos consumidores devera acontecer no conjunto marca / qualidade e preço. As marcas que não o fizerem, verão seus concorrentes fazer….” Nelson Dalcanale BARBARA STRAUSS.

“Os índices de varejo do natal de 2009 apontaram um crescimento de 11% das vendas de varejo nos shoppings. 
Nossa perspectiva de crescimento em vendas para 2010 é bastante positiva. Os empreendimentos que administramos apresentaram uma valorização de metro quadrado que animou os empreendedores a investir em revitalizações e novos projetos. 
Os consumidores estão confiantes, com acesso a credito o que facilita o investimento principalmente a novos lançamentos de tecnologia.
O efeito Copa do Mundo, também reflete positivamente no varejo, impulsionando o consumo”. Marcia Saad BROOKFIELD.

Para a minha previsão começo por endossar todas acima e acrescentar que a tão esperada explosão da internet possa ocorrer neste ano. Quanto ao atendimento acredito que será a munição extra para a diferenciação, onde se acentuará de vez o customizado e o auto-serviço. De outro lado o varejo que vende produtos iguais deve começar a usar a poderosa munição do atendimento diferenciado, com entrega, instalação e manutenção especializada e automática.

Através do Prof. Barrizzelli temos a identificação do primeiro indício de mudança, pois 900 patrícios na NRF onde a delegação brasileira já era a maior com 150 participantes, aliada ao fator inédito e positivo da imagem brasileira, sugere as melhores expectativas para o varejo de nosso país. Quem sabe estejamos nos aproximando do sonho do consumidor ser realmente o rei deste mercado?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escrveve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras, sem medo de pré-ver.

Portal da limpeza corre risco de virar factóide

 

Entulho na avenida Pacaembu (Foto: Eros Della Bernardina)

Acompanhar a qualidade da varrição das ruas pela internet, monitorando o trabalho dos garis através de fotografias, é a última do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A ideia surgiu em reunião com as empresas prestadoras de serviço, sexta-feira passada, e tem de estar no ar semana que vem. Até a tarde desta terça-feira ninguém sabia explicar ao certo como funcionará o site.

O risco é que o Portal da Limpeza – nome sugerido por Gilberto Dimenstein – tenha o mesmo destino da página eletrônica que seria colocada no ar com a relação completa do valor do novo IPTU-2010 “na semana seguinte”, conforme promessa feita pelo secretário municipal de Finanças Walter Rodrigues, no dia dois de dezembro (ouça aqui), no CBN São Paulo. Na entrevista, ele disse que era uma ordem do prefeito. Os boletos de cobrança estão para chegar na casa dos paulistanos e o site não saiu.

Mesmo sem ainda ter em mãos o endereço do site que “vai acabar com as bocas de lobo entupidas na cidade”, o ouvinte-internauta Eros Della Bernardina pôs mãos à obra: fotografou boca de lobo completamente encoberta por entulho que está acumulado na avenida Pacaembu diante da sede do Memorial da América Latina, zona oeste da capital. Material que. aliás, não é responsabilidade das empresas de varrição.

A propósito: até esta terça-feira, a Limpurb – que coordena a limpeza pública na cidade – também não sabia informar as regras da lei que exige das empresas hora certa para recolher o lixo.

Na política, promessas não cumpridas tem nome: factóide.

Ambientalista alerta governo Lula sobre preço da gasolina

 

Todos estão de olho no preço do álcool e reclamam com razão dos aumentos que ocorrem desde dezembro. Na ponta do lápis, contas feitas, abastecer com gasolina carro com motor flex já sai mais barato em ao menos dez estados brasileiros, incluidos São Paulo e Distrito Federal. A gritaria tem sido geral.

Hoje, porém, o ambientalista e ex-integrante do Ministério do Meio Ambiente (Gestão Marina Silva) João Paulo Capobianco chamou atenção para outro aspecto. A distorção no preço do combustível pode ter sido provocada pela estratégia do Governo Lula de segurar o valor do litro da gasolina para evitar pressão na inflação e conter críticas da opinião pública. Ele lembra que o álcool estava muito barato e o ajuste era necessário, mas se tornou problemático devido ao preço baixo da gasolina.

Apesar do custo, Capobianco sugere que o motoristas prefira abastecer o carro com álcool para evitar maior impacto ambiental. Ele citou pesquisa recente que mostra que o álcool combustível reduz em até 73% as emissões de gás carbônico – principal causador do efeito estufa – na comparação com a gasolina.

Ouça a entrevista completa de João Capobianco ao CBN SP

Trapalhada leva governo a mudar prazo de pagamento do IPVA

 

Foram necessários dois dias de transtornos para o Governo de São Paulo anunciar mudanças no pagamento do IPVA, adiando as datas para os veículos com placas final 1,2 e 3. Até ontem, a Secretaria Estadual da Fazenda se negava a mudar o prazo de vencimento alegando que cerca de 1 milhão de proprietários de veículos haviam conseguido fazer o pagamento e que o sistema estava apenas lento, mas não havia parado. Não resistiu ao segundo dia de reclamações e no fim da tarde divulgou nota que reproduzo a seguir.

Antes uma lembrança e uma constatação: Ano passado foi o mesmo fiasco do tal “sistema” (que costuma não ter nome) e fica muito claro que a infra-estrutura projetada para atender o contribuinte pelos meios eletrônicos está aquém das necessidades.

Vamos as novas datas de pagamento, em São Paulo:

Os contribuintes que não conseguiram pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) por conta da lentidão do sistema verificada em determinados horários na rede bancária, terão uma nova oportunidade para efetuar a operação. O governador José Serra determinou que os proprietários de veículos com placas final 1 (com vencimento no dia 8/1), final 2 (que venceu na segunda-feira, 11/1), e os de final 3, que vencem nessa terça-feira, 12/1, poderão quitar o imposto ou optar pelo parcelamento no período de 22 a 26 de janeiro. A Secretaria da Fazenda vai ajustar seu sistema para que esta operação seja realizada e os contribuintes tenham acesso aos benefícios previstos nas regras do IPVA.

Represas cheias, planos de emergência vazios

 

Cidades que integram o Sistema Cantareira, em São Paulo, tem seus planos de emergência colocados à prova com a informação da Sabesp de que as cinco represas da região estão no seu limite e com a sequência das chuvas comportas terão de ser abertas causando mais enchente. O Governo do Estado fez o alerta sexta-feira e a Defesa Civil espera que medidas sejam adotadas rapidamente para evitar mortes.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil no Estado Coronel Luis Massao Kita muitas cidades – não apenas em São Paulo – não tem coordenadoria municipal nem plano de emergência traçado, colocando em risco à população.

Ouça a entrevista com o coordenador da Defesa Civil do Estado Luis Massao Kita

O Sistema Cantareira é formado pelas represas de Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, tendo na região dez municípios, dos quais cinco não têm plano de emergência, segundo informou o Portal G1 (leia aqui).

Foto-ouvinte: Prédio em decomposição

 

Prédio em pedaços

Ao ler o post sobre o prédio que será recuperado ao lado da sede do Masp, o “comentador” do Blog do Mílton Jung Armando Italo lembrou-se de outros que estão precisando de uma ajudinha. O da foto acima fica na rua Sete de Abril na esquina da Xavier de Toledo, centro da capital.

“Esta é São Paulo, cidade sem história, sem memória !”, escreveu em seu comentário.