Sábado tem encontro do Adote um Vereador

 

Todo segundo sábado do mês, integrantes do Adote um Vereador se encontram no bar do Centro Cultural São Paulo para trocar experiência do trabalho que realizam e bater papo sobre a vida. Oportunidade para se conhecerem melhor e proporem ideias que possam tornar a ação ainda mais produtiva.

Se você ainda não participa da campanha vá até lá conhecer alguns “padrinhos” de vereadores e suas histórias. Não faltarão motivos para se indignar e sorrir. Quem sabe até, você se entusiasma e passa a monitorar o trabalho de um dos vereadores da sua cidade. O encontro deste mês é sábado, 10.09, às duas da tarde.

Avalanche Tricolor: Simplicidade, é simples

 

Futebol arte

Atlético/PR 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Curitiba

 

Tinha apenas 14 anos, idade insuficiente para entender que ser jogador de futebol nunca passaria de um sonho. Privilegiado por ser filho de jornalista, assistia aos treinos do Grêmio ao lado do gramado do estádio Olímpico e podia muitas vezes conversar com os jogadores profissionais, bater bola com um ídolo ou outro. Telê Santana era o técnico do time que conquistaria o primeiro campeonato gaúcho depois de oito anos.

Apresentado pelo meu pai, Telê jogou a bola em minha direção e pediu para que a devolvesse com o pé. De primeira, bati com o lado de dentro do pé direito e a fiz rolar até ele. Foram duas ou três trocas de bola em um improvisado treino de passe, fundamento básico para o bom futebol. Alegre pela rara oportunidade de estar diante do mestre, não resisti e quando a bola chegou a mim mais uma vez, torci a perna para o lado contrário e rebati de “três dedos”. A bola fez uma rotação diferente e parou mais uma vez nos pés do professor. Passe certo ? Errado.

Com cara de rabugento, Telê resmungou algo entre os dentes e com olhar cerrado me puxou a orelha: “Ainda não sabe passar a bola direito e já quer inventar, vocês são todos iguais”. Dei mais três ou quatro passes como deveria ser, mas a brincadeira havia terminado por ali com aquele “desvio de conduta” imperdoável para ele. E a lição estava aprendida: passe é com o lado de pé, assim como chute é com o peito do pé e cabeceio é com os olhos abertos. Simplicidade é a regra do jogo.

Das muitas coisas a me incomodar nesta noite, no estádio da Baixada (perdão, mas aprendi a gostar do futebol nos estádios, nas arenas jogavam os touros), foi a falta de simplicidade para resolver determinadas jogadas a que mais me chamou atenção. Nunca um passe é apenas um passe, e muitas vezes o passe com o pé retorcido sai errado. Nunca o chute é com o peito do pé após fazer da perna a alavanca que vai dar velocidade a bola, tem sempre de tentar o toquinho por cima que, invariavelmente, acaba na arquibancada. Ou nos pés do adversário.

A simplicidade poderia resolver muitas das coisas erradas que fizemos. Legal também se alguém em campo desse sinais de que está interessado em conquistar a vaga na Libertadores. Porque nós gremistas, que sofremos e entendemos a importância da história deste clube, estamos interessados, sim. Quem não estiver, que se retire, enquanto houver tempo.

Centenário: Faria Lima sonhou com 600 km de metrô

 

José Vicente Faria Lima completaria, hoje, 100 anos. Ele foi prefeito da cidade de São Paulo entre 1965 e 1969 tendo como marcas de sua administração a execução de uma centena de obras que influenciaram no desenvolvimento da cidade e a criação de um plano urbanístico metropolitano. No governo dele, foram criadas as marginais Pinheiro e Tietê, dentre tantas avenidas que surgiram no traçado urbano. Para o urbanista Cândido Malta mais importante, porém, foi a visão que ele trouxe para a capital de ações que atendessem não apenas a cidade, mas a região metropolitana de São Paulo.

Para lembrar a data, o CBN SP convidou Cândido Malta para descrever o modelo de administração que o prefeito Faria Lima trouxe a São Paulo. Entre avanços e erros de planejamento, Faria Lima deixou sua “pegada” na capital paulista. Foi nele, por exemplo, que se iniciou o programa de construção do metrô que teria em seu plano cerca de 600 quilômetros de extensão até 1988. Atualmente, temos pouco mais de 61 quilômetros e se concluído o plano de expansão alardeado pelo Governo do Estado teremos no máximo 240 quilômetros.

Ouça a entrevista do urbanista Cândido Malta sobre o trabalho do prefeito Faria Lima

Barbara Gancia, eu perdi essa

 

Eu soube pela namorada do vizinho de uma sobrinha da minha avô. Este diz-que-me-diz do cotidiano se repete na internet e somos surpreendidos com a maneira como as informações chegam até nós. Ainda sobre o caso da recuperação da minha conta no Twitter: fui apresentado a um cara que não conheço por outro que nunca conheci. Apesar de continuar sem ter apertado a mão de qualquer um deles, ambos foram muito úteis para mim.

Hoje, mais uma surpresa que me deixou encabulado. Cláudio Vieira, dessas figuras que vale a pena conhecer desde que não seja para falar de dentadura, me escreveu por e-mail. Ele escreve pelo e-mail particular ou profissional, manda SMS se preciso, registra a mensagem no Twitter, não deixa passar um post em branco no blog e ainda arruma tempo para trabalhar como protético. Cobrou-me um agradecimento à jornalista Barbara Gancia pela ajuda que ela havia me enviado.

Que ajuda cara-pálida ?

Soube por ele que ela havia dedicado alguns minutos para escrever um comentário no meu blog, no qual fazia interessante sugestão para resgatar minha conta no Twitter. Ou seja, foi o vizinho que me contou que ela esteve na “minha casa” e deixou um recado que poderia ter sido muito útil para mim. Pior do que essa, só a do marido traído.

E que recado foi esse ?

Barbara Gancia também foi vítima de ataque em seu Twitter e conseguiu resgatar sua conta de forma inusitada para estes tempos em que máquina de escrever é coisa para fiscal da ANP (vide Canto da Cátia – http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2009/10/06/canto-da-catia-um-fiscal-das-antigas/). Vamos ao comentário dela:

Vi pelo UOL que vc teve seu twitter bloqueado. Passei pelo mesmo apuro, recorri a todos os meios via help desk e a única maneira foi enviar a eles por CORREIO (ironia das ironias) uma carta explicando o meu problema.
Eles me responderam prontamente, me deram uma nova senha e tudo foi resolvido.
Eis o endereço:
at. Law Enforcement/Copyright
539, Bryant St.,
Suite 402,
SAN FRANCISCO, CA
94107
USA
Boa sorte,
Barbara Gancia

Se achei interessante a forma de recuperar minha conta, escrevendo ao @charles pelo próprio Twitter, depois que os e-mails para o suporte da empresa não resolveram, imagine ter sido salvo por uma carta, provavelmente fechada com o molhado da língua para ficar mais original.

Mas estou melhorando. Nesta madrugada, revendo as tuítadas, descubro mensagem da própria, sem precisar que ninguém me puxe a orelha. Queria saber como consegui salvar minha senha. Já respondi a ela pelo Twitter mesmo, e me desculpei. Não ter percebido o comentário no meu blog, tão raros que estes são, é gafe para quem se esforça em responder um catatau de e-mails que chegam a caixa de correio eletrônico na CBN.

Então, senhores e senhoras, se perderem a senha no Twitter temos dois caminhos para a salvação: uma mensagem pelo próprio para @charles ou uma carta aos próprios no endereço da empresa.

E salve-se quem puder !

Caixas de madeira ainda são transtorno na Ceagesp

 

Caixas de madeira da Ceagesp

Um paredão de madeira se forma nas calçadas atrás da Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, em uma demonstração da dificuldade que a cidade tem para resolver este problema. Nossa colega Mônica Pocker fez as fotos e lembrou que este material acaba sendo arrastando pelas águas das chuvas e provoca mais enchente.

Recentemente, em conversa com a subprefeita da Lapa Soninha Francine soubemos da proposta de se criar um banco de compensação para trocar estas caixas de madeira por de plástico, mais resistentes. A discussão, porém, estava apenas no campo das ideias.

Canto da Cátia: Um fiscal das antigas

 

A máquina de escrever sobrevive

Os computadores modernos, velozes e leves não seduziram este fiscal da Agência Nacional de Petróleo que coibe a ação irregular de postos de combustiveís, em São Paulo, com uma máquina de datilografia embaixo do braço. Na hora de preencher o laudo de fiscalização, ele não se acanha. Puxa a cadeira e cuidadosamente retira a capa de plástico dura que protege a relíquia. Coloca o papel, alinha, acerta a margem e começa seu trabalho impassível diante da reclamação dos autuados e da curiosidade dos descolados.

Antes de a repórter Cátia Toffoletto colocar em dúvida a estrutura oferecida pela ANP a seus poucos fiscais que atuam no Estado – são apenas 22 -, o chefe da equipe se antecipou: “ele é que é excêntrico e não abre mão da máquina de escrever”.

Fiscais procuram cão abandonado em lugar de cocô

 

Não entendi. Reclamei que a praça Vinícius de Moraes, próximo do Palácio dos Bandeirantes, é usada como banheiro público pelos cachorros que passeiam com seus donos, principalmente no fim de semana. Recebo, agora, resposta da Secretaria Municipal da Saúde, dizendo que “uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses esteve no local nos dias 10.09 e 25.09 para verificar a presença de animais abandonados e nas duas ocasiões nenhum animal foi encontrado”.

Parece não terem entendido a reclamação. O que fica abandonado na praça não são os caes, estes voltam para o conforto de suas casas, o problema é o cocô que deixam pra trás. Ainda bem que nenhum fiscal saiu com o sapato sujo.

CET diz que terá 54 km para “peão de bicicleta”

 

A Companhia de Engenharia de Tráfego afirma que “trabalha para criar espaços seguros para os ciclistas, incentivando novos usuários a migrarem para a bicicleta”. Diz ainda que os projetos que desenvolvem são em áreas da periferia que concentram a maior quantidade de viagens de bicicleta como meio de transporte para o trabalho ou a escola. A nota foi uma resposta à crítica que fiz neste Blog e no CBN São Paulo de que a Secretaria Municipal dos Transportes e a CET não tomam medidas amigáveis aos ciclistas. O principal motivo do post – que se você quiser lê clicando aqui – era chamar atenção para a necessidade de se beneficiar o trabalhador que anda de bicicleta em vez de dar preferência apenas ao ciclismo de lazer

Curioso é que as três ações anunciadas pela Companhia são apenas projetos de ciclovias. Nenhuma delas se iniciou até o momento. A mais próxima, cumprida a agenda, se iniciará em dezembro no Jardim Helena. No circuito do Jardim Brasil, as obras estão programadas para março e do Grajau/Cocaia para abril de 2010. A persistirem os sintomas, seriam 54 quilômetros de extensão entre ciclovia, ciclofaixa e pista com tráfego compartilhado.

A única ação já realizada, segundo nota da CET, é a operação da “ciclofaixa de lazer que liga os parques das Bicicletas, do Ibirapuera e do Povo”. Convenhamos, operar a pista é sua obrigação. A criação e iniciativa foram da Secretaria Municipal dos Esportes, conforme o próprio secretário Walter Feldman lembrou há duas sextas-feiras, no CBN SP.

Acreditando na palavra oficial da CET e da SMT já comecei a me preparar para pedalar nas faixas de bicicletas que serão entregues, em 2010. E também nos outros 46 quilômetros a serem construídos até 2012, conforme prometido no Plano de Metas da prefeitura.

Milton e a bicicleta dobrável

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Projeto de jovens ganha apoio da ONU, em Santo André

 

Foto reporduzida do site do projeto Jovens Lideranças Ambientais

Foto reporduzida do site do projeto Jovens Lideranças Ambientais

Eram mais de 1.000. Foram escolhidos apenas 67. Três no Brasil. E um deles na cidade de Santo André, onde jovens atuam na formação da consciência ambiental certos de que a iniciativa permitirá a inclusão social de famílias carentes que moram no Conjunto Habitacional Prestes Mais. Eles fazem parte do projeto selecionado pelo Fundo de Oportunidades Impulsionado pela Juventude da ONU-Habitat que oferecerá U$ 25 mil para o desenvolvimento dessas ações. Para um dos coordenadores do Projeto Jovens Lideranças Ambientais Edmílson Ferreira dos Santos o prêmio, bem mais do que a ajuda financeira, é a credibilidade que o grupo ganha e a possibilidade do surgimento de novos parceiros.

Ouça a entrevista com Edmilson Ferreira dos Santos, no CBN São Paulo

Paulistano se diz pressionado com excesso de notícia

 

Pesquisa desenvolvida pelo Ibope, identificou que 53% dos paulistanos se sentem pressionados pelo excesso de informação, e a overdose acaba tirando o tempo para outra atividades que consideram importantes na vida. No estudo dos hábitos de consumo de mídia do paulistano, 93% disseram que tempo voa e 86% preferiam ter mais tempo para si mesmo.

No ConectMidia, fica evidente o grande número de pessoas que consome informações de diferentes meios de comunicação ao mesmo tempo. Por exemplo, 30% acompanham notícias no rádio e na internet, ressalto, ao mesmo tempo. A importância das redes sociais como fonte e troca de conhecimento está evidente, sendo que 52% consomem infomação nestes serviços e 41% produzem conteúdo.

Ouça a entrevista com a gerente de marketing do Ibope Juliana Sawaia, ao CBN São Paulo