Foto-ouvinte: Jardineira no ônibus

 

Foto e recado do ouvinte-internauta Tiago Cheregati:

Se não me falha a memória, costumava-se limpar as janelas dos ônibus todos os dias, não? As fotos que tirei não são de ônibus rurais que andam por estradas de terra: são aqui da Mooca mesmo. E já faz tempo que a coisa está assim.

Milton, pergunte ao busólogo Ádamo Basani e diga se estou errado: Em nenhuma outra década tivemos janelas tão sujas quanto agora.

Daqui a pouco, não vai dar mais pra saber se está perto de descer… Vamos ter que usar o GPS do celular do colega ao lado. Às vezes parece que a nossa força de vontade pra piorar a situação é maior do que a de evoluir…

Ei, Kassab, coloca no Edital uma ducha pra cada coletivo todo dia!

O lado bom da história:

Antigamente as janelas de ônibus não tinham floreiras como hoje em dia. Vão crescendo plantinhas pra gente olhar, cuidar, e pra filtrar o ar que a gente respira no busão.

Bilhete único, fila única

 

A Secretaria Municipal dos Transportes passou a quinta-feira se esforçando para convencer os jornalistas de que o sistema de recarga do bilhete eletrônico não havia “caído” como insistiam os ouvintes-internautas em suas mensagens enviadas às redações. Ou mesmo diziam aos repórteres na estações da cidade e casas lotéricas. “O sistema está lento” reforçou a SMT em nota distribuída aos veículos de comunicação. Pura semântica, pois lento ou parado a situação do passageiro foi a mesma em todos os cantos: filas enormes e pessoas perdendo um tempo enorme apenas pelo direito de andar de ônibus na capital paulista. A foto feita pelo Massao Uéhara na Vila Nova Cachoeirinha mostra o tamanho da encrenca.

Hoje, o sistema voltou a funcionar normalmente. E o tamanho das filas, também, está normal: grande.

Lixo está migrando de São Paulo

 

Pedro Campos Fernandes


Desde domingo passado, 4 de outubro, a cidade de São Paulo passou a exportar 13 mil toneladas diárias de seu lixo urbano para aterros sanitários de outros municípios. Este número representa nove vezes o que a região do Alto Tietê, fora Guarulhos, gera por dia.

O último aterro sanitário em funcionamento, o São João, em São Mateus, na zona leste, terá a operação encerrada. A EcoUrbis, que administra o local, diz que o plano de encerramento já foi aprovado pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Estas informações divulgadas no dia 2 de outubro pela AE – Agência Estado – deixam evidente que nem a capital do Estado possui uma política voltada para esta questão, o que a torna mais grave e de urgente a solução.

Como imaginar carretas com 15, 20 toneladas de lixo transitando pelas ruas e avenidas? Um acidente com uma delas causaria prejuízos incalculáveis para as pessoas e para o meio ambiente. Além do mais, já existem carros demais; carretas lotadas de lixo circulando por aí é o que menos precisamos.

Diversas soluções já existem, testadas e aprovadas. Na Itália, segundo pudemos verificar “in loco”, o lixo de uma população de um milhão de habitantes é confinado em imensas cápsulas de borracha de até 800.000 m³, forradas com uma grossa camada de argila.

Os maciços de material orgânico são lacrados por capas de placas de borracha, e regularmente descobertos para serem umedecidos, possibilitando que a produção de gás metano seja perene, de forma controlada.

Acoplada ao aterro, uma usina transforma o metano em energia elétrica que é repassada à empresa responsável, gerando “créditos-eletricidade” para o empreendimento e para a municipalidade.

A parte seca do lixo, depois de separada por máquinas instaladas no próprio aterro, é encaminhada para outros locais de seleção dos materiais para depois ser reaproveitada por indústrias de cada setor envolvido.

Uma tecnologia coreana apresentada à AMAT também se mostrou muito interessante e viável. Todo o lixo urbano é triturado, desumidificado e compactado ao extremo. Nem de uma usina se trata mais, mas de uma indústria.

Este processo não gera o metano, gás 22 vezes mais poluente que o carbônico. Depois de passar por alguns estágios, o lixo urbano é transformado em pequenos “pellets” de 4 cm. O chorume, líquido altamente poluente que sobra do material orgânico, é decantado até poder ser devolvido à natureza.

O “pellet”, o novo material que surge do lixo, é de alta combustão e pode ser usado para produzir eletricidade e alimentar caldeiras da indústria metalúrgica, substituindo o carvão, o diesel e o gás natural.

Para que uma dessas soluções possa ser adotada, precisa ser oficializada uma tríade constituída pelo Consórcio Público do Alto Tietê – em vias de formação -, pelo empreendimento que vai industrializar o lixo e pela empresa detentora da tecnologia a ser implantada.

O segundo ato será o de constituir uma Comissão Financeira, para captar os recursos nos diversos Ministérios, bancos nacionais e internacionais, privados e públicos. Segundo especialistas, há grande possibilidade de tudo sair a custo zero para as administrações municipais.

A gravidade da situação apresenta agora o seu lado positivo: não dá para esperar, não há mais como protelar uma saída.

Perdro Campos Fernandes é Secretário-Executivo da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê e enviou este artigo após acompanhar discussão sobre o lixo exportado de São Paulo

Voto Consciente consegue ‘Finanças’ mais transparente

 

Todos os requerimentos de pedido de informação ao Executivo feitas na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo e as respostas encaminhadas pela prefeitura estarão à disposição do público. A transparência nos atos foi uma conquista do Movimento Voto Consciente que acompanha o trabalho dos vereadores, seja em plenário seja nas comissões.

Sônia Barboza, coordenadora da ONG na Câmara, disse que a solicitação havia sido feita em agosto ao presidente da comissão, vereador Wadih Mutran (PP). A proposta havia sido apresentada em uma das reuniões, mas poucos integrantes tinham se mostrado dispostos a discutir o tema. Após cobrar posição do vereador Floriano Pesaro (PSDB), soube que ele e mais dois colegas de casa apoiavam a ideia: Roberto Trípoli (PV) e Aurélio Miguel (PR).

Nesta quarta, Pesaro levou o tema de volta para a comissão e o Wadih Mutran colocou a proposta em votação que foi aprovada por unanimidade. Fazem parte da comissão, também, Donato (PT), Milton Leite (DEM), Arselino Tatto (PT), Adilson Amadeu (PTB) e Gilson Barreto (PSDB).

Em mensagem ao CBN SP, Sônia escreveu: “O Movimento Voto Consciente agradece a todos os componentes da comissão em especial ao vereador Pesaro e ao presidente Wadih Mutran”.

Confesso que sempre imaginei uma Câmara com todos os seus documentos públicos e publicados, de fácil acesso e com as informações postas de maneira clara. Por isso, ainda me surpreendo quando descubro que os movimentos sociais precisam pressionar os vereadores em busca da transparência.

Rio 2016, competência e paixão

(reproduzo este post, que havia sido publicado na quarta-feira, porque problemas técnicos ocorreram e impediram o registro de comentáriosna data)

 

Por Carlos Magno Gibrail

A recente vitória do RIO sobre cidades com genes “capitalistas” pode por à prova a teoria do escocês Gregory Clark, autor do recente livro Adeus ás Esmolas.

A disposição para o trabalho duro, a paciência, a inventividade, a habilidade com números, a facilidade de aprendizado e a aversão à violência, são qualidades essenciais para se vencer numa economia de mercado, de acordo com Clark. A revista Veja após entrevistá-lo considera sua tese, perigosa. E, há indícios suficientes para isso, pois o escocês afirma que as instituições não bastam para efetivar o crescimento econômico, mas sim as qualidades dos indivíduos acima citadas na teoria que chamou de “Sobrevivência dos ricos”, pois são eles que as possuem.

O jornalista Diogo Schelp, bem observa que fora a questão racista, o autor procura explicações para o sucesso das nações. Analisa Marx e a acumulação de capital, considera Jarred Diamond nos aspectos de que geografia e clima são fatores essenciais para desenvolvimento de tecnologias, foca Max Weber na valorização do trabalho e da riqueza, enfatizando a ética protestante presente em países como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha e por fim aceita em parte Adam Smith, que preconizou a necessidade das instituições. Entretanto reafirma que por si só elas não são suficientes.

A população do Brasil não tem o gene “capitalista” de Clark, mas será que temos uns poucos que nos fizeram chegar lá?

Clovis Rossi relata que em 1997 em Amsterdã ao chegar para cobrir uma cúpula da União Européia um jornalista holandês perguntou “You came all the way from down there just to this” (“Você veio lá do fundo do mundo para isto?”). E, continua: “Nos 12 anos seguintes, o ‘Brasil’ no meu peito, nas credenciais de cúpulas, passou a ser cada vez menos down there, em Hokkaido, no Japão, e Áquila , na Itália, em Londres como em Pittsburgh. Sou, portanto, testemunha viva da história da transformação do Brasil de “down there” para “primeira classe”, como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após “o RIO derrotar Obama”, segundo a manchete do Financial Times”.

O brasileiro Alberto Murray Neto, árbitro do Tribunal Arbitral do Esporte em Lausanne parece ser um dos discípulos de Clark: “A decisão do COI foi indigna. Mais do que isso, foi hipócrita. Tentaram fazer história à custa do desespero dos pobres”.

E, Juca Kfouri também não se esqueceu dos pobres: “Nenhum governo antes tirou tantos milhões de brasileiros da linha de pobreza, diferença maior dele em relação a todos os seus antecessores. Porque, de fato, um presidente preocupado com os excluídos, coisa que os outros só conheceram na teoria, enquanto Lula foi um deles, na prática. Bem ele, o único que não falava inglês na comitiva quase totalmente da elite branca que o país mandou para Copenhague”.

“No final de tudo, valeram os atributos de um projeto mais consistente. Aí, sim, é que contou a união estabelecida entre o presidente Lula, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e o presidente do COB, Carlos Nuzman. Os Jogos Olímpicos não são mais apenas competições entre atletas. São espetáculos dotados de uma capacidade única de alavancar economias e transformar cidades. Essa é a força da vitória conquistada agora”. É o que diz a revista Veja desta semana, onde encontramos o articulista Diogo Mainardi, autor do “Lula minha anta” e que nesta semana parece que está escolhendo o empresário Eike Batista, um dos primeiros a participar do Projeto Rio 2016, como a sua segunda anta.

Contundências à parte fixemos naquilo que faltou a Clark em seu trabalho e que Nuzman e Lula brilhante e competentemente protagonizaram como registrou Carlos Heitor Cony: “ A louvar , o sucesso de Nuzman, louvor também a Lula, a quem não poupamos críticas diversificadas, mas que na hora das horas veste a camisa do povo com seu jeitão inconfundível. Num pequeno – e feliz – discurso em Copenhague ele expressou uma aparente contradição, falando que a vitória do Brasil foi a vitória da paixão e da razão”.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Mílton Jung e não tem dúvida qual camisa vai vestir quando aprontar a mala para o Rio, em 2016.

Alckmin diz que não foi traído por Chalita

 

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se disse surpreso com a decisão do vereador Gabriel Chalita que trocou o PSDB pelo PSB, mas não traído pelo político que sempre esteve ao seu lado. Ocupando o cargo de secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Alckmin comentou que ele próprio nunca pensou em deixar o PSDB mesmo nos momentos em que esteve mais triste com o partido. Perguntei se ele esteve triste com o PSDB na eleição municipal do ano passado, quando Serra o abandonou para apoiar Gilberto Kassab (DEM), ele sorriu e desconversou.

Geraldo Alckmin disse que se não houver consenso no partido sobre o candidato à presidência da República ele defende a realização de prévias entre José Serra, Aécio Neves e quem mais estiver interessado. Sobre a candidatura dele para o Governo do Estado, Alckmin falou que depende da definição da chapa para a presidência da República.

Ouça a entrevista com o ex-governador Geraldo Alckmin, ao CBN SP

Foto-ouvinte: Uma casa no meio do caminho

 

Casa perigosa

Andarilhos usam às margens de uma pista de acesso do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, em São Paulo, como moradia. De acordo com o ouvinte-internauta Rodrigo Campos a situação se agravou nos últimos dois meses com o aumento de moradores de rua nesta rampa próximo da rua Sebastião Pereira, ao lado do Largo do Arouche. Apesar de ser local de tráfego intenso e dele próprio ter encaminhado reclamação à Subprefeitura da Sé, até o momento ninguém tomou qualquer atitude, reclama Campos.

Prepare-se para o Blog Action Day’09

 


Clique aqui para ver o vídeo do Blog Action Day’09

Você está convidado a participar do Blog Action Day’09 que nesta edição vai tratar do tema “mudança climática”. Durante o dia 15 de outubro, próxima quinta-feira, cerca de 4 mil e 400 blogs de 125 países estão comprometidos em publicar ao menos um post sobre o assunto criando uma enorme rede global e provocando a reflexão sobre o tema que tem preocupado as nações.

Será uma oportunidade de propor diferentes visões às vésperas das negociações internacionais sobre o clima em Copenhague, em dezembro.

Aqui no Blog do Mílton Jung, a ideia é repetir a experiência do ano passado quando os ouvintes-internautas foram os protagonista do evento, enviando textos, frases e fotos sobre a pobreza – tema de 2008. Nesta edição, vamos além: o assunto vai nos pautar, também, no CBN São Paulo. Rádio e blog juntos falarão sobre as mudanças no clima e seus efeitos na nossa vida.

Se você já tiver algum material sobre o tema envie para milton@cbn.com.br.

Caso tenha um blog, inscreva-se no site do Blog Action Day’09 e passe a fazer parte desta rede, também. Para conhecer melhor a proposta veja este vídeo. E acompanhe as informações pelo Twitter, também.

Cidade Limpa é desrespeitada por “jornais” de sinal

 

Distribuir propaganda para vender apartamento nos cruzamentos da cidade é proibido pela Lei Cidade Limpa. Se for jornal pode, pois impedir a circulação do veículo impresso seria cercear a liberdade de expressão. Abusando deste direito, as empreendedoras imobiliárias cada vez mais tomam os sinais de São Paulo, principalmente nos fins de semana. Editoras pequenas imprimem estes jornais que costumam ter quatro páginas em duas folhas com duas ou três informações de pouco interesse e o restante é tomado pelo anúncio do empreendimento na região onde está sendo distribuído.

Incomodado com esta situação, Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, fotografou esta publicidade que muitas vezes acaba jogada ao chão. Chamou atenção dele, também, a estrutura montada para distribuição do material: grandes equipes, homens-placa e várias kombis para transportar o material. Ele conta o que viu:

“Neste domingo, 04.10.09, na Vila das Belezas, próximo ao Terminal João Dias, zona sul e, ao longo da Estrada de Itapecerica, os exemplares eram distribuídos por dezenas de pessoas. Em suas páginas, nada relevante, senão publicidade de lançamentos de imóveis. O logo da Caixa Econômica Federal aparece nos diferentes títulos que emporcalham as principais ruas e avenidas de São Paulo, com as seguintes mensagens: “jornal legalizado, faça um jornal para a sua empresa (com telefone para contato), empresa associada à Associação Brasileira de Revistas e Jornais (ABRARJ), Lei Municipal 14.517, artigo 26, parágrafo 2°, Lei Federal n°5.250, de 09 de fevereiro de 1967 ”

Um desses supostos jornais circula inclusive com um alerta aos fiscais da subprefeitura que deveriam coibir as ações irregulares, mas que muitas vezes ficam com as mãos amarradas devido a esta estratégia do setor imobiliário:

“Ilustríssimo Senhor Fiscal, conforme protocolo 3263545, emitido pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, no dia 23 de setembro de 2008, nosso jornal passou por todas as avaliações necessárias para que sua veiculação nas ruas da cidade fosse liberada. Solicitamos que em caso de dúvidas entre em contato com o departamento responsável, como determina a vossa Secretaria de Coordenação. Salientamos ainda que a apreensão arbitrária e irregular de nosso material implicará em lavratura de boletim de ocorrência por apropriação indébita em nome das pessoas que o fizerem”