Jovens discutem índices de bem-estar

 

Cerca de 350 jovens do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, vão ajudar a cidade a construir os índices de referência de bem-estar proposto pelo Movimento Nossa São Paulo. Eles estarão reunidos na nona edição do Seminário Jovens Construindo o futuro – Arte e Cultura além dos Muros, promovido pela Sociedade Santos Martíres. Nas palestras que serão realizadas durante o encontro, a juventude buscará inspiração para discutir os temas que fazem parte do questionário que pode ser acessado pela internet até o dia 30 de setembro.

Ouça a entrevista com Sérgio Bosco, da Sociedade Santos Mártires

Ministério da Saúde vai rever remédio para hepatite B

 

Após sete anos, o Ministério da Saúde vai rever a lista de remédios para tratamento de hepatite B disponível na rede pública, incluindo drogas mais avançadas já vendidas no Brasil. A portaria será assinada no mês que vem, outubro, pelo ministro José Gomes Temporão. A informação é do coordenador do Programa Nacional para Prevenção e Controle de Hepatites Virais do ministério, Ricardo Gadelha, entrevistado pelo CBN São Paulo.

Nesta semana, a ONG Otimismo reclamou da demora do Ministério que estaria motivando a piora no estado de saúde de pacientes que contraíram a doença. A estimativa da Organização Mundial de Saúde é de que 2 milhões de pessoas tenham o vírus da hepatite B e 95% destes não sabem que são portadores. Ricardo Gadelha disse que o governo brasileiro não leva em consideração estes números, mas também não tem nenhuma estimativa oficial porque os estudos não teriam sido concluídos.

Ouça a entrevista com Ricardo Gadelha, do Ministério da Saúde

Leia e ouça a reportagem com Carlos Varaldo, da ONG Otimismo

Seu Nicola e a economia de água

 

Seu Nicola preserva a naturezaSeu Nicola Bachini, 78 anos, não tem medo da chuva. Usufrui dela. Assim que o tempo fecha, começa uma operação que já se transformou rotina na casa dele em Vila Primavera, bairro de Sapopemba, em São Paulo. A água que escorre do telhado vai para uma bacia no pátio. Com a canequinha em uma mão e o funil em outra, transfere a água para garrafas PETs. Tudo que for armazenado será usado no dias secos para regar as plantas. No dia em que a foto foi feita, Nicola recolheu 60 litros de água.

A obsessão do seu Nicola pela economia de água não para por aí: com o que sobra da máquina de lavar, lava o quintal; e o chuveiro fica aberto apenas o suficiente para o banho diário.

Os filhos já pensam em construir uma cisterna para tornar o trabalho do pai mais produtivo e menos cansativo. O que não entendem é a desconfiança da Sabesp que, sem acreditar no cuidado dele com o consumo de água, insiste em trocar o hidrômetro já que a conta não vai além dos 10 mil litros por mês. Trocaram três até aqui, de acordo com Clécio Bachini: “Se fazem campanha para economizar, por que desconfiam da gente ?”

Troca-se entulho por uma ciclovia

 

Entulho Campo Limpo
Entulho Campo Limpo
A proposta nunca aceita era construir uma ciclovia aproveitando a parte baixa do trecho da linha lilás do Metrô, que liga as estações Giovanni Gronchi e Vila das Belezas, na zona sul. Diante da inércia do poder público, aproveitadores passaram a usar o espaço livre para despejo de entulho. A prefeitura, após meses recolhendo o material deixado por lá de forma irregular, mudou a estratégia e construiu um muro no local. O entulho apenas trocou de endereço. Ou melhor, de lado, segundo o cicloativista André Pasqualini. As fotos que fez desde que começou a acompanhar esta situação mostram que o despejo segue ocorrendo à noite, ou na calçada oposta ou no meio da rua mesmo.

Da direita para a esquerda, você vê o entulho jogado antes da intervenção da prefeitura, e para onde o lixo foi parar com a construção do muro. Se clicar nas imagens vai para o álbum do CBN SP no Flickr e encontra mais imagens enviadas pelo André Pasqualini.

Contra enchente, processe a prefeitura

 

Chuva na Paulista

Entrar com ação contra a prefeitura de São Paulo para ser ressarcido pelos prejuízos provocados pela enchente desta terça-feira é uma das sugestões do professor titular de direito administrativo da PUC-SP e ex-secretário do município na administração Mário Covas, Adilson Dalari. É preciso provar que os prejuízos foram causados por falta de atuação do município. Apesar desta dificuldade, o advogado conta que um cliente dele já teve sucesso nesta iniciativa ao mostrar que a administração municipal não teria feito os investimentos necessários na região.

Adilson Dalari disse que prejuízos no carro devido a buracos nas ruas da cidade também poderiam motivar uma ação contra o poder público.

Ouça a entrevista do professor titular de direito da PUC-SP, Adilson Dalari

Nova Marginal e a enchente na cidade

Rua alagada em SP

A construção das novas pistas da Marginal Tietê vai provocar mais alagamentos na cidade de São Paulo na opinião do engenheiro da Politécnica Roberto Massaru Watanabe, ouvido pelo CBN SP. Especializado em hidráulica fluvial, ele entende que a enchente ocorrida nesta terça, 09.09, na capital é resultado de políticas públicas que permitiram a impermeabilização do ambiente urbano. Plantar mais árvores e rever o projeto da Marginal seriam caminhos para conter o problema provocado pelas chuvas na cidade.

A entrevista com o professor Watanabe provocou uma série de comentários enviados por e-mail ao CBN SP de ouvintes-internautas concordando com a opinião dele. Publicado duas dessas mensagens:

“Ouvi a sua entrevista com engenheiro especialista em hidráulica. Na verdade, ele só veio, confirmar o que realmente, vai acontecer com marginal Tiête em virtude dessa obra que o governador juntamente com o prefeito esta fazendo. O pior de tudo isso, é que ninguém faz nada, exceto a população dos que já estão ferrados fazem algum protesto por que o resto, fazem vista grossa” José Sinval Rocha da Silva

“Que beleza a clareza de respostas e de exposição de idéias deste sr, não? E ele não está em Harvard, Sorbonne, ou qq outra faculdade do exterior. Suas pesquisas são financiadas por nossa sociedade, ele trabalha na universidade do município, é quadro nosso. Já ouvi várias vezes os pesquisadores da USP defendendo idéias semelhantes, tanto que já aprendi, vc tb. Pq nossos administradores não conseguem aprender? Talvez devessem contratar fonoaudiólogos para ajudá-los com seus problemas de aprendizado. Será que eles sofrem de TDA (Transtorno de deficit de atenção)??” Cristiane Caldeira

Ouça a entrevista com o professor e engenheiro Roberto Watanabe e dê a sua opinião, também.

Kassab culpa o passado, não assume erro do presente

 

Bueiro jorra água

Um dia após a enchente que parou a cidade e matou duas crianças, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) em vez de assumir a responsabilidade pelos problemas que ocorreram prefere atacar seus antecessores – entre os quais, ressalta, não está o governador José Serra (PSDB), que faz parte da gestão iniciada há cinco anos. Usou números de 2008 para comparar com investimentos da gestão Marta Suplicy (PT) e reclamou da falta de ação no combate as enchentes nos últimos 50 anos. Sendo assim, sobrou até para o ex-governador Mário Covas (PSDB) que foi prefeito na capital paulista entre 1983 e 1985.

Kassab disse que nunca antes se fez tantos investimentos nesta área como no governo dele, usando de estragégia que ganhou popularidade na boca do presidente Lula (PT). Não admite que o corte de 20% no valor pago às empresas que fazem a varrição de rua seja um dos motivos que tenham causado tanto transtorno ao paulistano. Repetiu a “excelência” da sua administração na limpeza de bocas de lobo, galerias de águas pluviais, córregos etecetera e tal.

Ouça o que o prefeito Gilberto Kassab disse à repórter Luciana Marinho

 

Adeus pátria amada

 

Por Carlos Magno Gibrail

Das lágrimas de Cielo no podium olhando a bandeira brasileira e ouvindo o hino nacional, ao esquecimento da mídia e dos seus patrocinadores da maior data nacional, um curto espaço e um profundo e inexplicável fosso.

Por que a pátria emociona os campeões, atrai o público e afasta a mídia e seus senhores ?

Pela leitura a olho nu percebemos que a diferença entre os campeões e os demais é que cumpriram suas missões com sacrifício, objetivos sadios, honestidade e patriotismo. Daí a se emocionarem é bem explicável. Dever cumprido, emoção de realização.

” Sete de setembro banalizado. Nenhum canal de TV aberta (com exceção da TV Brasil) transmitiu o desfile militar em Brasília na íntegra, nem a TV Cultura. No momento do desfile, canais passavam desenhos animados, programas de variedades e religiosos. Os flashes dos desfiles pelo país tiveram pouco destaque”. Site poder naval.

A verdade é que das pessoas envolvidas no processo do desfile de sete de setembro devemos ter tido semelhante opinião ao do ex presidente FHC, segundo relato de Paulo Henrique Amorim:

“Numa entrevista à revista Piauí – aquela de banqueiros, por banqueiros, para banqueiros; aquela que trata o Daniel Dantas com especial deferência –, o Farol de Alexandria, também conhecido como Fernando Henrique Cardoso, disse que odiava as celebrações do Sete de Setembro, quando era Presidente. Aquilo é uma palhaçada, disse ele”.

Com certeza não era assim que pensava quando criança, ainda inocentemente patriota, como os 50 mil de Brasília presentes patrioticamente no desfile militar, os 35 mil de São Paulo, os 70 mil de Curitiba, os 10 mil do Rio etc.etc.

Também patriotas, na Esplanada dos Ministérios, cerca de 150 manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, romperam uma das grades de segurança, invadiram o gramado e conseguiram chegar a menos de cem metros do palanque onde estava o presidente Lula.

Eles cobravam a saída de Sarney da presidência do Senado. “Sou brasileiro, sou patriota, mas eu não sou idiota”, gritavam os manifestantes, em sua maioria estudantes de escolas secundárias e da Universidade de Brasília, com as caras pintadas e narizes de palhaço. Sarney, como Serra em São Paulo, não compareceu ao desfile. A assessoria dele informou que estava descansando, a de Serra, que teve mal estar. Talvez precaução contra tomates e ovos, de Sarney, e de vaias, de Serra.

O desfile de Brasília, orçamento 28% menor que do ano passado, embora tivesse a França, de presidente presente, não agradou:

“Desfile militar pobre e descaso das TVs.
Um LIXO e uma VERGONHA COMPLETA o desfile deste ano em Brasília. Outra lástima: o narrador da TV Brasil, única a transmitir o desfile, não entende absolutamente NADA DE NADA, estava mais perdido que cego em tiroteio. A TV quase perdeu a passagem dos aviões da FAB, e o narrador não sabia qual que era qual. Porque não teve um adido militar esse ano junto ao narrador, pra explicar o quê era o quê?”Do site forças terrestres.

Quando Samuel Johnson escreveu que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas” não estava afirmando que todo patriota é um canalha, mas que o canalha, em última instância, busca guarida no patriotismo, o que vamos convir é o auge da canalhice.

Onde então estão os nossos canalhas?

Sumiram?

Metamorfosearam-se?

Ou nem é preciso refugiar-se mais?

Sim, parece que é isso.

Adeus pátria desolada e mal amada!

Salve o patriotismo que poderá combater a corrupção impregnada.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Canto da Cátia: A terra que cai

 

Deslizamento em Osasco

A chuva forte, a terra deslizando, os barracos caindo e famílias mortas são cenas que ainda fazem parte do cenário brasileiro, onde as contruções irregulares e muitas vezes incentivadas por políticas públicas de habitação capengas e por homens públicos inconsequentes ainda persistem. Osasco, na região metropolitana de São Paulo, foi o último caso, mas outros mais estarão no noticiário nos próximos temporais aqui ou em qualquer região do Brasil. Durante toda a manhã, a repórter Cátia Toffoletto acompanhou o trabalho na busca dos corpos de três das crianças que estavam em um das casas que despencaram durante a terça, 09.09.


Acesse aqui outras imagens feitas pela Cátia, em Osasco, e fotos enviadas por ouvintes-internautas das consequências do temporal na capital paulista.

Hepatite B: mande um e-mail para o Ministro

 

Dois milhões de brasileiros tem o vírus da hepatite B e 95% desses não sabem disso. O pior é que se souberem talvez não encontrem remédios para combater a doença, pois as drogas mais eficientes não são distribuídas na rede pública, apesar da insistência de organizações sociais. Para forçar o Ministério da Saúde a renovar a lista de remédios oferecidos aos pacientes, gratuitamente, a ONG Otimismo está convocado o cidadão a enviar e-mail ao gabinete do ministro José Gomes Temporão e pedir que ele autorize a compra das drogas mais avançadas e já autorizadas pela Anvisa que podem salvar a vida de pacientes com hepatite B. Além disso, que invista em campanha nacionais com informações sobre a doença.

Ouça entrevista com o presidente do Grupo Otimismo Carlos Varaldo

O e-mail do ministro da Saúde é gavim@saude.gov.br.