Foto-ouvinte: Faculdade aprendeu a lição

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Denunciado no CBN SP, a partir de registro no Blog São Paulo Restaurada, a Faculdade Paschoal Dantas, em Ermelino Matarazzo, se apressou em esconder a publicidade que desrespeitava a Lei Cidade Limpa, na zona leste. A subprefeitura da região chegou enviar fiscal ao local, mas este já encontrou o muro do viaduto pintado de branco. Douglas Nascimento que fez as fotos para reclamar o abuso, esteve por lá, novamente, e disse que o cheiro de tinta nova ainda estava no ar.

Site Cidade Democrática recebe broncas e ideias

 

O buraco na rua, o alagamento na avenida, a falta de organização no trânsito e todos os demais problemas que atrapalham a sua vida podem ser registrados e discutidos no site Cidade Democrática. Dentro do conceito de rede social, o serviço virtual abre espaço para que o cidadão apresente soluções e compartilhe com outros moradores estas ideias. A discussão pode ser feita dentro do bairro, não apenas na cidade.

Rodrigo Bandeira, idealizador do Cidade Democrática, espera que o site passe a ser explorado também por agentes públicos e empresas para que as soluções em debate pautem as ações no município. Na lista de inscritos, além de cidadãos, já é possível ver o registro de organizações não-governamentais e vereadores.

Ouça a entrevista com Rodrigo Bandeira do site Cidade Democrática

Foto-ouvinte: Amoras Leste com radial Silvestres

 

Pomar na Radial Leste

“Numa das minhas caminhadas pela região onde moro,nesse feriado da Independência me deparo com um genuíno pomar debruçado sobre a Radial Leste esquina com Álvaro Ramos, 100 metros do Metrô Belém. Ao lado das amoras silvestres , ameixas bem amarelinhas, porém fotografei só as vermelhinhas por causa do trocadilho. É impressionante a resistência da natureza,perante tantas fontes poluidoras”.

O texto, a foto e o título deste post é de autoria do diretor de fotografia e ouvinte-internauta do CBN SP, Luis Fernando Gallo

Escolha o tema do Blog Action Day 2009

 

Você está convidado a participar do Blog Action Day 2009, no dia 15 de outubro, evento que reunirá blogs de todo o mundo para discutir um só tema. No ano passado, a pobreza mobilizou 12.393 blogs – dentre estes, o que você lê neste momento – acessados por mais de 13 milhões de pessoas. Está na hora de você escolher o tema para este ano respondendo o questionário criado pelo site Change.org, espaço que fornece uma plataforma central a movimentos sociais para que suas mensagens possam ser transformadas em ações reais.

A mudança do clima, tema de 2007, e a pobreza estão de volta entre as opções apresentadas na pesquisa on-line. Outras possibilidades: água e comida sustentável, saúde, educação, paz e conflito armado, direito dos gays, diretos humanos e internet livre.

Eu votei em educação pois creio ser este o passo inicial para qualquer transformação da sociedade. Fique à vontade para fazer sua escolha, o fundamental é a participação neste movimento.

No ano passado, 20 posts sobre pobreza, escritos por ouvintes-internautas, foram publicados no Blog do Milton Jung devido a participação no evento. Fotos também foram enviadas e divulgadas. Neste ano, vamos repetir a ação.

Siga as informações do Blog Action Day 2009 no Twitter: @blogactionday

Santo André ganha ônibus para deficientes

 

Por Adamo Bazani

Ônibus adaptados para passageiros com deficiência

Ônibus adaptados para passageiros com deficiência

Santo André, no ABC Paulista, ganhou mais 11 ônibus adaptados para pessoas com deficiência que devem começar a rodar em breve na cidade. São dez Caio Apache Vip II, Volkswagen 17-230, e um micro-ônibus Caio Foz, Volkswagen 9-150, comprados pela Expresso Guarará. Até agora, havia apenas ônibus do tipo “micrão” em condições de transportar passageiros com restrições de locomoção.

A apresentação dos veículos marcou as comemorações dos oito anos de operação do Corredor Vila Luzita, o único segregado para ônibus na cidade de Santo André. Apesar de reclamações como lotação nos veículos, o corredor, idealizado em 1998 e entregue a população em 2001, representou avanço nos transportes da cidade, já que os ônibus conseguem oferecer viagens até 50 por cento mais rápidas do que antes de sua implementação.

Santo André carece ainda de outros sistemas semelhantes e o próprio corredor da Vila Luzita deve ser aperfeiçoado, por conta da alta demanda de passageiros.

O prefeito de Santo André, Aidan Ravin, acredita que investir em ônibus adaptados para deficientes beneficia toda a população.

“Ao comprar ônibus com acessibilidade, as empresas, como a Expresso Guarará, criam uma cultura de transportes, que consegue modificar a visão dos cidadãos sobre os deficientes. Quando a população vê um ônibus com elevadores para cadeirantes ou piso baixo, percebe que a pessoa com deficiência é cidadão e, como tal, tem o direito de estudar, trabalhar, passear, enfim ter uma vida normal. Além de ser um investimento no nosso próprio futuro. Hoje estamos jovens e com força, mas amanhã a idade virá e as limitações também podem vir. Se uma cidade tiver uma cultura para transportar essa população, se estivermos no futuro nestas condições, seremos beneficiados”.

Quando se fala em cultura de transportes, um dos referenciais na região é Sebastião Passarelli, dono da Expresso Guarará e fundador de boa parte das empresas na região do ABC. A família Passarelli atua no ramo de transportes coletivos desde 1938, no interior paulista.

“Uma das coisas que mais me gratificam ao longo do tempo é saber que é possível ter um transporte racional, economicamente viável, que dá lucro, mas que ao mesmo tempo é humano. Estou na região do ABC há 49 anos atuando na área. Me doía ver que num passado não muito distante, pessoas com limitações não tinham condições de entrar num ônibus. São veículos mais caros, mas vale a pena investir”, comenta o empresário, de 81 anos.

Quem está nas ruas no dia a dia sabe como são as dificuldades dos passageiros, principalmente os deficientes físicos. É o caso da motorista Luciane Lopes, da Expresso Guarará. Ela conta que começou a dirigir ônibus em 1996. No início,guiava micro-ônibus. Depois, Luciane
se aperfeiçoou e, hoje, transporta de uma só vez mais de cem passageiros em ônibus articulados, de 18 metros.

“São gigantes domesticados pela suavidade da mulher” – brinca a motorista, uma das primeiras do grupo, quando as linhas municipais ainda eram operadas pela Viação São José.

“Transportar deficientes é como transportar um tesouro dentro do ônibus. Eles tem uma força especial, sempre algo a ensinar. Fiz muitas amizades trabalhando como motorista e digo sem medo nenhum. Prefiro linha de bairro, de periferia. Apesar dos perigos, o passageiro torna-
se amigo. São poucos carros e os pontos finais são praticamente na porta das casas. Nunca tive medo do perigo da periferia. Ao contrário, nas lanchonetes de ponto final é que se encontram histórias de luta e superação, além de uma comida deliciosa” – diz Luciane. Para ela, a
população das periferias vê no ônibus um apoio, um sinal de que não foi esquecida totalmente.

O funcionário da Expresso Guarará, Sandro Alves, que acompanhou a compra dos veículos, explica que os ônibus possuem elevadores para cadeirantes com acionamento automático pelo motorista, balaustes com textura para deficiente visual, bancos com cores diferentes para idosos e bancos para obesos.

Sandro, o funcionário, sempre dava lugar ao Sandro, busólogo. Além de trabalhar, ele é um apaixonado por ônibus, o que permite que conheça um pouco mais do ramo, com as visões de profissional e de fã.

Isso foi possível notar quando, indiscutivelmente entusiasmado, ele mostrava os “mimos” que a empresa conseguiu negociar com a encarroçadora, como relógio digital, com marcador de temperatura e um simpático ventilador para o motorista.

Por onde os ônibus novos passavam, numa espécie de carreata, os moradores viam a diferença em relação aos antigos e logo perguntavam quando estes começariam a rodar, o que acontecerá nos próximos dias.

Até outubro haverá 30 ônibus acessíveis transportando passageiros pela Expresso Guarará. Eles se somarão aos 15 “micrões” da Viação Vaz, já circulando. Número pequeno ainda se for levando em consideração o fato de que a frota de Santo André tem 250 ônibus. Mesmo assim, é o início
de uma nova fase que este “Ponto de ônibus”, que registra a história do transporte de passageiros, faz questão de contar, afinal, as cidades, empresas e sociedade tem enorme débito com as pessoas com deficiência.

Adamo Bazani é busólogo, repórter da CBN e sorri quando um passageiro com deficiência pode sair de casa, não apenas para o hospital, mas para trabalhar, estudar, passear e viver.

Conte Sua História de São Paulo: Chiove

 

Por Sérgio Mendes
Ouvinte-internauta

Ouça o texto “Chiove” sonorizado por Cláudio Antônio

"Olhar da janela da minha casa para a av Santo Amaro", por Sérgio mendes

Você já ouviu E chiove, na voz de Zizi Possi ? Esta musica é a minha história de São Paulo. Quando cheguei, vinha de quase cinco anos fora do Brasil. E vim pra cá justamente pelo nome que dá título ao disco daquela música napolitana interpretada tão bem por Zizi. Os primeiros dez dias eu estive hospedado na casa de uma tia que morava e ainda mora até hoje na Brás Leme, em São Paulo.

Per amore, cheguei antes. Seis meses antes. São Paulo era a possibilidade de fazer viável um projeto antigo.

É claro que não podia permanecer muito tempo ali, e a partir de uma primeira visita à Av. Paulista meu amor por São Paulo se confirmou. Não poderia mais viver em lugar algum.

Meu tio me acompanhou naquele domingo, fomos de metrô. Ele mudo e eu embasbacado!

No dia seguinte tratei de encontrar logo um lugar para morar. Fazia frio, garoava e o centro estava lindo. Ficou impresso na minha mente, uma das saídas do metrô Pça da República. Aquela escada que dá vista para o Terraço Itália! Aquilo é de arrepiar !

Foi só depois que eu fui percebendo que a cidade estava mesmo era mal tratada, e tinha ares de abandono. Naqueles primeiros dias, ela ainda era as imagens dos livros que eu havia lido. Rua Aurora, Rua 7 de abril, o Viaduto do Chá, o Anhangabaú, até o Paissandu. E chiove!

Ainda não havia os celulares com MP3, não havia mesmo nem MP3, nem celulares. A música era na cabeça mesmo… E faz só pouco mais de dez anos!

Encontrei o meu cantinho em uma quitinete na rua Abolição, bem perto da Câmara Municipal. O dinheiro era curto. E eu tinha que seguir estudando, passar no vestibular e trazer meus créditos da Universidade para concluir aqui meu curso.

Seis meses. Meu apê, não tinha nada, entenda bem… Nada! Mas era meu! Era a minha casa agora, e logo seria a nossa casa!  Como eu disse, o dinheiro era curto, curto mesmo. E eu tinha que esticar o máximo possível, para que o projeto fosse possível.

Seis meses pagando o aluguel e caminhando !

Caminhava e estudava. Era o que eu fazia. Logo cedo eu tomava um copo de café no boteco da esquina, 70 centavos e caminhava rumo a Santana. Saia da rua Abolição e caminhava. Duas horas, admirando as belezas estonteantes deste lugar caótico. Atravessava o Vale do Anhangabaú e seguia pela calçada da Brigadeiro Tobias, Av. Tiradentes, Av. Santos Dumont e finalmente Brás Leme.

Comer, estudar e voltar. Neste percurso diário, aprendi sobre a vida de são Paulo que não estava na novela, sobre os rostos que não vão pra TV, que nunca vão e sempre estão. Eu via o Metrô. Eu via os carros. Eu pensava e caminhava.

De volta à minha casa, era tomar banho e seguir para a Paulista, no prédio da Radio Gazeta, onde eu fazia um cursinho pré-vestibular e caminhava. Estudava e caminhava.

Desta vez pelo Bexiga! Vi ruas escuras, abandonadas, passei por moradores de rua, cães, portarias de prédios, frangos assados, cheiros do centro e os magníficos ares da Paulista! A avenida da TV.
Eu me sentia parte. Poucas vezes tive medo. Sendo estrangeiro, era parte. A síndica do meu prédio, uma senhora negra e grande por nome Erundine, bateu a minha porta e tomou o meu depoimento! Depois que descobriu as minha reais intenções, me disse que nunca olhasse para ninguém e seguisse o meu caminho, desta forma não teria maiores problemas. Somos amigos desde então !

A cidade me acolheu, as personagens da rua não sabiam que eu era de fora, minha aparência nordestina me fazia tão igual a eles e eles eram eu, também. Meu único obstáculo era a chuva. Não dava pra caminhar e chegar molhado para a aula. Mas não dava para não caminhar e não comer!  Assim segui em frente, e houve dias que não pude estudar.

Seis meses se passaram. Finalmente minha casa virou a nossa casa. Não deu tempo de virar doutor. Tínhamos a responsabilidade de nos mantermos, Voltei a trabalhar com o que trabalhei desde os dezesseis, procurei escolas de idioma e voltei a ensinar. Já morei na Vila Olímpia, estou agora na Lapa, onde compramos nossa primeira casa. Gente estranha que mora lá no alto…é São Paulo!

Bairros distintos, rostos de TV, rostos anônimos, de botequins, de viver na rua, de morar no vigésimo andar!

São Paulo tem de tudo, e esta é a força da beleza daqui, mal tratada, sempre esperando a promessa de que será melhor. Dividida entre a gente da TV e a das ruas. Díspar por que foi feita para a gente da TV e eu suspeito que sejam quase todos como os da rua. Cidadãos possíveis.

Mas esta terra generosa me acolheu assim mesmo e em retorno a tornei minha. E quero cuidar dela caminhando sempre. Dos lugares bonitos onde já morei, nem um tem a beleza do Centro, menos ainda quando chove aquela garoa que só cai aqui em São Paulo.

O autor deste texto é Sérgio Mendes. A sonorização é do Cláudio Antônio. Você participa enviando seu texto por escrito ou em arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. Leia e ouça outros capítulos da nossa cidade no Blog do Milton Jung.

De expectativa a mãos à obra

Por Maria Lucia Solla

Veja e ouça o texto De expectativa a mãos à obra apresentado pela autora

Falamos pouco de nós, mas falamos muito do outro e da sua vida, sentados no trono do eu-sei, do eu-faria-diferente, do ela-é-louca, do ele-é-babaca.

Na melhor das hipóteses, a gente faz isso porque, na vida do outro, ou participa como coadjuvante ou mero espectador. E nesse espia daqui, julga e condena dali, não dá para esquecer que de perto ninguém é normal. Nem aquele que sai muito bem na foto do jornal.

Também tem o fato de termos sido desenhados com dois olhos na frente, e do lado de fora da cabeça. Como cultivamos a ideia de que a vida é só o que vemos do nariz para frente, olhamos para fora o tempo todo.

Para a semana que entra, proponho uma boa olhada, de você para você; uma observação cuidadosa do teu dia-a-dia. Atenção à tua volta, ao teu comportamento e sua consequência. No teu ritmo, é claro, mas sem perder tempo, pois já está se esgotando a prorrogação do segundo tempo.

E, aproveitando a deixa do tempo: é mentira que tempo é dinheiro.
Tempo é vida e brilha mais, quanto mais ela for vivida.


Alerta

Se você aceitar as provocações deste livro, não espere grandes vendavais que cheguem para transformar você num outro você.

Na expectativa do vendaval você pode perder a brisa que vem com poder de transformar, gradativa mas definitivamente, o cenário da tua vida. Do jeitinho que você quiser.

Uma pequena descoberta com a consciência focada no momento vivido, e não pendurada nos fios da memória ou da expectativa; a percepção de um único comportamento teu, por menor e mais insignificante que possa parecer, transforma.

Você vai encontrar algumas sugestões de exercícios, por aqui. Se decidir fazê-los, vá anotando se há diferença no você de antes e depois deles. Fale ou escreva sobre o que conseguiu transformar, e sobre a consequência da transformação.

Perceba mais; compare menos

Agora, não dá para ignorar o outro e fechar-se em concha, pois se o outro não existisse você não saberia nada de você. A vida do outro se mostra como cardápio de possibilidades, e te provoca. E é aí que está a chance; na provocação.

O julgar o outro transforma-se em exercício do fazer escolha, do reforçar decisão ou do reverter processo.

E então você observa a tua casa de muitas moradas, o teu templo – o de dentro e o de fora -, e faz uma bela faxina. Decide o que fica e o que vai; o que entra, e o que sai.

Do ático ao porão,
ponha para funcionar um belo e forte pano de chão.

Tenho me virado como bolacha em boca de velho, como diz a dona Ruth, e tenho sangrado as unhas – as de dentro e as de fora –
limpando, escolhendo, pegando nas mãos o relicário do meu apego
e permitindo que ele vá embora.

E você,
em que estado estão as tuas casas?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, abre sua casa e suas emoções, no Blog do Mílton Jung, a espera de que você a ajude a reescrever “De bem com a vida mesmo que doa”

Avalanche Tricolor: Jogão de bola

 

Grêmio 1 x 1 Vitória

Brasileiro – Olímpico Monumental


No aeroporto, as primeiras camisas tricolores desfilavam no saguão. No caminho para casa, voltaram a aparecer, cada vez em maior número. Na padaria da esquina, de onde se avista o estádio, casais de namorados de mãos dadas seguiam para o jogo. Faltavam ainda duas ou três horas para o início da partida. Sentado a mesa, enquanto o café era servido, lembrava das muitas caminhadas que fiz entre minha casa de infância e o Olímpico. Boa parte delas acompanhada de meu pai. Naquela época, creio que as namoradas não gostavam de futebol como as de hoje.

Hoje, porém, meu caminho era outro. Segui na direção contrária a do estádio. Deixei para trás aqueles torcedores que andam apressados a espera de uma vitória. Dei as costas para o que foi meu destino, quase obrigação, durante a infância, a adolescência e parte da minha vida adulta. Não que não tivesse vontade de ir ao estádio, ocupar as cadeiras azuis e geladas que me abrigaram durante muitos anos, cantar e cantar com todos que lá estivessem, sempre acreditando que a arrancada vai se iniciar.

Minha obrigação era outra neste sábado de temperatura amena em Porto Alegre. Obrigação e desejo. Iria dividir a sala de estar com meu pai e meu irmão, sentaríamos diante da televisão de tela enorme para assistir ao Grêmio jogar. Confortáveis, iríamos falar da família, de boas lembranças e da saúde que nos permite viver e recordar. Falaríamos do Grêmio, também, por que não ? E foi o que fizemos durante mais do que os 90 minutos de bola rolando. Mesmo porque nosso prazer de estarmos juntos outra vez jamais será refém do tempo destinado ao futebol. Nem da alegria que, por ventura, este possa nos proporcionar.

Foi um ótimo jogo este que joguei ao lado deles. E não falo do futebol, é óbvio.

Prefeitura quer inspeção veicular mais rígida em 2010

 

Ao completar a marca de 1 milhão de carros, a prefeitura estuda a possibilide de tornar ainda mais rígidos os limites de emissão de CO2 para os carros mais novos (fabricados após 2003). Hoje, estes veículos podem emitir até 1% de gás carbônico apesar de os motores terem tecnologia para rodarem poluindo menos. A proposta da prefeitura, enviada ao Conselho Nacional do Meio Ambiente e ao Ministério do Meio Ambiente, é que seja publicada resolução restringe a emissão de CO2 a 0,3%.

E os carros mais velhos ? Aqueles que poluem mais ? Soltam fumaça preta ? E estão fora da inspeção veicular ?

Os veículos fabricados até 2003 serão obrigados a passar pela inspeção a partir do ano que vem, no entanto as restrições em relação a emissão de CO2 são menores pois os motores sairam de fábrica com tecnologia diferente, e não haveria como reduzir a emissão a menos de 6%.

A prefeitura não pretende fazer mudanças no sistema de devolução da taxa paga para a realização do serviço, apenas alerta aos proprietários de veículos que existem certas condições para que o dinheiro seja devolvido: não ter dívida com a prefeitura e ter pago o licenciamento.

A repórter Luciana Marinho entrevistou Márcio Schettino, responsável pela inspeção veicular na prefeitura. Segundo ele, a adesão ao serviço chega a quase 100% nos carros, 75% nos ônibus e apenas 35% nas motos. Em parceria com a Polícia Militar, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente tem realizado blitz para flagrar veículos que perderam o prazo da inspeção veicular.

Ouça a entrevista com Márcio Schettino ao CBN SP

Leia outros posts sobre a inspeção veicular e a devolução da taxa:

Fui aprovado na inspeção veicular

Controlar alerta para a turma da última hora


Devolução só com licenciamento pago