Foto-ouvinte: Crepúsculo paulistano

 

Crepusculo de São Paulo

“Uma lua no imenso céu tendo somente uma estrela ao seu lado, durante o nascer do sol” – cena que ela própria descreve – inspirou a ouvinte-internauta Sílvia Maria Vasconcelos a encarar os quilômetros de congestionamento e o tempo seco que marcaram o início da semana na capital paulista. Ao fotografar o horizonte ela se questionou se “o paulistanos param por alguns minutos para observar as coisas que a natureza oferece em meio a tantos prédios”.

Conte Sua História: Lembrança de Santo Amaro

 

Por José Roberto Leone
Ouvinte-internauta

Ouça o texto de José Roberto Leone com sonorização do Cláudio Antônio

Nascido em São Paulo. Sou de 1946. Muitos dessa época devem se lembrar do respeito aos mais velhos, às instituição. Lembram das boas escolas públicas e dos professores dedicados e competentes.

Estudei no Grupo Escolar Paulo Eiró e no Instituto de Educação Professor Alberto Conte, na época considerado o melhor colégio estadual do Brasil. Os dois ficam bem no centro de Santo Amaro.

O Paulo Eiró teve seu prédio, uma verdadeira relíquia dos santamerenses, derrubado na gestão Paulo Maluf, e seu espaço ocupado por um camelódromo. Em lugar do murmurio dos alunos na hora do recreio, na entrada e saída das aulas, ganhou-se o mau cheiro, a imundície e um barulho de poucas referências.

Do Alberto Conte restou pouco daquele que conheci. Parece um galinheiro, frequentado por alunos da região.

Sinto saudade do bondinho que nos transportava para bairros próximos, como Brooklin, Piraquara, e Campo Belo. As pessoas tinham aspecto diferente, eram habitantes de um país civilizado, com todos seus problemas, é lógico. Mas naquela época eram felizes, sim.

A gente podia andar sem medo pelas ruas, frequentar festinhas e ao chegar à noite em casa, encontrar a porta da sala “encostada com uma cadeira”. As crianças podiam ir à padaria, no empório, brincar no parque infantil sem qualquer risco. Uma das diversões mais esperadas era a aguardar a boiada que chegava de trem, acompanhadas pelos boiadeiros através do bairro até o matadouro local. Era uma festa quando um animal se desgarrava do grupo e promovia um verdadeiro show.

Com o passar do tempo, já quase adolescente, trabalhando e indo a todos os lugares da cidade como office boy, me encantava todos os dias com as coisas mais simples, como cartazes de filmes dos cinemas do centro, as belas vendedoras do Mappin , da Mesbla, aquela das Lojas Americanas (aquelas sim, exemplo de beleza natural e educação). Não essas que nos atendem mal, que usam tatuagem, piercings e todo tipo de maquiagem de péssimo gosto, além da natural deselegância.

Lembranças, apenas lembranças, de uma época que, tenho certeza, vai ficar na saudade.



Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie um texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa vai ao ar, sábado, às 10h30, no CBN SP

Canto da Cátia: Gripe suína vai a escola

 

alunos voltam às aulas

Lavar as mãos foi a primeira lição na volta as aulas no fim das férias prolongadas devido a gripe suína. Nesta segunda-feira, o que deveria fazer parte dos nossos hábitos diários se transformou em atração com os equipamentos com sabão e álcool-gel distribuídos nas escolas. Nesta manhã, a Cátia Toffoletto esteve na Escola Municipal de Educação Infantil João de Deus Cardoso de Mello, na Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo e, além da curiosidade das crianças, encontrou cartazes espalhados nas salas e áreas comuns para lembrá-las da necessidade de manter hábitos de higiene.

Conte sua história de São Paulo

 

Um programa, um livro e uma série de post neste blog foram os resultados do Conte Sua História de São Paulo que surgiu no CBN SP, em 2004. Ouvintes-internautas enviaram centenas de relatos por e-mail descrevendo coisas do passado e fatos recentes que marcaram suas vidas. No início, ao vivo e diário, hoje o programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar às 10 e meia da manhã, todo sábado, dentro do CBN São Paulo.

Os textos que continuam a chegar no contesuahistoria@cbn.com.br ganham alma na sonorização do radialista Cláudio Antônio, técnico de primeira que está por trás da Charge do Jornal, que vai ao ar às 8h43, e da Rádio Sucupira, que encerra a edição de sexta, no Jornal da CBN.

Após ouvir reclamações de ouvintes-internautas que participaram do quadro e de outros que gostam de ouvi-lo, me comprometi a publicar todos os textos e gravações aqui no Blog. Desde 2007, quando o blog se iniciou, tenho postado alguns destes trabalhos, mas não com a frequência desejada. Alguns, infelizmente, se perderam com a extinção da Globolog e migração para o WordPress. Espero ter fôlego para cumprir com esta promessa pública. Para mostrar minha disposição, pretendo publicar um texto por dia, durante esta semana. E o farei até ter todos as gravações à disposição publicadas.

Conto também com a sua participação, enviando novos textos ou arquivos de áudio descrevendo uma momento vivido na capital paulista. A ideia de ter as história gravadas pelo próprio autor surgiu há dois anos, quando abrimos um estúdio de gravação no Pátio do Colégio, no dia do aniversário da cidade. Em 2008 e 2009, os ouvintes-internautas puderam gravar, em viva voz, sua própria história. Algumas foram realmente incríveis.

Apesar da possibilidade de publicar esta gravação no CBN São Paulo, poucas pessoas aproveitaram a oportunidade. Não desperdice a chance de ser o narrador de mais um capítulo da nossa cidade. Grave no seu computador ou qualquer outro arquivo de áudio e mande para contesuahistoria@cbn.com.br. Se for mais fácil, mande seu texto que eu terei o maior prazer em interpretá-lo.

Os vereadores de São Paulo e os ônibus fretados

 

Bolsão de Fretados na Cidade Jardim

Saber o que pensa o seu vereador é importante principalmente em relação aos grandes temas da cidade. Ou, aos mais polêmicos. Henrique Boney foi à internet e levantou a opinião dos parlamentares sobre a restrição aos ônibus fretados na capital, tema de projeto de lei aprovado em primeira votação. Ele comparou a opinião dos parlamentares publicada no site Rede Brasil Atual com o voto dos vereadores.

Projetos para serem transformados em lei, além de passarem por comissões temáticas (constituição, finanças, etc), precisam ser aprovados em dois turnos no plenário. É comum os vereadores apoiarem o projeto na primeira votação com o compromisso de que emendas (sugestões) serão apresentadas e discutidas antes da segunda votação.

Chamo atenção ainda para o trabalho do Boney (fonte do post sobre as ciclovias na capital) que usa as mesmas ferramentas que temos em mãos para levantar informação dos vereadores: a internet. Explorar este recurso em favor do cidadão é um dos pontos que norteiam o trabalho do Adote um Vereador.

Acompanhe a pesquisa de Henrique Boney sobre o que pensam alguns dos 55 vereadores da cidade de São Paulo sobre a restrição dos ônibus fretados. Se algum dos vereadores não citados neste levantamento tiver interesse em publicar sua informação, por favor use o espaço reservado aos comentários pois daremos publicidade, em seguida. Se alguma das informações publicadas não estiver de acordo com o que pensam, não se acanhem, também.

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Buracos na cidade: “É uma vergonha”

 

Na extensão da rua Michigan e na Ribeiro do Vale, no Brooklin, os buracos permanecem apesar dos muitos pedidos à subprefeitura. O ouvinte-internauta Marcos Cabral avisa que um deles na esquina das duas ruas está lá desde maio e já deixou muitos motoristas no prejuízo.

O Angelo Raposo faz um roteiro para o passeio matinal do subprefeito: Cerro Cora, Tonelero, Ricardo Medina Filho e segue pelas ruas do abandonado bairro da Vila Ipoujuca. Sugere que o descaso seja na praça da rua Dinieper (“é de chorar”).

A Suzana Izumi tem um buraco de estimação, o qual acompanha dia a dia e com orgulho o vê crescer. É na esquina da Judith Zumkeller com a Avenida Zumkeller, no Mandaqui, bem no caminho do berçário do filhinho dela. Ele também está crescendo.

Para o Ricardo Brandão, o problema é que no fim da av. Diogo Gomes Carneiro, próximo do quilômetro 15 da Raposo Tavares, tem um trecho de 500 metros de terra, cercado de árvores, que se transformou em local de depósito de entulho.

Tem, também, o buraco persistente: é na rua Jonatas Serrano, 316. O buraco abre, a Sabesp fecha e cinco dias depois, está de volta, explica Dailton Gomes.

José Silva Rocha da Silva
pergunta se quem presta este serviço está sendo cobrado pelo que faz. Ele passou pelas avenidas Sapoemba e Juliani, no Jardim Elba, e Mateu Ben, em São Mateus e ficou chocado com as “costelas de vaca” pelas quais teve de passar: “é de dar vergonha”.

Avalanche Tricolor: Por um goleiro

Grêmio 4 (9) x 1 Flamengo
Brasileiro – Olímpico Mionumental

Encerrei minha curta carreira de jogador de futebol no gol, na escolinha do Grêmio. Fui para lá indignado com a perda de um campeonato no ano anterior após uma sequência de frangos do nosso goleiro. Decidi que se fosse para perder assim, que o fosse por minha culpa, minha tão grande culpa. No ano seguinte, continuamos sem vencer mas ao menos não me consagrei um frangueiro. Quem jogou comigo deve lembrar muito mais dos carrinhos e chutes na canela que distribuía enquanto ocupava as posições de quarto zagueiro e lateral esquerdo.

Ter terminado por lá também deve ter sido obra do destino, afinal meu pai era goleiro de ofício – no colégio, na pracinha em frente de casa e no time da rádio. Tinha o pretensioso apelido de Aranha Negra, referência a alcunha de um dos maiores goleiros do mundo, o russo Yashin que se vestia de preto da cabeça aos pés.

Pensando bem, os goleiros fazem parte da minha vida. Torço alucinadamente pelo único time no mundo a colocar na letra do hino o nome de um jogador de futebol, Lara, o goleiro que morreu de amor por seu clube. E foi vestindo a mesma camisa que tantos outros se consagram e tem seus nomes lembrados pela torcida: Mazaropi e Danrley, são apenas dois de uma enorme lista.

Falar de goleiro no dia em que seu time goleia um tetracampeão brasileiro pode parecer heresia. Perea seria o personagem ideal para esta crônica que de lupa encontra heróis sempre que o Imortal está em campo, mesmo quando estes não existem. Fez o jogo de número 50 e retornava ao time depois de um ano, recuperado de grave lesão e quase tendo sido vendido. Fez o gol que abriu a goleada.

Réver não poderia ser deixado de lado. Jogando mais a frente do que de costume, usou suas pernas longas para fazer dribles desengonçados e completar uma das jogadas com o gol que pôs o Grêmio no caminho da vitória. Seria merecido o destaque, ainda, para a segurança das duas cobranças de pênalti de Jonas, o goleador que quanto mais gols marca mais parece ter de provar que pode ser o goleador titular.

Que me perdoem os amantes do futebol arte. Nem dribles, nem cruzamentos certeiros, nem cabeçadas fulminantes ou cobranças de pênalti seguras são maiores do que as defesas de Vítor. Ele é a esperança de que o gol certo pode ser evitado, é a certeza de que todos os erros do time podem ser perdoados. Nesta tarde, cada vez que ele se agigantava diante do adversário, se antecipava a jogada final ou estendia seus braços em direção aos pés do atacante – ainda considerado por alguns Imperador -, comemorei como se um gol a nosso favor fosse marcado. Foram cinco os “gols” de Vítor que teve seu heroísmo reconhecido pela torcida.

Para que sejamos justo com nosso goleiro, vamos combinar o seguinte: a partir de agora, cada defesa impossível do Vítor será comemorada com a avalanche que homenageia os goleadores gremistas.

De livros e desafios

 

Por do Sol por Solla

Maria Lucia Solla lançou De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa (Ed. Libratrês) em 2002. O texto estava pronto bem antes, mas o deixou adormecido ou amadurecendo até a decisão de transformá-lo em livro de capa e papel. Sete anos depois resolve encarar uma tarefa das mais complicadas: se intrometer nos próprios pensamentos e se debater com as certezas que tinha uma década atrás. Não que ela seja mulher de fugir de suas responsabilidades, mas para enfrentar este desafio quer contar com a sua cumplicidade.

A partir deste domingo, e sempre aos domingos, você terá aqui no Blog a construção de um novo livro ou do mesmo, dependendo o resultado final. Seus comentários serão fundamentais para traçar os caminhos que Maria Lucia irá percorrer. Lembre-se, cada vez que você publicar uma ideia, um conceito ou uma frase por mais simples que seja a respeito do que está escrito aqui, poderá mudar o destino de uma história ou confirmar um pensamento.

Seja bem-vindo !

Mílton Jung

Reescrevendo de Bem Com a Vida Mesmo Que Doa

Por Maria Lucia Solla

Agradecimentos

Na minha jornada, nesta vida, a consciência começou a despertar cedo, em mim. Fui uma menina de olhar profundamente triste, solitária e fechada, mas transbordava de curiosidade, expectativa, ansiedade e de mais e mais curiosidade.

Meu ser assim me levou a buscar nos livros, nos idiomas, no estudo e no comportamento das pessoas à minha volta, o que minhas pernas ainda não podiam alcançar. Meu caminho de busca deixou, muito cedo, de ser singular e eu aceitei, como ainda aceito de braços abertos, a sua pluralidade.

Assim construo minha história pessoal.

Há muita gente envolvida no processo. Gente que entra na minha vida através de livro, aula, música, sorriso, embate, encontro e desencontro. Mesmo aqueles que nunca encontrei contribuem com o despertar da minha consciência. Cada um acende ao menos uma luz no caminho da minha vida, que é uma rota de eterna surpresa.

A todas essas pessoas, ofereço minha mais sincera gratidão.

Há quem chegue tocando a campainha e há quem meta o pé na porta. Tanto uns quanto outros instalam-se por algum tempo, interagem comigo e me modificam. Para sempre.
Imprimem-se em mim.
Amigo, parente, professor, aluno, conhecido, colega de trabalho; amor.

Todos mestres

Todos importantes na construção do que sou e do que ainda serei. Durante a convivência, provocam em mim todo tipo de emoção; mas acima de tudo, me ajudam a ver.

Entre os que entraram na minha vida, há dois que têm cadeira cativa no meu coração. Meus filhos. Chegaram através do meu próprio corpo e têm sido os que mais me ensinam. A eles, sempre quis dar o melhor de mim. A eles, sempre quis oferecer o que tenho de mais bonito e de mais leve; o que tenho de mais perfumado e gentil, de mais claro e brilhante. E tudo isso vai no pacote do meu pedido de perdão pelas vezes em que não fui capaz de dar nada além de tristeza, lágrima, insegurança e dor.

Proposta

Nada é por acaso.

Um livro não chega às nossas mãos, por acaso. Ele tem uma missão a cumprir, e nós temos missões a cumprir, através de suas mensagens. Todo livro tem uma missão a cumprir; a de guardar uma das missões de quem o escreveu.

Comecei a escrever De bem com a vida mesmo que doa, num impulso incontrolável. Comecei a escrevê-lo porque o que tinha a dizer, transbordou. Usei um notebook, meu intelecto, corpo, memórias e experiências. No entanto o mais importante no processo foi o coração, que tem sido, sempre, meu aliado.

Para você que recebe agora o resultado do meu trabalho, vou fazer uma proposta. Mas antes dela, vou mencionar uma das Leis do Universo que você seguramente conhece. Ela diz que quando você recebe algo – uma idéia ou uma informação, por exemplo -, isso vai ser processado em você. Você filtra o que recebe e mistura com todas as outras idéias, informações e crenças que já existem em você, e que fazem de você o que você é. Então processa tudo, faz um coquetel, e é vital que devolva o resultado desse processo, ao Universo.

Abrindo espaço para o novo

Agindo assim, você abre espaço para que o novo entre na sua vida, mas se continua a armazenar e colecionar idéias e crenças, corre o risco de sufocar e até, eventualmente, implodir. Idéias acumuladas vão envelhecendo, perdendo a validade, e você se transformando num depósito de quinquilharias. Vai ficando endurecido, engessado; um poço de artrite física, mental e emocional. O novo procura, procura e não encontra brecha para entrar na sua vida. E assim, acaba não entrando.

Você perde oportunidades de evoluir, e breca o movimento natural, que é sinônimo de vida. Impede o processo de renovação e de evolução que é responsável pela manutenção da juventude, e que mantêm você vivo, sentindo que vale a pena viver.

Um ciclo perfeito de renovação

Um ciclo perfeito de renovação, crescimento e evolução, acontece mais ou menos assim:

➛ você se vê frente a frente com uma ideia nova
➛ ela desperta o teu interesse
➛ ele abre as portas e permite que ela percorra o seu caminho em você.
➛ depois de cumprir sua missão, ela precisa sair
➛ entra por uma porta, sai pela outra, e você se prepara para ainda uma outra.

Se reconhecer a oportunidade, você a recebe, permite o seu percurso, filtra o que quer manter e devolve o resultado ao Universo, de onde ela veio.

Como?
Faz isso através da tua voz, das tuas palavras, pensamentos, gestos, olhares, atitudes, conversas, e-mails, na arte da cozinha, no escritório, no palco. Enfim, em toda e qualquer comunicação que você venha a produzir.

E você, que ideias têm despertado o teu interesse?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “Reescrevendo” na voz da autora

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira e está ansiosa pela sua participação para se reescrever sem punir seu passado.

A Cristo S. N. crucificado estando o poeta na última hora de sua vida

 

De Gregório de Mattos

Meu Deus, que estais pendente de uma madeiro,
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme e inteiro:

Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai, manso cordeiro.

Mui grande é vosso amor e o meu delito;
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito

Esta razão me obriga a confiar,
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar


Por sugestão do ouvinte-internauta Sergio Emerici Longato em comentário neste Blog