Foto-ouvinte: Vai encarar !

Cadeirante na rua

A calçada destruída e a falta de respeito impõem aos cadeirantes uma só opção se quiserem passar por este trecho na avenida Anhaia Mello, na Vila Prudente, zona leste da capital paulista: disputar espaços com os carros. É o que conta e mostra nesta foto o ouvinte-internauta Henrique Boney.

CBN-RJ estreia Cidade Inclusiva com Georgette Vidor

Georgette no projeto Qualivida A rádio CBN abre mais um espaço dedicado às pessoas com deficiência e à acessibilidade no ambiente urbano com a estreia do quadro Cidade Inclusiva, no Rio de Janeiro, nesta segunda 18.05 , às 11 da manhã. A comentarista é a professora de ginástica Georgette Vidor tetraplégica deste 1997 quando foi vítima de acidente automobilístico. O programa terá os mesmos moldes do Cidade Inclusiva apresentado por Cid Torquato, desde fevereiro, em São Paulo.

Georgette trabalha como professora de ginástica artística desde os 15 anos e tem currículo invejável no esporte brasileiro e internacional. A tetraplegia não foi suficiente para tirá-la do circuito e hoje Georgette prepara cerca de 50 profissionais, além de ser presidente da ONG Qualivida.

Lucia Hippolitto, âncora do CBN-JR, e Georgette vão tratar da questão da acessibilidade nas metrópoles, mercado de trabalho e o esporte como ferramenta de inclusão, a fim de mobilizar e conscientizar a sociedade e os portadores de deficiência.

De Amor

Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

Há quanto tempo você não se entrega a um poema?
Acabo de vir de uma linda festa de casamento, e estou permeada de amor.
Então, decidi sair de cena, ler um ou dois poemas, antes de dormir e deixar você aos cuidados de Paul Géraldy, poeta e dramaturgo francês.

Poema de Paul Geraldy

E, em francês, português, ou noutra lingua qualquer, me diga, o que você pensa do amor?

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, faz de seus pensamentos poemas no Blog do Milton Jung

 

Avalanche Tricolor: Que vá apitar …

Atlético – MG 2 x 1 Grêmio

Brasileiro – Belo Horizonte


Houve quem duvidasse da primeira frase da última edição da Avalanche quando me referi a camisa 13 que vesti na época em que joguei basquete. Mas joguei, sim. Quem sabe um dia me entusiasmo e publico alguma imagem daquele tempo. Hoje não tem clima para tal. Nem tanto pela derrota. Estas fazem parte do esporte e quando raras, causam poucos estragos.

Prefiro dedicar este espaço para falar daqueles com quem briguei boa parte dos 13 anos em que estive em uma quadra: os juízes. Hoje preferem chamá-los de árbitros, apesar de entender que juiz é mais apropriado, pois são responsáveis por garantir a justiça dentro de campo no que se refere as regras do esporte.

Pavio curto e estilo de jogo aguerrido me levavam ao transtorno sempre que a injustiça sinalizada por estes atingia a mim e ao meu clube. Várias vezes tive de ir embora mais cedo, me envolvi em discussões e bate bocas que revertiam em expulsão. Tinha muita dificuldade para compreender por que eles erravam tanto. E por que pareciam sempre errar contra mim.

Talvez nem errassem tanto nem erravam sempre contra mim, mas era a impressão que eu tinha.

Poucas coisas me tiravam do sério tanto quanto o erro cometido por má-fé ou desrespeito. O juiz que assinalava uma falta com a clara intenção de me prejudicar.  Ou que, abusando de sua autoridade, me agredia com palavras. Incomodava-me o poder dele. Sem direito de resposta e sem a permissão para argumentar e provar minha razão.

Por isso, compreendo a indignação de Souza contra o juiz Wilson Luiz Seneme quando foi punido com cartão amarelo. A falta foi dura, o cartão foi justo. A reação de Seneme, não. Foi desrespeitosa, o levou a perder autoridade dentro de campo. A dar razão ao reclamante.

“O que se pede de um juiz é educação. Eu não fui contestar a falta, só fui dizer que não foi intencional, até pedi desculpas para o cara. Mas ele começou a falar que ia me expulsar, e tive que empurrar ele senão o juiz ia me beijar”, foi a explicação de Souza, irônico, no intervalo do jogo.

Seneme não iria parar por aí. Foi injusto em dois momentos decisivos da partida. E nos dois prejudicou o Grêmio. Não deu um penâlti de um lado, alegando bola na mão, e deu do outro, alegando mão na bola. Expulsou o volante Adílson quando o jogo estava empatado. Deu um escanteio contra o Grêmio contrariando a sinalização do seu auxiliar na jogada que antecipou o gol de desempate. Decidiu a partida em favor do Atlético, o time da casa.  E antes de sair de campo ouviu Souza perguntar: “É este o melhor árbitro de São Paulo?“.

No meu tempo de jogador de basquete não seria capaz de usar desta ironia em uma momento de injustiça como o proporcionado por Seneme. Que vá apitar jogos de futebol …

Ingestão de aves, o perigo nos aeroportos

Armando Italo

Quem ainda não leu ou ouviu notícias sobre pássaros engolidos pelas turbinas de jatos? Já passei por situações semelhantes, confesso, apesar de “não haver grande risco” e iminência  de queda da aeronave,  não é nada agradável!

Pasmem!

Em 2007 foram registrados no país 567 incidentes deste tipo, mais do que em 2006, que totalizou 486 de acordo com informações do Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, ligado ao Ministério da Defesa.

O Snea, Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias e outras autoridades confirmam e nos fazem um alerta que os aeroportos Internacional Tom Jobim e Galeão no Rio de Janeiro, de Congonhas e Internacional de Guarulhos em São Paulo, e Juscelino Kubstchek de Brasília DF são os campeões neste tipo de ocorrências.

Uma ave que se choca com uma aeronave a 300 kph resulta num impacto de sete toneladas. Suficiente para causar um enorme estrago.

Um jato comercial voa próximo aos 1.000 kph, imagine então o que pode acontecer quando  uma ave com mais ou menos dez quilos colide com a aeronave!

Quais as causas de aves voando próximo de aeroportos?
O perigo aumenta com a instalação de lixões e o constante e sem fim crescimento de favelas próximas de aeroportos.

As aves não só são engolidas pelas turbinas, como também podem se chocar com outras partes vitais de uma aeronave, a exemplo do que aconteceu recentemente com um pequeno avião operando como táxi aéreo, modelo Sêneca, levando a bordo como passageiros, um casal de médicos.

O Sêneca tinha acabado de decolar do Campo de Marte SP com destino ao interior do Estado, quando próximo ao setor do aeroporto de Jundiaí, colidiu com uma ave, destroçando literalmente o pára-brisa e, como conseqüência, o jovem piloto acabou perdendo a visão de uma dos olhos.

Ferido seriamente,  o piloto teve habilidade para ativar o piloto automático e a aeronave se manteve estabilizada até ele ser atendido pelo casal de médicos, o que resultou em um heróico e seguro pouso com todos são e a salvos.

Outro caso recente que surpreendeu o mundo inteiro: após colidir com pássaros, um Airbus A320 da US Airways com 155 pessoas a bordo pilotado pelo herói comandante Chesley Sullenberger, 57 anos, que tinha acabado de decolar do Aeroporto de La Guardia, NY, efetua vôo em planeio, sem motores e faz pouso forçado no Rio Hudson em NY.

Sullenberger conseguiu controlar com extrema perfeição a aeronave de 70 toneladas com os dois motores em pane, parados, off e pousou com segurança nas águas escuras e, nesta época do ano, gélidas. Por sorte não houve uma única morte, somente alguns machucados leves e casos de hipotermia.
A causa mais provável para este acidente foi o impacto com uma revoada de gansos, infelizmente atingindo e danificando com seriedade as duas turbinas do A320. O aeroporto é circundado pela Baía Flushing, onde diversas espécies de pássaros voam a alturas variadas, raramente ultrapassando 100 metros.

Fica então a pergunta às autoridades aeronáuticas, prefeituras e políticos em geral:

O que fazer para evitar colisões de aeronaves com pássaros que são atraídos pelos lixões e a favelização nos arredores dos aeroportos brasileiros que põem em risco a segurança dos voos durante as aproximações, pousos e decolagens ?
Até o próximo vôo

Armando Ítalo Nardi é comandante e ouvinte-internauta do CBN SP.

Como combater a violência na escola, segundo o Governo

Câmeras de vídeo, espaço para denunciar crimes e código de conduta são medidas que o Governo do Estado de São Paulo prepara para combater a violência nas escolas da rede pública, de acordo com o secretário estadual da Educação Paulo Renato Souza. Em entrevista ao CBN SP, ele afirmou que o papel dos diretores das escolas é fundamental para mudar esta situação.

Ouça o que disse o secretário da Educação Paulo Renato Souza, ao CBN SP

Como combater a violência na escola

Reproduzo aqui o post publicado no dia 11.03 quando entrevistamos a promotora Vera Lucia cayaba de Toleto sobre caminhos para se combater a violência na escola. O tema volta a pauta com a depredação da Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca, na zona leste da capital:

Reduzir em até 40% o número de atos infracionais dentro das 230 escolas da rede pública municipal e estadual, em São Bernardo, região metropolitana de São Paulo, é a meta de uma força-tarefa organizada pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria da Infância e Juventude. Em pouco mais de um ano de trabalho, teria havido uma queda de até 20% nas ocorrências, segundo a promotora Vera Lucia Acayaba de Toledo.

Lesões corporais, agressões entre alunos, contra professores e de professores, roubos e furtos, e consumo de drogas, são algumas das questões que deixaram de ser vistas apenas como caso de polícia e passaram a ser encaminhadas para um grupo multidisciplinar que se formou na cidade.

Para entender a boa experiência de São Bernardo ouça a entrevista com a promotora da Infância e Juventude Vera Lucia Acayaba de Toledo. Vale a pena !

Deixa de bobagem, Miss tem de ser bela

O escracho ganhou novo combustível com mais uma edição do concurso Miss Brasil. Programas de humor deitaram e rolaram nas meninas que representam seus Estados. Na internet, a tentativa de uma candidata a Missa Santa Catarina responder a uma pergunta sobre a relação dos Estados Unidos com o aquecimento global está bombando.A pergunta foi tosca e mais enrolada do que as de jornalistas-convidados do Roda Viva (ops, eu já fui convidado). A moça nitidamente não entendeu o que o âncora do desfile queria saber. Ela estava muito mais preocupada em colocar a mostra todos seus dentes em meio a uma boca exageradamente marcada pelo batom vermelho. Precisava manter a coluna ereta para que o bumbum empinasse para trás enquanto os seios se apresentavam ao público. O olhar mirava o corpo de jurados freneticamente. Fora o esforço para equilibrar o penteado feito por algum cabeleireiro de plantão.

Travada, desesperada, sem perder a pose, a menina gaguejou uma, duas, três vezes até o apresentador tirar-lhe o microfone e pedir uma salva de palmas sei lá ao quê.

Inventaram anos atrás que as candidatas a Miss deveriam derrubar o estigma de que mulher bonita é burra. Burro daqueles que imaginam que isto é uma regra. Uma coisa não elimina a outra nem a outra elimina a coisa.

Nos concursos, em especial o Miss Brasil, deixaram de lado o questionário be-a-bá:

Qual o livro preferido ?
O Pequeno Príncipe.
Um ídolo ?
Jesus Cristo.
Uma mulher ?
Minha mãe.
Uma mensagem ?
Pela paz mundial.

Perguntas supostamente mais bem elaboradas passaram a ser feitas às meninas que tiveram de decorar uma série de lugares-comum para atender a expectativa dos organizadores. Ou dos chatos que assistem a estes concursos e esperam ver na passarela candidatas a uma vaga na USP. Deve ser algum fetiche.

As mães das misses, coitadas, passam a véspera do concurso obrigando as filhinhas a fazerem a lição de casa enquanto provam o vestido, acertam o cabelo, discutem a maquiagem e reclamam da dor no dedo causada pelo sapato de salto muito alto.

Das muitas asneiras que assolam o país, a tentativa de transformar aquelas belas mulheres em supostas intelectuais é apenas mais uma. Por que diabos devem saber como combater o desmatamento na Amazônia se nem o governo o sabe ? Por que raios são obrigadas a responder sobre o combate a fome se não é a carne delas que vai resolver o problema das criancinhas pobres ? Por que, diga-me Deus, queremos que entendam de economia global se sequer os economistas entenderam por que o mundo quase acabou dia desses ? Por que não exigir delas a única coisa que se espera que elas sejam: belas, formosas e volumosas ?

Fizeram do concurso de beleza uma tortura para quem concorre e para quem apenas aprecia. Um desfile de constrangimento.

Cigarro no condomínio tem multa administrativa

Mesmo que a fiscalização do Estado tenha dificuldade de controlar o uso indevido de cigarro no interior de condomínios residenciais quem infringir esta regra corre o risco de sofrer multa administrativa. O controle das normas previstas na lei antifumo de São Paulo será feito muito mais pelos moradores e funcionários do condomínio do que pelo próprio Estado, no entender de Márcio Rachkorsky, comentarista do progama Condomínio Legal, que vai ao ar quartas e sextas, às 11 da manhã, na CBN.

Ouça as recomendações de Márcio Rachkorsky sobre a lei antifumo nos condomínios