Avalanche Tricolor: A César o que é de César

Grêmio, teu negócio é Libertadores

Inter 2 x 1 Grêmio
Gaúcho – Beira Rio

Comemorar 100 anos de história é momento marcante. Tem de se planejar bem a festa. Convidar as pessoas certas. Deixar a casa bonita. Aproveitar cada instante para relembrar seus feitos. Dar o que se tem de melhor. Fazer de conta que todas as vitórias foram conquistadas sem ajuda externa, um apito amigo ou coisa que o valha (ou não valha). Dar um colorido especial mesmo para aquelas lembranças nem tão felizes assim como o primeiro clássico, a goleada imperdoável, o título jogado fora no último jogo, ou o pênalti desperdiçado. As datas são para serem celebradas, mesmo.

Por tanto, é muito justo que, neste domingo – mesmo com um injusto resultado -, os colorados tenham deixado o Beira Rio cantando “Parabéns a você”. Merecem, neste centenário, ser campeões do Campeonato Gaúcho. É o que merecem.

Ao Grêmio, a Libertadores, que disputou 12 vezes, foi campeão em duas e vice em mais duas. Da qual é líder invicto e tem das melhores campanhas até aqui nesta temporada.

Aliás, quando entrar no gramado do estádio Olímpico, já nesta terça-feira (sim, apenas 48 horas após o Gre-Nal, pois os torneios estaduais ainda são considerados importantes por alguns), o Imortal Tricolor terá  a oportunidade de olho no olho, respirar fundo e dizer: Libertadores, enfim sós !

De sacríficio

Por Maria Lucia Solla

Sacríficio de Issac, RembrandtOlá,

Entre as opções de ser e não-ser feliz, prometemos voto à primeira, mas na realidade, fazemos campanha pela segunda, que tem ganhado disparado.

A felicidade traz junto o prazer, e prazer anda muito mal falado. O medo da felicidade levou embora a noção. A gente perdeu. A sensação é de que andamos pela crosta terrestre sem entender coisa nenhuma,  enredados num labirinto de sacrifício.

A gente come e vomita. Come para suprir o que falta. Come demais porque falta tudo. Come errado porque falta tempo. Não come porque falta dinheiro. E, simplesmente, não come, ou vomita o que come, em prol da forma do momento.

Quando é que teremos aula de felicidade na escola? Aula de amor; pelo amor dos deuses; do passado, do presente e do futuro. Antes, bem antes das noções de sexualidade.

Olhe em volta. Olhe para dentro também. A gente reclama de tudo!  A gente escolhe a dor e descarta o amor, e em prol de quê? Do sacrifício? Já se deu conta de quantas vezes por dia você se boicota? Cozinha e reclama, come e reclama, respira e reclama. Se dorme, reclama; se não dorme, para não perder o costume, reclama também.

Sacrifício deve trazer prazer. É um atalho para chegarmos aonde a nossa alma quer ir. Sacrum + facere = sacrifício = fazer (tornar) sagrado. Sacrifício serve para fazer sagrados os nossos passos.

De tempos idos e de religião conheço pouco, mas ouvi dizer que o sacrifício foi forçado a se casar com a solidão, e que os dois têm se alimentado de certeza, posse, razão, e outros quetais. Menos de amor.

Enquanto o sacrifício for mal entendido e dons e instintos condenados à clausura, continuaremos a criar milhões de monstros frustrados que matarão pelo prazer de matar outros milhões, até acabarmos com tudo.

Como você entende o sacrifício?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Sacrifício” na voz da autora. A música é Duas margens, de Chico César, em “GREENPEACE em defesa do planeta”

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, aqui no blog, exercita a felicidade que irradia durante toda a semana aos que se aproximam dela.

Ouça o debate sobre o Plano Diretor de São Paulo

(reeditado às 13:15, abril 04)

Wilhein, Bucalen e Luiz Carlos

Foram quase duas horas de discussão sobre a revisão do Plano Diretor Estratégico nas quais concordâncias foram apresentadas e divergências reforãdas em torno do texto elaborado pela prefeitura de São Paulo que estão em discussão na Câmara Municipal.

Fica muito claro o temor de setores da sociedade com a qualidade do debate que se realizará entre os vereadores e as barreiras para a ação das entidades organizadas. Assim como também a desconfiança sobre a forte influência que o mercado imobiliário terá nas decisões finais do Plano.

Pela prefeitura, o discurso é que o debate será democrático e a cidade terá oportunidades iguais na forma de construir o Plano Diretor Estratégico. Além da certeza de que apresentou uma revisão muito mais voltada para a ideia da cidade sustentável do que aquela aprovada em 2002.

Participaram do CBN São Paulo o secretário de Densenvolvimento Urbano Miguel Bucalen, o ex-secretário de Planejamento Jorge Wilhein, e o arquiteto Luiz Carlos Costa, do Movimento Defenda São Paulo.

A intenção do CBN São Paulo é ampliar este trabalho com o intuito de socializar as decisões em torno do projeto, conforme pediu o arquiteto Luiz Carlos Costa ao fim do programa. Aceitamos sugestões de como atender este objetivo.

Ouça aqui o debate que está separado por blocos, na ordem em que foi ao ar, para faciliar sua audição:

Debate do Plano Diretor – Abertura (10h00 – 10h30)

Debate do Plano Diretor – Parte 2 (10h30 – 10h45)

Debate do Plano Diretor – Parte 3 (10h45 – 11h00)

Debate do Plano Diretor – Parte 4 (11h00 – 11h15)

Debate do Plano Diretor – Parte 5 (11h15 – 11h30)

Debate do Plano Diretor – Parte 6 (11h30 – 11h45)

Debate do Plano Diretor – Final (11h44 – 12h00)

Plano Diretor: A opinião de Nabil Bonduki

O projeto de lei encaminhado pela prefeitura à Câmara Municipal não é uma revisão, mas uma alteração ilegal do Plano Diretor Estratégico (PDE). Se levado adiante como está, irá mutilar o mais importante instrumento de ordenamento territorial do município, ameaçando jogar por terra o esforço feito para criar um processo ordenado de planejamento urbano na maior cidade do país. Ademais, será criado um processo que gera enormes incertezas na regulação urbanística de São Paulo.

O PDE, aprovado em 2002 com unanimidade pela Câmara Municipal após um acordo pactuado por todos os segmentos da sociedade, criou um processo contínuo e descentralizado de planejamento, iniciado com os planos regionais das subprefeituras, construídos de forma participativa em 2.000 oficinas.

Em vez de implementar o PDE para que, em dez anos, a cidade tivesse alterado seu modelo de urbanização, a prefeitura quer alterar, de forma ilegal, seus objetivos e diretrizes, sob o argumento de que pode mudar a qualquer tempo qualquer um dos seus artigos. É o antiplanejamento. A ilegalidade mais evidente é a desobediência ao artigo 293, que estabelece que a revisão se limita à redefinição das ações estratégicas e à inclusão de novas áreas para a aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade. Diretrizes e objetivos estruturais não podem ser alterados na vigência do plano, ou seja, até 2012.

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Plano Diretor: A opinião do secretário Bucalem

Alertado pelo Carlos Magno Gibrail fui a página A3 da Folha de São Paulo que na coluna Tendências e Debate pergunta se “A proposta de revisão do Plano Diretor é benéfica para a cidade de São Paulo?”. Abre espaço para o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Miguel Bucalen e para o arquiteto Nabil Bonduki.

Leia o que diz o secretário Bucalen:

Uma cidade dinâmica e complexa como São Paulo precisa ter seu instrumento de planejamento estratégico atualizado e aprimorado periodicamente. Tanto assim que o Plano Diretor Estratégico, aprovado em 2002, estabeleceu em seu artigo 293 a obrigação legal de que ele deveria ser revisto em 2006.

Seria inadmissível, sob qualquer pretexto, simplesmente impedir a revisão do plano diretor, pois isso equivale a retirar o direito da sociedade civil paulistana de discutir democraticamente e aperfeiçoar os mecanismos para lidar com os novos e crescentes desafios de nossa metrópole.

O objetivo da revisão é aperfeiçoar as políticas para as áreas cujas realidades sofreram as maiores mudanças, além de rever as ações estratégicas e dar mais foco e operacionalidade ao plano como instrumento de política urbana e de controle do desenvolvimento do município, como preconizado pelo Estatuto da Cidade e pela Constituição. Com isso, a proposta de revisão procura estabelecer os ajustes necessários, não buscando recriar o Plano Diretor de 2002.

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Líder de Kassab diz que PSDB é coerente e contra Plano Diretor

Líder do Governo na Câmara Municipal, vereador José Police Neto (PSDB-SP), responde a artigo do nosso colaborador Carlos Magno Gibrail que discutiu os efeitos da revisão do Plano Diretor Estratégico e a influência que os financiadoras das campanhas eleitorais para prefeito e vereador nas decisões da cidade:

Prezado Carlos Magno:

Em atenção às suas indagações, tenho a considerar o que segue.

1.- Transparência total ao financiamento de campanhas eleitorais;
(afastando o financiamento ao partidos em períodos eleitorais)
2.- Comitês Financeiros com exclusiva responsabilidade na gestão do financiamento de campanhas eleitorais;
(afastando qualquer relação de candidatos com financiadores)
3.- Participação popular como norteadora das atividades executivas e legislativas públicas.

Portanto, tudo o que os poderes Executivo e Legislativo buscam, deve percorrer o caminho da transparência e da legalidade, mas principalmente da participação popular. As audiências Públicas se repetem à exaustão, as discussões ganham intensa publicidade pelos meios oficiais e pela imprensa e até se transformar em matéria sancionada, sempre há muitas oportunidades para que a sociedade se pronuncie a respeito do objeto da discussão.

Enfim, para agir eticamente, basta observar como o fazemos: sempre e estritamente de acordo com o bom senso, alinhados com o interesse público e absolutamente dentro dos parâmetros legais.

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CBN SP debate Plano Diretor, neste sábado

Terra dos espigões

No momento em que o texto de revisão do Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo começa a ser discutido na Comissão de Planejamento Urbano na Câmara Municipal, o CBN SP promove o debate, ao vivo, com especialistas em urbanismo, arquitetura e planejamento, neste sábado, entre 10 da manhã e meio dia.

O secretário de Desenvolvimento Urbano Miguel Bucalen um dos maiores conhecedores do tema dentro da Prefeitura de São Paulo, o ex-secretário municipal de Planejamento que liderou a discussão do Plano, durante o Governo Marta Suplicy, arquiteto Jorge Wilheim, e o professor da Faculdade de Arquitetura da USP e conselheiro do Movimento Defenda São Paulo Luiz Carlos Costa são nossos convidados para explicar ao cidadão como a revisão do Plano Diretor poderá influenciar a qualidade de vida na capital paulista.

Leia mais informações sobre o tema acessando o texto “São Paulo: Non Ducor Duco”

Participe, dê sua opinião ou registre sua pergunta aqui no blog.

Construtora quebra e crianças ficam sem creche

Creche Jardim Angela

Este esqueleto no bairro de Sapopemba deveria abrigar crianças de até três anos que não conseguem vaga em creches municipais da zona leste de São Paulo. De acordo com o ouvinte-internauta Carlinhos Cobra, autor das fotos,  um desrespeito em virtude da demanda pela educação infantil na capital. Números oficias da prefeitura mostram que há cerca de 57 mil meninos e meninas sem direito a creche e próximo de 14 mil e 500 em busca de lugar na pré-escola.

“Em vez de crianças, a área está cercada de muito lixo e servindo de criadouro do mosquito da dengue”, escreveu Cobra ao CBN SP.

De acordo com o Secretário Municipal de Educação Alexandre Schneider o que ocorre com esta construção revela uma das encrencas que o sistema público enfrenta: a empresa apresenta um preço baixo para vencer a licitação e depois não tem condições de entregar a obra. No caso, a construtora é a Martur Ltda e quebrou.

A creche Jardim Ângela, de Sapopemba, custou até aqui R$ 430 mil à cidade de um total de R$ 1,06 mi. Deveria ter sido entregue em dezembro do ano passado, mas se tudo der certo será aberta apenas no primeiro semestre de 2010. A Secretaria Municipal de Obras rescindiu o contrato por abandono e, neste momento, recalcula o valor para abrir nova licitação.

Segundo Alexandre Schneider há um caso parecido em Interlagos, onde a empresa Tetra faliu antes de concluir o prédio da creche que deveria ter sido entregue em julho de 2008. Até aqui 81% da obra foi executada mas a burocracia exigida para retomar o contrato ainda não foi resolvida.

O processo é demorado. Muito além do que São Paulo pode esperar para enfrentar o problema da falta de vagas em creches.

Jundiaí tem debate público do Adote um Vereador

Adote um VereadorCom metade dos 16 vereadores adotados, a cidade de Jundiaí, interior paulista, é a terceira com maior participação na campanha Adote um Vereador. O sucesso do projeto se deve a ação desenvolvida pela ONG Voto Consciente Jundiaí que incetiva a participação do cidadão no parlamento municipal.

Nesta noite, a Organização reunirá escolas, entidades representativas e veículos de comunicação para aperfeiçoar as ferramentas de fiscalização dos vereadores pela população. Estarei no encontro e pretendo transmitir um pouco das experiências desenvolvidas até aqui, a começar pela utilização da internet e da atuação em rede social.

O debate público será das sete às nove da noite, no auditório da Ciesp, na av. Navarro de Andrade s/n, próximo à prefeitura.

Apolinário diz não se incomodar de ter vida fiscalizada

Esta é a resposta enviada pelo vereador Apolinário (DEM-SP), referente a post publicado no Blog do Milton Jung e divulgado no CBN São Paulo: 

A respeito do comentário do apresentador Milton Jung, em seu programa Manhã CBN, no dia 30 de março de 2009, devo esclarecer que, ao contrário do que ele fez chegar a seus ouvintes, não me incomodo de ter minha vida pública fiscalizada, até porque ela já é pública e todos os meus atos são de conhecimento público. Minha declaração de renda está na internet e todos os atos da Câmara Municipal são de conhecimento público. Gostaria de lembrar inclusive que a lei eleitoral que exige total transparência dos políticos e que tem servido de base inclusive para a cassação de políticos corruptos é de minha autoria. Porém não concordo que pessoas formem ONGs e que não tenham responsabilidade também com seus atos.Na relação de perguntas que fiz à ONG citada, não obtive a resposta para a pergunta: quanto a ONG gasta por ano e no quê? A ONG também não informou sobre a origem de suas doações nem o nome de seus doadores. Lamentavelmente, essas ONGs que se recusam a responder perguntas como estas encontram espaço em setores da imprensa, que, infelizmente, se especializaram em atirar lama em políticos de maneira generalizada. Não sou contra o trabalho de fiscalização que, em nome de seus leitores, a imprensa realiza, mas o mínimo que dela se espera é que ouçam o outro lado, ouçam o político criticado, procedimento básico na democracia e que consta, inclusive, dos manuais de jornalismo da imprensa mais séria.

Lembro que esta não foi a primeira vez que o jornalista Milton Jung me criticou em seu programa, sem me dar direito de defesa. Lança no ar críticas e não ouve o criticado. Faz uma acusação séria de que sou contra a fiscalização do mandato popular e não me ouve. Ele também não foi o primeiro apresentador da CBN a fazer críticas sem me dar a oportunidade de me manifestar, de expor a minha defesa perante a audiência qualificada dessa emissora de rádio. O apresentador Heródoto Barbero já fez isso algumas vezes. Eu cheguei a telefonar para a produção do programa logo depois de ter meu nome mencionado de maneira negativa e até injuriosa. Não me deram a oportunidade de defesa. Tenho certeza de que este comportamento não está à altura da grandeza das Organizações Globo.

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