Shopping Luz é o primeiro a levar “paulada” do Controle Urbano

Instalações elétricas inadequadas

“Dar paulada, desde que dentro da lei”, foi a orientação do secretário Orlando de Almeida quando assumiu a nova pasta de Controle Urbano, na cidade de São Paulo. E o primeiro teste foi nessa terça-feira, quando os fiscais fecharam o Shopping Fashion Center Luz, na Praça Júlio Prestes, no centro da capital. Instalações elétricas irregulares, falta de equipamento de segurança e infiltrações foram encontradas em meio a outras tantas irregularidades.

A “paulada pedagógica” não chega a ser novidade em São Paulo. Nos últimos quatro anos, as ações emblemáticas eram de autoria do secretário das Subprefeituras Andrea Matarazzo (PSDB) que chegou a posar de xerife da cidade na capa da revista Veja São Paulo, depois de fechar prostíbulos e emparedar lojas chiques. Orlando de Almeida (DEM) insiste que não pretende tirar a estrela de ninguém. E o prefeito Gilberto Kassab (DEM) jura de pés juntos que ambos se dão muito bem, obrigado.

Orlando de Almeida, porém, é o primeiro a declarar abertamente que as medidas que a prefeitura adota “são emblemáticas”. Midiáticas, para a aparecer na televisão, e ganhar espaço no noticiário, digo eu, a ponto de a assessoria de comunicação da secretaria de Controle Urbano fazer questão de distribuir imagens das irregularidades encontradas no Shopping. Fotos que publico aqui no blog e preocupam os frequentadores destes espaços públicos que fornecem a falsa imagem de segurança.

Vereadores discutem CPI da Merenda no CBN SP

Cinco dos líderes dos partidos e do Governo na Câmara Municipal participaram do programa CBN SP, desta terça-feira, antecipando debate que terão nesta tarde, no qual decidirão quais os pedidos de CPIs serão levados a frente, neste ano. Só existe a possibilidade de duas comissões parlamentares de inquérito funcionarem simultâneamente e a discussão está em torno do interesse da oposição e alguns vereadores da base do governo de emplacarem a comissão que investigará a merenda escolar, depois das denúncias de cartel das empresas terceirizadas, da semana passada.

O governo municipal se esforça para convencer os demais líderes de partidos a deixarem esta discussão para o Ministério Público Estadual sob a alegação de o tema já foi investigado pela Cãmara Municipal, conforme informado em post neste blog.

Ouça o que pensam os líderes de alguns dos partidos na Câmara:

José Police Neto (PSDB), líder do Governo

João Antonio, líder do PT

Cláudio Fonseca, líder do PPS

Cláudio Prado, líder do PDT

Ótimas pizzas fora do eixo Jardins-Itaim

Por Ailin Aleixo 

No Epoca Sp na CBN 

Attrio

Bem perto do Largo Nossa Senhora do Bom Parto, onde se concentram alguns dos bares bacanas do Tatuapé, a pizzaria faz um gênero despojado, gostoso para bebericar um chope bem tirado ou tomar vinho (há bons exemplares na carta como o chileno Gran Reserva Tarapacá Cabernet Sauvignon). Tanto que já começa a ferver na happy hour, em ambiente super agradável, com mesa sob o teto retrátil. Nessa hora, faz sucesso os pães recheados (de queijo e de lingüiça) e os crostines. As pizzas seguem o padrão da massa fina, com borda crocante e coberturas saborosas, com uma pegada mais básica como a de pepperoni, de atum e de rúcula. Um das boas é napoli in calabria, combinação de calabresa com ricota e molho de tomate fresco.

R. Serra de Japi, 1275 – Tatuapé – São Paulo – SP  2673-2477

Gioia forneria

Um dos segredos para garantir a leveza e a textura crocante da pizza é o fermento. O pizzaiolo segura a mão, usa pouca quantidade e deixa a massa descansar de um dia para o outro. Outro truque? Uma pitada de açúcar, e a pizza ganha cor bronzeada. Essa é a receita do pizzaiolo Sinval Souza Ferreira, que comanda os dois fornos da bonita casa com pé-direito alto e salão iluminado por lanternas de papel de arroz. Para começar, há pão de calabresa. Mas quem faz mais sucesso é o petit-rolê, massa de pizza bem fininha, recheada com os ingredientes à escolha do freguês, enrolada feito rocambole. As coberturas mais pedidas são a paulistana gourmet (mussarela de búfala, presunto cru, coração de alcachofra e azeitonas pretas) e a napolitana vera (tomate cereja e mussarela de búfala salpicada com manjericão). Sabores tradicionais como mussarela e calabresa também são bons, assim como a de abobrinha com mussarela e queijo brie.

R. Viera de Moraes, 1008 – Campo Belo – São Paulo – SP 5531-5199

Pompéia pizza bar

Super descontraído, do tipo de bar que dá para ir de bermuda e chinelo. É nas noites de campeonato de futebol que a coisa pega de verdade: como a casa mantém um telão instalado, o salão interno fica tomado por torcedores. Nesses dias, a melhor opção para quem não está lá muito interessado no jogo são as mesinhas na calçada (cobertas). O barman faz tudo direitinho: dos drinks (que não fogem muito das tradicionais caipirinhas) ao chope, muito bem tirado e geladíssimo. A pizza parece de padaria – no melhor sentido desse conceito: massa fininha e crocante, molho bem temperado, tudo simples e certeiro. Uma das mais criativas do cardápio é a de abobrinha com polenguinho (ele mesmo, o queijo) gratinado. Parece comida da infância.

Av. Pompéia, 928 – Perdizes – São Paulo – SP

3675-9393

Relatório da Câmara questionou terceirização da merenda escolar

A denúncia de cartel das empresas que fornecem merenda escolar na cidade de São Paulo chamou atenção para o sistema de terceirização implantado na administração Marta Suplicy (PT) e expandido pelos governos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). No ano passado, a Câmara de Vereadores já havia analisado o serviço prestado nas escolas municipais através de subcomissão da Comissão de Finanças e Orçamento.

Do relatório final saíram algumas propostas, a começar pela necessidade de haver uma avaliação sobre a conveniência de se manter o serviço de terceirização da merenda. Outras sugestões:

– Banir os alimentos enlatados e pré-cozidos industrialmente nas merendas direta e terceirizada;

– Realizar o acompanhamento nas escolas da preparação da merenda direta por nutricionista da Prefeitura Municipal;

– Investir na melhoria da qualidade dos produtos perecíveis que compõem a merenda escolar;

A merenda escolar também foi alvo de comissão parlamentar de inquérito que investigou o desrespeito aos direitos de crianças,  adolescentes, idosos e pessoas portadoras de deficiência, na capital. No relatório final havia o pedido para que o texto foi enviado ao Tribunal de Contas do Município para que este verifique os processos de terceirização da merenda escolar, “uma vez que várias empresas vencedoras desse processo licitatório são alvo de investigações de superfaturamento, corrupção e outras irregularidades”.

Caminhoneiros se apaixonam pelo transporte de passageiros

Por Adamo Bazani

natanael lopes da silva - vicente de paula carvalho

Do transporte de cargas ao transporte de passageiros, muitos motoristas sentem na pele a diferença. Por causa das instabilidades da estrada, por falta de segurança, de horários e ganhos definidos, muitos motoristas de caminhão e, até mesmo, de carretas que transportam cargas perigosas optam por mandarem currículo, pedirem a indicação de amigos com a intenção de arrumar emprego em uma empresa de ônibus.

Pensam que a situação vai ser melhor. Quando a linha é urbana, o trabalho é perto de casa, há horários previstos, e uma série de outras facilidades. Mas quando pegam um ônibus pela primeira vez veem que o transporte de passageiros nas cidades não é para qualquer um, é difícil e exigem qualificação específica.

Foi esse o impacto que sentiu o motorista da Viação Januária, hoje inspetor de tráfego, Natanael Lopes da Silva, de 66 anos. Estava acostumado com as longas viagens, boa parte das vezes entre o interior paulista e o Porto de Santos.

“Tem de trabalhar muito pra ter um lucro. Então, em 1972, consegui uma vaga na empresa Barão de Mauá. Meu primeiro dia de trabalho me surpreendeu. A carga a gente põe no caminhão e vai embora, é claro, tem de ter alguns cuidados, mas no ônibus urbano, a gente tem de estar ligadão a toda hora. Isso nos anos 70, que o trânsito era bem melhor, imagine hoje”.

Natanael começou dirigindo um ônibus Scania, carroceria Carbrasa, que hoje não existe mais. O veículo era duro e pesado, mas não muito diferente dos caminhões. A diferença estava na indispensável atenção ao passageiro.

“É gente pedindo informação, é parando toda a hora, é cuidado para não engatar a marcha enquanto tem passageiro desembarcando…Meus primeiros meses dentro de um urbano foram um  batismo, um vestibular mesmo”

Outra diferença, segundo ele, é acompanhar de perto a rotina das pessoas, sendo possível fazer muitos amigos, e também o crescimento das cidades. Bairros praticamente desabitados em Mauá, como Itapeva, Nova Mauá, Itapark, que tinham estreitas ruas de paralelepípedos ou eram estradinhas de barro e muito atoleiro, se tornaram regiões fortemente adensadas.

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Petshop sem veterinário é perigo aos animais de estimação, diz conselho regional

Toda loja de animais de estimação tem de ter um veterinário responsável. Caso contrário, há riscos aos cães e gatos que forem deixados no local, mesmo que seja para um simples banho. É o que afirma o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo que denuncia a existência de muitas destas casas funcionando irrgularmente.

O presidente do CRMV-SP, Francisco Cavalcanti de Almeida, disse que os proprietários dos animais tem de prestar atenção também na qualidade dos produtos vendidos nos petshops, principalmente em relação a ração à granel, comum em casas da periferia.

Ouça os alertas do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo feitos no CBN São Paulo.

Em caso de dúvidas ligue para (011) 5908-4799. Mais informações no site do CRVM-SP.

Defenda São Paulo pede bom senso de Kassab

Apesar da mobilização política para a retirada do Plano Diretor Estratégico da Câmara Municipal não ter sensibilizado a prefeitura, o Movimento Defenda São Paulo ainda tem esperanças de que haja mudanças no processo. A diretora técnica da entidade que reúne associações de bairros na capital, Lucila Lacreta, pede que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tenha bom senso e atenda a reivindicação de 111 organizações que assinaram documento de protesto contra a proposta enviada pelo Executivo.

Ouça a entrevista de Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo ao CBN São Paulo.

Leia outras opiniões e conheça o texto do abaixo-assinado AQUI.

Exame que “reprovou” professores será desconsiderado

Atendendo decisão judicial, a Secretaria Estadual da Educação não vai levar em consideração o desempenho dos professores temporários no exame aplicado no ano passado. De acordo com o órgão, o critério para atribuição de aulas será o mesmo do ano passado, por tempo de serviço e títulos. A medida tem o objetivo de garantir que as aulas comecem em 16 de fevereiro. A liminar que impede o uso do resultado das provas foi obtida pela Apeoesp, sindicato que reúne os professores da rede pública de ensino.

O desempenho no exame chamou atenção pelo baixo rendimento de grande parcela dos professores a medida que dos  241 mil que participaram da prova 3 mil tiveram nota zero e metade dos que realizaram o teste tiraram menos de cinco. Apenas 111 tiraram 10.

O resultado provocou uma série de mensagens ao CBN São Paulo de professores que estivaram no exame e de pais de alunos da rede pública. Ouça aqui o que disse sobre o tema o comentarista Gilberto Dimenstein, no Mais São Paulo.

Para a Apeoesp, o desempenho dos professores não pode ser avaliado pelo exame, pois alguns sequer teriam participado da prova e aparecem na lista com a nota zero.

Rodízios de comida japonesa

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Dhaigo

Se a  intenção é almoçar rapidamente, o Dhaigo é uma ótima opção, tanto que é bem popular entre o pessoal que trabalha no Itaim. O restaurante está sempre lotado, mas a espera é curta. Detrás do comprido balcão do salão principal, cinco sushimen preparam bandejas com sushis variados de quatro tipos de peixes (tainha, robalo, atum e salmão) e camarão. Essas são passadas de mesa em mesa e, talvez por isso, o frescor dos peixes deixa a desejar. Já o temaki de salmão com cream-cheese e o sashimi, que vem direto à mesa de quem pede, estavam  no ponto: alga crocante, fresquinhos, corte médio e boa qualidade do salmão. O hot-roll de goiabada – crocante por fora e cremoso por dentro –  pode não primar pelo tradicionalismo, mas estava bem gostoso. A banana flambada  deixou a desejar: a fruta,  cortada em rodelas, veio com um excesso de calda  que mais parecia a cobertura do sorvete de creme que acompanha o prato. Rodízio almoço: R$ 33,50  (sem sashimi) e R$ 39,50  (com sashimi). Rodízio jantar: R$ 39,50 e R$ 44,50
R. Araçari, 178

Hideki

Restaurante tradicional no bairro de Pinheiros, atrai japoneses e descendentes no jantar e executivos da região no bom e variado bufê de almoço. Se você quer conhece o que o Hideki tem de melhor, é melhor ir à noite. É nesse horário que são servidos os sushis exóticos, como barbatana de tubarão, e especiais, como toro. O corte, extremamente bem feito é, ao contrário da maioria dos japoneses da cidade, grosso– por isso, se você prefere aquelas fatias quase transparentes de tão fininhas, pode estranhar. Uma boa sugestão para variar do tradicinal combinado é o Tirashi-Sushi especial, 20 fatias de sushi (polvo, salmão, atum, prego) acompanhada de arroz com nori, gergelim, gengibre e ovo mexido. A brincadeira aqui é você montar seu próprio sushi. A carta de saquês e sochus traz bons rótulos importados. O rodízio de almoço é super famoso e concorrido. Além de suhis e sashimis há uma boa variedade de pratos quentes como tempurá, yakissoba e bolinhos de peixe. R$ 45 (seg. a qui.); R$ 50 (sex.); R$ 55 (sáb.)
R. dos Pinheiros, 70

Sassá sushi

O restaurante, que antes ficava a duas quadras da Horácio Lafer, onde está agora, mudou de endereço, mas não de cardápio. São oferecidas as opções a la carte e dois tipos de rodízio: um mais simples (R$ 47,90), com pedaços limitados de sashimi, e um com a iguaria à vontade e mais algumas entradas especiais, como carpaccio de salmão ao molho de shoyu e maracujá (R$ 53,90). Os peixes (além de salmão e atum havia duas opções de peixe branco) chegaram frescos à mesa e cortados na largura certa. O arroz estava um pouco adocicado demais e poderia ter sido menos “espremido”. A carta de saquê, porém, compensa o deslize e vem com boas opções nacionais e internacionais a preços surpreendentemente baixos para a região.
Av. Horácio Lafer, 640