Novos bares para conhecer no fim de semana

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

 

Rabo de Peixe

 

Após uma década de badalação, o Rabo de Peixe fechou as portas, subiu um quarteirão e reabriu em um espaço maior – dessa vez, sem os típicos encontros de motoqueiros que rolavam no antigo espaço. Com a sofisticação dos botecos chiques, o novo ambiente ganhou uma atrativa estação de caipirinhas que fica entrada do bar. As frutas naturais expostas no balcão e o vasto menu de drinques são uma competição acirrada para o chopinho. A Ivanoff (vodca, jabuticaba, uva rubi e limão siciliano) é uma boa combinação. Mas a Paixão, de frutas vermelhas, estava ótima: boas frutas, vodca e açúcar na medida certa. Embora o nome da casa remeta a frutos do mar, a chapa de picanha fatiada é a queridinha dos clientes – boa para comer na arejada varanda. Os pastéis também são deliciosos e sequinhos: dos quatro sabores (carne, queijo, carne seca com queijo coalho e palmito) escolha dois e parta para a comilança. O achado fica na parte das sobremesas: os churros de doce de leite, pra comer sem dó, igual criança!
R. Quatá, 426, Vila Olímpia

 

Saravah

 

Nem é preciso procurar o Saravah com muita atenção. A frente do bar, inteira pintada de fitinhas do Senhor do Bonfim, destaca-se entre as discretas casas da rua João Moura. O forte do bar são as animadas noites de MPB, jazz e rodas de samba com artistas conhecidos pelos boêmios como: Tião Preto, Dona Inah e Seu Lineu. O clima do lugar é bem amigável, afinal, todos os clientes são recebidos pela dona do Saravah e até o garçom pára de vez em quando para conversar com a galera – por isso, tente não se incomodar com uma certa demora no serviço. Para petiscar com as cervejas de garrafa, a mortadela ao molho de limão é agradável ao paladar e o frango a passarinho chegou sequinho à mesa. Se você preferir as mesas da calçada, o couvert artístico fica pela metade.
R. João Moura, s/n – esquina com a R. Cardeal Arcoverde, pinheiros

 

Si Senõr

 

Nada de mariachis nem música típica: o clima é moderno e o som, ambiente. Mas quem quiser sentir gostinho de México, vai encontrar um cardápio farto. O Nachos con Machaca (nacho chips cobertos com carne desfiada, pasta de feijão, feijão preto, cebola caramelizada, tomates picados, cebolinha, queijo cotija, salsa picante, pimenta jalapeño e guacamole) é um aperitivo de raspar o prato. Na linha mais tradicional, os Tacos a La Lupita (tortillas de milho grelhadas recheadas com queijo, guacamole, salsa e tomate picado) podem vir no sabor carne ou frango. Crocantes e bem temperados, tem acompanhamento de mini-quesadilla. A carta de drinques também não deixa a desejar: a frozen marguerita é bem preparada mas o bar derrapou feio no mojito excessivamente doce. De segunda a sexta-feira rola bufê na hora do almoço.
R. dos Pinheiros, 661, Pinheiros

O sofrimento dos outros

 

 

Por Abigail Costa

Ouvi numa entrevista com uma médica:

– O sofrimento mais forte do doente não é o diagnóstico.

No começo, o recebimento da doença é compartilhado por todos. Famílias, amigos. Cada um querendo ajudar de um jeito. Vale a presença física, os telefonemas, os livros de auto-ajuda, a caixa de chocolates.

Mas numa doença crônica como o câncer, o tratamento é demorado, doloroso. Uma rotina entre idas e vindas ao hospital. Outras tantas em direção à clínica. Sem contar os tratamentos complementares. Sessões de yoga, acupuntura,  reik. Uma busca voraz pelo equilíbrio.

E, assim, todos os dias vão se passando. Os meses começando e terminando. Completa-se um ano. E os amigos e a família já não tão unidos como antes.

O sofrimento até então entre as pessoas próximas vai ganhando um isolamento natural.

A médica completa:

– Primeiro, a mulher perde o seio; depois os amigos e por fim o marido.

Confesso que isso me assustou. A pergunta é inevitável:

– Como deixar sozinha uma pessoa num momento tão sofrido ?

A resposta lógica me fez parar de culpá-los. O afastamento não é por maldade. Alguns enxergam no sofrimento dos outros o próprio sofrimento. E fogem.

Como dizer para sim mesmo: esse sofrimento eu não quero para mim.

Uma posição que dispensa julgamentos.

Abigail Costa é jornalista, escreve toda terça-feira aqui no blog e transcreve o que aprende nas conversas diárias com suas fontes de informação e conhecimento.

Pantufas especiais para a volta ao trabalho

bota colorida

O frio das manhãs paulistanas costuma ser enfrentado com pantufas por um dos mais conhecidos jornalistas de rádio do País. Pelo menos é o que diz a lenda. E a mim cabe apenas registrar aquilo que está na boca do povo.  Assim que voltar das férias, segunda-feira que vem,  nosso querido colega terá de resolver um problema gerado pelo tempo úmido neste verão de temperaturas baixas: usar pantufas sem deixá-las molhadas. Foi daí que descobri que pantufas impermeáveis costumam ser chamadas de galochas – não tão confortáveis e menos ainda bonitas. E como elegância é uma das marcas do mestre Heródoto Barbeiro, o ouvinte-internauta Renato Oppermann sugere a bota acima que resolve todos os problemas: deixa os pés quentes, enxutos e deslumbrantes.

Visite o álbum do CBN SP em homenagem a São Paulo

foto da festa

No palco, os convidados se divertem. E o apresentador, também. Na platéia, o público acompanha com atenção as músicas e o bate-papo com os artistas. No estúdio móvel, ouvintes gravam depoimentos para o programa Conte Sua História de São Paulo. E tudo isso você vê acessando o álbum de fotografias do CBN SP que foi ao ar, sábado passado (24/01), no Teatro Eva Herz, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista.

Dois italianos novinhos

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Francescola Bistrô

É uma boa opção numa área onde há poucos endereços interessantes para comer. A gostosa casa construída em 1903, com vários ambientes, sala com lareira e quintal gramado, reúne, além do restaurante, a Cafeteria Cespresso e a adega Empório Francescolo. A cozinha fica a cargo de Caio Ferrari, que prepara cerca de três pratos no almoço, cantados pelo garçom na hora do pedido, com direito a entradinha. No dia da visita, o ravioli verde de mussarela trazia gostoso molho pomodoro, embora a consistência estivesse um tantinho aguada. Para a sobremesa, torta quentinha de maçã, bem saborosa, mas numa combinação infeliz com sorvete de chocolate. No jantar, o sistema é à la carte, com receitas mais elaboradas como filé com foie gras, confit de polvo e magret de pato com molho de framboesa. As bebidas vinhos e cervejas podem ser escolhidas na loja e degustadas à mesa pelo preço de prateleira.
R. Alexandre Dumas, 1.049 – Chácara Santo Antonio – São Paulo – SP
5181-2809

La Pasta Gialla Butantã

O chef Sergio Arno teve talento para transformar seu nome em grife, e seus restaurantes em bons negócios. O La Pasta Gialla é uma franquia que não pára de crescer: acaba de inaugurar a 16ª unidade, 9ª em São Paulo, no Continental Shopping, no Butantã. A bruschetta, como sempre, é a grande sensação da casa, e não raro os clientes a transformam em prato principal. Elas aparecem em oito versões quentes e cinco frias, como a de abobrinha, berinjela, pimentão e tomate seco. O cardápio continua com uma boa variedade de massas frescas e secas, todas de fabricação própria. Experimente o ravióli de mascarpone ao molho de pomodoro com azeitona preta. A carta de vinhos reúne rótulos com boa relação custo-benefício. E, para facilitar, todos os pratos do cardápio, da entrada à sobremesa, indicam os tipos de vinho que melhor harmonizam com a receita.
Continental shopping- Av. Leão Machado, 100-, tel.:3714-0361

Moda, casa de ferreiro espeto de pau

Por Carlos Magno Gibrail

Obama

“O presidente Obama é um homem elegante, se veste de maneira tão adequada que a roupa não se sobressai, apenas ele é evidenciado” Constanza Pascolato.

“A senhora Obama sabe que a Moda é uma forma de comunicação, e a usa permanente e intensamente para dar seus recados” Gloria Kalil.

Se acrescentarmos a essas assertivas a importância social e econômica da indústria da Moda  –  intensiva de mão de obra, potencial disponibilidade ao pequeno empreendedor, alta taxa de retorno sobre a relação capital empregado x geração emprego  –  chegamos a seu real posicionamento tanto na sociedade globalizada quanto no contexto empresarial de hoje. O universo da Moda,

“Império do Efêmero” para Gilles Lipovstky, altamente profissionalizado, fascina e surpreende.
Para completar ainda há o agregado cultural e artístico que a Moda está impregnada. Como refém, sósia ou parceira em seu processo criativo.

E, o sistema da Moda que remete a uma rotina permanente de obsoletismo para gerar a abertura da renovação a cada estação, coloca o criador diante da vida e morte permanente. Talvez esta situação emocional explique a atualização feita quase sempre a partir da volta ao passado.

É no mínimo intrigante que este laboratório de observação, em ebulição criativa permanente, cujas lentes miram modernamente as ruas para apreender mudanças, que lidas e traduzidas vão influenciar todos os produtos de todos os mercados em mercadorias de moda, apresente a nova moda espelhando algo de antigamente.

Manon Salles, do SENAC, acredita que é questão de todo início de século, voltar ao passado.

Segundo Miuccia Prada, “não é momento para inventar coisas as quais os homens não vão entender ou pelas quais não irão se interessar. O novo conservadorismo agora parece realmente novo”. Isso explica o desfile da Prada que trouxe “best-sellers” de outras temporadas e clássicos do guarda-roupa masculino, como blazers com lapela smoking e camisas com punhos altos, casacos com abotoamento duplo.

Em Milão para o outono inverno2009 inspirações e referências em épocas passadas, dos anos 1980 ao século 19, mostraram que a moda busca de fato reviver tempos melhores. A crise, no entanto, não tirou o glamour das coleções, extremamente sofisticadas

Na SPFW 2009 a maioria apostou em inspirações do passado, com algumas exceções. Ronaldo Fraga inovando com “idosos” e crianças, Uma com alguma sinalização ao futuro e Gloria Coelho que foi ao futuro vestindo o passado com o “ET abduziu a Duquesa”.

Com a crise econômica rondando, talvez se esperasse criações que rompessem com o passado, com Moda de escassez ou, ao contrário, com Moda de bonança para confrontar o desconhecido que está por vir.

O Prof. Victor Aquino, ex diretor da ECA USP, aposta mais na insegurança de criador e consumidor para não viajar ao futuro na maioria dos lançamentos de Moda.

Talvez seja um pouco de cada.  Que no futuro o futuro seja mais considerado pelos estilistas, mesmo que não se abandone as reminiscências.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda

Duas ótimas novidades em São Paulo

Por Ailin Aleixo
No Época São Paulo na CBN

Acrópoles jardins

O mais tradicional restaurante grego de São Paulo completa 50 anos inaugurando sua primeira filial. A nova unidade, de portas abertas desde meado de dezembro, fica em endereço nobre, em plenos Jardins, mas no resto se parece bastante com a matriz do Bom Retiro. O salão branco e azul, no alto das escadas, é decorado com simplicidade. E a clientela continua se levantando para escolher os pratos direto na cozinha. São cerca de sete ou oito receitas e a maioria se repete todo santo dia. O carneiro assado, servido em lascas suculentas, é um dos mais pedidos e vem acompanhado de arroz (branco ou à grega) e batatinhas. Outro hit da casa é o mussaká, torta de berinjela com batata e carne. Para os amantes de frutos do mar, a recomendação é o trio lula recheada + polvo ao vinho + risoto, tudo junto no prato. As sobremesas lembram os doces árabes – o folhado de nozes tem mais recheio e fica um pouco mais pesado.
R. Haddock Lobo, 885 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP 3063-3991

Limmon

Mais um restaurante moderninho abriu as portas na Manuel Guedes, um corredor concorrido onde já estão o Cantaloup, o Nam Thai, o Due Cuochi e o Fornaio d’Italia. Quem toca o negócio são os irmãos Carlos e Christian Burjakian – este último, à frente da cozinha, já passou pelas equipes de Alex Atala, Erick Jacquin e Salvatore Loi. Embora tenha praticamente iniciado a carreira em Salerno, na Itália, Christian optou por um cardápio de influência francesa, com alguns clássicos de bistrô, como filé rossini, magret de canard ao molho rôti e medalhões ao poivre com batatas gratinadas, mais algumas receitas italianas, sobretudo risotos e massas. Durante a semana, um gostoso menu executivo entra em cartaz no almoço. Por R$ 38, dá direito a couvert (ótimo por sinal, com pãezinhos caseiros e um delicioso patê de gorgonzola), entrada, principal e sobremesa. No dia da visita, o mix de folhas com presunto cru e palmito ao vinagrete de mostarda tinha sabores equilibrados e ingredientes fresquíssimos. O linguado a meunière com batatas cozidas, macio e suculento, foi seguido pelo waffle com musse de chocolate e morangos – esse, sim, uma overdose de açúcar, melhor ficaria se a musse fosse menos doce. A carta de vinhos, sob os cuidados do sommelier Humberto da Rocha, ex-Antiquarius, tem poucos rótulos abaixo dos R$ 60 – a grande maioria fica na casa dos três dígitos. Há ainda um bar, no centro do salão, onde são servidos coquetéis clássicos e drinques à base de limão.
R. Manuel Guedes, 545, Itaim-bibi, tel.:2533-7710

Traditional Jazz Band diverte público em especial

O bom humor não tem hora. E os integrantes da Traditional Jazz Band deram mostra disto, no sábado, como convidados do programa especial do CBN SP em homenagem aos 455 anos de São Paulo. Desde que chegaram ao palco do Teatro Eva Herz, os sete músicos demonstraram disposição e diversão enquanto passavam o som. E a festa continuo durante o bate-papo que foi ao ar.

Ouça a Traditional Jazz Band  falar sobre a história do jazz em São Paulo e a formação do grupo desde a década de 70. E aqui a Traditional Jazz Band canta um de seus sucessos.